Sopa Gelada de Pepino

Dê-me limões e farei uma limonada.

Dê-me pepinos e farei um tabule.

Ou, se não quiser esperar o trigo hidratar, uma sopa bem gelada.

Pois cheguei em casa à toda, feito furacão. Nessas horas os cinco sentidos ficam como que batidos no processador, amalgamados, despersonalizados e indistinguíveis.

Não há muito o que se fazer quando a sede se mistura com a fome, os ouvidos não conseguem separar o azedo do doce, as mãos estão atordoadas e a língua parece ter cinqüenta e cinco dedos com as unhas por fazer.

Mas resolvi fazer uma sopa…

Ingredientes: (rende uns 400 ml)

  • 250 ml de iogurte natural caseiro
  • 1 pepino comum, desses vulgares e corriqueiros, dos grandes
  • manjericão (umas duas folhinhas pequenas, só para constar)
  • azeite
  • sal
  • 1/2 limão, talvez bem menos
  • pimenta síria, gengibre em pó, curry, pimenta-do-reino, pimenta calabresa e o que mais lhe aprouver

Como fazer:

  1. A primeira providência é deitar o iogurte num filtro de café, dentro de uma peneira, para deixar escorrer um pouco a água. No meu caso, deixei escorrer uns bons 50 ml.
  2. Lave bem o pepino, corte-o ao meio longitudinalmente e, com uma colher, raspe fora as sementes.
    É uma sensação gostosa, essa de eliminar as sementes dos pepinos. Faz parecer que você até tem algum poder de evitar problemas vindouros com essa pseudo-esterilização.
    Senti pelo fato de não ter mais na geladeira. Poderia brincar por horas e horas, neutralizar uma caixa inteira de pepinos, jogar fora as sementes-ícones da aporrinhação.
  3. Corte as duas barquinhas de pepino em cubos. Não se preocupe (a menos que tenha vontade) com formato e tamanho, pois logo logo eles serão liquidificados.
  4. Bata o iogurte, os pepinos, manjericão, pitada de sal e colher de sopa de azeite no liquidificador até homogeneizar bem.
  5. Leve a mistura ao freezer por 30 a 60 minutos.
    Enquanto isso, tente falar com a companhia telefônica para descobrir o que aconteceu desta vez que não vieram instalar a linha. No meio da ligação, verifique se sua sopa não virou sorbet. Se a demora for grande, pode ser uma boa idéia guardar a vasilha na geladeira para não congelar completamente.
  6. Retire a sopa do freezer e prove. Estará sem gosto e sem graça, parte porque você ainda não adicionou as especiarias todas, parte porque seus sentidos ainda estão embotados.
  7. Pouco a pouco, deixe com os temperos a tarefa de aplacar a confusão sensorial. Uma pitada aqui, outra ali, umas gotas de limão, mais pimenta-síria, um curry, gengibre em pó, porque não?, mais sal, pimenta-do-reino moída na hora, uma calabresa para dar cor, fio de azeite não pode faltar.
  8. Pronto! Quando achar que deve, pare de adicionar coisas e tome sua sopa muito gelada.

As primeiras colheradas poderão parecer meio alienígenas, mas logo os sentidos se põem de volta em seus lugares, a sensação de estar em casa aparece e, se o dia estiver minimamente propício, um gostinho de vitória pode surgir no final.

Vitória de quem deu um nó na amolação e transformou os pepinos numa ceia ligeira.

O Bolinho das Amoras Submersas

A idéia era fazer uma receita ligeira para ver se a vermelhidão das bochechas dava uma trégua. ( O Leitor e a Leitora queridos que assistiram ao programa devem ter percebido os ganchos que repuxavam meu rosto formando aquela careta congelada, uma verdadeira frozen frown, hei de inventar uma bebida com esse nome!)

Algo me dizia que os vizinhos não aprovariam o som da batedeira à uma e meia da manhã, donde concluí que uma mousse de chocolate não seria o ideal. Torta de limão também exigiria o auxílio do eletrodoméstico, pois já estava eu com bastante sono e exercitar as pelancas do adeus naquele momento para bater na mão as claras em neve não seria tão divertido.

