O que é que a banana tem?

Banana – Dadivosa

É amor em penca e só depois de mulher feita encontrei gente que não a suporta, meia dúzia de gatos pingados para confirmar a regra. Na receita de hoje a banana é grelhada em beurre noisette, uma manteiga aquecida até ficar marrom e liberar um cheirinho de avelã. É fácil, é simples, é barato, é prosaico, até. Mas olha, é bem bom!

Como fazer Beurre Noisette (ou manteiga marrom, ou brown butter, ou mantequilla avellana, vocês entenderam)

Ingredientes:

  • manteiga sem sal

Como fazer:

  1. Leve a manteiga ao fogo em uma panela de fundo claro, para que seja mais fácil perceber a mudança de cor. Fique vigiando que é coisa rápida.
  2. Deixe em fogo médio a baixo. Ela vai espumar e crepitar e estalar. É a água da manteiga indo embora.
  3. Vá girando a panela (ou mexendo com uma colher de pau). A manteiga vai mudar de cor. Quando estiver bronzeada, marrom claro, retire imediatamente do fogo e, com cuidado, passe por uma peneira para outro recipiente por dois motivos: 1) se continuar na panela quente ela vai continuar a escurecer e virar outra coisa (beurre noir, a versão mais amarga e escura, ou queimar) e 2) ao passar com cuidado pela peneira você separa os eventuais resíduos sólidos que possam ter queimado um pouco mais.
  4. Empregue (nos livros de receita da vó sempre tinha um “empregue”, adoro!) ou armazene na geladeira. Pode usar quente sobre aves, peixes e carnes, sozinha ou para compor molhos, em receitas de bolos, madeleines, financiers e o que mais quiser, pode usar fria (fica com cara e cor de doce de leite como na foto a seguir) sobre um pão quentinho com uma pitada de flor de sal, ou para grelhar banana :)

Beurre Noisette – Dadivosa

Banana Grelhada com Beurre Noisette (para dois)

Ingredientes:

  • 2 bananas-prata maduras
  • 2 colheres de chá de beurre noisette (ou manteiga marrom, ou brown butter, ou mantequilla avellana, aquela coisa toda)
  • açúcar de confeiteiro para polvilhar
  • sorvete ou creme de leite batido para servir (opcional)

Como fazer:

  1. Descasque e corte as bananas ao meio, no sentido do comprimento.
  2. Aqueça a manteiga em uma frigideira antiaderente.
  3. Grelhe as bananas na manteiga, em fogo médio, até dourar, dos dois lados.
  4. Transfira para o recipiente onde vai servi-las e polvilhe açúcar de confeiteiro.
  5. E é só. Se quiser, sirva com uma bola de sorvete de creme ou creme de leite batido.

 

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Gelado de Banana Anti-TPM

Gelado de Banana Anti-TPM - Dadivosa

Gelado de Banana Anti-TPM – Dadivosa

Esta receita de gelado de banana anti-TPM já apareceu por aqui, ocasião em que queimei um liquidificador por querer bater tudo de uma vez só e ignorar a instrução de usar o processador de alimentos. Tivesse eu comido a sobremesa antes, talvez estivesse mais paciente ;)

Caso você só tenha o liquidificador (como eu, à época), deixe a fruta descongelar um pouco mais (leve de volta ao freezer depois de pronta, se for o caso) e pulse menos quantidade de cada vez.

Receita de Gelado de Banana Anti-TPM

Ingredientes: 

  • 4 bananas-prata
  • 1/2 limão

Como fazer:

  1. Descasque as bananas, retire quaisquer fiapos, corte-as em rodelas de mais ou menos 2 cm e respingue umas gotas de limão para evitar que oxidem.
  2. Leve as bananas ao freezer, em um recipiente onde elas possam ficar todas em uma só camada. Deixe congelar.
  3. Retire as bananas do freezer e deixe descongelar um pouco, coisa de 10 a 15 minutos.
  4. Aos poucos, passe as bananas pelo processador até virarem um creme. Empregue em seguida. Caso elas derretam muito, faça as bolinhas e leve-as ao freezer até a hora de servir.
  5. Você pode polvilhar esse gelado com canela, um pouco de açúcar mascavo ou nozes/amêndoas/castanhas picadas. Fica uma delícia servido com este Petit Gâteau de Canela.

 

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Dadinete, o danete da Dadivosa*

Dadinete

Dadinete – Foto de Estevam Romera

Tenho um punhado de amigos e parentes gastronomicamente ortodoxos. Ou, como o representante-mor Daniel refere-se a si mesmo, gastronomically challenged. O termo, de um politicamente correto quase cafajeste, qualifica nada mais do que uma pessoa com paladar restrito, pouco aventureiro. Não gosto de dizer que é paladar infantil, pois conheço crianças bastante mais destemidas e gastronomicamente curiosas do que o senso comum nos faz crer.

