
Eis que aos quatro dias de janeiro do ano de dois mil e oito comemoramos bodas de madeira. Ao contrário do que eu lembrava, não há somente bodas de prata e de ouro, mas toda uma classificação dos aniversários de matrimônio, que começa com algodão (1 ano), depois vai pro papel (2 anos), pro trigo (3 anos), passa pela cera (4 anos). Os porquês das substâncias representativas confesso que não fui buscar. Fato é que a madeira representa os cinco anos. Cinco anos de amor, cinco anos de história, cinco anos de casamento.
Pro amor, pra história e pro casamento, o Leitor e a Leitora hão de concordar que não há bem uma receita a seguir. O que funciona pr’uns, pode ser a ruína d’outros, a diferença que afasta um par pode ser justamente o cola que une o outro.
Sempre existe, no entanto, aquelas meia-dúzia de três ou quatro princípios básicos que se repetem na cocção dos amores, história e casamentos que vingam: o respeito, a admiração, aquele foguinho…
O prato escolhido para comemorar com os padrinhos as bodas também não segue propriamente uma receita. Excetuando-se os princípios básicos da demolha do bacalhau, todo o resto fica ao gosto e ao bel-prazer de quem por ele se enamorar.
Neste aí da foto, foram empregados: bacalhau demolhado cozido por 10 minutos com folhas de louro, batatas cozidas, cebolas, pimentões vermelhos e verdes, azeitonas pretas, azeite português muito bom, um pouco da água do cozimento do peixe, forno médio com a proteção do papel alumínio, ovos cozidos fatiados na hora.
Uma correção de sal e pimenta pode ajudar, os ingredientes e a ordem das camadas podem ser alterados livre e alegremente para melhor se ajustar ao seu amor, à sua história, ao seu casamento, ao seu motivo de festejo, seja ele qual for: do algodão ao diamante