Um bolinho de mui rápida execução foi a escolha. A quantidade seria o suficiente para o tabuleiro pequeno, ocupando mais ou menos metade do copo do liquidificador, para não levar mais do que alguns segundos para bater. Ficaria bonito com amoras por cima, que explodiriam tingindo a massa de um roxo forte.

Antes mesmo de reunir os ingredientes, já havia batizado a feita:
Bolinho Ronnie Von“.
Apropriado e simpático, pensei.

Ingredientes:

Para a massa…

  • 3 ovos em temperatura ambiente
  • 1/2 xícara de chá de iogurte natural [usei do que faço em casa]
  • 1/2 colher de chá de essência de baunilha (opcional)
  • 1 xícara de chá de açúcar
  • 2 colheres de sopa de manteiga sem sal em temperatura ambiente
  • 1 1/2 xícara de chá de farinha de trigo
  • 1 colher de sopa de fermento em pó

Para a cobertura (ou recheio)…

  • um punhado de amoras [Não sei bem precisar a quantidade, usei meio pacote das congeladas. Se tiver o privilégio de uma amoreira nos arredores, experimente colher as frutinhas, pintando de roxo-escuro as pontas dos dedos e a língua, porque você não vai mesmo resistir]
  • açúcar cristal para polvilhar

Como fazer:

  1. Ligue o forno em 180 graus para preaquecer.
  2. Unte um tabuleiro pequeno com manteiga ou margarina. Reserve.
  3. Coloque os ingredientes da massa no copo do liquidificador, na seqüência em que são apresentados. Bata por alguns segundos somente para misturar. Desligue. Abra o copo para conferir e, caso encontre pedaços de farinha de trigo, raspe as beiradas e ligue novamente por uns três segundos.
    Lembre-se de não fazer barulho, pois são quase duas da manhã e o vizinho nada tem a ver com seus ímpetos de cozinheiro insone.
  4. Despeje a massa no tabuleiro, espalhando-a com cuidado.
  5. Posicione as amoras sobre massa à sua moda.
    Tive a vontade e a paciência de parti-las ao meio e organizá-las em alas, todas com o lado cortado para baixo. Deveria ter feito uma foto, de tão bonito que ficou.
  6. Salpique açúcar cristal por cima de tudo, sem exagerar, e leve ao forno.
    Fiquei imaginando uma bela crosta dourada entremeada pelos riozinhos de suco e pelas amoras. Mas a impermanência, que é uma moça ardilosa, achou por bem se manifestar.
    E assim que o bolo começou a crescer, todas as amoras, numa espécie de nado sincronizado com coreografia única e irreversível, mergulharam para o fundo, transformando toda aquela organização artificial e previsível em entropia.
    O bolo não vai sair como o esperado, pensei. Será preciso rebatizá-lo.
  7. Trinta e cinco minutos foram a conta para que, ao enfiar um palito no meio do bolo e retirá-lo rapidamente, sua superfíce se mostrasse limpa e seca.
    A crosta doirada e o vapor doce que se desprendia foram irresistíveis. Tasquei um pedaço do bolo ainda pelando para saber como havia ficado.
  8. Poderia jurar que as amoras estavam aninhadas no meio da massa, mas haviam se acomodado no fundo da forma, tal e qual aqueles bolos de banana caramelada… ah, se eu soubesse antes!

Poderia ter feito tudo ao contrário: açúcar cristal cobrindo a forma untada, depois as amoras e a massa por cima.

Mas meu bolinho soube bem, apesar do seu jeito acanhado. E teve suas semelhanças com o minha aparição no programa, que poderia ter sido mais participativa. Quem sabe menos acabrunhada e caretilda.

Mas a natureza seguiu seu curso e o que tinha por destino se encolher de timidez, para o fundo do sofá e da massa se dirigiu. O que não significa, em absoluto, que não tenha resultado gostoso apesar de tudo.

Mas eu bem levei uma bronca da Vogra por não ter contado na TV que aprendi com ela a fazer o lábane!

Iogurte com Maracujá de Verdade

  • 1 pote de iogurte natural
  • polpa de 1/2 maracujá de verdade
  • mel, açúcar ou o adoçante de sua preferência

Corte o maracujá e retire metade da polpa. Adoce como preferir e derrame sobre um bom iogurte natural (muito melhor se for caseiro). Pode comer com as sementinhas e tudo, não tem problema.