E apesar de ser também eu curiosa e destemida para provar novos sabores, não acho que caiba a mim forçar a barra para ninguém, e me parte o coração saber que o convidado parou no caminho para engolir um pão-carne-e-queijo (que é tudo menos isso) por que no cardápio não terá nada que ele consiga comer. De modos que, de um jeito ou de outro, na medida do possível, tento acomodar as diferenças e sempre preparar algo para o portador de necessidades culinárias especiais.

A mesma coisa acontece quando sou incumbida de levar algum prato na casa alheia. E foi assim que surgiu a primeira versão do Dadinete, quando me ofereci para levar a sobremesa no churrasco de dia dos pais na residência do supracitado amigo Daniel. Tinha de ser de chocolate, não podia ter fruta seca nem molhada, ser fácil de carregar, armazenar e servir, não desmoronar no caminho e ainda agradar aos convivas todos. E foi um sucesso.

Receita sucesso a gente repete, passa adiante, porque não tem mesmo nada de muito diferente, é coisa fácil de fazer e de lembrar, tem poucos ingredientes, lembra infância e ataques à geladeira na madrugada.

Passei a receita para a Tatu, que batizou a sobremesa, divulgou o Dadinete em seu blog lindo e combinou comigo de publicar, cada uma em seu quadrado e do seu jeito, a minha receita com a foto produzida por ela e clicada pelo Estevam Romera, pai de Alice, que suportou até que bem quatro mulheres cantando musiquinhas bobas, fazendo passinhos pela sala, falando de comida e fazendo piadas ruins sobre a viagem ao Peru.

Receita de Danette Caseiro, o Dadinete

Ingredientes: 

  • 1 litro de leite
  • 4 colheres de sopa cheias de chocolate em pó (achocolatado não serve)
  • 1 lata de leite condensado
  • 2 colheres de sopa cheias de amido de milho (‘maisena’)
  • 2 xícaras de chocolate picado (pode usar amargo, ao leite ou uma mistura dos dois)
  • 1 lata de creme de leite gelado, sem soro

Como fazer:  

  1. Comece fazendo uma espécie de mingau. Em uma panela, dissolva a maisena em um pouco do leite. Acrescente o restante do leite, o chocolate em pó e o leite condensado.
  2. Leve ao fogo brando e cozinhe, mexendo sempre para não grudar no fundo, até ferver. A mistura vai engrossar. Desligue o fogo.
  3. Acrescente o chocolate picado e continue mexendo até derreter. Reserve fora do fogo e, quando a mistura estiver morna, incorpore o creme de leite gelado, sem o soro. Para tirar o soro do creme de leite, abra a lata, enfie uma faca na borda até o fundo e incline a lata com cuidado, para sair o líquido. Você pode misturar o creme de leite com a ajuda de uma batedeira, com um batedor de mão ou colher de pau. O importante é deixar a sobremesa bem homogênea.
  4. Deixe gelar por pelo menos 4 horas antes de servir.

Algumas dicas…

Usei um chocolate em pó culinário da Suíça, com nada de açúcar, bem bom. Faça com o melhor que encontrar, mas aquele chocolate em pó que vem em caixa vermelha da marca conhecida também fica ótimo. Achocolatado não presta pra essa receita, tá? O chocolate em barra, quanto melhor for, melhor o resultado da receita. E se não tiver creme de leite em lata, pode tentar o fresco, mas espere a mistura de chocolate esfriar completamente e bata o creme de leite em chantilly antes de adicionar com bastante cuidado que o resultado fica parecido. E se sobrar, pode congelar numa boa. O tal amigo gastronomically challenged fez isso e aprovou :)

* atesto para os devidos fins que a aliteração do título não foi intencional

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Creme de Gengibre (para dois)

Você pode substituir o leite por creme de leite fresco, já fiz e ficou bom. Pode também dobrar a receita, seja para servir mais dois convivas ou deixar um agrado na geladeira pra depois (não o fiz e me arrependi).

Ingredientes:

  • 250 ml de leite
  • 30 g de açúcar
  • 2 gemas
  • 1 pedaço de gengibre (uns 2 cm, mais ou menos, esqueci de pesar) em fatias

Como fazer:

  1. Ligue o forno para preaquecer (180 – 200° C).
  2. Leve o leite ao fogo brando junto com o gengibre. Quando começar a ferver, desligue o fogo, cubra a panela e deixe em infusão por uns 15 minutos.
  3. Bata as gemas com o açúcar até espumar. Coe o leite e misture às gemas.
  4. Despeje a mistura em forminhas individuais que possam ir ao forno (usei potes de vidro e funcionou, mas recomendo cuidado).
  5. Coloque as forminhas em uma forma maior, despeje água fervendo até chegar à metade e leve ao forno baixo por 30 a 40 minutos. A consistência será de um flan mole.
  6. Leve à geladeira por pelo menos 4 horas.
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De Manga e Amoras (e do que tinha em casa)

Ia chamar de crumble, aquela sobremesa com fruta embaixo e farofinha crocante em cima, mas acho que não é pra tanto. Um improviso, isso sim, um arremedo pouco doce de qualquer coisa de fruta por baixo e algo crocante por cima, pois havia manga picada na geladeira, amoras no congelador e uns biscoitos japoneses pedindo pelamor que alguém desse um sentido para suas efêmeras existências. A receita serviu um casal no jantar e ainda virou parte do café-da-manhã-pra-nós-dois-te-fazer-um-carinh0-e-depois.

