July 20th, 2010
Costumo ter pacotinhos de gelatina incolor em casa, que gosto de misturar com iogurte em algumas invencionices (como o flan de iogurte com mel, o mágico de maracujá e aquele que está entre o flan e a mousse). Eles vêm em duplas e cada um endurece meio litro de líquido, segundo diz a embalagem. Dá pra fazer miséria com gelatina incolor, se você lembrar dessa regra e seguir as orientações do envelope. Uma mistureba de leite de coco + leite condensado + creme de leite + leite, uma nata aromatizada, um suco de fruta natural adoçado a gosto…
Ao leitor e à leitora iniciantes na lida com a gelatina incolor em pó, recomendo muitíssimo essa última opção. Até hoje me empolgo com as possibilidades, como nessa receita de Gelatina de Tangerina com Iogurte e Chocolate da Elisa.
Calcei umas luvas de borracha, espremi as tangerinas no muque, consegui só 400 ml de suco, completei com uns 100 ml de água e fiz meia receita, adoçada com mel, que rendeu quatro potes como os da foto. Ficou bem firme, daria até pra fazer uma graça e usar forminhas de silicone ou cortar a gelatina em quadradinhos. Não estava na vontade de baunilha, nem de chocolate. Tasquei uma colherada de iogurte natural caseiro, ralei um pouco de canela e achei bem bom. O gengibre faz toda a diferença, “levanta” o gosto da tangerina e deixa tudo mais interessante. Farei outras vezes, talvez com mais suco, pra ficar mais “treme-treme”, ou com uma colherada generosa de licor, só pra fazer uma graça
Tags: doce, gelatina, sobremesa
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July 16th, 2010

Eu leio livros de comida antes de dormir. E por livro de comida entenda-se desde o manual da batedeira nova que ensina a fazer pães e massas e bolos básicos, até as relíquias hedadas das vós, passando por toda sorte de relatos e estudos gastronômicos, impressos em papéis de variadas gramaturas, com capas duras, moles ou perdidas no tempo, nacionais e gringos, biográficos que fazem chorar, burocráticos que ensinam técnicas, com fotos lindas, medonhas ou inexistentes, receitas, receitas, receitas de tudo o que é credo e cor.
Vai daí que ontem tinha em mãos o “Vegie Food - from vegies on the side to the main event”, repleto de receitas simples e honestas com vegetais e fotos lindas igualmente simples e honestas e acordei precisada duma sopa verdolenga. À noite, logo após fazer festinha com a Frida, largar mochila, bolsa, casaco e cachecol, abri a página 126 só para me certificar se a batata era mesmo ralada como lembrava, reduzi e adaptei minimamente os ingredientes e satisfiz o pedido da lombriga leitora com uma sopa/creme de espinafre.
Ingredientes: (para 1)
- 1 colher de sopa de manteiga
- 1/4 de xícara de cebola picadinha
- 1 batata descascada e ralada
- 1 xícara de folhas de espinafre (apertadas na xícara)
- 1/2 xícara de talo de espinafre picado
- 2 xícaras de água ou caldo caseiro de legumes (industrializado é forte demais pra essa sopa delicada)
- sal e noz-moscada a gosto
- colherada de coalhada seca (ou creme de leite fresco) para servir
Como fazer:
- Derreta a manteiga numa panela (se possível, de fundo grosso) e refogue ali a cebola com uma pitada de sal até murchar.
- Adicione os talos de espinafre e a batata ralada, dê um remelexo para aquecer todo mundo (inclusive você mesmo(a), se estiver fazendo muito frio), junte a água ou caldo e deixe ferver por 10 minutos.
- Corte em tiras ou rasgue as folhas de espinafre e junte à sopa. Rale um pouquinho de noz-moscada na hora (coisa pouca, pitada mesmo) ali pra dentro da panela. Deixe ferver em fogo baixo, vigiando e remexendo tudo de vez em quando para não grudar no fundo.
- Estará pronta quando a batata desmanchar quase toda e o espinafre estiver macio. Sossegue o facho, vá tomar um banho quentinho e deixe a sopa ali, descansando, na panela com o fogo desligado, por uns 15 minutos. S
- Voltou? Bata a sopa no liquidificador, devolva-a para a panela para aquecer, salpimente se necessário e sirva com a coalhada ou creme.
Gosta de sopa mais grossinha? Pode brincar com a quantidade de líquido e de batata. Não tem coalhada nem creme fresco? Mande uma colherada de requeijão. O liquidificador passou dessa para melhor? Decida que está a fim de algo mais rústico e devore a sopa aos pedaços. :)
Tags: espinafre, liquidificador, salgado, sopa
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July 8th, 2010

