
Conforme prometido, eis a receita da sopinha de abóbora natural e reconfortante que saiu de minha cozinha na semana passada. Fresquíssima, sem aditivos ou conservantes, pode ser preparada em menos de meia hora.

Conforme prometido, eis a receita da sopinha de abóbora natural e reconfortante que saiu de minha cozinha na semana passada. Fresquíssima, sem aditivos ou conservantes, pode ser preparada em menos de meia hora.

Agradam-me os caldos, as sopinhas e os cremes, sobretudo à noite. Entretanto, nem sempre chego à cozinha disposta a picar legumes, desencantar panela de pressão e liquidificador ou aguardar o tempo necessário para que elas apurem o gosto.
Esta sopa de cogumelos exige quase nada da cozinheira e em troca dá sabor e reconforto.

Dê-me limões e farei uma limonada.
Dê-me pepinos e farei um tabule.
Ou, se não quiser esperar o trigo hidratar, uma sopa bem gelada.
Pois cheguei em casa à toda, feito furacão. Nessas horas os cinco sentidos ficam como que batidos no processador, amalgamados, despersonalizados e indistinguíveis.
Não há muito o que se fazer quando a sede se mistura com a fome, os ouvidos não conseguem separar o azedo do doce, as mãos estão atordoadas e a língua parece ter cinqüenta e cinco dedos com as unhas por fazer.
Mas resolvi fazer uma sopa…
Ingredientes: (rende uns 400 ml)
Como fazer:
As primeiras colheradas poderão parecer meio alienígenas, mas logo os sentidos se põem de volta em seus lugares, a sensação de estar em casa aparece e, se o dia estiver minimamente propício, um gostinho de vitória pode surgir no final.
Vitória de quem deu um nó na amolação e transformou os pepinos numa ceia ligeira.

Uma virada de tempo e uma gripe à espreita foram a inspiração para esta sopa-creme reconfortante.
Ingredientes (para 1 pessoa):
Como fazer:
Um recado…
O Leitor e a Leitora sentirão diminuir a freqüência de meus cozinhados nos próximos dias. Trata-se de uma semana particularmente assoberbada, pois mudaremos de apartamento na sexta-feira, dia 16, pré-carnaval, meu aniversário.
Conduzirei minha folia entre serpentinas de plástico-bolha, confetes de miudezas para organizar e marchinhas compostas com o som de abrir caixas. A comemoração ficará para depois, quando a casa estiver minimamente habitável.

Tenho a impressão de que quase tudo o que provei pode ser considerado comida de memória. Junto com os cheiros, os sons e os sentimentos, o gosto das coisas também imprime marcas na lembrança das pessoas. Podem ser líricas ou tétricas, felizes ou taciturnas, saborosas ou repugnantes, mas lá estão se você souber procurar com o interesse afiado e o coração descerrado.
Por conta do estado de superlotação culinário-afetiva em que se encontra meu sótão, tive imensa dificuldade em escolher uma receita que estivesse à altura do evento de Comida de Memória, tão gentilmente organizado pela Valentina.
Decidi falar daquilo que, para mim, é o melhor tipo de reaproveitamento culinário, vencendo até o atualmente tão incensado (e delicioso) bolinho de arroz: a sopinha de feijão.

Estava há dias matutando sobre como usar toda aquela alface que chega com a cesta dos orgânicos. Fui pesquisar na minha mini-biblioteca: nos livros da vó, nos franceses, nos de R$ 1,99, nas revistas, nos recortes e nos cadernos. Achei algumas coisas interessantes, como mousse quente, suflê e refogado. Mas estava com vontade mesmo era de uma sopinha cremosa. Ontem, com o frio que fazia em São Paulo, resolvi botar a Dadivosa pra trabalhar e criar uma receita nova…
A receita rende 500ml, que eu devorei sozinha
Ingredientes:
1 pé de alface
1 batata grande
½ colher de sopa de manteiga
1 xícara de chá de caldo de legumes caseiro aquecido(O industrializado não serve, porque mata todos os outros sabores. Se não tiver, pode usar água mesmo)
1/2 xícara de chá de água
Sal
Para servir (opcional):
1 ovo cozido em fatias
páprica
azeite de oliva
pão sírio integral
Como fazer:
Sopa de Cebola, originally uploaded by Receita do Dia.