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		<title>Avental Dadivoso</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Apr 2012 16:57:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dadivosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pitadas]]></category>
		<category><![CDATA[avental]]></category>
		<category><![CDATA[foto]]></category>

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		<description><![CDATA[Andei aprontando e vem coisa nova por aí&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" title="Avental Dadivoso" src="http://farm8.staticflickr.com/7229/7068149037_5381b53909.jpg" alt="" width="500" height="500" /></p>
<p>Andei aprontando e vem coisa nova por aí&#8230; <img src='http://www.dadivosa.org/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Como fazer Guefilte Fish &#8211; receita de vó</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Apr 2012 16:47:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dadivosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escritos]]></category>
		<category><![CDATA[Receitas]]></category>
		<category><![CDATA[guefilte fish]]></category>
		<category><![CDATA[peixe]]></category>
		<category><![CDATA[pessach]]></category>
		<category><![CDATA[vó]]></category>

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		<description><![CDATA[No meu entendimento, cozinhar com a vó &#8211; própria ou alheia &#8211; é sempre uma dádiva, um privilégio. São algumas horas (porque comida de vó não se faz em 15 minutos) ali, trocando receitas, ouvindo e contando causos, tentando absorver &#8230; <a href="http://www.dadivosa.org/2012/04/06/como-fazer-guefilte-fish-receita-de-vo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" title="A porta, o paninho e uma bengala no canto" src="http://farm6.staticflickr.com/5447/6904818410_b83828ca42_n.jpg" alt="" width="214" height="320" /></p>
<p>No meu entendimento, cozinhar com a vó &#8211; própria ou alheia &#8211; é sempre uma dádiva, um privilégio. São algumas horas (porque comida de vó não se faz em 15 minutos) ali, trocando receitas, ouvindo e contando causos, tentando absorver de alguma forma toda aquela sapiência que só os anos da delicadeza oferece. Delicadeza e impertinência, que se vocês se tornarem íntimas o suficiente logo aparecem a audição seletiva, a teimosia, uma que outra bronca dirigida a você ou a um passante na rua.</p>
<p><img class="aligncenter" title="Geladeira de vó" src=" http://farm8.staticflickr.com/7075/6904808660_36e9673b07_n.jpg " alt="" width="214" height="320" /></p>
<p>Já perdi as esperanças de anotar a receita durante esses encontros. Em parte, para poder aproveitar melhor a companhia, em parte porque elas, as vós, não costumam ter medidas. É um tal de jato de vinagre pra cá, um punhado de farinha pra lá e sal até ficar bom que mesmo que você filme o processo e anote tudo ela vai fazer tudo diferente da próxima vez. E vai ficar bom igual.</p>
<p>É preciso muita generosidade para se compartilhar esse momento neta-vó. E na semana passada uma amiga me fez esse gesto assim, do nada. &#8220;Sábado vou na minha vó fazer guefilte fish, vamos?&#8221;. &#8220;Claro!!!&#8221;. Assim como as cucas de banana da Oma, o molho de tomate da Nonna e as esfihas da Vogra (que continua sendo, já que sogra é para sempre e não existe ex-vó), o guefilte fish de uma vó judia é só dela. Cada uma vai ter uma receita e sempre vai ser a melhor, a certa, a mais gostosa.</p>
<p>O dia começou cedo, com uma ida à feira com a amiga. Quis levar flores para a Dona Clara. Será que ela vai gostar destas? Como será que ela vai reagir à presença de uma estranha em sua cozinha? Será que ela vai gostar de mim? Quebrarei alguma louça? Quantas gafes serei capaz de cometer? Seremos amigas?</p>
<p>Apaixonei-me pela Dona Clara assim que a vi. Ganhei abraço e beijo. E ela me emprestou um avental, que na correria tinha esquecido de levar. Ela me mostrou a casa, as fotos da família decorando móveis e paredes e partimos para a ação.</p>
<p>O guefilte fish é um bolinho de peixe que se costuma comer na páscoa judaica, o Pessach. Dona Clara tinha na geladeira, já limpos, <strong>4 kg de carpa e 4 kg de traíra</strong>. Também já tinha descascado umas <strong>10 cebolas enormes</strong>. Está aí outra verdade quando se cozinha com vó: por mais que você avise que vai querer acompanhar tudo desde o comecinho e que não quer que ela tenha trabalho, ela sempre, sempre vai começar antes de você chegar.</p>
<p><img class="aligncenter" title="Bengala estacionada" src="http://farm6.staticflickr.com/5330/7050897839_2492bae1fd_n.jpg" alt="" width="214" height="320" /></p>
<p>Apesar de ter caído no dia anterior e de sentirmos o cheiro de cânfora da pomada que passou nos joelhos muito roxos, Dona Clara estacionou a bengala na bancada da pia e não nos deu descanso. Ignorou com cara de paisagem todos os apelos que fizemos para que ela se sentasse.</p>