Enfileirados na prateleira, mais e mais livros e revistas ganham essas coloridas perucas arrepiadas de tiras de papel marcando a infinita e crescente lista de receitas a testar.
Tags: livro
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June 25th, 2010

Sou doida por um ovinho. Não tanto quanto o Babbo, que na época da faculdade ganhou dos irmãos a alcunha de Lagarto por chegar tarde da noite da aula, esbaforido, esfomeado e não contar tempo para devorar alguns (vários) ovos cozidos-fritos-estrelados-com arroz-no pão-com purê de batata-com restinhos-mexidos… não chego aos pés da empolgação de meu pai quando jovem (hoje ele anda bastante mais comedido) mas, como ia dizendo, gosto que me enrosco dum ovinho.
E gosto deles com aquela gema-molho que escorre entre os grãos de arroz ao ser furada, a gema-piscininha para espetar tiras de pão tostado ou mergulhar a ponta do aspargo, a gema-tremelicante do ovo estrelado que se espalha pelo prato, invade a área de seus acompanhantes e, espaçosa, tinge de amarelo os arredores. Gema cozida, só em casos muito especiais, casos esses que serão objeto de outros escritos. Por enquanto, compartilho com o Leitor e a Leitora receita fácil e manjada, mas não por isso menos deliciosa, de charmoso e digníssimo nome francês, esses ovos encumbucados no forno, os oeufs en cocotte:
Ingredientes (para uma porção):
- 2 colheres de sopa de creme de leite fresco
- 1 ovo fresco e de boa procedência
- sal
- pimenta-do-reino branca moída na hora
- ciboulette (aquela cebolinha verde bem fina, ou a erva de que você dispuser)
Como fazer:
- Preaqueça o forno a 200ºC e coloque água para ferver.
- No fundo dum refratário individual, coloque o creme de leite. Quebre o ovo e deite-o ali, com cuidado. Um tico de sal e pimenta moída na hora, um salpico de ciboulette (exagerei, ficou um verdume só, mas ficou bem gostoso ainda assim).
- Coloque o refratário dentro de outra forma ou tabuleiro, leve as duas ao forno e despeje a água fervendo na forma maior, até mais ou menos metade da altura da forma pequena. Mais fácil de fazer do que escrever, vai por mim.
- Espie de vez em quando, pois cada forno tem suas manias e o tempo pode variar. Pode retirar quando a clara solidificar e a gema ainda estiver molinha.
- Aproveite a quentura do forno e toste umas tiras de pão para mergulhar na piscininha da gema mole e folgada.
Tags: creme de leite, ovos, salgado
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June 23rd, 2010

