
Esta é minha receita infalível de torta salgada de liquidificador. Copiada d’algum lugar em meu primeiro caderninho de receitas, já foi reproduzida inúmeras vezes com recheios diversos.

Esta é minha receita infalível de torta salgada de liquidificador. Copiada d’algum lugar em meu primeiro caderninho de receitas, já foi reproduzida inúmeras vezes com recheios diversos.
A receita é de uma chef que não conhecia, Laurence Salomon, lindamente executada pela Clea Cuisine.
Antes mesmo de continuar a ler, veja aqui as fotos que ela fez, muito apetitosas.
Precisava fazer essa torta, nem que fosse tarde da noite, com sono. E com sono foi, motivo pelo qual não me animei a fazer sequer uma saladinha para acompanhar.
O nome original da receita é “Tarte Pavot aux Carottes et Tomme de Montagne”. Na falta de tomme de montagne, fiz com chevrotin e ficou uma delícia!
Ingredientes:
Como fazer:
A receita original da chef está aqui.
E segue meu registro fotográfico da fatia solitária:


Clafoutis é mais uma daquelas palavras cuja sonoridade me encanta tanto quanto os sabores da receita.
Enquanto inventava essa versão salgada da sobremesa francesa (que os puristas me perdoem, mas não resisti à vontade de inovar), sussurrava o nome repetidas vezes, pausada e alegremente: clá-fu-tí!
Assim como a ratatouille, o clafoutis já diz a que veio logo na palavra, com suas vogais de alegria e cor.
Originária da região de Limousin, a receita tradicional leva cerejas negras e pode ser comida morna ou fria. O nome vem do occitano (antigo provençal) clafotís, que significa preencher, lotar, encher. A palavra harmoniza, pois, com a coisa: uma massa com consistência de pudim, repleta de cerejas.
Ontem, ao avistar tomatinhos-cereja mui simpáticos, tive o lampejo: porque não testar uma versão salgada para o jantar?
E pus-me a matutar, pois não me lembrava muito bem da receita (é daquelas achamos que sempre saberemos como fazer). Cheguei a um resultado bastante satisfatório, muito embora acredite que da próxima vez farei modificações.
Compartilho com a senhora e o senhor as medidas exatas que utilizei, à guisa de orientação.
Ingredientes:
Como fazer:
Os tomatinhos eclodem lindamente, seja no forno, seja na sua boca, provocando uma mistura mui delicada de sabores e texturas. Da próxima vez, suprimirei o majericão, pois ele resolveu aparecer muito. Também tentarei adicionar noz moscada à massa.
P.S.: Publiquei uma receita de clafoutis de banana uns tempos atrás. Para encontrá-la, digite uma palavra-chave no quadrinho do canto superior direito e depois clique em “pode bisbilhotar!”.

Aquele legume injustiçado que atende pelo simpático nome de chuchu tem em mim uma fã.
Sim, querida leitora e querido leitor, eu acredito que o fruto dessa trepadeira tem gosto. É delicado, bem verdade, mas não deve ser menosprezado!
Até porque, sendo a palavra também um apelido carinhoso, sinônimo de “queridinho”, “preferido” e “amorzinho”, entre outros carinhos, a coisa não poderia ser ruim, não é mesmo?
A receita a seguir é um acompanhamento aprazível e versátil, que fica pronto em menos de uma hora, não exige vigilância e tem um efeito visual bastante belo.
Poderia ter usado cenouras, batatas, mandioquinhas, ervilhas, vagens, brócolis, couve-flor… mas escolhi o chuchu por seu sabor sutil e por suas baixíssimas calorias, característica muito em voga neste período que antecede as festas.
O leitor e a leitora não devem dar crédito àquele tão démodé preconceito contra o machucho, pois até mesmo o Sr. Dadivoso, até então inimigo declarado do legume, não só aprovou como pediu mais de minha recém-inventada iguaria.
Ingredientes:
Como fazer:
.*. Uma dica Dadivosa .*.
Muitas senhoras e senhores têm asco daquela viscosidade que se desprende quando descascamos o chuchu. Eu evito o incômodo trabalhando o legume sob um fio de água corrente. Experimente! Suas mãos sentirão a diferença.