<p>Peguei umas cebolas pra picar. Na mão mesmo, que o espaço era escasso. Enquanto retirava os machucadinhos e fazia os pedaços com a faca, ouvi Dona Clara dizer à neta: &#8220;Gostei dela, ela faz como eu quero&#8221;. Comecei a lacrimejar, um vexame, e passei a faca à amiga. Agora era preciso passar tudo pela máquina maravilhosa, pedaços de peixe e pedaços de cebola. Dona Clara ensinou como faz, com uma agilidade que transformou quase todas as fotos em um borrão. Sobrou esta:</p>
<p><img class="aligncenter" title="Mãos de vó" src="http://farm6.staticflickr.com/5275/6904809420_55d887e4cb_n.jpg" alt="" width="214" height="320" /></p>
<p>&#8220;São dois ovos por quilo de peixe&#8221;, ela disse. Mas contamos e, em vez de 16, ela colocou 14. &#8220;Está bom.&#8221; Então tá. Um a um, ela quebrava os ovos em uma vasilha antes de adicionar ao peixe.</p>
<p><img class="aligncenter" title="Quebrando os ovos" src="http://farm8.staticflickr.com/7131/6904810190_369500e620_n.jpg" alt="" width="214" height="320" /></p>
<p>E a astúcia que sigo em casa provou-se mais uma vez bem útil, pois um dos ovos estava podre. &#8220;Tá vendo?&#8221; E desapareceu e reapareceu em um segundo, com um spray desses que se colam nas paredes do banheiro. Espirrou aquele perfume forte pela cozinha toda, para o espanto e tosse das duas testemunhas. Se o guefilte fish sairá com aroma do campo, não sabemos ainda.</p>
<p>Não consegui precisar a quantidade de sal e açúcar com que o peixe foi temperado. Mas sabia que chegava a hora menos agradável do dia: provar um tequinho daquela mistura de peixe cru, com ovo cru e cebola crua moída pra ver se estava no ponto. Não estava. Foram necessárias mais umas duas provas daquele negócio. Tempero nos trinques, era preciso adicionar a farinha de matzá.</p>
<p><img class="aligncenter" title="Matzá Mel" src="http://farm8.staticflickr.com/7185/7050901343_d7bb682750_n.jpg" alt="" width="214" height="320" /> Pelas minhas contas, foi mais ou menos uma xícara, mas não se fiem. A consistência da massa é de almôndega molinha (por falta de referência melhor). Há quem faça o guefilte fish em bolinhas, tal como as almôndegas. Dona Clara faz tijolinhos, que embala em papel manteiga e congela até o dia de cozinhar no caldo de peixe. Conseguimos fazer com que ela sentasse para demonstrar como fazia os bolinhos.</p>
<p><img class="aligncenter" title="Dona Clara faz tijolinhos de guefilte fish" src="http://farm6.staticflickr.com/5239/6904812970_2b5e710bbd_n.jpg" alt="" width="214" height="320" /> &#8221;Ela é bem jeitosinha&#8221;. A essas alturas, eu já estava me achando.</p>
<p><img class="aligncenter" title="Meus tijolinhos" src="http://farm6.staticflickr.com/5461/7050904081_7e30a0cb56_n.jpg" alt="" width="320" height="214" /></p>
<p><img class="aligncenter" title="Meu pacotinho de guefilte fish" src="http://farm8.staticflickr.com/7270/6904815176_6671ec8dcb_n.jpg" alt="" width="320" height="214" /></p>
<p>Alternamos, amiga e eu, a feitura dos pacotes, que foram guardados no freezer &#8220;do quartinho&#8221;. Missão cumprida, fomos conversar um pouco. Dona Clara se trocou, pôs um batom vermelho e dei-lhe um beijo na bochecha, registrado em foto (se ela autorizar, coloco aqui). Fomos almoçar numa cantina e a deixamos na manicure. Não sem antes ganhar mais beijos e ouvir que eu podia ligar para ela, que já éramos amigas. E eu nem quebrei nada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Daqui a pouco saberei o resultado desse guefilte fish. É que a amiga, em mais uma demonstração de generosidade e tolerância com a crença alheia, convidou-me a passar a primeira noite do Pessah em sua casa. Escrevo isso correndo para me aprontar, pois vou ajudar na cozinha também. E espero não cometer nenhuma gafe… quando avistar a mesa, pretendo não soltar um &#8220;Jesus Cristinho, quanta comida!&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Boa Páscoa e Chag Sameach a todos!</strong></p>
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		<title>Um ano bom</title>
		<link>http://www.dadivosa.org/2012/02/16/um-ano-bom/</link>
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		<pubDate>Thu, 16 Feb 2012 13:07:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dadivosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escritos]]></category>

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		<description><![CDATA[Há mais ou menos um ano, surpresos com a notícia e tristes por não estarem pessoalmente ao meu lado, pai e mãe ouviram o que cabia contar do episódio e, no lugar de opiniões e conjecturas, emitiram um conselho que  &#8230; <a href="http://www.dadivosa.org/2012/02/16/um-ano-bom/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há mais ou menos um ano, surpresos com a notícia e tristes por não estarem pessoalmente ao meu lado, pai e mãe ouviram o que cabia contar do episódio e, no lugar de opiniões e conjecturas, emitiram um conselho que  virou um lema,  quase um mantra: <strong>“Filha, cuida de ti.”</strong></p>