Bom para o final de uma segunda-feira (ou terça, ou quarta…) de (in)tensa atividade intelectual, ou para aqueles dias em que a barriga precisa de algo leve, natural e calmante para ajudar a “chegar em casa”, mas o corpo pretende ficar longe do caloredo do fogão e não há tempo nem ingredientes para se produzir uma sopinha.

Flousse aux Mûres

Flousse aux Mûres

Apetece-me batizar meus cozinhados, sobretudo quando parecem que sairão de um jeito e o destino (meu eufemismo preferido para o atabalhoamento) dá conta de modificar o resultado, às vezes até produzindo algo melhor do que o planejado.

Foi assim com minha primeira flousse, a sobremesa que era para ser um flan mas ficou com jeito de  mousse.

Decidida a repetir a feita, desta vez com mais sabor, para elaborar um docinho leve e sem açúcar para fechar o domingo, fui preparar um pequeno agrado para o fim do dia.

Fiquei tão faceira com a cor, da textura e o sabor de minha flousse que, após batizá-la, decidi que ela é forte candidata a se tornar um clássico de minha cozinha.

O leitor e a leitora podem  substituir, nesta e noutras receitas, os itens marcados como “diet” pelos ditos “normais” sem medo de errar. As quantidades equivalentes de açúcar, tentarei estimá-las todas à guisa de orientação.

Ingredientes:

  • 1 pacotinho de gelatina diet sabor amora
  • 250 g de amoras (usei das congeladas)
  • 1 pacotinho (12 g) de gelatina sem sabor incolor
  • 5 colheres de sopa de água
  • 500 ml de iogurte natural (usei do meu caseiro, semi-desnatado)
  • 1 ½ xícara de água morna
  • 20 gotas de adoçante (pode usar meia xícara de açúcar, se preferir)

Como fazer:

  1. A primeira providência é levar as amoras ao fogo com a água, por tempo suficiente para amolecê-las um pouco. Não é necessário ferver.
  2. Hidrate a gelatina sem sabor nas cinco colheres de sopa de água, seguindo as indicações da embalagem. Faça isso numa cremeira de vidro, pois em seguida você deve levá-la ao microondas por 15 segundos ou ao banho-maria para dissolver bem a mistura.
  3. No copo do liquidificador, vão as amoras com a água ainda quente, a gelatina sem sabor, o pó da gelatina de amora e o adoçante. Bata bata bata bata bem atééééé não mais ouvir barulhinhos de sementes de amoras espocando aqui e ali.
  4. Numa vasilha de bater bolinho, despeje o iogurte natural e mexa-o apenas para deixá-lo mais homogêneo. Vá despejando ali a mistura do liquidificador e mexendo bem com a colher. Veja que redemoinho maravilhoso que se forma, quase um cata-vento roxo-avermelhado no iogurte branquinho.
  5. Se quiser, coe a mistura, mas eu bem gosto da texturinha da fruta que aparece na flousse, pois sempre ficam uns pedacinhos.
  6. Despeje tudo numa bela forma de gelatina previamente molhada, se quiser desenformar. Você pode optar também por usar tigelinhas individuais, ou uma grande de vidro.
  7. Leve à geladeira, deixe solidificar por umas seis horas e sirva. Cheguei a ensaiar um zabaione amarelinho para acompanhar, mas além de não ter vingado, a flousse aux mûres é uma sobremesa deveras emancipada que não carece tanto assim de acompanhamentos.

P.S.: Notem que o topo da flousse está, por assim dizer, um pouco descabelado. É que a gelatina teimou em agarrar-se à tampinha em formato de coração, exigindo de minha parte uma operação cirúrgica para separá-las. Nem a tampa nem a gelatina saíram machucadas e a flousse teve alta essa manhã.

Manjar Branco com Calda de Ameixa

Manjar Branco com Calda de Ameixa

Inúmeros e variados foram os percalços que me impediam de finalizar tal receita. Como sou obstinada (ou teimosa mesmo, para quem é da família), fui em frente e nem mesmo um quase-incêndio provocado pelo esquecimento dos damascos no fogo deteve-me de apresentar à leitora e ao leitor queridos essa sobremesa tão simples.

