Bolo de Baunilha de Verdade

Fosse uma pessoa, enfiaria um saco de pão na cabeça, ficaria trancado no quarto, choraria no chão da cozinha depois de escorregar as costas pela porta da geladeira, faria votos de clausura.

Ficou um filhote de cruz-credo, do avesso, infotografável, o pobre bolo de baunilha de verdade que testei já depois da meia-noite para um evento que farei na sexta. E a culpa não foi da receita, que a receita é das boas, apesar de tão diferente no modo de fazer. Nem do meu sono, que esse chegou já era quase dia. O desastre aconteceu simplesmente porque ignorei regra básica e tentei tirá-lo da forma ainda quente. Estava com a cabeça em outra coisa, às vezes acontece.

Desmoronou em partes, ficou irremediavelmente mal diagramado, assimetricamente escangalhado, com as vergonhas e entranhas ao léu. Mas ficou gostoso!

Fosse uma pessoa, diria que é sangue bom, gente fina, bacana, interessante, intrigante, tem personalidade e beleza interior!

Receita de Bolo de Baunilha de Verdade

Ingredientes:

  • 240 ml de leite integral
  • 4 claras
  • 1 ovo inteiro
  • as sementes de duas favas de baunilha
  • 315 g de farinha de trigo, peneirada
  • 300 g de açúcar
  • 20 g de fermento em pó
  • 5 g de sal
  • 170 g de manteiga sem sal, cortada em cubos

Como fazer:

  1. Com todos os ingredientes em temperatura ambiente, preaqueça o forno a 180°C. Unte e enfarinhe duas formas redondas de aproximadamente 20 cm de diâmetro.
  2. Em um recipiente junte 1/4 do leite com a baunilha, as claras e o ovo, batendo até homogeneizar. Reserve.
  3. Agora é que a receita fica diferente, mas tenha fé que funciona mesmo. Na tigela da batedeira, misture todos os ingredientes secos até incorporá-los bem. Ligue a batedeira em velocidade baixa, acrescente a manteiga e bata por uns 30 segundos. Acrescente os 3/4 do leite e bata em temperatura média por um minuto e meio, mais ou menos. Vai formar um creme fofo.
  4. Com uma espátula, raspe as paredes da tigela e misture a massa. Repita três vezes o seguinte procedimento: crescente 1/3 da mistura de leite e ovos, bata por meio minuto. E a massa está pronta.
  5. Divida a massa entre as duas formas preparadas e asse por 25 a 35 minutos. O tempo vai depender do seu forno. A partir dos 25 minutos, já pode abrir o forno para fazer o teste do palito (espete um palito no meio da massa, se sair limpo o bolo está pronto).
  6. Recheie/cubra com o que quiser. Eu recheei e cobri um dos bolos com ganache de chocolate e creme de avelã. E o outro voltou para a forma depois do acidente estético. Sim, não contente em destruir um, fui lá e desenformei o outro bolo ainda quente.

Receita foi uma mistura de várias daqui

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O que é que a banana tem?

Banana – Dadivosa

É amor em penca e só depois de mulher feita encontrei gente que não a suporta, meia dúzia de gatos pingados para confirmar a regra. Na receita de hoje a banana é grelhada em beurre noisette, uma manteiga aquecida até ficar marrom e liberar um cheirinho de avelã. É fácil, é simples, é barato, é prosaico, até. Mas olha, é bem bom!

Como fazer Beurre Noisette (ou manteiga marrom, ou brown butter, ou mantequilla avellana, vocês entenderam)

Ingredientes:

  • manteiga sem sal

Como fazer:

  1. Leve a manteiga ao fogo em uma panela de fundo claro, para que seja mais fácil perceber a mudança de cor. Fique vigiando que é coisa rápida.
  2. Deixe em fogo médio a baixo. Ela vai espumar e crepitar e estalar. É a água da manteiga indo embora.
  3. Vá girando a panela (ou mexendo com uma colher de pau). A manteiga vai mudar de cor. Quando estiver bronzeada, marrom claro, retire imediatamente do fogo e, com cuidado, passe por uma peneira para outro recipiente por dois motivos: 1) se continuar na panela quente ela vai continuar a escurecer e virar outra coisa (beurre noir, a versão mais amarga e escura, ou queimar) e 2) ao passar com cuidado pela peneira você separa os eventuais resíduos sólidos que possam ter queimado um pouco mais.
  4. Empregue (nos livros de receita da vó sempre tinha um “empregue”, adoro!) ou armazene na geladeira. Pode usar quente sobre aves, peixes e carnes, sozinha ou para compor molhos, em receitas de bolos, madeleines, financiers e o que mais quiser, pode usar fria (fica com cara e cor de doce de leite como na foto a seguir) sobre um pão quentinho com uma pitada de flor de sal, ou para grelhar banana :)

Beurre Noisette – Dadivosa

Banana Grelhada com Beurre Noisette (para dois)

Ingredientes:

  • 2 bananas-prata maduras
  • 2 colheres de chá de beurre noisette (ou manteiga marrom, ou brown butter, ou mantequilla avellana, aquela coisa toda)
  • açúcar de confeiteiro para polvilhar
  • sorvete ou creme de leite batido para servir (opcional)

Como fazer:

  1. Descasque e corte as bananas ao meio, no sentido do comprimento.
  2. Aqueça a manteiga em uma frigideira antiaderente.
  3. Grelhe as bananas na manteiga, em fogo médio, até dourar, dos dois lados.
  4. Transfira para o recipiente onde vai servi-las e polvilhe açúcar de confeiteiro.
  5. E é só. Se quiser, sirva com uma bola de sorvete de creme ou creme de leite batido.

 

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Gelado de Banana Anti-TPM

Gelado de Banana Anti-TPM - Dadivosa

Gelado de Banana Anti-TPM – Dadivosa

Esta receita de gelado de banana anti-TPM já apareceu por aqui, ocasião em que queimei um liquidificador por querer bater tudo de uma vez só e ignorar a instrução de usar o processador de alimentos. Tivesse eu comido a sobremesa antes, talvez estivesse mais paciente ;)

Caso você só tenha o liquidificador (como eu, à época), deixe a fruta descongelar um pouco mais (leve de volta ao freezer depois de pronta, se for o caso) e pulse menos quantidade de cada vez.

Receita de Gelado de Banana Anti-TPM

Ingredientes: 

  • 4 bananas-prata
  • 1/2 limão

Como fazer:

  1. Descasque as bananas, retire quaisquer fiapos, corte-as em rodelas de mais ou menos 2 cm e respingue umas gotas de limão para evitar que oxidem.
  2. Leve as bananas ao freezer, em um recipiente onde elas possam ficar todas em uma só camada. Deixe congelar.
  3. Retire as bananas do freezer e deixe descongelar um pouco, coisa de 10 a 15 minutos.
  4. Aos poucos, passe as bananas pelo processador até virarem um creme. Empregue em seguida. Caso elas derretam muito, faça as bolinhas e leve-as ao freezer até a hora de servir.
  5. Você pode polvilhar esse gelado com canela, um pouco de açúcar mascavo ou nozes/amêndoas/castanhas picadas. Fica uma delícia servido com este Petit Gâteau de Canela.

 

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Dadinete, o danete da Dadivosa*

Dadinete

Dadinete – Foto de Estevam Romera

Tenho um punhado de amigos e parentes gastronomicamente ortodoxos. Ou, como o representante-mor Daniel refere-se a si mesmo, gastronomically challenged. O termo, de um politicamente correto quase cafajeste, qualifica nada mais do que uma pessoa com paladar restrito, pouco aventureiro. Não gosto de dizer que é paladar infantil, pois conheço crianças bastante mais destemidas e gastronomicamente curiosas do que o senso comum nos faz crer.

E apesar de ser também eu curiosa e destemida para provar novos sabores, não acho que caiba a mim forçar a barra para ninguém, e me parte o coração saber que o convidado parou no caminho para engolir um pão-carne-e-queijo (que é tudo menos isso) por que no cardápio não terá nada que ele consiga comer. De modos que, de um jeito ou de outro, na medida do possível, tento acomodar as diferenças e sempre preparar algo para o portador de necessidades culinárias especiais.

