<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Dadivosa</title>
	<atom:link href="http://www.dadivosa.org/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.dadivosa.org</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Mon, 08 Mar 2010 00:24:40 +0000</lastBuildDate>
	
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Sopa de Lentilhas Brancas</title>
		<link>http://www.dadivosa.org/2010/03/08/sopa-de-lentilhas-brancas/</link>
		<comments>http://www.dadivosa.org/2010/03/08/sopa-de-lentilhas-brancas/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 07 Mar 2010 22:36:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dadivosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Receitas]]></category>
		<category><![CDATA[lentilha]]></category>
		<category><![CDATA[salgado]]></category>
		<category><![CDATA[sopa]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.dadivosa.org/?p=1134</guid>
		<description><![CDATA[
Acho que foi na semana em que voltei de férias, numa correria danada, ainda com as malas por desfazer e sem dormir direito há dias. Olhei pela janela e vi gordos e vagarosos flocos de neve que caíram por não mais que alguns minutos. A grande nevada aconteceu enquanto eu estava fora, o que aconteceu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" title="Sopa de Lentilhas Brancas" src="http://farm5.static.flickr.com/4018/4410857865_e6f2b765db.jpg" alt="" width="500" height="334" /></p>
<p>Acho que foi na semana em que voltei de férias, numa correria danada, ainda com as malas por desfazer e sem dormir direito há dias. Olhei pela janela e vi gordos e vagarosos flocos de neve que caíram por não mais que alguns minutos. A grande nevada aconteceu enquanto eu estava fora, o que aconteceu naquele dia foi uma raspa de tacho da onda de frio de janeiro. Mas bastou pro cérebro fazer uma bela pausa contemplativa e voltar com a lembrança de que tinha em casa um pacote fechado de lentilhas brancas, compradas num surto consumista numa loja de produtos indianos (junto com feno grego, asafoetida, lentilhas amarelas e vermelhas, arroz basmati branco e integral, pasta de tamarindo, sementes de nigella etc etc etc)</p>
<p>Por casualidade, encontrei uma inspiradora receita no <a href="http://www.latartinegourmande.com/2010/01/19/white-lentil-soup-chorizo-poached-egg/#more-12703" target="_blank">La Tartine Gourmande</a>, um dos blogs de comida mais bonitos que costumo visitar. Desci pro super que fica aberto até a madrugada, comprei as verduras e esqueci dos ovos e dos tomates, me virei com o que tinha, deixei a sopa no fogo e fui tomar banho, secar cabelo, ver email, assistir ao final dum filme&#8230; sei que  a sopa ficou pronta mesmo quase meia garrafa de vinho e duas horas depois (não me acerto com esse fogão!), mas valeu a espera.</p>
<p><strong>Ingredientes: </strong>(rende 4 porções honestas)</p>
<ul>
<li>1 colher de chá de manteiga</li>
<li>1 colher de chá de azeite</li>
<li>1/2 cebola em cubos pequenos</li>
<li>1 dente de alho picado</li>
<li>1 talo de salsão picado</li>
<li>1 folha de louro</li>
<li>1 talo de alho poró picado (só a parte branca)</li>
<li>2 cenouras em rodelas</li>
<li>1 pedaço de mais ou menos 5 cm de linguiça defumada picante em rodelas</li>
<li>1 xícara de lentilha branca</li>
<li>1 litro de água</li>
<li>sal a gosto</li>
<li>pimentón picante (páprica) e azeite para servir</li>
</ul>
<p><strong>Como fazer:</strong></p>
<ol>
<li>Derreta a manteiga junto com o azeite e refogue ali a cebola com uma pitada de sal até murchar. Junte o alho, a cenoura, o salsão, o alho poró, o louro e a liguiça e refogue mais uns 10 minutos, com outra pitada de sal, em fogo baixo (se seu fogão for menos preguiçoso que o meu, fique de olho! é só para murchar um pouco as verduras).</li>
<li>Enquanto isso, lave e escorra a lentilha.</li>
<li>Junte as lentilhas ao refogado, acrescente a água (usei fria mesmo), e deixe tudo ali até amolecer.</li>
<li>Corrija o sal e sirva com um salpicado de páprica picante e um fio de azeite. (no dia seguinte fica mais gostoso ainda, vai por mim!)</li>
</ol>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.dadivosa.org/2010/03/08/sopa-de-lentilhas-brancas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>De etiquetas, cabelos ao vento e volta pra casa</title>
		<link>http://www.dadivosa.org/2010/03/06/de-etiquetas-cabelos-ao-vento-e-volta-pra-cas/</link>
