Pão de Leite


Num misto de atenção redobrada, paciência, intrepidez e talvez alguma sorte, ando acertando a mão com pães, finalmente. Este veio de The Mixer Bible, livro dedicado a receitas para se fazer com determinada marca de batedeira. Originalmente, é chamado de Farmhouse White Bread, mas pra mim é pão de leite mesmo :)

Eis a receita adaptada:

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Pão Rápido de Banana, Aveia e Nozes

Já contei pra vocês que andei comprando uma máquina de pão? Pois então. Comprei depois de muito espiar pela internet e pelas casas dos outros, topar com aqueles comerciais medonhos, refletir se de fato usaria ou se depois do primeiro mês não ter onde guardar o trambolho inútil.

Comprei não sem antes tentar sovar a massa no muque aquelas tantas vezes com a cabeça já no provável desastre panificante, será que vai embatumar, tá bom de trigo, porque não cresce logo, se já nem sempre dá certo com esse fermento seco instantâneo, imagina se eu resolver fazer pão de verdade, daqueles com fermento puro-sangue, passado adiante por gerações, ao qual as pessoas dão nome e sobrenome, fermento que precisa ser carinhosa e muito corretamente alimentado, pois qualquer deslize pode ser fatal, Messiê Levain bate as botas, come grama pela raiz, abotoa o terno de madeira, zé fini, caput!

Enquanto matutava sobre a real necessidade de uma maquineta que só mistura os ingredientes, fica morna pra massa crescer e depois se esquenta ao ponto de assar um bloco quadradão e sem personalidade e perguntava pra consciência se devia adquirir a geringonça, relatos do alheio me atiçavam a cobiça e todo um mundo de pães infalíveis, fáceis, quentinhos, lascivos e disponíveis se apresentava ali adiante.

Sucumbi num calorento sábado à tarde. Passei numa loja dessas de eletrodomésticos, me recusei a fazer mais um tenebroso cadastro “pra tá sempre ficando sabendo das nossas promoções”, peguei um táxi dali até em casa porque o céu desaguou quando eu saía meio que arrastando aquele caixote imenso.

A máquina vem com um livreto de receitas, que eu já tinha visto. Para quem não possui o equipamento, as instruções não ornam, chegam a dar raiva: coloque os ingredientes na ordem indicada, aperte o botão tal até chegar no tipo 9, selecione a quantidade de massa como II, escolha a cor da casca, aperte iniciar/parar.

É mais ou menos o que dizia o modo de fazer desse pão rápido de banana, mas como a massa usa fermento de bolo (daquele branquinho mesmo), não precisa crescer antes, não tem ponto de sova nem nada, já fiz um parecido antes de ter a máquina e deu muito certo, achei por bem deixar a receita. Fica mais compacto, feito um pão integral. É úmido, perfumado e bem moreninho por causa do açúcar mascavo. Uma belezura e nem precisa de máquina pra fazer!

Ingredientes:

  • 1 xícara de banana amassada com o garfo
  • 2 ovos
  • 3 colheres de sopa de manteiga derretida
  • 1 xícara de açúcar mascavo
  • 1/2 xícara de nozes picadas
  • 1 xícara de farelo de aveia
  • 1 1/2 xícara de farinha de trigo
  • 1/2 colher de chá rasa de sal
  • 1 colher de chá de canela em pó
  • 1 colher de chá de bicarbonato de sódio
  • 1 colher de sopa de fermento em pó (químico)

Como fazer:

  • Ligue o forno para preaquecer. Unte uma forma de pão.
  • Misture a banana, os ovos e a manteiga (pode usar um garfo, a batedeira ou uma colher de pau) e reserve. Em outra tigela, misture os demais ingredientes (açúcar, nozes, aveia, trigo, sal, canela, bicarbonato e fermento). Junte os secos com os molhados, mexendo até incorporar. Despeje na forma, leve ao forno médio até que, enfiando um palito na massa, ele volte limpo.

.*. Atualização .*.
Comprar ou não comprar uma máquina de pão?