<p>Fui pro Rio-de-Janeiro-gosto-de-você algumas vezes depois disso. Dancei, tomei banho de mar, andei pela areia e vi aquele por do sol, brega de tão lindo, sentada na pedra. Redescobri São Paulo da garoa e dos temporais de verão e fizemos as pazes depois do choque que foi voltar de Madri. Morei três meses num <strong>flat sem fogão</strong>, descobri que dava pra cozinhar macarrão no micro ondas (ficou bom!), vez por outra ia ler na piscina, comia e dormia pouco. Estava jururu e ganhei todos os melhores colos do mundo.</p>
<p>Encontrei apartamento, saí do emprego sem ter outro em vista, mudei-me trazendo caixas aos poucos com a ajuda de amigas. Não lembro que comida inaugurou o fogão, mas fiz uns pães logo no começo.  Só sei que na primeira leva da mudança, vieram uma mala de roupas, <strong>as panelas</strong>, cacalhadas de cozinha e livros de comida. Prioridades&#8230;</p>
<p>Pulei o Carnaval entre os blocos de rua do Rio, passei a Páscoa com a família, voltei a dançar: ballet clássico e jazz. Voltei também a dormir. Cozinhei pros amigos, que vinham aos poucos, para que coubessem com algum conforto. Botei tabasco demais num gazpacho de melancia e <strong>quase matei a convidada</strong>. Apesar disso, ela ainda é minha amiga. Tocamos violão, ouvimos música e rimos um pouquinho mais alto e até mais tarde do que o tolerado pelo vizinho de baixo, que ameaçou me denunciar pro condomínio.  Às vezes a gente quebra umas regras,  erra a mão na pimenta, <strong>passa um pouco dos limites e tudo bem.</strong></p>
<p>Fui convidada a dar umas aulas de cozinha para gente que eu nunca tinha visto, aceitei, foi lindo, peguei  gosto pela coisa. Sou feliz de avental diante de um fogão, da máquina abrir massa, da batedeira. Se tinha alguma dúvida, ali ela foi embora. E compartilhar o que sei de cozinha além do que está neste site virou um projeto pra 2012.</p>
<p>Encantei-me com uma receita de bolo de laranja sem ovos, enchi-me de coragem, fui fazer, comi, estava ruim, esperei um tempo, pior, não era o que eu pensava ser.  Encantei-me por um moço, aceitei o convite, foi bom, deixou de ser bom, não era quem eu pensava.  <strong>Às vezes a gente se apaixona é pela ideia da coisa ou da pessoa e tudo bem.</strong></p>
<p>Resolvi, de uma hora pra outra, fazer uma viagem mais longa. Passei três semanas na Suíça, dei um pulo em Madri. Saí com umas ideias e, chegando lá, tudo aconteceu diferente. E que bom. Comi, cozinhei, cozinharam pra mim, fui mimada, fiz amigos novos que parecia conhecer há 10 anos, conversamos por longas horas sobre <strong>aquelas profundezas</strong> que estávamos todos vivendo, todos mais ou menos na mesma situação, <strong>todos buscando viver de um jeito muito parecido: leve.</strong></p>
<p>Mesmo tendo perdido mais da metade dos ensaios, resolvi participar da apresentação de fim de ano da escola de dança. E não uma, mas duas coreografias totalmente novas pra mim. Primeiro você tenta não cair, depois tenta não esbarrar nas colegas, depois certifica-se de que fez o movimento certo, depois sente a música, depois cuida pra não se emocionar demais e esquecer os passos, no fim dá tudo certo.  No pico dos ensaios, dançava 13 horas por semana, entre sapatilha e sapato de salto. Das pequenininhas aos adultos, turmas de iniciantes (como a minha) a bailarinos e bailarinas mais experientes, dançamos uns 130 alunos, mais ou menos. Na plateia, só gente querida de todos, gente que estava ali com <strong>olhos de amor</strong> e nem deu muita bola pros micos que pagamos. Foi um dia especial.</p>
<p>Peguei um projeto para fazer, contrato de três meses. Voltei oficialmente a trabalhar, desta vez de casa, no lar-doce-lar, meu home-sweet-office. Com alguma disciplina, arrumo tempo para ver os amigos, dançar, passear, ir ao cinema acompanhada ou comigo mesma, cozinhar alguma coisa de vez em quando, ler na piscina, ouvir música, ganhar os melhores e mais sinceros abraços dos filhos e filhas das amigas, ser paquerada (esses paulistanos andam mais atrevidos ultimamente) e<strong> rir muito do que vem acontecendo nos últimos dias.</strong></p>
<p>Foi mesmo um ano de rir, de chorar, de chorar de rir. Fiz grandes mudanças, viajei, lembrei de como tenho sorte de ter esses amigos todos e de como a vida é uma delícia, me apaixonei por coisas e pessoas uma e outra vez, desapaixonei do que já não fazia sentido, coloquei a vida toda em perspectiva, deixei um trabalho sem ter outro, descobri que existe amor em SP, trabalhei arduamente nos últimos doze meses para estar aqui, viva e contente <strong>no dia do meu aniversário</strong>.</p>
<p><strong>É, pai e mãe: eu cuidei de mim!</strong></p>
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		<title>Abobrinha Marinada</title>
		<link>http://www.dadivosa.org/2012/02/02/abobrinha-marinada/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 23:44:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dadivosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Receitas]]></category>
		<category><![CDATA[abobrinha]]></category>
		<category><![CDATA[entrada]]></category>
		<category><![CDATA[petisco]]></category>
		<category><![CDATA[vegetariano]]></category>

