Posts Tagged ‘salgado’

Beterrabas Assadas com Gorgonzola

Thursday, August 26th, 2010

Ingredientes:

  • 6 beterrabinhas orgânicas lavadas, com casca
  • 1 folha de louro
  • azeite
  • sal e pimenta a gosto
  • 2 colheres de sopa de queijo gorgonzola esmigalhado
  • 2 colheres de sumo de limão (usei siciliano, cravo também deve ficar bom)
  • folhas de rúcula para ornar, se tiver

Como fazer:

  1. Ligue o forno. Num papel alumínio, vai um fio de azeite, o louro, as beterrabas, pitada de sal e de pimenta-do-reino moída na hora. Feche bem o papel alumínio, formando um pacotinho, e leve-o ao forno dentro de uma forma.
  2. Deixe as beterrabinhas lá, por coisa de 40 minutos, espetando de vez em quando. Tire-as do forno quando estiverem macias.
  3. Abra o papel alumínio com cuidado. Se estiver numa onda mais… como dizer… rústica, pule para o passo número 4. Caso contrário, espete uma beterraba por vez num garfo e, com a ajuda de uma faca e cuidado, raspe a casca fora.
  4. Corte cada beterraba em quatro pedaços, disponha-os sobre a rúcula, regue com o suco de limão e, enquanto ainda quente, cubra-os com o gorgonzola.
  5. Um bocadinho mais de sal, pimenta e azeite, se desejar. Sirva ainda morno, como entrada.

Lulas Assustadas

Wednesday, August 25th, 2010

Pá-pum, sem muita cozinhagem, que lula é feito camarão, carece de um fogo forte e decidido, até embaçar a carne e só. Basta um susto, BUUUUU. SHHHHH. Um tempero e um chamego. A receita a seguir é para 2 porções.

Ingredientes:

  • 2 colheres de sopa de azeite de oliva
  • 400 g de lulas pequenas, já limpas, passadas por água corrente, escorridas e cortadas em rodelas (usei os tentáculos também)
  • 1 dente de alho em lâminas muito finas (use a faca mais afiada que tiver)
  • 5 azeitonas picadas (descarte os caroços)
  • 1 xícara de tomates-cereja cortados ao meio
  • raspas de 1 limão siciliano
  • sal e pimenta-do-reino a gosto
  • rodelas de batatas cozidas para guarnecer

Como fazer:

  1. Leve uma frigideira grande com azeite à boca de fogo mais atrevida que tiver. Quando o azeite estiver bem quente (vai começar a sair fumacinha), jogue ali, de uma vez, as lulas. Sshhshhhhhhhhshhhh.
  2. Salpique o sal, a pimenta, as raspas de limão, junte o alho e remexa um pouco. Adicione os tomates e as azeitonas.
  3. Estará pronto quando as lulas ficarem foscas.
  4. Sirva sobre rodelas de batatas cozidas em água e sal, ou um arroz branco. Das poucas preparações que podem levar menos tempo para fazer do que para comer. Pá-pum. Jantinha urgente em menos tempo do que pedir uma pizza. BUUUU! Assustou, comeu.

As azeitonas de Alice Waters

Monday, August 16th, 2010

Ando empolgadíssima com este livro da Alice Waters. Achei genial a ideia de realçar  azeitonas desabridas e cansadas, improvisei com o que tinha em casa e me arrependi de não ter dobrado a receita. Aí vão as coordenadas da adaptação:

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Couve-flor Gratinada

Friday, August 13th, 2010

Pouco importa o último grito da modinha féxion das coisas de comer. Ou o banzo que dá quando esse tal último grito passa, nos deixando a todos atordoados e a torcer o nariz para aquilo que um dia foi a estrela da festa, o assunto das rodinhas, a capa do suplemento do jornal, a diva onipresente nas fotos das revistas bacanas, a receita ‘chique’ que por fim chega à mesa de (quase) todos e cai na sempre crescente lista do (para mim) indecifrável ‘trivial-refinado’ dos anúncios de domingo que pedem uma cozinheira para a família da cidade grande.

O gratinado, velho de guerra, já aceitou tudo o que foi desaforo e, aparentemente, deu o que tinha que dar. Ficou em revistas de outra década, em cadernos e suplementos de papel jornal amarelado e ressequido. Cansou dos paparazzi e vem seguindo uma carreira mais comedida, independente, voltando às origens do gratinado-de-raiz, do gratinado-arte, do gratinado-moleque, do gratinado-de-várzea…

Ou pelo menos gosto de pensar que foi assim que ele manteve toda a dignidade e formosura na casa da mãe, essa que segura a travessa verde pelando, protegendo as mãos com um paninho de prato que ela mesma pintou e arrematou com uma barra de crochê (preciso escrever sobre minha mania com panos de prato feitos pelas mulheres da família, que caradepaumente peço e ganho cada vez que as visito).

