Meus Dez Utensílios Indispensáveis: 1 – Microplane

Meu ralador preferido, em três poses

Inauguro minha lista de dez mais queridos utensílios com o Ralador Microplane que vive pendurado acima da pia, companheiro de muitos anos, viagens e mudanças.  Chegamos a morar por três meses num hotel que só tinha microondas, onde aqueci água pro café, assei batatas e aprendi a cozinhar macarrão como se fosse na panela. E um macarrãozinho com manteiga boa e queijo ralado na hora sabe reconfortar, aquece a barriga e acalma os nervos.

O queijo sai em fitas delicadas, botem reparo

Com ele ralo queijos, temperos (canela, gengibre, noz-moscada…) e faço raspas de frutas cítricas para receitas doces e salgadas. É uma mão na roda… e às vezes um naco de mão, dedo e unha a menos. O bicho é afiado e competente, mas é preciso cuidado: nada de se debruçar sobre o cabo, pressionar demais o alimento ou apoiar a lâmina com muita força. Com o costume, percebi que me machuco muito menos com ele do que com aqueles raladores grandalhões de quatro lados…

Nos Estados Unidos, um grater/zester Microplane vale pouco mais de 10 dólares, lembrancinha batuta e fácil de trazer/pedir para os amigos. Ao avistar um exemplar desses no Brasil, o Leitor e a Leitora devem segurar a periquita do consumo e avaliar se vale mesmo a pena: por essas bandas, chegam a custar sete vezes mais.

 

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Comendo as Panelas

Das suculentas e fofas mini-abóboras recorte a tampa e retire as sementes com uma colher. Leve para cozinhar no vapor por uns 20 minutos. Recheie com colheradas de carne moída refogada , um punhado de cheiro verde e salpique pedaços de ovo cozido só pra fazer graça.

Não tem ou não gosta de carne moída? Use aquele restinho de frango ao curry, recicle o guisado, refogue um pouco de camarão com leite de coco, dê providência no picadinho de tresontonte, inclua um bocado de arroz cozido por baixo, um tico de queijo por cima, um belisco de pimenta no meio… já fiz de um tudo com “as bóbra“, divirto-me com as possibilidades de transformá-las em panelinhas comestíveis.

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A batata é só uma desculpa

O que eu queria mesmo era dar um oi pro Leitor e pra Leitora queridos, dizer que cheguei bem e viva, que trouxe aquelas panelas coloridas, que a única parte da mudança que desencaixotei decentemente foram as cacalhadas de cozinha, que festejei o fato de cozinhar com fogo novamente, que desta vez, ao chegar em frente ao portão,  a Frida não me sorriu latindo coisíssima nenhuma, ficou com raiva e me ignorou por uma semana, que nesse sol de outono a cidade está mais bonita e que estou sorvendo com gosto e gulodice os carinhos e beijos e abraços, as longas conversas e os cúmplices silêncios.

Queria também contar que tenho muitas saudades de escrever, de compartilhar causos e jogar conversa fora. E que tem uma fila enorme de receitas querendo aparecer por aqui, com um número absurdo de fotos também. Essa aí de cima, que furou a fila, mostra um rasgo na casca das batatas, dá pra ver? Pois então… é que no primeiro dia daquele curso (o mesmo dos raviólis), aprendi a fazer um corte bem superficial na casca da batata antes de colocá-la pra cozinhar. Com a ajuda de um pano de prato limpo e seco, basta puxar a casca que ela sai rapidinho.

Mas a dica da batata foi só uma desculpa… o que eu queria mesmo é contar que estou por aqui e que daqui a pouco tem receita nova.

Estou feliz de ter voltado, Leitor e Leitora queridos! ;***

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Como fazer arroz soltinho

O Leitor e a Leitora certamente já tiveram seus episódios de arroz ‘unidos venceremos’, quando os grãos se agarram em longos abraços e beijos apaixonados. Dentro de minhas panelas, é freqüente observar que eles fizeram juras de amor eterno até que a boca os separe, ou simplesmente resolveram fazer uma festinha daquelas e estão num agarramento generalizado. Essa saliência toda não é de todo má, pois já vi o olho de muito conviva brilhar de desejo ao equilibrar na colher placas brancas e fumegantes da mais coesa papa.