A mesma coisa acontece quando sou incumbida de levar algum prato na casa alheia. E foi assim que surgiu a primeira versão do Dadinete, quando me ofereci para levar a sobremesa no churrasco de dia dos pais na residência do supracitado amigo Daniel. Tinha de ser de chocolate, não podia ter fruta seca nem molhada, ser fácil de carregar, armazenar e servir, não desmoronar no caminho e ainda agradar aos convivas todos. E foi um sucesso.

Receita sucesso a gente repete, passa adiante, porque não tem mesmo nada de muito diferente, é coisa fácil de fazer e de lembrar, tem poucos ingredientes, lembra infância e ataques à geladeira na madrugada.

Passei a receita para a Tatu, que batizou a sobremesa, divulgou o Dadinete em seu blog lindo e combinou comigo de publicar, cada uma em seu quadrado e do seu jeito, a minha receita com a foto produzida por ela e clicada pelo Estevam Romera, pai de Alice, que suportou até que bem quatro mulheres cantando musiquinhas bobas, fazendo passinhos pela sala, falando de comida e fazendo piadas ruins sobre a viagem ao Peru.

Receita de Danette Caseiro, o Dadinete

Ingredientes: 

  • 1 litro de leite
  • 4 colheres de sopa cheias de chocolate em pó (achocolatado não serve)
  • 1 lata de leite condensado
  • 2 colheres de sopa cheias de amido de milho (‘maisena’)
  • 2 xícaras de chocolate picado (pode usar amargo, ao leite ou uma mistura dos dois)
  • 1 lata de creme de leite gelado, sem soro

Como fazer:  

  1. Comece fazendo uma espécie de mingau. Em uma panela, dissolva a maisena em um pouco do leite. Acrescente o restante do leite, o chocolate em pó e o leite condensado.
  2. Leve ao fogo brando e cozinhe, mexendo sempre para não grudar no fundo, até ferver. A mistura vai engrossar. Desligue o fogo.
  3. Acrescente o chocolate picado e continue mexendo até derreter. Reserve fora do fogo e, quando a mistura estiver morna, incorpore o creme de leite gelado, sem o soro. Para tirar o soro do creme de leite, abra a lata, enfie uma faca na borda até o fundo e incline a lata com cuidado, para sair o líquido. Você pode misturar o creme de leite com a ajuda de uma batedeira, com um batedor de mão ou colher de pau. O importante é deixar a sobremesa bem homogênea.
  4. Deixe gelar por pelo menos 4 horas antes de servir.

Algumas dicas…

Usei um chocolate em pó culinário da Suíça, com nada de açúcar, bem bom. Faça com o melhor que encontrar, mas aquele chocolate em pó que vem em caixa vermelha da marca conhecida também fica ótimo. Achocolatado não presta pra essa receita, tá? O chocolate em barra, quanto melhor for, melhor o resultado da receita. E se não tiver creme de leite em lata, pode tentar o fresco, mas espere a mistura de chocolate esfriar completamente e bata o creme de leite em chantilly antes de adicionar com bastante cuidado que o resultado fica parecido. E se sobrar, pode congelar numa boa. O tal amigo gastronomically challenged fez isso e aprovou :)

* atesto para os devidos fins que a aliteração do título não foi intencional

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Creme de Gengibre (para dois)

Você pode substituir o leite por creme de leite fresco, já fiz e ficou bom. Pode também dobrar a receita, seja para servir mais dois convivas ou deixar um agrado na geladeira pra depois (não o fiz e me arrependi).