Ao Leitor e Leitora queridos que suspiram ao ver a maquineta na TV, com aquele pão recém-assado que derrete a manteiga a metros de distância, que sonham em jogar todos os ingredientes ali e acordar com o perfume de pão caseiro, àqueles que cobiçam tal eletrodoméstico e precisam de ajuda para decidir se vale a pena comprar uma máquina de pão, sinto dizer que decidir por vocês não posso, mas de bom grado deixo aqui algumas observações:

  1. Se possível, visite alguma loja que vende o equipamento. Abra a caixa, repare nas dimensões, entenda o funcionamento com o vendedor.
  2. Verifique se tem onde apoiar e ligar a geringonça. Uma vez que você já sabe as dimensões e o peso dela, já pode imaginá-la em sua cozinha. Ela balança um pouco enquanto está misturando a massa, é bom que a superfície onde ela vai trabalhar seja firme.
  3. Veja também onde ela vai morar. É normal que role uma empolgação inicial, mas a menos que a família seja numerosa e a produção seja diária, pode ser que você precise “estacionar” o aparelho em algum lugar.
  4. A máquina mistura, sova, faz crescer 2 vezes e assa o pão num formato meio paralelepípedo, que é o tamanho do recipiente interno dela. É possível usá-la somente para sovar a massa, que pode ser retirada e assada em outras formas e formatos num forno convencional. Confesso que não usei esse artifício. Quando ligo a máquina é mesmo pra jogar ali os ingredientes sem interagir muito no processo.
  5. O livro de receitas que acompanha o produto diz que é possível sovar massa de macarrão, fazer geléia, bolos e algumas sobremesas. Até agora, só testei pães mesmo.
  6. Não é por falta de equipamento que você vai deixar de se aventurar! A máquina pode bem ser uma comodidade…mas essa receita que escolhi compartilhar, de pão rápido de banana,  pode muitíssimo bem ser feita com uma vasilha grande, uma colher de pau e poucos minutos. E tem outras receitas por aqui, espia:
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Receita de pão que dá certo!

Nunca sei por quanto tempo sovar, quanta farinha adicionar, qual o tal ponto em que a massa fica “elástica”. De modo que não raro minhas tentativas de fazer pão em casa resultavam em frustração e uma coisa massuda, solada.

Tudo mudou com com a receita “Pães de forma miniatura de queijo da Ilha” da edição de novembro de 2007 da deliciosa revista portuguesa Blue Cooking. Tive de omitir o queijo da Ilha e deixar o dobro do tempo em meu forno preguiçoso, mas de resto foi tudo perfeito e rendeu deliciosos mini-pães. Usei como medida uma xícara de 200 ml.

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Whole Grain Bread – Pão Integralíssimo da Califórnia

“This is a coarse-textured, nutritious, and satisfying loaf with an earthy taste”

A descrição acima, apresentada logo antes da receita, conquistou-me no ato. Meu pouco jeito com pães, no entanto, fez com que a empreitada não vingasse de primeira. Intrépida e obstinada (para não dizer teimosa e cabeça-dura), lancei-me em nova tentativa, dessa vez com mais sucesso.

A seguir, reproduzo a receita em tradução livre e conto ao Leitor e à Leitora aqueles detalhes que escapam à impressão dos livros.

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Pão de Abóbora Infalível

Uma de minhas características mais marcantes e menos dignas de orgulho é a intrepidez, para usar um eufemismo bonito de teimosia. Na cozinha (mais até do que fora dela), tal propriedade é acentuada pelos ímpetos de bater bolinho e pelas inúmeras – e muitas vezes infrutíferas – tentativas de assar um pão aceitável.

Posso imputar um pouco da culpa nos genes, já que a Vó Nair, embora doce e incapaz de ralhar conosco, tinha a cabeça branquinha de uma inflexibilidade que só aqueles que com ela conviviam diariamente podiam perceber.

Nos últimos anos, quando Vô Juju não estava mais presente, era sua irmã mais nova, a Dada, quem lhe fazia companhia. Vó Nair não se conformava que a Dada não fosse tão independente e sacudida quanto ela, que aceitasse de bom grado qualquer ajudinha para subir uma escada ou levantar-se do sofá e, principalmente, que ela aguardasse todos os dias a Vó se vestir para escolher para si um figurino igualzinho.

Acho que a Vó descontava na Dada toda a sua ranhetice, pois não me lembro de episódios de obstinação extrema na frente de netas e netos. Quanto aos meus descendentes, não posso ainda precisar se vão sofrer ou se deleitar com minhas teimosias.

Pois se nosso fraco e nosso forte andam juntos, é também de minha intrepidez que nascem muitas surpresas felizes na cozinha. Como este Pão de Abóbora, por exemplo.

Resisti à tentação de fazer algumas substituições e de trocar a temperatura do forno, o que denota que, com uma dose de esforço e vinte e cinco colheradas de fé, bem sou capaz de seguir uma receita sem deturpá-la. E nada me demove da crença de que foi minha cisma de fazer um pão que prestasse o ingrediente principal desta feita!