		<comments>http://www.dadivosa.org/2010/03/06/de-etiquetas-cabelos-ao-vento-e-volta-pra-cas/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 06 Mar 2010 00:23:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dadivosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escritos]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[família]]></category>
		<category><![CDATA[saudade]]></category>
		<category><![CDATA[texto]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.dadivosa.org/?p=1127</guid>
		<description><![CDATA[Aos poucos, vou restabelecendo as coisas nesse blog, que tanto sofreu com meu descaso, com a troca de roupa provocada por ataques de hackers e com a desconfiguração de uma montoeira de coisas no caminho. Pouco a pouco vou pendurando etiquetas, as &#8220;tags&#8221;, em cada uma das cerca de 500 postagens escrevinhadas e fotografadas nesses [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aos poucos, vou restabelecendo as coisas nesse blog, que tanto sofreu com meu descaso, com a troca de roupa provocada por ataques de hackers e com a desconfiguração de uma montoeira de coisas no caminho. Pouco a pouco vou pendurando etiquetas, as &#8220;tags&#8221;, em cada uma das cerca de 500 postagens escrevinhadas e fotografadas nesses 4 anos e pouco.</p>
<p>Junto com as categorias (Escritos, Pitadas ou Receitas, por enquanto), são elas que vão ajudar o Leitor ou a Leitora a entender como (des)organizei tudo isso. É até gostoso ver as fotos escuras e granuladas do começo (não que tenham melhorado muito) e a timidez das primeiras publicações, que tinham só a receita, pura e dura. Bom reler alguns escritos de que continuo gostando, mais que nada porque continuam a refletir <strong>uma parte bem gorda</strong> do que sou. Alguns desses etiquetei como &#8220;família&#8221; e preciso dar outra volta para ver se não levariam pendurado esse pedacinho de papel invisível quase todos os escritos e receitas em que escancaro a alma.</p>
<p>São lembranças e sentimentos de pai, mãe, irmãos, amigos, vós, tios e tias que de mim fazem parte e com os quais, daqui dessa lonjura, sinto o laço apertar ainda mais, espremendo água do zóio. Como <a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI124381-15230,00-ESCRIVANINHA+XERIFE.html" target="_blank">esse texto</a> que rerererererevisitei agora há pouco, desta vez com Mr. Dadivoso lendo cada parágrafo em voz alta (gosto tanto quando lê em voz alta, acho que nunca disse isso pra ele nesses 7 anos de matrimônio) do outro lado do mundo. E pela trocentésima vez,<strong> nas mesmas linhas</strong>, senti os cantos da boca se repuxarem num beiço horroroso (como agora, só de lembrar)  e soltar um buáá desafinado.</p>
<p>Em duas, especificamente, Mr. Dadivoso parou, olhou pra câmera e me consolou com um <strong>ôôôô, neguinha&#8230;</strong>: quando ela fala que o marido a faz uma pessoa melhor (isso sim, já disse pra ele) e quando se dá conta de que quer estar perto para ver os cabelos de seus pais se mexendo no vento da praia. Vários são os temas e meandros desse texto que me dão cosquinha na alma, reafirmo.</p>
<p>Mas isso do amor de pai, mãe, marido, amigos, tios, tias, primos e primas, agregados e desconhecidos, de parar para olhar a vida, de às vezes sentir desconforto no conforto, de ser e escrever e as duas coisas ao mesmo tempo me derruba mesmo os cantos da boca e me faz pensar agora se de repente não deveria mudar completamente o sistema de etiquetas que venho consertando há umas duas semanas, pouquinho a pouquinho, enquanto releio parte dos arquivos desse blog e me deixo levar.</p>
<p>Porque nos breves intervalos dessas semanas tão corridas, me estou deixando levar em pedacinhos. Porque meus 12 meses em Madri estão muito perto de serem completados, o que significa que está chegando a hora de estar fisicamente mais próxima dos meus amores, amigos, tios, tias etc.</p>
<p>Também aí em casa, nos intervalos das semanas corridas que vem pela frente, me deixarei levar: pela delícia dos colos, almoços, pizzas de bairro, cafés da manhã e da tarde e de depois do almoço e de depois do jantar (não me faz mais efeito, a cafeína, durmo como se tivesse tomado um chazinho de melissa). Prevejo, além de tudo isso, um reencontro paulatino e igual de bom com minha cozinha, meus desastres e descobertas, desconcertos e pequenos triunfos.</p>
