Zuppa di Farro, Sopa de Espelta

Quase que se pode comer esta sopa a garfadas. Ela fica melhor no dia seguinte, vive bem na geladeira em pote fechado, vai ao congelador com muita dignidade e, tépida ou pelando, pode ser regada com azeite, salpicada de pimenta, coroada de queijo ralado. Se bobear, vai ao forno com pão ralado para tostar.

Daquelas que a gente faz um panelão e fica triste quando acaba, começa a ter saudade, sabe como é?

Ingredientes

  • 3 colheres de sopa de azeite de oliva
  • 100 g de pancetta picada (se não tiver, substitua por bacon ou lombo defumado)
  • 1 xícara de chá de cebola picada
  • 1 xícara de chá de cenoura picada
  • 1 xícara de chá de aipo picado
  • 3 dentes de alho picados
  • 200 g de espelta
  • 1 lata de tomates pelados (faça uns cortes neles com faca de serrinha, ainda dentro da lata)
  • água fervente
  • 1 lata de feijão cannellini ou borlotti (peso líquido 240g)
  • sal e pimenta-do-reino a gosto
  • 1 colher de sopa de sálvia fresca picada
  • 1 colher de sopa de alecrim fresco picado

Como fazer

  1. Em panela grande e funda, preferencialmente de fundo grosso, doure a pancetta no azeite.
  2. Adicione a cebola, a cenoura e o aipo (gosto de picá-los bem miúdos, com calma e paciência) e mexa. Quando estiverem macios e dourados, junte o alho e deixe dourar.
  3. Junte a espelta/trigo vermelho e os tomates e cubra tudo com água fervente, ultrapassando a mistura em dois dedos.
  4. Deixe ferver em fogo baixo, vigiando, mexendo e adicionando mais água se pegar no fundo, por pelo menos 1 hora, até o grão amaciar.
  5. Junte o feijão, enxaguado e escorrido, sal, pimenta, a sálvia e o alecrim. Misture bem e deixe apurar por uns 10 minutos.
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Sal, pimenta e curativos

Uma das primeiras fotos que fiz no curso de cozinha toscana, enquanto rezava para não sair dali de ambulância, ralar ou picar os dedos, quebrar alguma louça, virar azeite fervendo em mim mesma (ou em alguém!), me sapecar no forno ou escorregar e dar com a cara na quina da mesa. Correu tudo bem, em três dias só virei uma taça de vinho e fiz voar a tampa do processador.

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Ravióli Recheado de Espinafre e Ricota

Na foto dá pra ver que tem ravióli de tudo que é tamanho, quantidade de recheio, formato e acabamento. É porque foram feitos a dezoito mãos, mãozinhas e manzorras, no primeiro dia do curso que inventei de fazer no meu restinho de férias (preparem-se, tem muita receita vindo por aí).

Ao contemplar a cena, Alberto, o professor, abriu um sorrisão e disse que isso era comida de verdade, que a irregularidade fazia parte do charme da coisa e que o mais importante era que a massa tivesse a mesma espessura em todos eles (isso sim, tinha). E foi esse o clima do primeiro, do segundo e do terceiro dia do curso. Gente de verdade fazendo comida de verdade e se divertindo a cada virada de vinho na mesa (adivinha quem foi? ), transbordamento de creme fervendo (essa não fui eu), truques, dicas, descobertas e aventais-sapatos-caras-mangas-olhos sujos de trigo.

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