A receita veio do fichário vermelho, ignoro a procedência e só sei dizer que é a primeira vez que testo esta versão do prosaico e, por isso mesmo, delicioso bolo amarelinho com calda de chocolate. A que conheço desde menina (e que cheguei a modificar levemente aqui), aprendi com a mãe e leva cenouras cozidas, enquanto nesta elas vão cruas mesmo para dentro do liquidificador. Jogo rápido para reinaugurar o forno, sem muita fuzarca e com pouca bateção, que pras pelancas do adeus se acostumarem aos poucos com a crescente atividade físico-culinária.
Ingredientes:
Massa:
- 3 cenouras grandes
- 5 ovos
- 1 xícara de óleo (240 ml)
- 2 1/2 xícaras de açúcar (450 g)
- 3 xícaras de farinha de trigo (360 g)
- 1 colher de sopa de fermento em pó
- 1 pitada de sal
Cobertura:
- 8 colheres de sopa de chocolate em pó
- 8 colheres de sopa de açúcar
- 2 colheres de sopa de manteiga
- 4 colheres de sopa de leite
Como fazer:
- Ligue o forno para preaquecer. Unte e polvilhe uma assadeira. Raspe as cenouras e pique-as em pedaços.
- Prepare a massa: bata no liquidificador o óleo, a cenoura, os ovos e o açúcar até a mistura ficar cremosa e homogênea.
- Numa tigela, misture a farinha com o fermento e o sal. Vá despejando ali a mistura cremosa, mexendo cuidadosamente com a colher de pau até incorporar tudo bem.
- Despeje a massa na assadeira untada e polvilhada e leve ao forno quente (200ºC) por cerca de 30 minutos (Faça o teste: enfie um palito no meio da massa. Se ele sair limpo, é porque o bolo está pronto). Retire do forno e reserve.
- Faça a cobertura: ponha todos os ingredientes numa panela e mexa em fogo médio até levantar fervura. Deixe engrossar em fogo baixo por uns 5 minutos e despeje sobre o bolo ainda morno (gosto de dar umas espetadas no bolo antes, só para a cobertura escorrer em furinhos aleatórios).
- Aguente um pouco as pontas, tenha paciência e só corte o bolo quando esfriar, combinado? E cumpra direitinho o prometido, levando para a moça querida do trabalho uns quantos pedaços do bolo que reinaugurou sua cozinha
Tags: bolo, cenoura, doce, liquidificador
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June 22nd, 2010
Das suculentas e fofas mini-abóboras recorte a tampa e retire as sementes com uma colher. Leve para cozinhar no vapor por uns 20 minutos. Recheie com colheradas de carne moída refogada , um punhado de cheiro verde e salpique pedaços de ovo cozido só pra fazer graça.
Não tem ou não gosta de carne moída? Use aquele restinho de frango ao curry, recicle o guisado, refogue um pouco de camarão com leite de coco, dê providência no picadinho de tresontonte, inclua um bocado de arroz cozido por baixo, um tico de queijo por cima, um belisco de pimenta no meio… já fiz de um tudo com “as bóbra“, divirto-me com as possibilidades de transformá-las em panelinhas comestíveis.
Tags: abóbora, dica, salgado
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June 18th, 2010

Ovo, manteiga, farinha, creme de leite. A depender da técnica utilizada e dos apetrechos que se adiciona, esse quarteto pode virar uma lasanha de toda vida, uma torta de fruta daquelas de padaria, uma cuca de nata, um bolo de casamento, um delicioso improviso de restinhos da despensa, um desastre total.
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Tags: bacon, ovos, queijo, quiche, salgado
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June 16th, 2010

Butterscotch é uma espécie de caramelo cremoso que leva manteiga, açúcar e creme. Nome comprido de receita fácil, esse Butterscotch Pudding que encontrei na revista Gourmet de fevereiro de 2009 é mais fácil de acertar do que aquelas caixinhas de poeira colorida e aromatizada que misturamos ao leite, levamos ao fogo, deixamos na geladeira e que a Vó Dinah chamava genérica e desdenhosamente de Pudim Medeiros.
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Tags: doce, leite, pudim, sobremesa
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June 16th, 2010
Improviso de uma segunda-feira véspera de estreia de Brasil na Copa, a cebola roxa e a abóbora do fundo da gaveta foram tostadas ao forno e, reformadas e revigoradas, pedem umas folhas verdes, uma massa rápida, um pedaço de queijo, um risoto básico ou apenas uma salsinha como testemunha dessa belezura. Coisa de meia hora de labor (se tanto!), espia:
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Tags: abóbora, massa, salgado
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June 15th, 2010
E agora o Leitor e a Leitora queridos vão ter de me aguentar, pois desembestei, abri a porteira, estou com a macaca e resolvi dar vazão às receitas e causos que estavam na fila há meses. Começo com o preparado do livro “Cocina de Temporada para Inexpertos”, que driblou meu receio e me fez comprar (e finalmente usar!) o maçarico culinário. Quem não dispuser do utensílio não deve se acanhar, há sempre um truquinho a aprender.
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Tags: doce, Espanha, leite, ovos, sobremesa
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