Ingredientes:

  • 250 ml de leite
  • 30 g de açúcar
  • 2 gemas
  • 1 pedaço de gengibre (uns 2 cm, mais ou menos, esqueci de pesar) em fatias

Como fazer:

  1. Ligue o forno para preaquecer (180 – 200° C).
  2. Leve o leite ao fogo brando junto com o gengibre. Quando começar a ferver, desligue o fogo, cubra a panela e deixe em infusão por uns 15 minutos.
  3. Bata as gemas com o açúcar até espumar. Coe o leite e misture às gemas.
  4. Despeje a mistura em forminhas individuais que possam ir ao forno (usei potes de vidro e funcionou, mas recomendo cuidado).
  5. Coloque as forminhas em uma forma maior, despeje água fervendo até chegar à metade e leve ao forno baixo por 30 a 40 minutos. A consistência será de um flan mole.
  6. Leve à geladeira por pelo menos 4 horas.
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Um jantar completo para quatro, em meia hora

Você pode seguir o menu tal e qual, ou usá-lo de inspiração e acrescentar ingredientes, substituir temperos, incluir uma proteína cozinhada por você, comprada na rotisserie ou trazida por um conviva prendado. É tudo descomplicado e não carece de cozinha profissional, tampouco utensílios e panelas especiais.

Meu intuito, besta de tão simples, é pegar na mão do Leitor e da Leitora em distintos graus de Dadivosidade e destrinchar o processo de preparar um jantar para quatro pessoas em trinta minutos, da lista de compras à seqüência de preparo.  Se o formato apetecer e as dicas forem de serventia, ficarei bem feliz!

Coloque seu avental da sorte e vamos…

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Pão Rápido de Banana, Aveia e Nozes

Já contei pra vocês que andei comprando uma máquina de pão? Pois então. Comprei depois de muito espiar pela internet e pelas casas dos outros, topar com aqueles comerciais medonhos, refletir se de fato usaria ou se depois do primeiro mês não ter onde guardar o trambolho inútil.

Comprei não sem antes tentar sovar a massa no muque aquelas tantas vezes com a cabeça já no provável desastre panificante, será que vai embatumar, tá bom de trigo, porque não cresce logo, se já nem sempre dá certo com esse fermento seco instantâneo, imagina se eu resolver fazer pão de verdade, daqueles com fermento puro-sangue, passado adiante por gerações, ao qual as pessoas dão nome e sobrenome, fermento que precisa ser carinhosa e muito corretamente alimentado, pois qualquer deslize pode ser fatal, Messiê Levain bate as botas, come grama pela raiz, abotoa o terno de madeira, zé fini, caput!

Enquanto matutava sobre a real necessidade de uma maquineta que só mistura os ingredientes, fica morna pra massa crescer e depois se esquenta ao ponto de assar um bloco quadradão e sem personalidade e perguntava pra consciência se devia adquirir a geringonça, relatos do alheio me atiçavam a cobiça e todo um mundo de pães infalíveis, fáceis, quentinhos, lascivos e disponíveis se apresentava ali adiante.

Sucumbi num calorento sábado à tarde. Passei numa loja dessas de eletrodomésticos, me recusei a fazer mais um tenebroso cadastro “pra tá sempre ficando sabendo das nossas promoções”, peguei um táxi dali até em casa porque o céu desaguou quando eu saía meio que arrastando aquele caixote imenso.

A máquina vem com um livreto de receitas, que eu já tinha visto. Para quem não possui o equipamento, as instruções não ornam, chegam a dar raiva: coloque os ingredientes na ordem indicada, aperte o botão tal até chegar no tipo 9, selecione a quantidade de massa como II, escolha a cor da casca, aperte iniciar/parar.

É mais ou menos o que dizia o modo de fazer desse pão rápido de banana, mas como a massa usa fermento de bolo (daquele branquinho mesmo), não precisa crescer antes, não tem ponto de sova nem nada, já fiz um parecido antes de ter a máquina e deu muito certo, achei por bem deixar a receita. Fica mais compacto, feito um pão integral. É úmido, perfumado e bem moreninho por causa do açúcar mascavo. Uma belezura e nem precisa de máquina pra fazer!

