Posts Tagged ‘doce’

De Manga e Amoras (e do que tinha em casa)

Friday, August 27th, 2010

Ia chamar de crumble, aquela sobremesa com fruta embaixo e farofinha crocante em cima, mas acho que não é pra tanto. Um improviso, isso sim, um arremedo pouco doce de qualquer coisa de fruta por baixo e algo crocante por cima, pois havia manga picada na geladeira, amoras no congelador e uns biscoitos japoneses pedindo pelamor que alguém desse um sentido para suas efêmeras existências. A receita serviu um casal no jantar e ainda virou parte do café-da-manhã-pra-nós-dois-te-fazer-um-carinh0-e-depois.

Ingredientes:

  • manteiga para untar a forma
  • 2 xícaras de manga picada
  • 1 xícara de amora congelada
  • 1 xícara de biscoitos esmigalhados (usei Sembei)
  • 4 ou 5 castanhas-do-pará picadas
  • 2 ‘fatias’ de manteiga gelada (1/2 cm) picadas
  • 1 colher de sopa de açúcar demerara ou cristal

Como fazer:

  1. Ligue o forno para aquecer, ou aproveite o embalo das beterrabas.
  2. Unte uma forma pequena com manteiga. Deite ali os pedaços de manga e as amoras.
  3. Por cima, espalhe o biscoito picado e as castanhas, distribua os pedaços de manteiga e polvilhe o açúcar.
  4. Leve ao forno até as frutas aquecerem bem. Sirva morno ou em temperatura ambiente. No dia seguinte, as sobras combinam muito bem com uma cumbuca de iogurte natural caseiro.

Gelatina de Tangerina

Tuesday, July 20th, 2010

Costumo ter pacotinhos de gelatina incolor em casa, que gosto de misturar com iogurte em algumas invencionices (como o flan de iogurte com mel, o mágico de maracujá e aquele que está entre o flan e a mousse). Eles vêm em duplas e cada um endurece meio litro de líquido, segundo diz a embalagem. Dá pra fazer miséria com gelatina incolor, se você lembrar dessa regra e seguir as orientações do envelope. Uma mistureba de leite de coco + leite condensado + creme de leite + leite, uma nata aromatizada, um suco de fruta natural adoçado a gosto…

Ao leitor e à leitora iniciantes na lida com a gelatina incolor em pó, recomendo muitíssimo essa última opção. Até hoje me empolgo com as possibilidades, como nessa receita de Gelatina de Tangerina com Iogurte e Chocolate da Elisa.

Calcei umas luvas de borracha, espremi as tangerinas no muque, consegui só 400 ml de suco, completei com uns 100 ml de água e fiz meia receita, adoçada com mel, que rendeu quatro potes como os da foto. Ficou bem firme, daria até pra fazer uma graça e usar forminhas de silicone ou cortar a gelatina em quadradinhos. Não estava na vontade de baunilha, nem de chocolate. Tasquei uma colherada de iogurte natural caseiro, ralei um pouco de canela e achei bem bom. O gengibre faz toda a diferença, “levanta” o gosto da tangerina e deixa tudo mais interessante. Farei outras vezes, talvez com mais suco,  pra ficar mais “treme-treme”, ou com uma colherada generosa de licor, só pra fazer uma graça :)

Bolo de Cenoura

Wednesday, June 23rd, 2010

A receita veio do fichário vermelho, ignoro a procedência e só sei dizer que é a primeira vez que testo esta versão do prosaico e, por isso mesmo, delicioso bolo amarelinho com calda de chocolate. A que conheço desde menina (e que cheguei a modificar levemente aqui), aprendi com a mãe e leva cenouras cozidas, enquanto nesta elas vão cruas mesmo para dentro do liquidificador. Jogo rápido para reinaugurar o forno, sem muita fuzarca e com pouca bateção, que pras pelancas do adeus se acostumarem aos poucos com a crescente atividade físico-culinária.