Ingredientes:

  • 3 tabletes de fermento fresco para pão (45 g)
  • 3 colheres de sopa de açúcar
  • 1 colher de sopa rasa de sal
  • ½ xícara de creme de leite fresco
  • 3 ovos inteiros
  • 1 ½ xícara de abóbora já cozida e passada no liquidificador
  • 6 xícaras de chá de farinha de trigo
  • leite para pincelar
  • sementes de papoula para salpicar

Como fazer:

  1. Numa tigela bem grande, onde você pretende amassar o pão, dissolva o fermento no açúcar. É um fenômeno que sempre me encanta, esse de transformar dois sólidos num líquido apenas com a ajuda das costas de uma colher.
  2. Adicione a essa mistura o sal, o creme de leite, os ovos e a abóbora. Mexa com a colher de pau apenas para homogeneizar um pouco.
  3. Aos poucos, vá acrescentando a farinha, trabalhando a massa com as mãos. Nessa hora, o Leitor e a Leitora hão de crer que fechei os olhos e, num ato de muita fé, esquivei-me de acrescentar mais farinha. A massa ficou um pouco grudenta, mas é assim que deve ser.
  4. Cubra a vasilha com um saco plástico e um pano de prato e deixe a massa descansar por meia hora. Não fique espiando toda hora! Vá fazer outra coisa e deixe seu pão crescer em paz, pois desconfio que essas massas são bastante tímidas.
  5. Findo o tempo regulamentar de meia hora, abaixe a massa com as mãos e transfira-a para duas formas de bolo inglês (27 cm X 11 cm) previamente untadas com óleo. Se preferir fazer como eu, use apenas uma forma de bolo inglês e divida o restante da massa em forminhas de muffin. Ficaram assim, ó:

  6. Cubra a massa novamente e deixe-a lá para crescer tranqüila. Repito que ela vingará longe dos seus olhos, que essa delícia é por demais arisca para se permitir saliências na frente da cozinheira. Se for preciso espiar, faça-o somente depois de uma hora. Considere a missão cumprida quando a massa dobrar de volume.
  7. Pincele os pães com o leite (ou gema, se gostar), salpique a semente de papoula e leve-os ao forno preaquecido em temperatura moderada para branda, em torno de 180 graus. Deixe-os lá por 40 minutos. Em meu forno foi a conta, ainda bem, pois não precisei improvisar nem teimar contra a natureza da massa.

A receita, colada num caderno antigo, não dava pistas da procedência. Dela copiei os ingredientes para ter a certeza de que o Leitor e a Leitora também poderão repetir minha feita. Já o modo de fazer, não muito detalhado no original, fui anotando nos intervalos para não esquecer.

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Pão de Ervas da Andréa Espínola

Pão de Ervas

Dia desses, ao fazer uma escavação arqueológica em minha bolsa, deparei-me com um pedaço de papel coalhado de garatujas em caneta cor-de-rosa. O título dizia “Pão de Ervas – Andréa Espínola – Rainhas”.

Lembrei-me que, meses atrás, numa de minhas diversas visitas diárias ao Rainhas do Lar, havia anotado a lista de ingredientes muito às pressas e o modo de fazer assim pela metade, pois queria muito fazer a receita.

Não sei por que raios não imprimi ou copiei pro computador, mas lembro-me muito bem da decepção que me assolou quando constatei que meus tabletinhos de fermento já tinham cruzado Cabo da Boa Esperança. Não pude fazer o pão e o papel anotado ficou lá, no buraco-negro de minha bolsa, à espera de um milagre.

Pois sua hora chegou! E deste dia não passaria, pois tinha comprado fermento fresquíssimo e até uma farinha especial para pães. Lembrei-me de que a receita era grande, então resolvi fazer somente metade. A original você pode ver aqui. E aqui está o relato da Rainha Faby.

Preciso lembrar de evitar fazer meias receitas… não pela matemática, com a qual nunca tive problemas, mas pelo meu já conhecido avoamento. Tudo porque, após deitar os ovos, as ervas, óleo, sal e açúcar no copo do liquidificador, um telefonema-convite para “comer um japinha” com a amiga querida me fez interromper temporariamente a feitura do pão.

Na volta, com a barriga quentinha, o coração contente e a vontade de terminar a receita, recomecei a lida de onde havia parado. Peguei o líquido de dentro da geladeira, pus no copo do liquidificador, juntei o fermento esfarelado, a água morna, bati tudo e incorporei na farinha peneirada.

A mistura ficou muito mole e suspeitei de que algo havia dado errado na proporção. Mas é claro! “Olvidei-me de cortar pela metade a quantidade de água!”, exclamei em voz alta, arriscando ser advertida por violar a lei do silêncio.