<p>Levo o hábito de comer <strong>pão com azeite </strong>de manhã (às vezes com tomate também), a reorganização de hábitos de consumo provocada pela microgeladeira, as panelas coloridas que me fizeram companhia, uns quantos livros e revistas de comida que acumulei, alguns cabelos brancos a mais (daqueles que viram antenas e não se mexem nem com vento sul), a certeza de que não combino com esses fogões de vitrocerâmica, uma que outra receita espanhola bem aprendida, a vontade de bater um bolinho e assá-lo num forno &#8220;de fogo&#8221; e os sentidos à flor da pele para absorver (ou repelir) todo o bom (ou o menos bom, porque assim é às vezes, sobretudo quando a gente se mexe) que me espera pela frente.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.dadivosa.org/2010/03/06/de-etiquetas-cabelos-ao-vento-e-volta-pra-cas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Televisão de Cachorro</title>
		<link>http://www.dadivosa.org/2010/03/02/televisao-de-cachorro/</link>
		<comments>http://www.dadivosa.org/2010/03/02/televisao-de-cachorro/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 23:59:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dadivosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Receitas]]></category>
		<category><![CDATA[frango]]></category>
		<category><![CDATA[salgado]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.dadivosa.org/?p=1088</guid>
		<description><![CDATA[
Disparado o mais fácil, mais saboroso e mais caro frango que assei na vida. De lá de dentro da geladeira do supermercado me sussurrou que era limpinho, não havia tomado hormônios, pesava 1,700 kg&#8230; e que seria meu por 15 euros. Quinze euros pelo franguinho caipira espanhol.
Morrendo de medo de estropear tão valioso ingrediente, desafiei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" title="Televisão de Cachorro" src="http://farm3.static.flickr.com/2708/4397674588_ab28521463.jpg" alt="" width="333" height="500" /><br />
Disparado o mais fácil, mais saboroso e mais caro frango que assei na vida. De lá de dentro da geladeira do supermercado me sussurrou que era limpinho, não havia tomado hormônios, pesava 1,700 kg&#8230; e que seria meu por 15 euros. Quinze euros pelo franguinho caipira espanhol.</p>
<p>Morrendo de medo de estropear tão valioso ingrediente, desafiei o bom senso e em vez de esquartejar o bicho para diluir o risco, tomei o caminho oposto e resolvi, porque era domingo, assar tudo de uma só vez.</p>
<p>Deixei meu sedutor amigo fora da geladeira por uma hora para que se preparasse psicologicamente, preaqueci o forno a 220 graus, lavei e sequei o bicho, besuntei sua pele e entranhas com 50 gramas de manteiga, depois massageei sua pele e cavidade com a mistura de sal, pimenta moída na hora e ervas finas secas (1 colher de chá de cada).</p>
<p>Deitei o frango de ladinho numa forma justa para seu tamanho, tornozelos cruzados e amarados, forneei por 20 minutos, virei o bicho pro outro lado, mais 20 minutos, finalizei com 20 minutos de barriga pra cima (o frango, não eu, já que estava entretida consertando umas coisas no furdunço desse blog). A cada virada, mais uma besuntada com os sucos e manteiga do cozimento.</p>
<p>Já fora do forno, fiz para ele uma cabaninha com papel alumínio e deixei que descansasse por 10 minutos. O resultado foi uma pele dourada, um aroma irresistível e uma carne suculenta, macia, fresca e saborosa.  Não careceu de longas marinadas nem espetos giratórios, o danado se bastou!</p>
<p>Servi a televisão de cachorro para minha companhia mais constante (eu mesma) com um talharim adornado pelo molho que se formou no fundo da forma.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.dadivosa.org/2010/03/02/televisao-de-cachorro/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Hoje tive 30 anos a menos</title>
		<link>http://www.dadivosa.org/2010/02/22/hoje-tive-30-anos-a-menos/</link>
		<comments>http://www.dadivosa.org/2010/02/22/hoje-tive-30-anos-a-menos/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 20:11:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dadivosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escritos]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.dadivosa.org/?p=709</guid>