Ingredientes:
Massa:

  • 3 cenouras grandes
  • 5 ovos
  • 1 xícara de óleo (240 ml)
  • 2 1/2 xícaras de açúcar (450 g)
  • 3 xícaras de farinha de trigo (360 g)
  • 1 colher de sopa de fermento em pó
  • 1 pitada de sal

Cobertura:

  • 8 colheres de sopa de chocolate em pó
  • 8 colheres de sopa de açúcar
  • 2 colheres de sopa de manteiga
  • 4 colheres de sopa de leite

Como fazer:

  1. Ligue o forno para preaquecer. Unte e polvilhe uma assadeira. Raspe as cenouras e pique-as em pedaços.
  2. Prepare a massa: bata no liquidificador o óleo, a cenoura, os ovos e o açúcar até a mistura ficar cremosa e homogênea.
  3. Numa tigela, misture a farinha com o fermento e o sal. Vá despejando ali a mistura cremosa, mexendo cuidadosamente com a colher de pau até incorporar tudo bem.
  4. Despeje a massa na assadeira untada e polvilhada e leve ao forno quente (200ºC) por cerca de 30 minutos (Faça o teste: enfie um palito no meio da massa. Se ele sair limpo, é porque o bolo está pronto). Retire do forno e reserve.
  5. Faça a cobertura: ponha todos os ingredientes numa panela e mexa em fogo médio até levantar fervura. Deixe engrossar em fogo baixo por uns 5 minutos e despeje sobre o bolo ainda morno (gosto de dar umas espetadas no bolo antes, só para a cobertura escorrer em furinhos aleatórios).
  6. Aguente um pouco as pontas, tenha paciência e só corte o bolo quando esfriar, combinado? E cumpra direitinho o prometido, levando para a moça querida do trabalho uns quantos pedaços do bolo que reinaugurou sua cozinha :)

Butterscotch Pudding

Wednesday, June 16th, 2010

Butterscotch é uma espécie de caramelo cremoso que leva manteiga, açúcar e creme. Nome comprido de receita fácil, esse Butterscotch Pudding que encontrei na revista Gourmet de fevereiro de 2009 é mais fácil de acertar do que aquelas caixinhas de poeira colorida e aromatizada que misturamos ao leite, levamos ao fogo, deixamos na geladeira e que a Vó Dinah chamava genérica e desdenhosamente de Pudim Medeiros.

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Crema Catalana

Tuesday, June 15th, 2010

E agora o Leitor e a Leitora queridos vão ter de me aguentar, pois desembestei, abri a porteira, estou com a macaca e resolvi dar vazão às receitas e causos que estavam na fila há meses. Começo com o preparado do livro “Cocina de Temporada para Inexpertos”, que driblou meu receio e me fez comprar (e finalmente usar!) o maçarico culinário. Quem não dispuser do utensílio não deve se acanhar, há sempre um truquinho a aprender.

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Pudim de Café

Friday, February 5th, 2010

Era assinante e está em São Paulo a derradeira edição da Gourmet. A equipe não sabia que a revista ia fechar, então dá aquela sensação de “normalidade” pré hecatombe. Como sempre, tem matérias bem feitas e receitas que, pelo menos comigo, sempre dão certo. Essa aqui, que se chamava Café au Lait Pudding no original, teve suprimidos o açúcar do creme (não precisava nem um pouco) e o extrato de baunilha (muita coisa ali, já) e incluído um toque de chocolate em pó (só pra fazer uma graça). (more…)

Posso fazer uns brigadeiros…

Wednesday, April 22nd, 2009

… pois encontrei leite condensado (em latas de 740g), um chocolate em pó que funciona bem e o granulado, que aqui ganha o nome de fideos de chocolate.

Os da foto foram pro domingo de Páscoa.

.*.  Atualização .*.

Olhando os comentários, fiquei com a impressão de que havia dito não ter encontrado o leite condensado… pois li e reli e reforço que sim, queridos, eu encontrei o dito, em todos os mercados por onde estive, diga-se :)

Azeitonas de Páscoa

Friday, April 10th, 2009

Nem só de bacalhau e petiscos vivem as gorditas olivas em época de Semana Santa. Essas daí – pasmem, meus queridos – são doces, feitas de chocolate. O ‘caroço’ é um crocante recheio de praliné envolto em delicado wafer.

Diz a embalagem:

Aceitunas Sevillanas

Centro crujiente hecho de finísimo hojaldre, relleno de praliné y cubierto de chocolate negro o blanco

Deliciosas até para quem não se empolga muito com doces. Na Pasteleria Mallorca tem.

Bolo de Nozes com Damasco e Ameixa

Tuesday, January 27th, 2009


Leitor e Leitora queridos, antes de deixar aqui as instruções para essa delícia de bolo, um alerta: muito desvelo ao lançar-se de última hora à receita não testada da revista para coroar o jantar das visitas. Olhovivo, farofino e, se possível for, um pouco mais de tempo e um Plano B são como canja de galinha. Mal não vão fazer.

