O que jantei agora mesmo
Saturday, November 21st, 2009
Uma fatia de pão tostado, uma colher de sopa de atum em azeite, tiras de pimentão vermelho assado e sem pele, sal, pimenta e salsinha. E uma tacinha de vinho, por supuesto

Uma fatia de pão tostado, uma colher de sopa de atum em azeite, tiras de pimentão vermelho assado e sem pele, sal, pimenta e salsinha. E uma tacinha de vinho, por supuesto

Foram-se os dias calorentos, ficou mais essa sopinha fria para publicar. Periga ser mais fácil de fazer do que pronunciar o nome, espia:
Ingredientes
Como fazer:
Lembrete para mim mesma: Se for beber aquela tacinha de vinho, morrendo de fome enquanto prepara a receita, não fotografe. E se for fotografar a receita, morrendo de fome, mesmo tendo bebido aquela tacinha de vinho, verifique luz e foco… pelo menos.
E com essa foto malacabada, deixo aqui a com pêssegos, segunda colocada da enquete, que me foi gentilmente presenteada pelo leitor que atende pelo codinome de Anxiño, via este comentário.

Eu gostei dela assim, um pouco mais pastosa… mas se quiser uma consistência mais leve, pode afiná-la com água gelada até dar o ponto desejado.
E foi a batata mesmo que ganhou a enquete, seguida de perto pelo pêssego. Vou publicar as três receitas, na ordem de pontuação.
Compartilho com o leitor e a leitora queridos uma versão do meu petisco madrilenho preferido, aquele me que puxa o zóio na hora de ler o cardápio e que, na sua ausência, me faz pedir-por-favor-seu-garçom se não tem como preparar uma porçãozinha.
Com vocês… Las Patatas Bravas!

Na falta de batatas, refoguei no azeite uma xícara de arroz já cozido, misturei na cumbuca com três ovos batidos rapidamente com o garfo, juntei sal e pimenta, devolvi a mistura pra frigideira, baixei o fogo, esperei cozinhar quase totalmente, virei no prato, devolvi para a frigideira até dourar o outro lado, cortei em pedacinhos, espetei num pão adornado com uma colherada de molho de tomate com ‘pimentón picante’ e estavam feitos os pintxos de tortilla de arroz que devoramos assistindo TV num dos sempre insuficientes e lindos dias em que ele está aqui comigo e essa casa atinge a categoria de lar-doce-lar.

Embora leve alho no nome, essa prima branquela do Gazpacho não costuma ser muito forte. Tem como base amêndoas cruas, pão dormido, azeite, vinagre de jerez e água filtrada ou mineral geladinha.
A receita original, do livro “Cocina de Temporada para Inexpertos”, levava um ovo e oito (oito!) gordos e egocêntricos dentes de alho para quatro porções. Fiz metade da receita, adaptando uma coisa daqui e dali, nada de ovo, um só alho.
Vamos a ela:

Diz que ele é como escova de dente, traseiro e molho de tomate: cada um com seu cada qual. E depois de provar alguns gazpachos por aí (de restaurantes bacanas aos comedores da fiiiirrrrma), de espiar receitas várias e de arriscar em casa uma que outra versão, posso dizer agora também tenho meu preferido: saboroso o suficiente para ser memorável, suave o suficiente pra não ser “inesquecível”.
Pois, três meses e um bocadinho de minha estada em terras espanholas e achei por bem dar uma sacudida na preguiça e reunir aqui um apanhado cronologicamente aleatório (e sentimental-dadivosamente relevante) do que a memória ainda permitir (sem fotos, por enquanto, que a meta do dia é só escrever):
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Em primeiro plano, o aïoli (aquela espécie de maionese montada na base de bastante alho e azeite de oliva) e o molho que lhe confere a “braveza”, feito com tomates e pimentón (páprika) picante.
As da foto foram consumidas na cafeteria do Reina Sofía, após enfrentar muita muvuca da gringaiada que, como eu, aproveitou o sábado pra ir ao museu. O café, felizmente, não teve acotovelamentos. E se as patatas estavam bravas e o aïoli pungente, o clima estava ameno e o ambiente, tranquilo.