		<description><![CDATA[Alguma-coisa-e-25, ou 26, na estação de Canal, na boca da correspondência com a Linha 7. Levava os fones de ouvido bem acomodados e escutava um dos muitos programas de rádio Splendid Table, perfeitos para viagens em transporte público, já que em Madri muitos passageiros generosos deixam seus celulares no último volume, compartilhando com o vagão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguma-coisa-e-25, ou 26, na estação de Canal, na boca da correspondência com a Linha 7. Levava os fones de ouvido bem acomodados e escutava um dos muitos programas de rádio <a href="http://splendidtable.publicradio.org/" target="_blank">Splendid Table</a>, perfeitos para viagens em transporte público, já que em Madri muitos passageiros generosos deixam seus celulares no último volume, compartilhando com o vagão inteiro os toques e as músicas indecifráveis de seus vistosos aparelhos. O episódio tinha uma entrevista com um Senegalês de voz doce. Ele estava lançando um livro sobre a comida de seu país e comentava como a população 90% muçulmana convivia respeitosamente com a minoria cristã, e a prova era que, fosse no Natal ou no Ramadan, as famílias levavam<strong> comidas de suas festas aos vizinhos de outro credo</strong>.</p>
<p><span id="more-709"></span></p>
<p>Lá no fundo, uma nota bonita me fez arrancar os fones. Já tinha acontecido outro dia, nesse mesmo lugar. Desta vez era um violino tocado não sei se por um homem ou mulher. O casacão de chuva, os cabelos grisalhos amarfanhados, nem curtos nem compridos, os olhos apertadinhos e um rosto onde o nariz e o queixo protuberantes quase se tocavam não davam muita pista. Teria filhos e netos? Sobrinhos-netos, talvez?</p>
<p>Foi uma daquelas pausas contemplativas no meio da correria. A mesma que, minutos antes, me fez fotografar com o celular os vários <a href="http://quase365dias.wordpress.com/2010/02/22/7-de-365/" target="_blank">baldes quadrados</a> amarelos com a marca do Metro de Madrid em duas faces e &#8220;Disculpen las moléstias&#8221; com um bonequinho <strong>quase escorregando</strong> nas outras duas que aparavam as goteiras, e eu mesma quase escorregando ao tentar equilibrar celular, sombrinha e bolsa, agachada de saia e salto alto na poça d&#8217;água. <em>(Mas me perco, Leitor e Leitora queridos. É a falta de prática da escrita que me faz expelir de uma só vez o que passa na cachola, misturado com o que aconteceu há pouco, já que a proprietária se enrolou e avisou que vai atrasar.)</em></p>
<p>Era uma <strong>música alegre</strong>, percebi nos primeiros acordes. Enfiei a mão na bolsa-buraco-negro e pesquei três moedas. Eram de 50 centavos de euro. Deixei na caixa do violino, olhei pra pessoa/violinista e sorri. Ele(a) sorriu de volta, distanciando o nariz do queixo e abrindo olhos e boca num sorriso calmo e doce, mostrando um <strong>solitário</strong> e protuberante dente da frente. Teria filhos, netos, sobrinhos-netos?</p>
<p>Tive vontade de ficar ali, mas precisava falar com a proprietária do apartamento em seguida e o trem já ia chegar pra me levar duas estações pra cima. Espiei no mostrador que demoraria <strong>três minutos</strong> e fiquei parada na escada rolante, sabia que dava pra ouvir tudo da plataforma ali embaixo.</p>
<p>A música era alegre, já falei, né? Era mais ou menos assim: pa-parara-papapa-parararara-parara-papa. Não sei assoviar e desafino um bocado, assim que preciso deixar com a imaginação do Leitor e da Leitora a tarefa de desvendar a música. Mas era bonita, me fazia sorrir e ainda faltavam dois minutos.</p>
<p>Do outro lado da plataforma, no trem parado que rumava ao sul, um menino brincava de pau-de-sebo na barra metálica onde, alguma meia hora antes, os viajantes devem ter disputado um cantinho onde se segurar. O pai do menino sorria. Estavam eles ouvindo também?</p>
<p>Um minuto para o trem chegar e a música pára (me recuso a tirar o acento desse pára, tenho até 2012, não?). E eu, que já mirava o(a) violinista lá de baixo, vi que um homem encorpado se aproximava. Seria ele um amigo ou conhecido? Teria a música parado para dar lugar a um papo?</p>
<p>O dedo <strong>não era de prosa e veio em riste</strong>, apontando a caixa do violino e fazendo o(a) provocador(a) da minha pausa esboçar um protesto, mas baixar a cabeça e começar a recolher as coisas.</p>
<p>A chegada desse homem me lembrou do breve relato do cotidiano paulistano lido hoje cedo, uma matéria sobre <a href="http://noticias.bol.uol.com.br/brasil/2010/02/22/ambulantes-matinais-adocam-muito-cafe-e-amargam-com-fiscais-da-prefeitura.jhtm" target="_blank">o café da manhã de bolo e café </a> vendido em pontos de ônibus e em bocas de estações de trem e metrô que adoraria escrever eu mesma. Entendo o problema das padarias que pagam impostos, das autorizações para tocar música no metrô e dos fiscais que precisam mostrar serviço, mas não chego a compreender o que tem de mal em oferecer na rua um alento <strong>pra alma ou pro estômago</strong> dos transeuntes.</p>