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		<description><![CDATA[A parte mais difícil da receita foi cortar as abobrinhas sem cortar os dedos na mandoline. Juntei umas ideias daqui e dali e fiquei pensando que poderia ter juntado também uma folha de louro, uns grãos de mostarda&#8230; fica para &#8230; <a href="http://www.dadivosa.org/2012/02/02/abobrinha-marinada/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" title="Abobrinha Marinada" src="http://farm8.staticflickr.com/7144/6803850177_136a5dfc94.jpg" alt="" width="333" height="500" /></p>
<p>A parte mais difícil da receita foi cortar as abobrinhas sem cortar os dedos na <em>mandoline</em>. Juntei umas ideias daqui e dali e fiquei pensando que poderia ter juntado também uma folha de louro, uns grãos de mostarda&#8230; fica para a próxima, ou próximas <img src='http://www.dadivosa.org/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><strong>Ingredientes:</strong></p>
<ul>
<li>2 abobrinhas</li>
<li>1 colher de sopa rasa de sal</li>
<li>120 ml de azeite de oliva</li>
<li>2 dentes de alho</li>
<li>2 pimentas dedo de moça (ou menos, se preferir)</li>
<li>1 cebola roxa pequena</li>
<li>60 ml de vinagre de arroz</li>
<li>+ sal a gosto</li>
<li>folhas de hortelã para servir</li>
</ul>
<p><strong>Como fazer:</strong></p>
<ol>
<li>Lave bem e corte as abobrinhas em fatias de 1 mm, descartando as pontas. Use a <em>mandoline</em>, o processador de alimentos, ou um ralador bem afiado. Se tiver destreza e paciência, pode ser na faca mesmo.</li>
<li>Misture 1 colher de sopa rasa de sal às abobrinhas, envolvendo-as bem. Deite-as num escorredor ou peneira, com um peso em cima, por 30 minutos. Elas vão soltar água.</li>
<li>Enquanto isso, pele os alhos, corte-os ao meio, retire o germe (aquele miolo que começa a brotar) e fatie fininho. Deixe-os mergulhados no azeite, dentro da panela desligada.</li>
<li>Lave bem, corte ao meio e retire as sementes e o cabo das pimentas. Corte-as também em fatias as mais finas que conseguir. Reserve.</li>
<li>Descasque e pique a cebola roxa em fatias finas também. Reserve.</li>
<li>Passados os 30 minutos das abobrinhas, passe-as por água corrente para retirar o sal, escorra-as bem e depois esprema-as delicadamente com as mãos para ajudar a retirar a água.</li>
<li>Ligue o fogo e vigie. Quando o óleo começar a borbulhar ao redor do alho picado, junte as abobrinhas, mexa com cuidado e refogue por 2 minutos, só para aquecer, sem deixar dourar. Desligue o fogo.</li>
<li>Sobre as abobrinhas, junte a cebola, o vinagre, a pimenta e acrescente mais sal, se desejar. Guarde numa vasilha com tampa na geladeira e deixe lá por umas 4 horas. Fica ainda mais gostoso no dia seguinte, ou dois dias depois.</li>
<li>Na hora de servir, salpique hortelã fresca cortada em fatias finas. Fica bom sobre um pão rústico levemente tostado, ou como acompanhamento de um grelhado daqueles de toda vida que a gente faz correndo no meio da semana.</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Creme de Cenoura &#8216;Concentrado&#8217; com Laranja e Iogurte</title>
		<link>http://www.dadivosa.org/2012/01/23/creme-de-cenoura-concentrado-com-laranja-e-iogurte/</link>
		<comments>http://www.dadivosa.org/2012/01/23/creme-de-cenoura-concentrado-com-laranja-e-iogurte/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 18:57:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dadivosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Receitas]]></category>
		<category><![CDATA[cenoura]]></category>
		<category><![CDATA[iogurte]]></category>
		<category><![CDATA[salgado]]></category>
		<category><![CDATA[sopa]]></category>

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		<description><![CDATA[Já tinha lido em algum lugar sobre o uso de bicarbonato de sódio para cozinhar cenouras e abóboras&#8230; e seu &#8216;poder&#8217; de concentrar esses sabores. Com todos os (poucos) ingredientes em casa, escolhi a receita do blog El Comidista, que &#8230; <a href="http://www.dadivosa.org/2012/01/23/creme-de-cenoura-concentrado-com-laranja-e-iogurte/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" title="Creme de Cenoura &quot;Concentrado&quot;" src="http://farm8.staticflickr.com/7003/6750205311_8855934a75.jpg" alt="" width="334" height="500" /></p>
<p>Já tinha lido em algum lugar sobre o uso de bicarbonato de sódio para cozinhar cenouras e abóboras&#8230; e seu &#8216;poder&#8217; de concentrar esses sabores. Com todos os (poucos) ingredientes em casa, escolhi a receita do blog <a href="http://blogs.elpais.com/el-comidista/2012/01/receta-crema-zanahoria-caramelizada-naranja-yogur/comments/page/2/#comments" target="_blank">El Comidista</a>, que adaptei aqui e ali.</p>
<p><strong>Ingredientes </strong>(rende 4 porções)</p>
<ul>
<li>750 g de cenouras</li>
<li>50 g de manteiga (a receita original pede 100g, achei por bem diminuir e funcionou)</li>
<li>sal</li>
<li>1/2 colher de chá (rasa) de bicarbonato de sódio</li>
<li>100 ml de água ou caldo caseiro</li>
<li>4 laranjas</li>
<li>1 pote (200g) de iogurte natural não adoçado</li>
<li>a erva fresca de sua preferência (no original era coentro, usei cebolinha verde)</li>
<li>flor de sal (opcional)</li>