Ingredientes:

  • manteiga para untar a forma
  • 2 xícaras de manga picada
  • 1 xícara de amora congelada
  • 1 xícara de biscoitos esmigalhados (usei Sembei)
  • 4 ou 5 castanhas-do-pará picadas
  • 2 ‘fatias’ de manteiga gelada (1/2 cm) picadas
  • 1 colher de sopa de açúcar demerara ou cristal

Como fazer:

  1. Ligue o forno para aquecer, ou aproveite o embalo das beterrabas.
  2. Unte uma forma pequena com manteiga. Deite ali os pedaços de manga e as amoras.
  3. Por cima, espalhe o biscoito picado e as castanhas, distribua os pedaços de manteiga e polvilhe o açúcar.
  4. Leve ao forno até as frutas aquecerem bem. Sirva morno ou em temperatura ambiente. No dia seguinte, as sobras combinam muito bem com uma cumbuca de iogurte natural caseiro.

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Gelatina de Tangerina

Costumo ter pacotinhos de gelatina incolor em casa, que gosto de misturar com iogurte em algumas invencionices (como o flan de iogurte com mel, o mágico de maracujá e aquele que está entre o flan e a mousse). Eles vêm em duplas e cada um endurece meio litro de líquido, segundo diz a embalagem. Dá pra fazer miséria com gelatina incolor, se você lembrar dessa regra e seguir as orientações do envelope. Uma mistureba de leite de coco + leite condensado + creme de leite + leite, uma nata aromatizada, um suco de fruta natural adoçado a gosto…

Ao leitor e à leitora iniciantes na lida com a gelatina incolor em pó, recomendo muitíssimo essa última opção. Até hoje me empolgo com as possibilidades, como nessa receita de Gelatina de Tangerina com Iogurte e Chocolate da Elisa.

Calcei umas luvas de borracha, espremi as tangerinas no muque, consegui só 400 ml de suco, completei com uns 100 ml de água e fiz meia receita, adoçada com mel, que rendeu quatro potes como os da foto. Ficou bem firme, daria até pra fazer uma graça e usar forminhas de silicone ou cortar a gelatina em quadradinhos. Não estava na vontade de baunilha, nem de chocolate. Tasquei uma colherada de iogurte natural caseiro, ralei um pouco de canela e achei bem bom. O gengibre faz toda a diferença, “levanta” o gosto da tangerina e deixa tudo mais interessante. Farei outras vezes, talvez com mais suco,  pra ficar mais “treme-treme”, ou com uma colherada generosa de licor, só pra fazer uma graça :)

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Butterscotch Pudding

Butterscotch é uma espécie de caramelo cremoso que leva manteiga, açúcar e creme. Nome comprido de receita fácil, esse Butterscotch Pudding que encontrei na revista Gourmet de fevereiro de 2009 é mais fácil de acertar do que aquelas caixinhas de poeira colorida e aromatizada que misturamos ao leite, levamos ao fogo, deixamos na geladeira e que a Vó Dinah chamava genérica e desdenhosamente de Pudim Medeiros.

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Crema Catalana

E agora o Leitor e a Leitora queridos vão ter de me aguentar, pois desembestei, abri a porteira, estou com a macaca e resolvi dar vazão às receitas e causos que estavam na fila há meses. Começo com o preparado do livro “Cocina de Temporada para Inexpertos”, que driblou meu receio e me fez comprar (e finalmente usar!) o maçarico culinário. Quem não dispuser do utensílio não deve se acanhar, há sempre um truquinho a aprender.

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Pudim de Café

Era assinante e está em São Paulo a derradeira edição da Gourmet. A equipe não sabia que a revista ia fechar, então dá aquela sensação de “normalidade” pré hecatombe. Como sempre, tem matérias bem feitas e receitas que, pelo menos comigo, sempre dão certo. Essa aqui, que se chamava Café au Lait Pudding no original, teve suprimidos o açúcar do creme (não precisava nem um pouco) e o extrato de baunilha (muita coisa ali, já) e incluído um toque de chocolate em pó (só pra fazer uma graça). Continue reading

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Sorvete Caseiro da Vó Dinah

Zero de gorduras trans, nenhuma necessidade de usar máquinas ou aparatos especiais, com ingredientes que o Leitor e a Leitora queridos sempre têm à mão (ou na mercearia mais próxima), tão fácil de fazer quanto pudins de caixinha e com gosto de domingo em família, tenho com esta sobremesa um longo e constante caso de amor.

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