<p>Lembrei também da experiência do <a href="http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2007/04/04/AR2007040401721.html" target="_blank">Washington Post</a>, que colocou no metrô um violinista profissional e seu Stradivarius de 3,5 milhões de dólares, fazendo-o virar ponto cego e surdo para a maioria dos passantes (aqui tem um <a href="http://www.youtube.com/watch?v=XZ0iCDalOZg">vídeo</a>). Fora meia-dúzia de gatos pingados, <strong>quem parava para ouvir eram as crianças</strong>, rapidamente puxadas pela mão pelos pais apressados. Essa história me chocou, em parte porque sou daquelas que pára para ouvir música na rua quando esta me diz algo aqui pra dentro, não importando estilo, instrumento, credo ou cor. Como quando dediquei quase uma hora de um dia lindo de bate-e-volta em Barcelona ouvindo este <a href="http://www.myspace.com/feeldoctor" target="_blank">trio</a>. E só me dei conta de que eles tinham atraído uma pequena multidão quando, tal como eu, um e outro e mais outro e vários espectadores se dirigiam à caixa amarela do chão, puxavam um CD da banda e ali deixavam dez euros. Um deles, sorridente e reverente, ofereceu aos músicos três latinhas de cerveja, que foram amavelmente recusadas. &#8220;No bebemos alcohol, somos así de raros!&#8221;. Um bolinho de cenoura e um suco de acerola, será que topariam?</p>
<p>Ainda no trem, metade do caminho, tive a epifania: assaria <strong><a href="http://www.dadivosa.org/2007/01/07/bolo-de-laranja-da-vo-nair/" target="blank">bolo de laranja</a></strong> e carregaria comigo às porções, junto com uma garrafa térmica de café com leite, guardanapos e bilhetinhos de &#8220;que tengas un buen día, gracias por tu música&#8221;, para retribuir diariamente essas pessoas que me obrigam a arrancar o fone de ouvido e sorrir. Subia as escadas da estação de destino quando me dei conta de que talvez não fosse muito prático carregar tudo aquilo, mais guarda-chuva, bolsa, cachecol e luvas, de que o café ficaria arruinado depois das 10, 12, às vezes 14 horas que separam o fechar da porta de manhã e a volta do trabalho, de que os músicos poderiam ficar com medo de envenenamento da louca risonha que, não se contentando em destoar dos passantes, ainda vinha oferecer comida, vai saber o que tem naquele bolo!!!</p>
<p>Ri comigo/de mim mesma, entrei em casa feliz por ser capaz de parar pra ver a luz tímida que apareceu e sumiu em seguida, os baldinhos e músicos do metrô, as velhinhas na rua, as vidas vividas ao redor. E lembrei da frase=sinônimo do Picasso, aquela em que ele diz que passou a vida inteira tentando desenhar como criança, ou coisa parecida. Porque eu &#8211; que apesar de me encantar com <em>&#8216;dibujos&#8217;</em> não tenho no desenho assim nenhum talento &#8211; aos 35 recém-completados quero mais é poder me encantar com o mundo e com a cozinha <strong>feito a criança de 5</strong> que brincava com um toco de cabo de vassoura e restos de massa de macarrão aos pés da vó por parte de mãe, tem como gatilho culinário-emocional-libertador-de-Dadivosa o bolo de laranja da vó por parte de pai, andou adotando mais de uma vó ocasional, e não vê a hora de voltar pra casa e apertar a vó por parte de marido, que já prometeu fazer um lábane pra mim.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.dadivosa.org/2010/02/22/hoje-tive-30-anos-a-menos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Bròquil Morat</title>
		<link>http://www.dadivosa.org/2010/02/12/broquil-morat/</link>
		<comments>http://www.dadivosa.org/2010/02/12/broquil-morat/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 12 Feb 2010 06:06:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dadivosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pitadas]]></category>
		<category><![CDATA[barcelona]]></category>
		<category><![CDATA[foto]]></category>
		<category><![CDATA[mercado]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.dadivosa.org/?p=705</guid>
		<description><![CDATA[
Vou olhar pra essas plantas mais de perto, investigar melhor os mercados, tomar aquele sorvete de iogurte com amoras e bater perna por aí.