</ul>
<p><strong>Como fazer:</strong></p>
<ol>
<li>Descasque e corte as cenouras em rodelas de mais ou menos um centímetro.</li>
<li>Transfira o iogurte para um pote, junte uma pitada de sal e misture com um batedor de arame por mais ou menos um minuto. Reserve na geladeira, coberto com plástico filme, até a hora de servir.</li>
<li>Derreta a manteiga em fogo baixo, numa panela grande de fundo grosso, adicione o bicarbonato,  meia colher de chá rasa de sal (você pode ajustar o sal depois), as cenouras e misture.</li>
<li>Cubra a panela com a tampa e cozinhe, em fogo baixo, por 30 minutos. Dê uma espiada de vez em quando e remexa um pouco as cenouras. Elas formarão uma camada cor de caramelo, é normal.</li>
<li>Desligue o fogo, junte a água ou caldo e triture tudo (com mixer de mão ou no liquidificador, com cuidado).</li>
<li>Na hora de servir, reaqueça a sopa (se for tomá-la quente), junte o suco recém-espremido das laranjas e misture bem. Divida a sopa em quatro tigelas, coloque por cima o iogurte preparado, salpique a cebolinha verde picada e, se quiser, um pouco de flor de sal.</li>
</ol>
<p>As cenouras ficam incrivelmente doces (quase enjoativas) e o iogurte faz toda a diferença aqui. A receita é tão fácil e prática que vale a pena espremer essas quatro laranjinhas na hora, pois suco de caixinha nesse caso &#8216;não vai ornar&#8217; <img src='http://www.dadivosa.org/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> . Se você achar que não vai dar conta de consumir tudo na hora, guarde a sopa antes de adicionar o suco, para que ele não amargue.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O gosto do outro</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Jan 2012 19:59:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dadivosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escritos]]></category>

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		<description><![CDATA[“Cada vez que me besaba me escribía un poema en la boca.” Fermín, o cozinheiro do livro Los Insaciables*, não apenas absorvia os amores e o mundo por seu aguçado paladar. Tinha também o dom de identificar os ingredientes que &#8230; <a href="http://www.dadivosa.org/2012/01/13/o-gosto-do-outro/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>“Cada vez que me besaba me escribía un poema en la boca.”</em> Fermín, o cozinheiro do livro<strong> Los Insaciables*</strong>, não apenas absorvia os amores e o mundo por seu aguçado paladar. Tinha também o dom de identificar os ingredientes que davam a eles, aos amores e às coisas do mundo, seu gosto particular e único.</p>
<p>Parece que tudo começou quando deu <strong>o primeiro beijo</strong> de verdade de sua vida. A boca de Clarita tinha sabor de<em> “tostada con jamón y miel”</em>. No mesmo dia, Fermín chegou em casa determinado a recriar o gosto de Clarita. Deu-se por satisfeito às três da manhã, quando à torrada com presunto cru e mel juntou uns grãos de pimenta, uma pitada de noz moscada, um pouco de pimenta vermelha esmagada, meia cebola caramelizada com vinho do porto e queijo fresco.</p>
<p>Ali mesmo, na página 16, uma pergunta-cisma de meses atrás volta a me importunar. <strong>Seria o primeiro beijo um caminho sem volta?</strong> Refiro-me a todos os possíveis primeiros beijos que se possa experimentar em dia de vida: o primeiro-primeiríssimo, obviamente, e também o primeiro de cada nova paixão, novo amor, atração antiga, namorico de verão, casinho despretensioso, amigo-com-quem-se-dorme etc. etc. etc..</p>
<p>Seriam eles transformadores do curso de uma vida, já que por coisa de segundos a criatura não passou debaixo daquele prédio, naquela rua, naquele instante em que cairia uma gigantesca bigorna A.C.M.E. em sua cabeça? Teriam os primeiros beijos um caráter irreproduzível, dado o conjunto de sentimentos e sensações provocadas, entre arrepios, derretimentos, toques, não-toques, contexto, temperatura, umidade, pressão e, sim, o gosto do outro? <strong>É possível rebeijar pela primeira vez a mesma pessoa e derreter-se igual?</strong></p>
<p><strong></strong> <strong>Já achei que sim, já achei que não, decidi que não sei.</strong> O que sei é que Fermín continuou a beijar Clarita e a voltar pra casa para aprimorar a receita. Descobriu que para ralar a noz moscada devia usar uma faca de serrinha, melhorava o resultado. Juntou também um pouco de sálvia. E sei que Fermín preferia o sabor às palavras: <em>“El sabor no engaña, te llega directo. No te deja un recado en el contestador ni te manda un mensaje en una botella, te toca el paladar y comprendes enseguida.” </em><strong>Saber-se pelo gosto, isso também sei, vale mais do que saber-se pelo que é dito&#8230;</strong></p>
<p>Compreender o sabor, saber o gosto do outro é <strong>gostar na profundeza</strong>. É conseguir entender, num beijo no cangote ou lambida em qualquer parte, do que o outro é feito: fel, coragem, culpa, preguiça, virtude, noites em claro, filmes trash, humor ácido, baunilha, a cozinha (sempre ela), mel, chocolate, lichia&#8230; Está tudo ali, disponível pra quem quiser desvendar com o paladar os recônditos, saliências e reentrâncias da companhia da vez, tanto as do tipo imortal-posto-que-é-chama, quanto as do infinito-enquanto-dure.</p>