Há algumas semanas abro essa foto e passo bons minutos olhando pra ela como quem olha uma paisagem bonita e relaxante, daquelas que ficam passando nos computadores de vitrine de loja de shopping ou nas telas do último grito da modinha féxion dos televisores modernex. Coisa bem simples, esse prato. Nem receita direito tem. Mas achei por bem mostrar a foto que me diz tanto aqui pra dentro e contar pra vocês que:

A mãe parte a couve-flor em floretes, que são brevemente aferventados em água e sal (às vezes caldo de legumes ou frango) sem que fiquem moles demais, depois escorridos e arrumados em travessa untada. Sobre eles, vai um molho branco (tenho uma receita boa aqui), que pode ou não ganhar o reforço de uma lata de creme de leite no final. Por cima, uma camada de queijo ralado, forno quente até dourar, às vezes um salpico da erva fresca que estiver disponível.

Com a sabedoria de quem já esteve no topo das paradas e hoje não precisa de mais nada daquele circo, essa couve-flor gratinada aceita numa boa ser o acompanhamento daquilo que você resolver. Vai bem com peixe, carne, ave, um arroz branco, uma saladinha e o que mais couber no seu “trivial-refinado”. Aceita até relembrar os velhos tempos e virar a estrela da mesa, se você pedir com jeitinho.

Manteiga de Castanha do Pará

Monday, August 9th, 2010

Gosto muito quando um restaurante me inspira a cozinhar, gosto mais quando a ideia é de simples execução e gosto mais ainda quando consigo acertar a mão.

Essa manteiga é jogo rápido, fica uma delícia sobre pão recém-feito ou tostado e tem sido minha companheira no café da manhã. “Aprendi” no Lá da Venda, mistura de restaurante e mercearia de antigamente, coisa bem querida.

Ingredientes: (rende 1 xícara, aproximadamente)

  • 1/2 xícara de castanha do pará picada
  • 1/2 xícara de manteiga com sal em temperatura ambiente (consistência de pomada)

Como fazer:

  1. Num miniprocessador (ou, se não tiver, no liquidificador mesmo), bata a castanha. Primeiro ela formará uma farofinha fina e, de repente, começará a formar uma pasta. É nessa hora que você pode desligar o equipamento, se preferir que sua manteiga tenha mais textura. Se quiser bater um pouco mai, não tem problema.
  2. Misture a manteiga com sal, da boa, nessa pasta de castanha. Sirva como preferir.

As proporções eu fui fazendo a olho mesmo, dá para brincar com a textura e o tipo de castanha, adicionando mais ou menos manteiga de acordo com o gosto do freguês.

Sopa de Espinafre

Friday, July 16th, 2010

Eu leio livros de comida antes de dormir. E por livro de comida entenda-se desde o manual da batedeira nova que ensina a fazer pães e massas e bolos básicos, até as relíquias hedadas das vós, passando por toda sorte de relatos e estudos gastronômicos, impressos em papéis de variadas gramaturas, com capas duras, moles ou perdidas no tempo, nacionais e gringos, biográficos que fazem chorar, burocráticos que ensinam técnicas, com fotos lindas, medonhas ou inexistentes, receitas, receitas, receitas de tudo o que é credo e cor.

Vai daí que ontem tinha em mãos o “Vegie Food  - from vegies on the side to the main event”, repleto de receitas simples e honestas com vegetais e fotos lindas igualmente simples e honestas e acordei precisada duma sopa verdolenga. À noite, logo após fazer festinha com a Frida, largar mochila, bolsa, casaco e cachecol, abri a página 126 só para me certificar se a batata era mesmo ralada como lembrava, reduzi e adaptei minimamente os ingredientes e satisfiz o pedido da lombriga leitora com uma sopa/creme de espinafre.

Ingredientes: (para 1)

  • 1 colher de sopa de manteiga
  • 1/4 de xícara de cebola picadinha
  • 1 batata descascada e ralada
  • 1 xícara de folhas de espinafre (apertadas na xícara)
  • 1/2 xícara de talo de espinafre picado
  • 2 xícaras de água ou caldo caseiro de legumes (industrializado é forte demais pra essa sopa delicada)
  • sal e noz-moscada a gosto
  • colherada de coalhada seca (ou creme de leite fresco) para servir

Como fazer:

  1. Derreta a manteiga numa panela (se possível, de fundo grosso) e refogue ali a cebola com uma pitada de sal até murchar.
  2. Adicione os talos de espinafre e a batata ralada, dê um remelexo para aquecer todo mundo (inclusive você mesmo(a), se estiver fazendo muito frio), junte a água ou caldo e deixe ferver por 10 minutos.
  3. Corte em tiras ou rasgue as folhas de espinafre e junte à sopa. Rale um pouquinho de noz-moscada na hora (coisa pouca, pitada mesmo) ali pra dentro da panela. Deixe ferver em fogo baixo, vigiando e remexendo tudo de vez em quando para não grudar no fundo.
  4. Estará pronta quando a batata desmanchar quase toda e o espinafre estiver macio. Sossegue o facho, vá tomar um banho quentinho e deixe a sopa ali, descansando, na panela com o fogo desligado, por uns 15 minutos. S
  5. Voltou? Bata a sopa no liquidificador, devolva-a para a panela para aquecer, salpimente se necessário e sirva com a coalhada ou creme.