Há dias, entretanto, que se quer algo mais relaxado, sem compromisso ou amarras, algo assim como um flerte assanhado, uma admiração a distância ou amor platônico entre os grãos cozidos. Em momentos assim, ponho água para ferver, adiciono sal, despejo o arroz cru e cozinho como se fosse macarrão, provando de vez em quando para não perder o ponto. Uso uma peneira grande para escorrer e sirvo os grãos assim, soltinhos, solteiros, desimpedidos e contentes com sua individualidade.

Namoricos de verão, amizades coloridas, rolos, ficantes, pretês, paqueras, tico-tico-no-fubá… as variações desse arroz soltinho são quase tão numerosas quanto os nomes atribuídos aos relacionamentos despretensiosos. Para variar a receita, pode-se:

  • Dissolver na água um caldo de galinha ou legumes
  • Temperar a água do cozimento com uma folhinha de louro, um dente de alho, ou especiarias mil, como cardamomo, canela, anis estrelado
  • Regar com azeite do bom e salpicar pimenta moída na hora
  • Mesclar ervas frescas picadinhas ao arroz pronto
  • Envolvê-los todos num molho bem encorpado
  • Na hora de servir, coroar o arroz já escorrido com um pedacinho de manteiga e vê-la derreter de amores por esses indivíduos tão independentemente bem-resolvidos
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Dez dicas para fotografar comida, cinco sites inspiradores

Se a vista não me pisca, foi a Mawá que deu a dica para assinar a Photojojo, uma newsletter sobre fotografia. Tem de um tudo: de tutoriais para fazer seu próprio rebatedor de flash até projetos bacanas com retratos de pessoas amadas, verdadeiro tesouro para quem gosta de fazer umas fotinhas aqui e ali.

Dia desses eles publicaram dez dicas para fotografar comida. São básicas e honestas, vale a visita. E à guisa de inspiração, recomendo:

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Uma caneca de salada – ou como fazer croûtons

Idéia supimpa para alegrar a saladinha de alface-tomate de todo dia é servi-la em charmosa canecona de cerâmica. Na foto, alface americana, tomates sem sementes em cubinhos, molho de mostarda com limão-azeite-orégano-sal, croûtons e parmesão ralado.

Para fazer meia xícara de croûtons, corte em cubinhos uma fatia de pão (usei integral). Em frigideira antiaderente, esquente bem um fio de azeite. Deite ali os cubos, polvilhe sal e orégano e sacuda e remexa e misture tudo até tostar. Para comer puro, adicionar crocância à salada ou ornar uma sopa, que logo-logo também vai pra caneca nova.

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Roxo e Rico

É o vinagre que conserva a cor do repolho-roxo no refogado. Na ausência de um elemento ácido ele perde o rubor e se desnuda em azul.

A receita a seguir, que leva passas sem sementes, alcaravia (kümmel)  e maçã verde, acompanhou ricamente uma alcatra suína –  eventualmente roubando-lhe a cena mais por meu gosto por vegetais do que por intenção de puxar o tapete do porquinho – e batatas crocantes em fatias feitas no forno com azeite e sementes de mostarda.

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Come-se quieto, bebe-se com prazer, escreve-se bem demais!

Raros tem sido os dias em que consigo dar um pulo nos sites mais queridos. Agorinha mesmo, passeando pela casa de Agdá, encontrei o cantinho de Neide, o Come-se. De cara, apaixonei-me pela descrição: “Aqui se come quieto, devagar, sem culpa e sempre. Mas só nos dias úteis”. Neide é nutricionista, tem muito para contar e suas descrições de frutos e temperos são imperdíveis.

De lá, dei um pulo no Glupt!, do Horta, que está de casa nova, com Frederica de feltro como ornamento para o humor gostoso de seus textos idem.

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