<p>Fica um pouco mais difícil saber o outro pelo gosto quando não se tem o paladar absoluto e a frieza de Fermín. Pode-se confundir as coisas e os sabores, como daquela vez em encontrei num moço que, nas mesmas coordenadas de longitude e latitude, tinha um sabor de <strong>sucrilhos com leite</strong>, tal e qual o de um amor antigo. Antes mesmo que ele me seduzisse com suas artimanhas, senso de humor, personalidade, gestos e carinhos, deixei-me conquistar. <strong>Pelo gosto que era do outro.</strong></p>
<blockquote><p><em>*<strong>Los Insaciables</strong> é o primeiro romance de Jakob Gramss. Comprei em Madri, em meio a tantos outros que me fizeram  ter de comprar uma mala extra. Estou lendo muito aos poucos, pois não quero que acabe. Mais ou menos aquele &#8216;não querer que acabe&#8217; do primeiro beijo, ou de um abraço de despedida. </em></p></blockquote>
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		<title>Pão de Leite</title>
		<link>http://www.dadivosa.org/2011/12/16/pao-de-leite/</link>
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		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 10:17:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dadivosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Receitas]]></category>
		<category><![CDATA[pão]]></category>

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		<description><![CDATA[Num misto de atenção redobrada, paciência, intrepidez e talvez alguma sorte, ando acertando a mão com pães, finalmente. Este veio de The Mixer Bible, livro dedicado a receitas para se fazer com determinada marca de batedeira. Originalmente, é chamado de &#8230; <a href="http://www.dadivosa.org/2011/12/16/pao-de-leite/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" title="Pão de Leite" src="http://farm8.staticflickr.com/7018/6511757463_687776c676.jpg" alt="" width="500" height="333" /><br />
Num misto de atenção redobrada, paciência, intrepidez e talvez alguma sorte, ando acertando a mão com pães, finalmente. Este veio de The Mixer Bible, livro dedicado a receitas para se fazer com determinada marca de batedeira. Originalmente, é chamado de Farmhouse White Bread, mas pra mim é pão de leite mesmo <img src='http://www.dadivosa.org/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Eis a receita adaptada:</p>
<p><span id="more-1545"></span></p>
<p><strong>Ingredientes:</strong></p>
<ul>
<li>375 ml de leite integral</li>
<li>1/4 de xícara de manteiga sem sal, cortada em cubinhos</li>
<li>1 tablete de 15 g de fermento fresco</li>
<li>125 ml de água morna (38<sup>o</sup>C)</li>
<li>2 colheres de sopa de açúcar</li>
<li>1 colher de sopa de sal</li>
<li>5 a 6 xícaras de farinha de trigo</li>
<li>1 1/2 colher de chá de manteiga sem sal, em temperatura ambiente</li>
<li>1 ovo batido com 1 colher de sopa de água (omiti)</li>
</ul>
<p><strong>Como fazer:</strong></p>
<ol>
<li>Em uma panela, aqueça o leite com 1/4 de xícara de manteiga até a manteiga derreter. Deixe esfriar até chegar a uma temperatura de 38<sup>o</sup>C . Usei um termômetro, mas poderia ter testado sobre a pele.</li>
<li>Na vasilha da batedeira, dissolva o fermento com o açúcar, adicione a água morna e 1 xícara de farinha de trigo. Deixe descansar até formar bolhas, cerca de 5 minutos. Junte a mistura de leite morno e o sal. Com o batedor de pá, misture em velocidade 2 até homogeneizar. Junte mais 3 xícaras de farinha de trigo, meia xícara por vez, até a mistura formar uma massa.<br />
<em>Atenção: não é qualquer batedeira que pode ser usada para fazer massa de pão. Se estiver em dúvida, pode fazer o processo na mão mesmo. Vai levar um pouco mais de tempo, mas funciona também. </em></li>
<li>Troque o batedor de pá pelo gancho. Em velocidade 2, continue a misturar a massa, adicionando meia xícara de farinha quando necessário, até formar uma bola de massa lisa e elástica. Continue a bater por mais 2 minutos, adicionando uma colher de sopa de farinha, se necessário, só para que a massa não grude. Retire a massa da vasilha, forme uma bola com as mãos. Coloque a massa outra vez na vasilha, unte com a manteiga em temperatura ambiente e cubra levemente com plástico filme. Deixe crescer em local abrigado do vento por uma a duas horas, até dobrar de volume<br />
<em>Nessa hora, Leitor e Leitora, surge compromisso inesperado. Não vai dar pra ficar esperando a massa crescer, eliminar o ar, deixar crescer mais uma vez, abrir, enrolar, colocar na forma, deixar crescer e assar. Seriam bem umas 5 horas de lida. Mas aprendi uma dica que tenho usado com frequência: deixar a massa na geladeira. Sim, coberta com plástico filme, de um dia para o outro, o fermento continua a agir. Se optou por esse caminho, deixe a massa voltar à temperatura ambiente por pelo menos uma hora antes de seguir para o passo 4. </em></li>