O que seguiu, amiga leitora e amigo leitor, foi uma sucessão de eventos acelerados e desconexos. Esfarelei o resto do fermento, juntei a outra metade dos ovos e até hoje não me lembro se completei a proporção de farinha. Só sei que não completei a outra metade do óleo, coisa que me lembrei quando o pão já estava no forno e era tarde demais.

Levei a massa (que é linda, por sinal) a crescer. E ela cresceu. E cresceu. E antes que a danada se alastrasse por toda a cozinha, acudi prontamente com uma outra forma menor, deitando nela um terço da massa.

Levei os pães ao forno, mas não há meio de precisar quanto tempo ficaram lá, pois meus olhinhos já estavam pesados de sono. Só sei que em determinado momento desliguei o fogo, fui dormir e minutos depois acordei assustada só para levantar da cama e constatar que sim, eu tinha mesmo desligado o forno.

Fui conferir o resultado somente no dia seguinte, no café-da-manhã. Talvez não precisasse ter separado as formas, talvez devesse ter seguido a receita à risca, ou pelo menos anotado direito qual a “metade” que eu havia feito. O pãozinho ficou mais magro e baixinho, mas no fim, deu tudo certo. O sabor e a textura ficaram um esplendor.

Acho que tive mais sorte do que juízo :D

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Pão Integral


Ontem cheguei com ímpetos de sovar um pãozinho. Como sabem, tenho certo trauma, pois inúmeros foram os dias e noites em que malogrou-se minha massa! Porém, como moça dadivosa que sou, jamais desisto de uma receita, não importando o quão encruadas tenham sido as tentativas anteriores.

Então, como dizia, ontem precisava muito sovar um pãozinho. Recorri à mais prosaica das receitas, capturada da embalagem de uma farinha integral. Felizmente tenho por costume separar os ingredientes com antecedência, pois ao abrir o pacote de fermento fresco pressenti que algo não estava a contento e, ao verificar a data de validade, descobri que ele estaria passado dentro de algumas horas. Receosa de pôr tudo a perder mais uma vez, enchi-me de coragem e saquei da despensa um envelopinho de fermento seco mesmo.

Meu pão integral ficou macio, leve e fofinho. O motivo do sucesso? Ah, desta vez fui ladina e dediquei-me com afinco à sova da massa, concentrando-me enquanto os braços doíam por falta de prática. E foi mágico!

Ingredientes:

  • 2 xícaras de farinha de trigo integral
  • 2 xícaras de farinha de trigo comum
  • 1 1/2 colher de chá de sal
  • 1/2 colher de sopa de açúcar
  • 1 tablete (15g) de fermento biológico fresco (troquei por um envelope de 10g do seco)
  • 1 1/2 xícara de água morna
  • 1/2 xícara de óleo
  • farinha para polvilhar a mesa de trabalho
  • leite para pincelar o pão

Como Fazer:

  1. Misture os ingredientes secos. Se estiver usando o fermento biológico seco, misture-o agora, tomando muito cuidado para não colocá-lo em contato com o sal, para não afetar seus poderes de levedação.
  2. Adicione os ingredientes úmidos e mexa a massa com as mãos para unir os ingredientes.
  3. Agora é necessário amor de dedicação, amiga. Polvilhe um pouquinho (bem pouquinho mesmo) de farinha de trigo sobre sua mesa de trabalho e comece a trabalhar a massa. Eu sovei a dita por 20 minutos. Me deu um caloooor! Mas fiquei firme (e meus braços também). Você vai sentir que a massa muda de textura, vai ficando mais bonita e mais fácil de mexer.
  4. Faça uma bola com a massa, deite-a numa tigela bem grande, cubra com um plástico e depois com um pano de prato. Deixe-a ali, descansando, por uma hora. Ela vai dobrar de volume.
  5. Unte com um pouco de óleo uma forma grande de pão (ou duas pequenas). Coloque a massa na forma, cubra novamente com o plástico e com o pano e deixe descansar para crescer de novo. Vai levar mais uma hora. Na metade desse tempo, acenda o forno para preaquecer.
  6. Leve o pão ao forno médio e, quando começar a endurecer a casquinha, pincele a superfície com o leite. Não faça como eu! Use um pincel para fazer isso, pois, se você resolver passar o leite com as mãos, vai se pelar e queimar e xingar e descompor-se e excomungar.
  7. Seu pão estará pronto quando a crosta ficar moreninha. Espere esfriar um pouco para desenformar.

O processo todo, desde a separação dos ingredientes até a completa assadura, levou três horas – o que significa que precisei lutar contra o sono para não esquecer o forno ligado e carbonizar a casa.

.*. Atualização .*.

A Patrícia avisou, ali nos comentários, que o sal é inimigo tanto do fermento biológico seco quanto do fresco, viu?

Obrigada, querida!!!

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