Ingredientes:

  • 1 xícara de banana amassada com o garfo
  • 2 ovos
  • 3 colheres de sopa de manteiga derretida
  • 1 xícara de açúcar mascavo
  • 1/2 xícara de nozes picadas
  • 1 xícara de farelo de aveia
  • 1 1/2 xícara de farinha de trigo
  • 1/2 colher de chá rasa de sal
  • 1 colher de chá de canela em pó
  • 1 colher de chá de bicarbonato de sódio
  • 1 colher de sopa de fermento em pó (químico)

Como fazer:

  • Ligue o forno para preaquecer. Unte uma forma de pão.
  • Misture a banana, os ovos e a manteiga (pode usar um garfo, a batedeira ou uma colher de pau) e reserve. Em outra tigela, misture os demais ingredientes (açúcar, nozes, aveia, trigo, sal, canela, bicarbonato e fermento). Junte os secos com os molhados, mexendo até incorporar. Despeje na forma, leve ao forno médio até que, enfiando um palito na massa, ele volte limpo.

.*. Atualização .*.
Comprar ou não comprar uma máquina de pão?

Ao Leitor e Leitora queridos que suspiram ao ver a maquineta na TV, com aquele pão recém-assado que derrete a manteiga a metros de distância, que sonham em jogar todos os ingredientes ali e acordar com o perfume de pão caseiro, àqueles que cobiçam tal eletrodoméstico e precisam de ajuda para decidir se vale a pena comprar uma máquina de pão, sinto dizer que decidir por vocês não posso, mas de bom grado deixo aqui algumas observações:

  1. Se possível, visite alguma loja que vende o equipamento. Abra a caixa, repare nas dimensões, entenda o funcionamento com o vendedor.
  2. Verifique se tem onde apoiar e ligar a geringonça. Uma vez que você já sabe as dimensões e o peso dela, já pode imaginá-la em sua cozinha. Ela balança um pouco enquanto está misturando a massa, é bom que a superfície onde ela vai trabalhar seja firme.
  3. Veja também onde ela vai morar. É normal que role uma empolgação inicial, mas a menos que a família seja numerosa e a produção seja diária, pode ser que você precise “estacionar” o aparelho em algum lugar.
  4. A máquina mistura, sova, faz crescer 2 vezes e assa o pão num formato meio paralelepípedo, que é o tamanho do recipiente interno dela. É possível usá-la somente para sovar a massa, que pode ser retirada e assada em outras formas e formatos num forno convencional. Confesso que não usei esse artifício. Quando ligo a máquina é mesmo pra jogar ali os ingredientes sem interagir muito no processo.
  5. O livro de receitas que acompanha o produto diz que é possível sovar massa de macarrão, fazer geléia, bolos e algumas sobremesas. Até agora, só testei pães mesmo.
  6. Não é por falta de equipamento que você vai deixar de se aventurar! A máquina pode bem ser uma comodidade…mas essa receita que escolhi compartilhar, de pão rápido de banana,  pode muitíssimo bem ser feita com uma vasilha grande, uma colher de pau e poucos minutos. E tem outras receitas por aqui, espia:
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Bolo de Coco de Liquidificador

Frida late fininho e mexe a pata traseira, sonha o sono dos cães felizes e rompe, querida, o silêncio da casa nesse comecinho de sexta-feira. Sem saber, me faz companhia numa leve e inofensiva insônia produtiva que me leva a, finalmente, começar a desencalacrar fotos e receitas cometidas nas últimas semanas: comidas das mais bobinhas, mas nem por isso menos gostosas, como o ensopado de inspiração toscana, o molho de mostarda pra salada, o purê de batata doce, a torta salgada de restinhos, as inúmeras saladas verdes e coloridas e um único e surpreendentemente molhadinho bolo de liquidificador, receita que devo ter copiado de alguma revista por volta dos 15 anos.