<li>Retire o plástico e pressione a massa várias vezes para retirar as bolhas de ar. Pode dar uns soquinhos. Forme uma bola novamente, cubra com plástico filme e deixe crescer até dobrar de volume, cerca de uma hora.</li>
<li>Coloque a massa numa superfície levemente enfarinhada. Corte ao meio e cubra uma parte com plástico filme enquanto trabalha na outra. Abra a massa em um retângulo de mais ou menos 25 X 20 cm. Enrole pelo lado mais comprido, como se fosse um rocambole. Aperte bem as extremidades e coloque a massa em forma de pão (com capacidade para 2 litros) untada. Faça o mesmo com a outra metade. Cubra levemente com plástico e deixe crescer por uma hora. Enquanto isso, preaqueça o forno a 200<sup>o</sup>C.</li>
<li>Se for usar o ovo, pincele a massa com a mistura agora. Asse os pães por 25 a 30 minutos, até dourar. Retire-os das formas e espere esfriar antes de fatiar (se conseguir!).</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Quase notícias</title>
		<link>http://www.dadivosa.org/2011/12/12/quase-noticias/</link>
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		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 01:46:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dadivosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pitadas]]></category>

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		<description><![CDATA[Nem posso dizer que tenho cozinhado pouco (na minha casa e fora dela), mas ando bastante ocupada com assuntos não pertencentes ao perímetro do fogão, o que às vezes me faz esquecer que ainda tenho uma Dadivosa dentro de mim. &#8230; <a href="http://www.dadivosa.org/2011/12/12/quase-noticias/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nem posso dizer que tenho cozinhado pouco (na minha casa e fora dela), mas ando bastante ocupada com assuntos não pertencentes ao perímetro do fogão, o que às vezes me faz esquecer que ainda tenho uma Dadivosa dentro de mim.</p>
<p><strong>Sinto falta de vocês</strong>, leitora e leitor queridos, por isso passo agora pra contar que:</p>
<ul>
<li>Comprei um<strong> moedor de carne</strong>, daqueles de encaixar na batedeira. Continua na caixa, deve dar o ar da graça em 2012.</li>
<li>Meio sem querer, tenho acertado a mão nos pães.</li>
<li>Mais sem querer ainda &#8211;  e com pesar &#8211; fiz uma <strong>cuca de goiabada</strong> bem mais ou menos, que pegou no fundo, ressecou, a farofa ficou doce demais. Acontece.</li>
<li>Consegui acomodar quatro litros de sorvete no mini-congelador, em formas, forminhas e formões. Usei duas bandejas como prateleiras. Uma delas não sai mais, <strong>vai morar ali dentro</strong>.</li>
<li>Parti um radicchio ao meio e cozinhei em um dedo de água, sal e manteiga. Foi meu jantar agorinha mesmo.</li>
<li>Confirmei que as coisas (e eu) entram (entramos) nos eixos quando volto a cozinhar.</li>
<li>Cortei dedos e queimei a mão algumas vezes, nada grave. E faz tempo que não quebro nada em casa (não espalhem!).</li>
<li>As <strong>lichias</strong> começaram a aparecer outra vez, tenho uma caixa delas na geladeira. Vez ou outra tiro a sorte grande, que é quando a semente é mais estreita e a polpa mais carnuda.</li>
<li>Na geladeira também tem salada lavada, mamão, ameixa preta, ricota, manteiga, queijos (parmesão, grana padano, de cabra fresco, de cabra curado), iogurte e <strong>não muito mais</strong>.</li>
<li><a href="http://www.amazon.com/Table-Comes-First-Family-Meaning/dp/0307593452/ref=sr_1_1?s=books&amp;ie=UTF8&amp;qid=1323653319&amp;sr=1-1" target="_blank">The Table Comes First</a> é meu novo livro de cabeceira. Estou apaixonada, leio de pouquinho em pouquinho e com aperto no coração, como naqueles intermináveis abraços e repetidos beijos de despedida.</li>
<li>Deixei <strong>grão de bico</strong> de molho em água e sal (uma colher de sopa pra cada litro) por 8 horas, cozinhei, escorri bem, tirei as cascas todas, passei numa mistura de azeite, sal, pimentón dulce, pimentón picante e tostei no forno até ficar crocante.</li>
<li>Minha máquina de esticar massa foi encontrada e voltou pra minha cozinha, depois de um ano de separação.</li>
<li>Daqui a oito dias, café do Babbo e comida da Mãe!</li>
</ul>
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		<title>Tu me sabes&#8230;</title>
		<link>http://www.dadivosa.org/2011/11/17/tu-me-sabes/</link>
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		<pubDate>Thu, 17 Nov 2011 15:37:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dadivosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escritos]]></category>

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		<description><![CDATA[- Tu me sabes. - É, eu te sei. (A gente se sabe e,  no momento, não careço de mais nada.) Não é sempre que nos vemos, mas cada vez &#8211; como se fosse a derradeira, e um dia ela &#8230; <a href="http://www.dadivosa.org/2011/11/17/tu-me-sabes/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" title="." src="http://farm7.static.flickr.com/6097/6353497729_1a7a4748bb.jpg" alt="" width="500" height="500" /></p>
<p>- Tu me sabes.</p>
<p>- É, eu te sei.</p>
<p><em>(A gente se sabe e,  no momento, não careço de mais nada.)</em></p>