Escapo de Madri de novo, rapidinho, para voltar mais velha e mais feliz:)
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" title="." src="http://farm5.static.flickr.com/4042/4346314299_9d56ae656c.jpg" alt="" width="334" height="500" /></p>
<p>Vou olhar pra essas plantas mais de perto, investigar melhor os mercados, tomar aquele sorvete de iogurte com amoras e bater perna por aí.</p>
<p>Escapo de Madri de novo, rapidinho, para voltar mais velha e mais feliz:)</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.dadivosa.org/2010/02/12/broquil-morat/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Frescos e Amáveis</title>
		<link>http://www.dadivosa.org/2010/02/10/frescos-e-amaveis/</link>
		<comments>http://www.dadivosa.org/2010/02/10/frescos-e-amaveis/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 18:48:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dadivosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pitadas]]></category>
		<category><![CDATA[barcelona]]></category>
		<category><![CDATA[foto]]></category>
		<category><![CDATA[mercado]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.dadivosa.org/?p=703</guid>
		<description><![CDATA[
E quem duvida?
Mercat de Santa Caterina, Barcelona.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" title="Frescos e Amáveis" src="http://farm3.static.flickr.com/2680/4346060805_5e33c207f9.jpg" alt="" width="500" height="333" /></p>
<p>E quem duvida?</p>
<p><em>Mercat de Santa Caterina, Barcelona.</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.dadivosa.org/2010/02/10/frescos-e-amaveis/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Arroz Basmati com Açafrão e Cardamomo</title>
		<link>http://www.dadivosa.org/2010/02/10/arroz-basmati-com-acafrao-e-cardamomo/</link>
		<comments>http://www.dadivosa.org/2010/02/10/arroz-basmati-com-acafrao-e-cardamomo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 06:18:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dadivosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Receitas]]></category>
		<category><![CDATA[arroz]]></category>
		<category><![CDATA[salgado]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.dadivosa.org/?p=699</guid>
		<description><![CDATA[Ele era parte de uma leva exagerada &#8211; um lapso que me fez dobrar a receita sem querer &#8211; e estava há uns dias no congelador, a esperar que minha fome o resgatasse diretamente para a cama quentinha de uma peneira sobre água fervendo.
Ainda estava bonito, gostoso e perfumado, mas àquela hora da noite e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ele era parte de uma leva exagerada &#8211; um lapso que me fez dobrar a receita sem querer &#8211; e estava há uns dias no congelador, a esperar que minha fome o resgatasse diretamente para a cama quentinha de uma peneira sobre água fervendo.</p>
<p>Ainda estava bonito, gostoso e perfumado, mas àquela hora da noite e do resfriado, recusou-se a colaborar com a foto.</p>
<p>A receita, para quatro porções:</p>
<p><strong>Ingredientes:</strong></p>
<ul>
<li>1 xícara de arroz basmati</li>
<li>1 1/2 colher de sopa de manteiga</li>
<li>1/2 cebola pequena picada miudinho</li>
<li>sal</li>
<li>3 sementes de cardamomo</li>
<li>uns 8 pistilos de açafrão</li>
<li>água fervente</li>
</ul>
<p><strong>Como fazer:</strong></p>
<ol>
<li>Lave o arroz basmate debaixo da torneira, escorra e reserve.</li>
<li>Abra as sementes de cardamomo e esfarele-as bem no pilão. Junte os pistilos de açafrão e dê uma esmagada também.</li>
<li>Numa panela, leve a manteiga ao fogo até derreter, junte a cebola e uma pitada de sal, refogue até murchar, junte o arroz e remexa bem.</li>
<li>Despeje 1/2 de xícara de água fervendo na a mistura de cardamomo e açafrão.</li>
<li>Incorpore as especiarias ao arroz, complete com 1 xícara de água fervendo, cubra e cozinhe até secar a água. Sirva com um verdinho por cima.</li>
</ol>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.dadivosa.org/2010/02/10/arroz-basmati-com-acafrao-e-cardamomo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>El Amateur</title>
		<link>http://www.dadivosa.org/2010/02/09/el-amateur/</link>