Ingredientes:
Como fazer:
1. Ferva as cenouras por 2 a 3 minutos em uma panela com água e sal. Escorra-as imediatamente e jogue-as em uma vasilha com água e gelo, para parar o cozimento.
2. Descasque as batatas e corte-as em fatias finas. Coloque-as em uma panela com o azeite em fogo baixo, e vá cozinhando aos poucos, sem deixar dourar.
3. Acenda o forno para pré-aquecer.
4. Unte com manteiga uma forma retangular e deite ali a massa. Cuide para que as bordinhas fiquem levantadas. Se precisar, coloque mais massa. Fure o fundo da massa com um garfo e reserve.
5. Bata o creme de leite com os ovos, adicione uma pitada de sal (prefiro usar sal marinho), pimenta branca moída na hora e noz-moscada, também ralada na hora.
6. Comece a montar a torta: coloque as batatas sobre a massa, espalhando com cuidado. Por cima das batatas, polvilhe o queijo. Derrame o creme com cuidado e por cima coloque as cenourinhas. Polvilhe com a salsinha e leve ao forno (180 graus) por no mínimo meia hora. Estará pronto quando o recheio inchar um pouquinho e as bordas da massa estiverem douradas e crocantes.
Morninho, com açúcar de confeiteiro recém-peneirado por cima.
Fui obrigada a comer um pedaço, pra poder mostrar como fica por dentro
Ingredientes
Massa:
5 colheres de sopa de farinha de trigo
5 colheres de sopa de açúcar
3 ovos
2 colheres de sopa de manteiga sem sal derretida em banho-maria
200 ml de leite quente
sal
Recheio:
3 bananas
canela a gosto
Manteiga sem sal para untar e açúcar de confeiteiro o quanto baste
Como fazer:
Acenda o forno.
Unte um pirex com a manteiga e polvilhe o fundo e os lados com bastante açúcar de confeiteiro (mais ou menos meia xícara).
Peneire a farinha de trigo sobre uma tigela, junte ali o açúcar, uma pitada de sal e misture.
Incorpore um ovo inteiro e duas gemas, mexendo bem com um batedor de mão.
Sem parar de bater, adicione a manteiga derretida (morninha, não pode ser quente).
Junte o leite quente, em fio, mexendo sempre. A massa vai ficar bem líquida.
Em outra tigela, acrescente uma pitada de sal às duas claras restantes e bata-as em neve firme. Envolva, delicadamente, as claras em neve na massa líquida.
Corte as bananas em rodelas e coloque-as na forma untada e polvilhada. Polvilhe canela sobre as bananas.
Derrame a massa sobre as bananas e leve o clafoutis ao forno médio por 30 minutos. Ele vai crescer e ficar moreninho.
Retire do forno, polvilhe com açúcar de confeiteiro e sirva morno. Ele vai baixar um pouco e ficar com consistência de pudim, muito levinho.
A receita original, da região de Limousin, na França, é feita com 500 g de cerejas. Fiz com banana por pura preguiça de descaroçar as bichinhas. Mas fica super gostoso… e bonito… daqui a pouco subo as fotos dele.
Fiz ontem à noite, com recheio de sardinha (a pedidos). Nem gosto de sardinha, mas sabe que ficou bom?
A receita da massa é prática e combina bem com qualquer recheio: presunto e queijo, seleta de legumes, franguinho desfiado…
Ingredientes
Massa:
2 xícaras de chá de leite
1 xícara de chá de água
50g de queijo parmesão ralado
1 colher de chá de sal
1 xícara de chá de óleo
3 ovos
1/2 xícara de chá de maizena
2 xícaras de chá de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento em pó
(margarina para untar a forma)
Recheio:
2 colheres de sopa de azeite de oliva
1 cebola média picada
1 lata (250g) de sardinha
1 xícara de azeitonas verdes sem caroço picadas em lascas
aproximadamente 1 xícara de chá de purê de tomate sem tempero
Pimenta do reino moída na hora a gosto (usei 1/2 colher de chá)
Cobertura:
1 a 2 tomates cortados em rodelas muuuuuito fininhas
1/2 colher de sopa de orégano
Acessórios:
Liquidificador
Forma grande, do tipo tabuleiro (a minha tem uns 35cm por 25cm)
Guardanapo ou toalha de papel para ajudar a untar a forma
Como fazer
1. Abra a lata de sardinhas (há!) e limpe-as bem. Isso significa passar uma faquinha (sem serra) delicadamente por cima delas para tirar qualquer vestígio de escamas, abri-las com cuidado e retirar a espinha. Não precisa picar nem “desfiar” as sardinhas, deixe assim mesmo.
2. Acenda o forno para aquecer.
3. Agora vamos começar a fazer o recheio. Coloque o azeite em uma frigideira grande e funda, aqueça em fogo baixo, jogue as cebolas ali e vá mexendo de vez em quando até que elas murchem bem, sem deixar dourar.
3. Coloque as sardinhas na frigideira, dê uma boa mexida com a colher de pau para refogar e também quebrar os filés.
4. Quando estiverem aquecidas,vá colocando o purê de tomate aos poucos para que ele se incorpore à cebola e à sardinha. O molho fica espesso mesmo. Se ficar muito líquido, deixe mais um tempo no fogo para evaporar a água, mexendo sempre.
5. Coloque as azeitonas no molho, ainda com o fogo ligado.
6. Tempere com a pimenta e desligue. Não precisa usar sal, pois a sardinha e a azeitona já são salgadas. Não vale a pena colocar muitos outros temperos diferentes. A graça desse recheio é que ele fica suave e não enjoa. Reserve o recheio na frigideira mesmo.
7. Chegou a hora da massa… coloque todos os ingredientes no copo do liquidificador e bata na velocidade máxima até que a massa fique homogênea. Se um pouco de farinha ou maizena grudar no copo, desligue o liquidificador, raspe com cuidado os cantinhos com uma colher de pau, tampe novamente e torne a bater. A massa fica bem líquida.
8. Unte a forma com margarina.
9. Despeje metade do recheio na forma.
10. Com cuidado e paciência, coloque o recheio sobre a massa. Como a massa é líquida e o recheio é mais pesadinho, precisa ir devagar… o que eu faço (e nem dá tanto trabalho assim) é ir pegar o recheio aos poucos, com uma colher, e deixando cair sobre a massa aos pouquinhos. Não é legal encostar a colher na massa, senão vira uma cacaca, mas também não pode jogar o recheio lá do alto, sacou?
11. Depois de colocar o recheio, tá na hora de cobrir a torta. Aproxime o copo do liquidificador da forma da torta e vá derramando o restante da massa, também com cuidado, para cobrir o recheio.
12. Pegue as fatias de tomate e deite-as sobre a torta, uma a uma, devagar, para elas não afundarem.
13. Pegue o orégano, esfregue-o entre as palmas das mãos e vá pulverizando sobre a torta. Isso serve para ativar o sabor dele. Se jogar direto também funciona, mas não fica tão delicado e gostoso.
14. A essa hora, o forno deve estar bem quente. Coloque a torta para assar e deixe por uma meia hora, ou até a superfície dela ficar moreninha.
A receita original, que testei duas vezes, ficava muito salgada. Ontem resolvi usar uma colher de chá de sal (no lugar uma de sopa, como pedia a receita) e funcionou!