Tag Resoluções… ou Intenções Culinárias para 2007

O Daniel, do É isso, convidado pela Mawá, passou-me a incumbência de escrever cinco resoluções de ano novo.

Como não gosto muito do termo “promessa” ou “resolução”, fico com a simpática e sábia denominação que o Dauro usou para sua lista: modestas intenções.

Vamos a elas:

  1. Reduzir em 50% o número de mini-acidentes envolvendo forno quente, portas de armário, copos quebrados, facas e outros utensílios (perigosos ou não).
  2. Fazer a mudança para a casa nova e menos provisória até o final de janeiro, para poder receber amigos e família com mais conforto.
  3. Provar e empregar novos sabores, quem sabe até transformar em novo amigo pelo menos um de meus desafetos culinários.
  4. Incitar mais pessoas a libertar suas Dadivosas interiores. Calculo que a libertação de uma Dadivosa por mês seria uma boa meta.
  5. Manter o delicioso e saudável hábito de sempre cozinhar com prazer!

A quem interessar possa, deixo aberto o convite para contarem nos comentários - ou nas próprias cozinhas virtuais - suas Intenções Culinárias para 2007.

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Rápida e Rasteira

A pedido da Mixirica, da Doce Casinha e das Rainhas, vou listar de bate-e-pronto seis coisas a meu respeito.

  1. Não existo sem antes tomar café da manhã. Uma caneca de café preto coado na hora, um pote de iogurte, uma fruta e uma fatia de pão fazem parte da minha ração matinal.
  2. Já tentei, mas não consigo gostar nem de manga nem de açaí.
  3. Faz parte da minha higiene mental visitar a manicure toda semana.
  4. Quando o Babbo ouvia aquelas músicas italianas e francesas dos anos sessenta, eu achava um horror. Hoje ouvimos juntos, trocamos letras encontradas na Internet e dividimos verdadeiros achados nos programas de download de MP3. E sou uma colecionadora de músicas bem populares bem brasileiras, ou ”bregas de raiz”.
  5. Leio livros de receita (com e sem figurinhas) antes de dormir. Gosto de todos, cada um ao sei jeito: dos livretinhos de banca a menos de um real aos bem editados grandes mestres da gastronomia mundial, passando pelos manuais para jovens senhoras donas de casa.
  6. Sou desastrada e baguncenta, mas isso todo mundo já sabe ;)

Sou muito ruim para passar essas coisas adiante, então vou deixar livre para quem quiser responder, tá?

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A lista chegou em mim

Já faz um tempinho que acompanho uma lista de seis “regras de etiqueta” que vem circulando pelos blogs de moças e jovens senhoras prendadas mundo afora. Foram a Valentina, dona do Trembom, e a Gorete do Feito em Casa que me convocaram a participar também. Depois de ler tantas listas com as quais concordo, fui acometida por duas sensações: a primeira é a de ter várias “irmãs-gêmeas” e a segunda foi a de não ter o que acrescentar acerca dos bons modos à mesa.

Então tive a vontade de falar também sobre algumas coisas que vão além da etiqueta, coisas que costumo fazer antes de levar o alimento à mesa, idiossincrasias. Será que serve? Pelo sim, pelo não, vou misturar as coisas e contar que:

  1. Atender o celular durante a refeição, seja em casa ou no restaurante, soa para mim como um tremendo desrespeito. Sei que vivemos na era da informação, no mundo conectado 24X7, que o celular é a coleira eletrônica das corporações etc. etc. Mas não consigo entender que um ser humano não se dê o direito de comer sem ser interrompido pelo telefone. Seu ou dos outros.
  2. Se todo mundo vivesse como eu, seriam necessários dois planetas e meio para dar conta do recado. Descobri isso neste teste. Pelo visto, morar numa metrópole, viver em apartamento, depender de supermercado e não cultivar o próprio alimento foram alguns dos fatores que depuseram contra minha ecoeficiência. Mas tento fazer a minha parte, separando o lixo de casa (principalmente o da cozinha), evitando desperdícios, andando a pé sempre que possível, utilizando eletrodomésticos ecoeficientes, comprando alimentos orgânicos e evitando consumir qualquer coisa de empresas que utilizem mão-de-obra escrava ou infantil, que firam os direitos humanos ou que sejam inimigas do meio-ambiente. Lavo e seco todas as embalagens recicláveis, que depois são amassadas e colocadas em caixas separadas para tetrapack e alumínio, papel, vidro e plásticos.
  3. Gosto muito de comer à mesa, mas também tenho meus dias de café-na-cama vendo televisão. Numa bem-arrumada bandeja, que fique claro!
  4. Mais do que ser vítima do atraso de convidados, tenho pavor de me atrasar para algum compromisso ou visitinha. Sou capaz de chegar mais cedo e esperar para dizer que cheguei! Caso me atrase por algum motivo (já aconteceu, malgrado todas as precauções), sempre dou um jeito de avisar antes.
  5. Tenho um primo que sempre conta, às gargalhadas, que a mãe só nos considerava “gente” depois que fazíamos quinze anos. Antes que pensem que ela é uma jararaca desalmada, deixem-me defendê-la: quando o número de convidados ultrapassava os lugares à mesa, crianças geralmente eram acomodadas numa mesa à parte, a “mesa dos inocentes”. E geralmente eram servidas antes. Assim, os tios, tias, vôs e vós podiam desfrutar a refeição com relativo sossego e bem acomodados. E nós aprendemos a ceder o lugar para os mais velhos.
  6. Televisão ligada (a não ser no caso do item 3) não orna. Uma musiquinha cai bem, mas notícias, novelas e filmes de explodir me causam indigestão.

Sei que trapaceei um tantinho e fugi um pouco do tema, mas deixo aqui o convite a todos que quiserem falar sobre suas seis regrinhas de etiqueta. Se quiser dar uma espiada nos manuais de boa conduta de outras leitoras e leitores cozinheiros, visitem os links da barra ao lado.

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