		<comments>http://www.dadivosa.org/2010/02/09/el-amateur/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 09 Feb 2010 08:21:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dadivosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pitadas]]></category>
		<category><![CDATA[barthes]]></category>
		<category><![CDATA[citação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.dadivosa.org/?p=686</guid>
		<description><![CDATA[Ele escreveu isso no ano em que nasci. Sou mesmo uma amadora, que cozinha a troco de nada, e ama uma e outra vez  
&#8220;El amateur (alguien que se dedica a la pintura, la música, el deporte y la ciencia sin espíritu competitivo ni ánimo de convertirse en un maestro) renueva su placer (amator: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span>Ele escreveu isso no ano em que nasci. Sou mesmo uma amadora, que cozinha a troco de nada, e ama uma e outra vez <img src='http://www.dadivosa.org/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </span></p>
<p><span>&#8220;El amateur (alguien que se dedica a la pintura, la música, el deporte y la ciencia <strong>sin espíritu competitivo ni ánimo de convertirse en un maestro</strong>) renueva su placer (<em>amator</em>: aquel que ama una y otra vez), no <strong>es ningún héroe</strong> (de la creación, de la representación); se instala <em>voluntariamente</em> (<strong>a cambio de nada</strong>) en el significante: en la sustancia inmediatamente definitiva de la música y de la pintura; su práxis, por regla general; no implica ningún <em>rubato</em> (ese robo del objeto en beneficio del atributo); es – o acaso será – el artista antiburgués.</span></p>
<p><span>Roland Barthes por Roland Barthes, Éditions du Seuil, Paris, 1975</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.dadivosa.org/2010/02/09/el-amateur/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Pudim de Café</title>
		<link>http://www.dadivosa.org/2010/02/05/pudim-de-cafe/</link>
		<comments>http://www.dadivosa.org/2010/02/05/pudim-de-cafe/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 06:02:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dadivosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Receitas]]></category>
		<category><![CDATA[doce]]></category>
		<category><![CDATA[pudim]]></category>
		<category><![CDATA[sobremesa]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.dadivosa.org/?p=682</guid>
		<description><![CDATA[
Era assinante e está em São Paulo a derradeira edição da Gourmet. A equipe não sabia que a revista ia fechar, então dá aquela sensação de &#8220;normalidade&#8221; pré hecatombe. Como sempre, tem matérias bem feitas e receitas que, pelo menos comigo, sempre dão certo. Essa aqui, que se chamava Café au Lait Pudding no original, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" title="Pudim de Café" src="http://farm5.static.flickr.com/4001/4332011372_8b8d70d287.jpg" alt="" width="334" height="500" /></p>
<p>Era assinante e está em São Paulo a derradeira edição da Gourmet. A equipe não sabia que a revista ia fechar, então dá aquela sensação de &#8220;normalidade&#8221; pré hecatombe. Como sempre, tem matérias bem feitas e receitas que, pelo menos comigo, sempre dão certo. Essa aqui, que se chamava Café au Lait Pudding no original, teve suprimidos o açúcar do creme (não precisava nem um pouco) e o extrato de baunilha (muita coisa ali, já) e incluído um toque de chocolate em pó (só pra fazer uma graça).<span id="more-682"></span></p>
<p><strong>Ingredientes:</strong> (4 porções)</p>
<ul>
<li>1/4 de xícara de açúcar</li>
<li>1 colheres de sopa de maisena</li>
<li>3 colheres de sopa rasas de café solúvel instantâneo (descafeinado também fica bom)</li>
<li>1 colher de sopa de chocolate em pó</li>
<li>2 xícaras de leite integral</li>
<li>1/2 xícara de creme de leite fresco muito gelado</li>
<li>canela</li>
</ul>
<p><strong>Como fazer:</strong></p>
<ol>
<li>Misture o açúcar, a maisena, o café e o achocolatado numa panela. Adicione o leite e mexa para dissolver.</li>
<li>Leve ao fogo, vigilando e mexendo sempre, até engrossar. Vai ficar com consistência de mingau, por causa da maisena.</li>
