05.06.08
Orzo Rosado ou Risoni Rosé

Orzo (ou Risoni) é um macarrão em formato de arroz. O delicioso casamento desses dois carboidratos reconfortantes se comporta muito bem nas invencionices culinárias de última hora, como é o caso desta receita:

Orzo (ou Risoni) é um macarrão em formato de arroz. O delicioso casamento desses dois carboidratos reconfortantes se comporta muito bem nas invencionices culinárias de última hora, como é o caso desta receita:

Precisar, não precisava. O bacon entrou de gaiato, para agradar o conviva, mas pode ser suprimido sem problemas, transformando a sopa em uma receita lindamente vegetariana. Rende o suficiente para duas pessoas.

(*Receita republicada sem querer, um ano após a criação)
O Rei da Quinzena é o Gengibre. A receita que segue nasceu de maneira natural e a combinação de ingredientes muitíssimo me agradou: ficou diferente, delicada e exótica ao mesmo tempo.
Faz-se mister trazer à baila que o gengibre utilizado foi daquele em pó. Para usar o fresco, será necessário reduzir drasticamente a quantidade, pois o nosso Rei, quando ralado na hora, tem sabor ainda mais predominante e forte.

Para fazer jus a um camarão fresco, deve-se apenas assustá-lo no fogo, coisa de poucos minutos, somente até que fique corado e perca a translucidez.
Pouco antes de irem pra mesa, esses daí foram sapecados numa frigideira muito quente com um fio de azeite, receberam umas pitadas de sal, umas gotas de tabasco e, tão logo bem aquecidos, um pouco de vodca, que evaporou num fogaréu daqueles.
Após arrefecerem, ganharam a companhia de folhas de alface lisa, pedaços de mozzarela de búfala, tomates-cereja, cubos de abacate, folhas de endro (dill), umas gotas de limão, uma rega de azeite grego e uns nacos de pão italiano.

Nunca sei por quanto tempo sovar, quanta farinha adicionar, qual o tal ponto em que a massa fica “elástica”. De modo que não raro minhas tentativas de fazer pão em casa resultavam em frustração e uma coisa massuda, solada.
Tudo mudou com com a receita “Pães de forma miniatura de queijo da Ilha” da edição de novembro de 2007 da deliciosa revista portuguesa Blue Cooking. Tive de omitir o queijo da Ilha e deixar o dobro do tempo em meu forno preguiçoso, mas de resto foi tudo perfeito e rendeu deliciosos mini-pães. Usei como medida uma xícara de 200 ml.

2008 é o ano dos nenéns, estou convencida. É o segundo porteiro que vem me mostrar a foto do recém-nascido no celular, com aquele sorrisão comendo as orelhas, todo pimpão. Bár-ba-ra, olha que cabeludinha, enche os pulmões para contar enquanto abre a porta do elevador e aperta o botão do meu andar. Que linda, nome da minha irmã! Parabéns pela filhinha, até mais!
Barrigões aparecem aqui e ali, rostos rechonchudinhos fazem caretas para o “ultrassom 4D”, é menino, é menina, estamos grávidos, nasceu!
A receita a seguir, executada no fim de semana, estava à espera de uma alcunha até há pouco, quando cheguei em casa e ouvi do moço esse nome tão bonito. É leve, fresca, alegre, saudável e nutritiva. Dedico-a pois à mamãe barriguda, ao papai babão, à bebê cabeludinha e à minha querida irmã Babi*, que relampagueou por São Paulo na segunda-feira passada.

Idéia supimpa para alegrar a saladinha de alface-tomate de todo dia é servi-la em charmosa canecona de cerâmica. Na foto, alface americana, tomates sem sementes em cubinhos, molho de mostarda com limão-azeite-orégano-sal, croûtons e parmesão ralado.
Para fazer meia xícara de croûtons, corte em cubinhos uma fatia de pão (usei integral). Em frigideira antiaderente, esquente bem um fio de azeite. Deite ali os cubos, polvilhe sal e orégano e sacuda e remexa e misture tudo até tostar. Para comer puro, adicionar crocância à salada ou ornar uma sopa, que logo-logo também vai pra caneca nova.

Aprendi a fazer a iguaria com a Vogra (mistura de vó com sogra) e tenho cá feito minhas adaptações ao prato, que dizem ser de origem libanesa. Sempre pergunto como se diz o arroz com aletria em árabe, parte porque me esqueço, parte porque o som das sílabas me faz sentir o cheirinho do prato.
A receita é daquelas boas para iniciantes e iniciados, neutra o suficiente para acompanhar quase qualquer coisa, com personalidade suficiente para encantar sem ofender paladares infantis ou pessoas gastronomicamente ortodoxas.
Da última vez, preparei assim:

Se assim quiser, salpique umas sementes de gergelim para fazer uma graça. E é só.

Não é porque faz um sábado esplendoroso de sol e calor e você está pregado ao computador, trabalhando ou estudando, sem tempo e/ou ânimo para cozinhar um almocinho decente que é preciso apelar para um daqueles disque-qualquer-coisa-que-está-mofando-há-horas-a-esperar-a-embalagem-para-passear-na-garupa-de-uma-moto-enlouquecida-por-um-preço-indecente.
Com poucos ingredientes,dinheiros e minutos é possível preparar um lanche gostoso e saudável, quer ver?