Ingredientes:

  • 2 xícaras de farinha de trigo
  • 1 colher de sopa de fermento em pó
  • 1 pitada de sal
  • 5 ovos
  • 150g de manteiga em temperatura ambiente
  • 1 1/2 xícara de açúcar
  • 200 ml de leite de coco
  • manteiga para untar a forma
  • açúcar de confeiteiro para polvilhar

Como fazer:

  1. Unte uma forma redonda com buraco no meio, de 22 cm de diâmetro (usei uma forma de pão e duas formas de mini-pudim, como essa aí da foto).
  2. Ligue o forno a 180 graus para preaquecer (temperatura média).
  3. Numa tigela grande, peneire a farinha, o trigo e o sal, misture e reserve.
  4. No liquidificador, coloque os ovos, o açúcar, a manteiga e o leite de coco e bata até a mistura ficar bem fofa (uns 4 minutos).
  5. Despeje o creme batido na tigela com os ingredientes secos, misture só para incorporar tudo e deite a massa na forma untada.
  6. Leve ao forno e asse por 35 minutos, ou até o bolo ficar levemente dourado.
  7. Tire do forno, deixe amornar, desenforme, deixe esfriar e polvilhe açúcar de confeiteiro na hora de servir.
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De Manga e Amoras (e do que tinha em casa)

Ia chamar de crumble, aquela sobremesa com fruta embaixo e farofinha crocante em cima, mas acho que não é pra tanto. Um improviso, isso sim, um arremedo pouco doce de qualquer coisa de fruta por baixo e algo crocante por cima, pois havia manga picada na geladeira, amoras no congelador e uns biscoitos japoneses pedindo pelamor que alguém desse um sentido para suas efêmeras existências. A receita serviu um casal no jantar e ainda virou parte do café-da-manhã-pra-nós-dois-te-fazer-um-carinh0-e-depois.

Ingredientes:

  • manteiga para untar a forma
  • 2 xícaras de manga picada
  • 1 xícara de amora congelada
  • 1 xícara de biscoitos esmigalhados (usei Sembei)
  • 4 ou 5 castanhas-do-pará picadas
  • 2 ‘fatias’ de manteiga gelada (1/2 cm) picadas
  • 1 colher de sopa de açúcar demerara ou cristal

Como fazer:

  1. Ligue o forno para aquecer, ou aproveite o embalo das beterrabas.
  2. Unte uma forma pequena com manteiga. Deite ali os pedaços de manga e as amoras.
  3. Por cima, espalhe o biscoito picado e as castanhas, distribua os pedaços de manteiga e polvilhe o açúcar.
  4. Leve ao forno até as frutas aquecerem bem. Sirva morno ou em temperatura ambiente. No dia seguinte, as sobras combinam muito bem com uma cumbuca de iogurte natural caseiro.

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Gelatina de Tangerina

Costumo ter pacotinhos de gelatina incolor em casa, que gosto de misturar com iogurte em algumas invencionices (como o flan de iogurte com mel, o mágico de maracujá e aquele que está entre o flan e a mousse). Eles vêm em duplas e cada um endurece meio litro de líquido, segundo diz a embalagem. Dá pra fazer miséria com gelatina incolor, se você lembrar dessa regra e seguir as orientações do envelope. Uma mistureba de leite de coco + leite condensado + creme de leite + leite, uma nata aromatizada, um suco de fruta natural adoçado a gosto…

Ao leitor e à leitora iniciantes na lida com a gelatina incolor em pó, recomendo muitíssimo essa última opção. Até hoje me empolgo com as possibilidades, como nessa receita de Gelatina de Tangerina com Iogurte e Chocolate da Elisa.

Calcei umas luvas de borracha, espremi as tangerinas no muque, consegui só 400 ml de suco, completei com uns 100 ml de água e fiz meia receita, adoçada com mel, que rendeu quatro potes como os da foto. Ficou bem firme, daria até pra fazer uma graça e usar forminhas de silicone ou cortar a gelatina em quadradinhos. Não estava na vontade de baunilha, nem de chocolate. Tasquei uma colherada de iogurte natural caseiro, ralei um pouco de canela e achei bem bom. O gengibre faz toda a diferença, “levanta” o gosto da tangerina e deixa tudo mais interessante. Farei outras vezes, talvez com mais suco,  pra ficar mais “treme-treme”, ou com uma colherada generosa de licor, só pra fazer uma graça :)

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