<li>Retire do fogo e leve a panela para dentro de outra, com gelo e um pouco de água. É pra cortar o cozimento e ajudar a esfriar. Mexa bem até amornar.</li>
<li>Distribua o pudim em potes individuais e leve à geladeira por pelo menos 2 horas.</li>
<li>Na hora de servir, bata o creme de leite fresco com um batedor de arame até espumar. Complete cada porção do pudim com uma boa colherada do creme batido, salpique com canela (sempre melhor se você puder ralar o pau de canela na hora) e sirva.</li>
</ol>
<p>(A receita original, em inglês, está <a href="http://www.epicurious.com/recipes/food/views/Cafe-Au-Lait-Puddings-356034" target="_blank">aqui</a>)</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.dadivosa.org/2010/02/05/pudim-de-cafe/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sopa fria de tomates com&#8230;</title>
		<link>http://www.dadivosa.org/2010/02/02/sopa-fria-de-tomates-com/</link>
		<comments>http://www.dadivosa.org/2010/02/02/sopa-fria-de-tomates-com/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 19:58:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dadivosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Receitas]]></category>
		<category><![CDATA[salgado]]></category>
		<category><![CDATA[sopa]]></category>
		<category><![CDATA[tomate]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.dadivosa.org/?p=675</guid>
		<description><![CDATA[
&#8230;melancia!
Essa vai para o Leitor e a Leitora queridos que vivem dias de caloredo. Testei a receita uns dias antes de voltar à lida e ao frio, volta essa que, com o rebuliço em que se encontrava a vida lá fora e o coração que andava apertado aqui dentro, não me sobravam tempo nem ganas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Sopa fria de tomates com... melancia!" src="http://farm5.static.flickr.com/4034/4326093918_fc4b768bd0.jpg" alt="" width="400" height="267" /></p>
<p style="text-align: left;">&#8230;melancia!</p>
<p style="text-align: left;">Essa vai para o Leitor e a Leitora queridos que vivem dias de caloredo. Testei a receita uns dias antes de voltar à lida e ao frio, volta essa que, com o rebuliço em que se encontrava a vida lá fora e o coração que andava apertado aqui dentro, não me sobravam tempo nem ganas para passar por aqui. Mas Dadivosa saiu da clausura e veio aqui contar pra vocês dessa sopa boa, facilíssima, refrescante e que me fez ficar por diiias com Jorge Benjor na cabeça.</p>
<p style="text-align: left;">Porque poderia muito bem batizar essa receita com vodca e beber feito um bloody mary tropical. <strong>Alcohol! Só para desinfetar</strong> <img src='http://www.dadivosa.org/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p style="text-align: left;">Desinfetar e desejar a todos um doismiledez bem feliz!</p>
<p style="text-align: left;"><span id="more-675"></span></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Ingredientes:</strong> (para uma porção gulosa, duas comedidas, ou vários copinhos adornados pela vodca)</p>
<ul>
<li>1 tomate picado</li>
<li>1/2 colher de chá de açúcar</li>
<li>50 ml de água</li>
<li>sal a gosto</li>
<li>pimenta-do-reino moída na hora a gosto</li>
<li>manjericão fresco</li>
<li>gelo picado</li>
<li>2 xícaras de chá de melancia picada</li>
<li>tabasco</li>
</ul>
<p><strong>Como fazer:</strong></p>
<ol>
<li>Leve ao fogo o tomate, a água, o açúcar, pitada de sal e de pimenta. Cozinhe até o tomate amolecer (no meu fogão, foram 5 minutos). Triture tudo no mixer ou liquidificador, coe e reserve.</li>
<li>Triture o tomate coado com a melancia, coe tudo de novo (se você, como eu, tiver esquecido de tirar as sementes) e deixe esfriar bem na geladeira.</li>
<li>Para servir, deite um bocado de gelo picado num prato fundo ou copo, pingue umas gotas de tabasco, salpique ali umas folhinhas de manjericão picadas e despeje a sopa fria. Se tiver vontade, recomendo bem fazer da sopa um quase drink e adicionar um chorinho de vodca.</li>
</ol>
<p>A idéia veio de minha companhia de todas as noites madrilenhas, o Canal Cocina.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.dadivosa.org/2010/02/02/sopa-fria-de-tomates-com/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
