Gazpacho de Melocotón

Lembrete para mim mesma: Se for beber aquela tacinha de vinho, morrendo de fome enquanto prepara a receita, não fotografe. E se for fotografar a receita, morrendo de fome, mesmo tendo bebido aquela tacinha de vinho, verifique luz e foco… pelo menos.

E com essa foto malacabada, deixo aqui a com pêssegos,  segunda colocada da enquete, que me foi gentilmente presenteada pelo leitor que atende pelo codinome de Anxiño, via este comentário.

  • Cubra o fundo de uma panela com azeite de oliva e ali refogue em fogo baixo uma chalota e dois alhos porós (parte branca) com uma pitada de sal até amolecer.
  • Adicione 1 litro de caldo natural de galinha e deixe ferver.
  • Junte 4 pêssegos bem maduros (dos amarelos) sem casca e em cubos e cozinhe por 10 minutos.
  • Bata tudo muito bem com o mixer de mão (com cuidado, pois poderá espirrar) ou liquidificador. Coe e leve à geladeira para esfriar.
  • Enquanto a sopinha esfria, faça as virutas de jamón: numa frigideira antiaderente, leve fatias de presunto cru em fogo baixo até ficarem sequinhas e crocantes. Reserve.
  • Para servir, arrume nos copinhos o gazpacho, polvilhe uma pitadinha de nada de noz moscada ralada na hora, decore com as virutas de jamón e uma folhinha de menta.

Eu gostei dela assim, um pouco mais pastosa… mas se quiser uma consistência mais leve, pode afiná-la com água gelada até dar o ponto desejado.

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Ajo Blanco

Embora leve alho no nome, essa prima branquela do Gazpacho não costuma ser muito forte. Tem como base amêndoas cruas, pão dormido, azeite, vinagre de jerez e água filtrada ou mineral geladinha.

A receita original, do livro “Cocina de Temporada para Inexpertos”, levava um ovo e oito (oito!) gordos e egocêntricos dentes de alho para quatro porções. Fiz metade da receita, adaptando uma coisa daqui e dali, nada de ovo, um só alho.

Vamos a ela:

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Gazpacho

Diz que ele é como escova de dente, traseiro e molho de tomate: cada um com seu cada qual. E depois de provar alguns gazpachos por aí (de restaurantes bacanas aos comedores da fiiiirrrrma), de espiar receitas várias e de arriscar em casa uma que outra versão, posso dizer agora também tenho meu preferido: saboroso o suficiente para ser memorável, suave o suficiente pra não ser “inesquecível”.

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Caldinho de Ferro

Precisada de um incremento nutricional, preparei um elixir: liquidifiquei uma concha de feijão azuki já preparado e meia xícara de espinafre branqueado e congelado. A mistura foi aquecida e ganhou a companhia de gotas de tabasco suave (daquele verde), pitada de flor de sal e um fio de azeite.

O líquido, um tanto feioso, de remédio passou a delícia e não sei dizer se o efeito revigorante veio do ferro, do sabor ou dos dois :)

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Sopa de mãe e a mãe das sopas

Eis que na correria da vida lá fora, um dia antes do dia D, juntei panelas e temperos e carnes e legumes e utensílios e preparei três sabores diferentes de sopas, que a priori me apeteceram já pelo nome:

  • Carne com mandioca e legumes ao perfume de louro
  • Abóbora com cenoura e gengibre
  • Mandioquinha com alho-poró e manteiga

Esperava, com isso, dar certo aconchego aos dias de dieta líquida. Qual nada! Nenhuma delas, nem a substanciosa carne, nem a atrevida abóbora, nem a delicada mandioquinha me agradou o paladar. Um pouco pela temperatura – gelada, nada condizente com o frio da barriga e de fora dela - um pouco pela falta de inspiração maternal na hora da cocção, outro tanto por ter ignorado os princípios básicos da comida restituidora, errei na mão e tive de engolir muito a contragosto o resultado. Ruins não ficaram, mas faltou-lhes um quê de carinho.

Redimi-me hoje, com a simplicidade de uma canja daquelas que só a mãe (ou a gente, quando tem o firme propósito de auto-mimar-se) sabe fazer.

Ingredientes (para duas canecas):

  • 1 sobrecoxa de frango, sem osso, sem pele e sem gordura
  • 1 batata em cubos
  • 2 cenouras em cubos
  • 1 colher de sopa cheia de arroz cru
  • pitada de sal
  • 3 bolinhas de pimenta-do-reino branca
  • azeite para regar
  • sementes de papoula para polvilhar

Como fazer:

  1. Em panela pequena vão o frango, a batata, a cenoura, a pimenta e o sal. Cubra com água e leve ao fogo para cozinhar até que tudo esteja macio.
  2. Liquidifique tudo ou apenas desfie o frango.
  3. Ao servir, polvilhe a semente de papoula (ou salsinha fresca, se tiver) regue com azeite e contemple a barriga e o coração se aquecerem com a mãe das sopas, aquela que, junto com a prudência e o dinheiro no bolso, não faz mal a ninguém.
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Sopa Creme de Ervilhas Muito Frescas

Que tenho profundo amor pelas comidas verdolengas ja é informação de domínio público.
Natural, portanto, que uma cremosa sopa de ervilhas recém-debulhadas me apeteça o espírito em dias de muito frio.

Este exemplar, coroado de cubinhos crocantes de lombo suíno muito mais gostosos do que bacon, finalizou um dos sábados mais gélidos do ano (sim, sei que o clima tem sido mais ameno, mas tem tanto tempo que por aqui não deixo meus relatos que quase perco uma estação inteira).

Ingredientes: (para duas pessoas)

  • 400 g de ervilhasfrescas recém-debulhadas (ou congeladas,caso seja o que você tem à mão)
  • 1 cebola cortada ao meio
  • 3 grãos de pimenta-do-reino
  • 1 colher de sopa de azeite e mais um fio para fritar o lombo
  • 100 g de lombo suíno salgado sem gordura
  • água o quanto baste para a ervilha e para o lombo

Como fazer:

  1. Leve o lobo numa panelinha ao fogo com água suficiente para cobri-lo levemente.
  2. Enquanto isso, aqueça o azeite, dê uma leve refogada nas pérolas verdes, adicione a cebola e as pimentas.
  3. Quando a água do lombo ferver, descarte-a e repita o processo.
  4. As ervilhas cedem muito rapidamente ao calor, coisa de quinze minutos. Quando estiverem bem macias, bata-as no liquidificador com o tanto de água que julgar conveniente. Usei meio litro, mais ou menos, pois marido não suporta as sopas ralinhas.
  5. Escorra o lombo da segunda fervura, corte-o em cubinhos e frite-o em um nadinha de azeite até ficar crocante.
  6. Devolva o creme verdolengo à panela,acerte o sal e sirva quentinho com o lombo e um belo fio de azeite.
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