Gosta de sopa mais grossinha? Pode brincar com a quantidade de líquido e de batata. Não tem coalhada nem creme fresco? Mande uma colherada de requeijão. O liquidificador passou dessa para melhor? Decida que está a fim de algo mais rústico e devore a sopa aos pedaços.  :)

Oeufs en Cocotte

Friday, June 25th, 2010

Sou doida por um ovinho. Não tanto quanto o Babbo, que na época da faculdade ganhou dos irmãos a alcunha de Lagarto por chegar tarde da noite da aula, esbaforido, esfomeado e não contar tempo para devorar alguns (vários) ovos cozidos-fritos-estrelados-com arroz-no pão-com purê de batata-com restinhos-mexidos… não chego aos pés da empolgação de meu pai quando jovem (hoje ele anda bastante mais comedido) mas, como ia dizendo, gosto que me enrosco dum ovinho.

E gosto deles com aquela gema-molho que escorre entre os grãos de arroz ao ser furada, a gema-piscininha para espetar tiras de pão tostado ou mergulhar a ponta do aspargo, a gema-tremelicante do ovo estrelado que se espalha pelo prato, invade a área de seus acompanhantes e, espaçosa, tinge de amarelo os arredores. Gema cozida, só em casos muito especiais, casos esses que serão objeto de outros escritos. Por enquanto, compartilho com o Leitor e a Leitora receita fácil e manjada, mas não por isso menos deliciosa, de charmoso e digníssimo nome francês, esses ovos encumbucados no forno, os oeufs en cocotte:

Ingredientes (para uma porção):

  • 2 colheres de sopa de creme de leite fresco
  • 1 ovo fresco e de boa procedência
  • sal
  • pimenta-do-reino branca moída na hora
  • ciboulette (aquela cebolinha verde bem fina, ou a erva de que você dispuser)

Como fazer:

  1. Preaqueça o forno a 200ºC e coloque água para ferver.
  2. No fundo dum refratário individual, coloque o creme de leite. Quebre o ovo e deite-o ali, com cuidado. Um tico de sal e pimenta moída na hora, um salpico de ciboulette (exagerei, ficou um verdume só, mas ficou bem gostoso ainda assim).
  3. Coloque o refratário dentro de outra forma ou tabuleiro, leve as duas ao forno e despeje a água fervendo na forma maior, até mais ou menos metade da altura da forma pequena. Mais fácil de fazer do que escrever, vai por mim.
  4. Espie de vez em quando, pois cada forno tem suas manias e o tempo pode variar. Pode retirar quando a clara solidificar e a gema ainda estiver molinha.
  5. Aproveite a quentura do forno e toste umas tiras de pão para mergulhar na piscininha da gema mole e folgada.

Comendo as Panelas

Tuesday, June 22nd, 2010

Das suculentas e fofas mini-abóboras recorte a tampa e retire as sementes com uma colher. Leve para cozinhar no vapor por uns 20 minutos. Recheie com colheradas de carne moída refogada , um punhado de cheiro verde e salpique pedaços de ovo cozido só pra fazer graça.

Não tem ou não gosta de carne moída? Use aquele restinho de frango ao curry, recicle o guisado, refogue um pouco de camarão com leite de coco, dê providência no picadinho de tresontonte, inclua um bocado de arroz cozido por baixo, um tico de queijo por cima, um belisco de pimenta no meio… já fiz de um tudo com “as bóbra“, divirto-me com as possibilidades de transformá-las em panelinhas comestíveis.

Quiche Lorraine e a razão das coisas

Friday, June 18th, 2010

Ovo, manteiga, farinha, creme de leite. A depender da técnica utilizada e dos apetrechos que se adiciona, esse quarteto pode virar uma lasanha de toda vida, uma torta de fruta daquelas de padaria, uma cuca de nata, um bolo de casamento, um delicioso improviso de restinhos da despensa, um desastre total.

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Abóbora e Cebola Roxa Assadas

Wednesday, June 16th, 2010

Improviso de uma segunda-feira véspera de estreia de Brasil na Copa, a cebola roxa e a abóbora do fundo da gaveta foram tostadas ao forno e, reformadas e revigoradas, pedem umas folhas verdes, uma massa rápida, um pedaço de queijo, um risoto básico ou apenas uma salsinha como testemunha dessa belezura. Coisa de meia hora de labor (se tanto!), espia:

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