Vó Nair era exímia fazedora de doces e geléias, que chamava de chimia. Minha preferida era a de banana, que ficava pedaçuda e clarinha, pois a vó não deixava o açúcar queimar.
Um pacotinho de cerejas frescas que maturava na geladeira foi o empurrão para me lançar o desafio de produzir minha primeira geléia num período de raríssimos momentos de abandono ao pé do fogão.
O Leitor e a Leitora podem substituir a cereja por outra fruta vermelha com segurança. Creio que a receita também se preste para maracujá, kiwi, damasco…
Ingredientes:
1 1/2 xícara de cerejas frescas sem caroço e picadas grosseiramente
1 1/2 xícara de açúcar comum
1/2 maçã pequena sem casca ralada (a maçã tem pectina e dá corpo ao doce)
sumo de 1/2 limão
Como fazer:
- Numa panelinha, leve todos os ingredientes juntos ao fogo baixo, tomando muito cuidado para não deixar ferver vigorosamente. Essa (e suspeito que outras) geléia parece adquirir vontade própria em altas temperaturas e se lança com vigor em saltos ornamentais para fora da panela, espalhando-se pelo fogão e arredores.
- Em fogo muito baixo, então, deixe a geléia tomar corpo. Com a ajuda de uma colher molhada em água fria, recolha e descarte a espuminha que se forma na superfície.
- O ponto da geléia, Leitor e Leitora queridos, não sei ao certo precisar. Deveria ter deixado menos tempo, talvez, pois ao levar o doce à geladeira notei que ficou com a consistência mais firme do que pretendia. Será mesmo necessário experimentar para adequar a textura ao gosto de cada um.
- Após arrefecer, guarde na geladeira em pote fechado. Ficou deliciosa no pão e também misturada ao iogurte natural.
Há uma foto da façanha, mas optei por publicar logo a receita e dar uma sinal de vida. A todos os que passaram por aqui e deixaram recadinhos, um beijo grade e saudoso!
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