<p>Não é sempre que nos vemos, mas cada vez &#8211; como se fosse a derradeira, e um dia ela chega! &#8211;  é gostoso como sempre foi, como dar boa noite e bom dia num espaço de 3 horas, como aliviar a tensão de um dia esquisito ou dividir pequenas alegrias, partilhar segredos, receitas e planos, ganhar e dar colo, fazer macarrãozinho com manteiga RONI e parmesão, passar um café, olhar os livros trazidos da viagem, sussurrar palavras doces e chulas e bobagens e grandes questões da humanidade, o vazio do universo e o espaço infinito…</p>
<p>Pouco se me dá se não temos um do outro toda a atenção do mundo, se não somos vistos passeando de mãos dadas pela praça e que nossa história seja mais bem privada e não tenha um nome certo.  Ela é escrita a lápis, como as últimas receitas que registrei no caderno novo, em meio às incertezas que acolhi e respeito como parte da vida impermanente. Importa mesmo é se saber desse jeito e sentir juntos o aquecer e arrefecer das poucas e sempre últimas horas.</p>
<p>Não há poder, nem comando, nem chefia, nem submissão.  Também não há contrato. Ele não é só meu. Não sou só dele. Saio por aí, passo horas envolvida em outros temas, esticando-me, dobrando-me e permanecendo nas pontas dos pés sob a mira daqueles espelhos todos. Saio pra jantar longe dele, na maioria das vezes. Diz ele que tem ciúmes, eu rio e faço de conta que acredito.</p>
<p>Fosse um moço, não seria alto nem baixo demais, magro nem gordo demais. Misturado ao povaréu de São Paulo, andaria com as costas eretas, príncipe desencanado de camisa xadrez, calça jeans, tênis e uma barba de três dias.</p>
<p>Mas ele <strong>não é gente</strong>.  Não é gente, tampouco coisa, embora às vezes brinquemos que somos objeto um do outro.  Ele está mais para… por falta de palavra melhor… um signo, uma representação, um tema, uma ideia, vá lá&#8230;</p>
<p>Não se pode ter ciúmes de uma cozinheira eventual. Sobretudo esta, sobretudo por nos sabermos assim.  E se <a href="http://www.dadivosa.org/2011/08/30/cuando-cocino-me-pasan-cosas/" target="_blank">cuando cocino me pasan cosas</a>, é sempre diante de ti e de tuas distintas materializações que elas acontecem, na minha casa e na de outrem. Sou feliz ao teu lado, fazendo sopa ou assando um bolo e nessas horas não careço de mais nada. Conheço tuas manhas e bocas, gosto do teu cheiro e sinto tua presença ao virar-me de costas, de avental e vestido. E tu me sabes como ninguém mais, <strong>Fogão</strong>.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Creme de Cenoura com Arroz de Jasmim</title>
		<link>http://www.dadivosa.org/2011/11/14/creme-de-cenoura-com-arroz-de-jasmim/</link>
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		<pubDate>Mon, 14 Nov 2011 16:32:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dadivosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Receitas]]></category>
		<category><![CDATA[arroz]]></category>
		<category><![CDATA[cenoura]]></category>
		<category><![CDATA[salgado]]></category>
		<category><![CDATA[sopa]]></category>

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		<description><![CDATA[É você quem vai definir a consistência dessa receita, usando mais ou menos água. Coisa de meia hora, vive bem na geladeira e fica mais gostosa no dia seguinte. Ingredientes: (4 porções) 1 colher de sopa de manteiga 2 colheres &#8230; <a href="http://www.dadivosa.org/2011/11/14/creme-de-cenoura-com-arroz-de-jasmim/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" title="Creme de Cenoura com Arroz de Jasmim" src="http://farm7.static.flickr.com/6053/6343947143_f257b8c09c.jpg" alt="" width="334" height="500" /></p>
<p>É você quem vai definir a consistência dessa receita, usando mais ou menos água. Coisa de meia hora, vive bem na geladeira e fica mais gostosa no dia seguinte.</p>
<p><strong>Ingredientes: </strong>(4 porções)</p>
<ul>
<li>1 colher de sopa de manteiga</li>
<li>2 colheres de sopa de cebola bem picada</li>
<li>as folhas de 1 ramo de tomilho-limão</li>
<li>2 colheres de sopa de arroz de jasmim cru</li>
<li>500 g de cenouras descascadas e picadas</li>
<li>1 colher de chá de sal (ou a gosto)</li>
<li>água</li>
<li>200 g de iogurte natural</li>
<li>4 colheres de chá de cebolinha verde francesa picada</li>
<li>flor de sal</li>
</ul>
<p><strong>Como fazer:</strong></p>
<ol>
<li>Derreta a manteiga em uma panela, junte a cebola e deixe murchar.</li>
<li>Adicione o tomilho, o arroz, as cenouras picadas e o sal. Refogue por uns 2 minutos, mexendo sempre.</li>
<li>Cubra com água fria, ultrapassando as cenouras em 2 centímetros.</li>
<li>Cozinhe com a panela semitampada até as cenouras ficarem macias.</li>
<li>Bata no liquidificador ou mixer (se quiser fazer um purê, retire um pouco da água e reserve-a antes de bater), adicione mais água, se preferir uma sopa mais líquida.</li>
<li>Sirva com uma colherada de iogurte, cebolinha e flor de sal. Se desejar, pode pingar umas gotas de limão siciliano, que também fica gostoso.</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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