Devido a um programa de reorientação alimentar (juro a vocês que é assim que a médica se refere ao regime) de meu consorte, optei por usar adoçante em vez de açúcar e iogurte semi-desnatado à guisa de creme de leite. E foi aprovado com apenas duas ressalvas.

Poderia ter adicionado um pouco mais de adoçante e uns 150 ml a mais de iogurte para ficar mais molinho, mas passo a receita tal e qual para que a leitora e o leitor possam julgar por si mesmos.

Ingredientes:

  • 250 ml de iogurte natural [usei semi-desnatado, caseiro]
  • 200 ml de leite de coco
  • 1 pacote (12 g) de gelatina em pó incolor e sem sabor
  • umas 20 gotinhas de adoçante [use a gosto, pode usar açúcar, entre meia e uma xícara]
  • 5 colheres de sopa de água

Para a calda:

  • 200 g de ameixa preta sem caroço [ vai render bastante calda, mas gosto de ter a mais para comer com iogurte]
  • 2 xícaras de chá de água
  • 1 colher de sopa de adoçante culinário concentrado [diz a embalagem que adoça um litro]

Como fazer:

  1. Aos desavisados vale lembrar que é uma sobremesa que exige tempo de gelificação,  motivo pelo qual aconselho a iniciar sua feitura no dia anterior. Comece colocando a garrafinha de leite de coco de molho em água quente, para amornar, dissolver bem e sair mais facilmente do vasilhame.
  2. Hidrate a gelatina com a água de acordo com as orientações da embalagem e leve-a ao microondas por 15 segundos (ou mais tempo no banho-maria) para dissolver.
  3. Misture o leite de coco morninho à gelatina. Misture, viu? Não é para dar vazão ao ímpeto de bater bolinho, a menos que você queria produzir uma flousse. Se eu me contive, você também conseguirá! :D
  4. Agora incorpore delicadamente o iogurte natural, somente para homogeneizar.
  5. Adoce a gosto e prove.
  6. Deite a misturinha numa forma para gelatina previamente molhada, leve à geladeira e deixe tudo lá por pelo menos 6 horas.
  7. Você já pode fazer a calda também. Basta levar os ingredientes ao fogo baixo numa panelinha e, por favor, vigiar o cozimento. A calda precisa reduzir até mais ou menos a metade do volume para ficar grossinha.
  8. Para servir, desenforme o manjar, decore com a calda e as ameixas e mande a brasa!

Flan + Mousse = Flousse

Flan-mousse de iogurte

O excesso de zelo na cozinha, querida leitora e querido leitor, pode trazer resultados inesperados.

Veja que uma receita de flan de iogurte e mel, ao ser executada com fervor, acabou por transformar-se numa espécie de mousse, um castelo prestes a desmantelar-se a qualquer momento.

Feliz ou infelizmente, tive tempo de capturar um instantâneo desta singela sobremesa, doravante chamada pelo carinhoso apelido de “flousse”.

Minha flousse foi elaborada a partir de uma receita que levava creme de leite fresco, que não tinha em casa no momento e acabei por usar somente o iogurte natural. Se preferir adicionar umas calorias à sobremesa, experimente usar metade de iogurte, metade de creme de leite.

Minha idéia inicial era fazer uma calda de pitangas, que devo testar em breve, mas acabei por usar amoras congeladas.

A flousse não é a coisa mais esplendorosa do mundo em termos de sabores, mas serviu ao propósito de adoçar o bico sem agregar centímetros à cinturinha. É, portanto, um fecho delicado para refeições idem.

Ingredientes:

  • 1 envelope (12 g) de gelatina em pó sem sabor
  • 1/4 de xícara de água
  • 500 ml de iogurte natural (ou 250 ml de iogurte + 250 ml de creme de leite fresco)
  • 2 colheres de sopa de mel
  • 1 colher de chá de essência de baunilha (ou menos, se preferir)

Para a Calda:

  • 1 xícara de amoras congeladas + algumas inteiras para decorar
  • 1/2 xícara de água
  • açúcar a gosto (usei duas colheres de sopa, pois não sou muito formiga)

Como Fazer:

  1. Hidrate a gelatina com a água em uma vasilha de vidro ou refratário, de acordo com as instruções da embalagem.
  2. Enquanto isso, leve o iogurte e o mel ao fogo para aquecer, sem deixar ferver.
  3. Leve a gelatina ao microondas por 15 segundos para derreter, ou derreta-a em banho-maria.
  4. Quando a misturinha de iogurte estiver quente, coloque-a numa vasilha média, adicione a gelatina e coloque a vasilha média dentro de uma grande, cheia de gelo, para acelerar a gelificação.
    Foi aqui, amiga(o), que me empolguei!
    Na receita original recomendava-se mexer a mistura até ficar com consistência de clara de ovo crua. Mexer, não bater!
    Mas nããão!!!! Meus instintos de bater bolinho por vezes sobrepujam a precaução de ler atentamente as receitas e pus-me a girar vigorosamente o batedor de arame como se estivesse a produzir claras em neve. Foi mais forte do que eu. À medida que a mistura esfriava transformava-se numa linda nuvem. E eu, extasiada, contemplava e batia mais. Mas sigamos com a receita.
  5. Caso opte pelo creme de leite fresco, bata-o em chantili antes de adicioná-lo à misturinha. Como usei somente iogurte, não precisei bater nada. Incorporei à mistura e levei à geladeira em forminhas individuais.
  6. Para a calda, leve as amoras com a água e o açúcar ao fogo e deixe ferver por uns cinco minutos. Bata no liquidificador, coe se preferir e decore a flousse. Use as amorinhas restantes para decorar.

Flan Mágico de Maracujá


É de bom grado que cumpro o prometido de publicar foto e receita de meu primeiro quitute confeccionado com o auxílio da Mágica, esta prática e versátil forma de matéria plástica que permite à senhora cambiar a decoração de seu preparado.

Este flan é muito ligeiro, leve, aerado, fácil de fazer e, se a senhora optar por empregar adoçante no lugar do açúcar, ainda resulta numa sobremesa de baixo teor calórico.

Ingredientes:
[Para o flan:]

  • 1 pacote (12g) de gelatina incolor sem sabor
  • 5 colheres de sopa de água
  • ¾ xícara de suco de maracujá concentrado
  • 500 ml de iogurte natural, de preferência caseiro
  • 1 xícara de açúcar ou o equivalente de adoçante culinário (usei uma colher de sopa deste último, concentrado, próprio para forno e fogão)

[Para a calda:]

  • 1 xícara de polpa de maracujá com sementes
  • 1 xícara de açúcar ou o equivalente de adoçante culinário (usei uma colher de sopa deste último, concentrado, próprio para forno e fogão)

Como fazer:

  1. Hidrate a gelatina conforme instruções da embalagem.
    No meu caso, fiz chover o pozinho por sobre a água, que estava depositada em uma cremeira de vidro.
    Misturei com a colher até formar uma papinha, diria que quase com a consistência de um gel. Levei a mistura ao microondas por 15 segundos e reservei.
  2. Deite no copo do liquidificador, nesta ordem: o suco, o iogurte, o adoçante/açúcar e a gelatina. Bata até homogeneizar.
    Como já protagonizei alguns malogros culinários envolvendo gelatina quente e iogurte gelado, desta vez fui astuta: aqueci levemente os potinhos, mergulhando-os em água quente, até que estivessem em temperatura ambiente para não provocar nenhum choque térmico e desonerar a emulsão. O suco de maracujá também estava em temperatura ambiente pelo mesmo motivo. Não posso precisar se foi este o fator crítico para o sucesso da sobremesa, mas definitivamente não desandou.
  3. Despeje com cuidado a mistura dentro da forma, que foi previamente molhada para não grudar. Cubra-a e leve à geladeira até endurecer. Meu flan só foi desenformado 24 horas depois, mas a senhora pode virá-lo em 4 horas, aproximadamente, desde que o preparado esteja sólido.
  4. Para preparar a calda, leve os dois ingredientes ao fogo e deixe ferver por um ou dois minutos, o suficiente para que se observe uma leve mudança na consistência do líquido, que deve engrossar um pouquinho.
  5. Após desenformar o flan, que por dentro apresenta buraquinhos tal qual uma mousse, sirva-o da maneira que maisquerer, derramando uma porçãozinha de calda para acompanhar.