Eis que o menu era de comidas arabinhas (já feitas e refeitas um bocado de vezes, daqui a pouco mais listo todas), queria uma novidade para a sobremesa e corri ao socorro de uma Claudia Cozinha Coleção Volta ao Mundo. Falta-me agora a pachorra necessária para relatar as duas tentativas desastrosas de fazer um Sorvete de Misk muito do bonitoso que estava na revista. Limito-me pois a registrar que aquele raio de receita estava errada, devia ter confiado em meus instintos, em minha fajutérrima arabicidade derivada de matrimônio, em minha modesta-mas-limpinha experiência culinária.

Experiência essa que nem precisou se manifestar na confecção do bolo de nozes, pois uma leitura atenta (o olhovivo que precedeu o farofino, somados ao tempo hábil para um Plano B, lembram?) foi suficiente para detectar que o raio havia caído pelo menos duas vezes na mesma revista e também esta receita continha erros. Agarrou-me a véia reclamenta e resmunguei, onde já se viu, que desserviço para as novas dadivosas que estão à espera de uma receita de bolo que lhes fale ao coração para sair da toca, já pensou a frustração em seguir receita errada logo na primeira vez, a pessoa se desengana duma vida de possibilidades na cozinha, espécie de trauma culinário mais desnecessário, coisamaisfeia!

Mas o bolo ficou uma delícia, ao fim e ao cabo de algumas horas. Omiti umas coisas, corrigi outras, anotei o passo a passo e segue sem mais delongas a receita que pretendo repetir no fim de semana. (more…)

O Sorvete da Vó Dinah, só que de roupa nova

Monday, January 19th, 2009

Quem disse que só se faz sorvete com maquininha, hein? Mais uma vez a receita do sorvete da vó Dinah foi levada a um almoço de domingo na casa dos tios e primos ‘por parte de marido’, só que de roupa nova, enformada como um pudim. Mais uma vez escolhi os melhores ovos caipiras, peneirei as gemas, bati as claras em neve, deixei a forma dormir no congelador e protegi a sobremesa com um pano de prato branquinho (daqueles com barra de crochê que a mãe fez) até chegar ao destino.

Ingredientes:

  • 6 ovos (clara e gema separadas)
  • 1 lata de leite condensado
  • 2 vezes a mesma medida da lata de leite integral
  • 1 lata de creme de leite
  • 6 colheres de sopa rasas de açúcar
  • 4 colheres de sopa cheias de achocolatado em pó e mais ou menos 2 colheres de sopa de água para formar a calda

Como fazer:

  1. Comece fazendo o creme amarelinho do fundo. Gosto de passar as gemas por uma peneira para retirar delas aquela membrana e evitar que o doce tenha gosto de ovo. Sobre as gemas, numa leiteira ou panelinha, acrescente o leite condensado e o leite. Mexa bem para dissolver e leve ao fogo brando, mexendo sempre, somente até a mistura engrossar feito mingau, sem deixar ferver.
  2. Deixe esse creminho amornar um pouco.
  3. Bata as claras em neve. Na falta de uma batedeira, ou mesmo de um batedor manual de arame, não se acanhe! Passe a mão em dois garfos e chacoalhe as pelancas do adeus.
  4. Às claras, adicione as colheres de açúcar e misture. Some a esse suspiro o creme de leite sem soro, misturando bem. Para retirar o soro do creme de leite, abra a lata (sem sacudir, mexer ou virar muito), enfie uma faca entre o creme e a parede da lata para deixar o ar entrar e, ainda com a faca ali dentro, incline a lata para deixar escorrer o soro.
  5. Sabe o creme amarelinho que estava amornando? Pois, será reunido a esse das claras, é só mexer delicadamente para homogeneizar.
  6. Misture o achocolatado com a água e, com a ajuda de uma colher, ‘unte’ uma forma de buraco no meio com essa mistura. Pode deixar o restante no fundo da forma. Aviso que a receita rende muito mesmo, pode ser que sua forma de pudim não dê vazão. Recrute então outros potinhos, forminhas e o que tiver vontade. Sua lombriga agradecerá o fato de que, duas horas depois, os potinhos menores estarão prontos para um ataque de gula!
  7. Deixe no congelador dum dia pro outro. Para desenformar, deixe em temperatura ambiente por uns 10 a 15 minutos e passe uma faca rente à forma (se ainda estiver congelado, umedeça um pano de prato com água quente e envolva o fundo e os lados da forma por um minutinho), desenforme e corte em fatias para servir.