A Omelete Infalível da Julia Child

Porque esses dias eu vi o filme, porque ontem comprei ovos muito frescos, porque tinha trabalho a fazer e não podia ficar de saliência na cozinha e porque me deu muita vontade, resolvi testar a técnica da Julia Child para fazer omeletes como explica esse vídeo aqui:

A receita para um(a):

Ingredientes:

  • 2 ovos frescos em temperatura ambiente (melhor se forem caipiras)
  • 1 colher de sopa de água
  • 1 colher de chá de manteiga
  • sal e pimenta-do-reino moída na hora

Como fazer:

  1. Aqueça uma frigideira antiaderente e deite ali a manteiga para derreter.
  2. Enquanto isso, quebre os ovos, bata bem com o garfo, misture com a água.
  3. Despeje a mistura de ovos na frigideira pelando e vá fazendo esse vai-e-vem aí do vídeo (pra mim demorou um bocadinho mais, que meu fogão é tinhoso).
  4. Polvilhe pimenta e sal, dê a voltinha na omelete, despeje no prato, mais uma pitada de sal e pimenta e sirva. Fica bom polvilhado com páprica, com ervinhas frescas ou secas, untado com um pouco mais de manteiga… é uma receita coringa, uma base deliciosamente simples sobre a qual brincar. A minha foi ainda mais simples, porque era desse jeito que queria minha vontade.
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Casca 1 X 0 Lata

Essa história de receber orgânicos em casa tem me ensinado um bocado de coisa. Duas semanas atrás, a cesta veio com quatro espigas de milho com casca, cabelinho e tudo. Eu já tinha visto milho in natura na plantação, no supermercado e na feira. Mas não me lembro de ter debulhado um alguma vez na vida.

Confesso que na hora me bateu uma preguiça danada: ai não, que saco ficar descascando coisa, esses cabelinhos não vão sair nunca, pra quê que eu fui inventar essa onda natureba, que mal que tem comer uns conservantes e “agrotóchico” já que eu nem uso outros “tóchico”?

E foi logo após esse breve momento de hesitação que Dadivosa voltou ao normal e resolveu encarar o sabugo:

  • com as duas mãos, fui abrindo as folhas, mais ou menos como se estivesse descascando uma banana
  • elas ficaram todas presas no pé (sei lá como se chama a parte de baixo) da espiga
  • peguei uma faquinha e cortei esse pé fora
  • no meio das fileiras de grãos estavam aqueles cabelinhos
  • coloquei a espiga debaixo da torneira e fui arrancando com a mão sem maior esforço

O processo todo levou uns dois minutos, no máximo. Deve ser porque o milho era bem novinho e macio. Aí veio a segunda parte: eu precisava debulhar o milho, porque queria usar os grãos numa farofa. Fui passando a faca e eles saíram na boa.

Se você nunca fez isso, e/ou quer ver um tutorial bem bacana, assista ao podcast do Simply Ming. Já virei fã do cara e baixei todos os episódios. Os vídeos são de mais ou menos dois minutos, e ele dá dicas bem legais para iniciantes e iniciados na cozinha. A faca branca que ele usa é meu mais novo objeto de desejo.

Mas essa conversa toda foi pra contar que cheguei à conclusão de que, no final das contas:

  1. descascar e debulhar o milho nem dá tanto trabalho assim
  2. o gostinho e a textura são imensamente superiores ao do milho enlatado
  3. a “praticidade” de abrir uma lata já não me encanta mais

Para quem quiser saber mais sobre o Ming Tsai, pode ir no site dele: http://www.simplyming.org/

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