04.19.08

Risoto de Maçã Verde com Curry e Gengibre*

Publicado em Receitas, Salgados às 8:00 am pela Dadivosa

(*Receita republicada sem querer, um  ano após a criação) 

Rei da Quinzena é o Gengibre. A receita que segue nasceu de maneira natural e a combinação de ingredientes muitíssimo me agradou: ficou diferente, delicada e exótica ao mesmo tempo.

Faz-se mister trazer à baila que o gengibre utilizado foi daquele em pó. Para usar o fresco, será necessário reduzir drasticamente a quantidade, pois o nosso Rei, quando ralado na hora, tem sabor ainda mais predominante e forte.

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04.15.08

Salada de Camarão com Abacate

Publicado em Salgados, Dicas às 9:53 pm pela Dadivosa

Para fazer jus a um camarão fresco, deve-se apenas assustá-lo no fogo, coisa de poucos minutos, somente até que fique corado e perca a translucidez.

Pouco antes de irem pra mesa, esses daí foram sapecados numa frigideira muito quente com um fio de azeite, receberam umas pitadas de sal, umas gotas de tabasco e, tão logo bem aquecidos, um pouco de vodca, que evaporou num fogaréu daqueles. 

Após arrefecerem, ganharam a companhia de folhas de alface lisa, pedaços de mozzarela de búfala, tomates-cereja, cubos de abacate, folhas de endro (dill), umas gotas de limão, uma rega de azeite grego e uns nacos de pão italiano.

04.14.08

Cuca de Ricota e Mel

Publicado em Receitas, Doces, Livros às 7:46 pm pela Dadivosa

A receita da massa de cuca, de primeiro, não deu muitas mostras de que vingaria. Pensei ser o fermento, ou a falta de jeito. Mas ao fim e ao cabo, com a ajuda do truque de deixar uma bolinha de massa em copo d’água indicar, ao chegar à superfície, que a massa havia crescido o tanto necessário, tudo correu bem.

Eis a receita da Carla Pernambuco, com meus pitacos, conforme havia prometido ao Leitor e à Leitora:

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04.13.08

Sábado é dia de Cuca

Publicado em Receitas, Doces, Livros, Recordar é Viver às 7:25 pm pela Dadivosa

De origem alemã, esse bolo-pão com cobertura doce é muito apreciado no Sul do Brasil, onde recebe a alcunha de cuca (ao que tudo indica, uma corruptela de ‘kuchen’).

De origem alemã também era a Vó Nair, exímia fazedora de variadas e aromáticas cucas atraidoras de visitas para o café no meio da tarde. Às vezes ela me deixava descascar, picar e passar em açúcar e canela as bananas da cobertura enquanto preparava a massa úmida. Por maior que fosse a quantidade de tabuleiros a preencher, por mais frenética que fosse a lida de preparar a massa, a farofa, o creme de coco com gemas e o café, a vó não se abalava.

A mansidão de seu andar já cansadinho persistia também na voz e no linguajar. Se o leite transbordasse, sujando todo o fogão enquanto ela tinha as duas mãos na massa (e eu era ainda muito pequena para que ela deixasse chegar perto do fogo), o máximo do mau-humor que deixava escapar era um estalar de língua e um ‘ai, o leite!’. Palavrões e xingamentos não faziam parte de seu falar.

Mas quando a cuca ficava pronta… ah, quando a cuca ficava pronta e o cheirinho de banana com canela, massa de pão fresquinha e coco queimado invadiam e alegravam o mundo ao redor, a vó ficava malina. Nessa hora, costumava proferir uma frase célebre, mezzo-trocadilho-mezzo-piada-interna. Empostava um sotaque alemão que não tinha, punha um olhar maroto e, usando o nome de algum filho, falava:

“Marquinho, não deixa o cuca aí!”

Quando a vó não estava ou não fazia cuca, a gente saía para comprar. Mas tinha de ser cuca verdadeira, não valia ser de padaria. De modo que, logo após o almoço, fazíamos pequenas viagens em busca de alguma ’Cuca da Alemoa’, num raio de 100 a 200 quilômetros de curvilínias estradas de terra batida. E ao chegar lá, após escolher uns quatro ou cinco pedaços de sabores diferentes, quando a moça loira de bochechas rosadas já havia desaparecido para dentro da casa estilo enxaimel, invariavelmente alguém a chamava de volta: “Moça, ô moça… não deixa o cuca aí!” E a moça ficava vermelha e ria um riso gostoso com a cumplicidade de quem também devia ouvir a mesma brincadeira desde sempre.

Ontem me agarrou uma saudade e fiz duas cucas: a primeira foi de ricota e mel (ensinada pela Carla Pernambuco em seu livro Carlota: Balaio de Sabores), depois repeti a massa para essa aí da foto, de uva preta. A receita, comentada, testada e aprovada, vem para a semana.

04.11.08

Lançamento do filme Estômago - e do livro de receitas!

Publicado em Generalidades, Receitas às 2:19 pm pela Dadivosa

É sabido que andei a espreitar o filme um bocadinho antes do lançamento, na companhia outros autores e autoras de blogs de comida. Como resultado, nasceu um bem-feitinho e bem-temperado livro de receitas coletivo, que inclui também os pratos apresentados no filme.

Recomendo uma espiadela na coletânea de idéias que surgiram a partir da história do Alecrim, com iguarias borbulhantes de criatividade e bom humor.

Para baixar o livro, vá no site do filme e clique no PDF, logo abaixo das fotos. Aproveite o fim de semana e corra para o cinema :)

04.07.08

O que fazer com tanto ovo de Páscoa?

Publicado em Receitas, Doces às 6:11 am pela Dadivosa

Creio ser possível adicionar pedacinhos de chocolate num sem-fim de sobremesas gostosas a fim de aproveitar a ninhada de ovos de Páscoa. Na dúvida, remendei uma porção de camadas gostosas e me saí com esta receita de Sobremesa de Cremes com Chocolate: Clique aqui para continuar a ler »

03.31.08

Pudim de Leite da Vó Dinah (e da Maria Arlete, da Íria, da Iraí)

Publicado em Doces às 9:44 pm pela Dadivosa

De cintura larga, cabelos até a cintura, saia até o joelho, decote até o pescoço, rosto apagado e sobrancelhas revoltas, Maria Arlete não assistia à televisão, não ouvia rádio, fazia questão de deixar bem claro que ‘não era de desfrutes’. Vi uma foto dela comigo, eu devia de ter uns dois, três anos. Ela ajudava na limpeza da casa da mãe. Por debaixo da casca estudadamente pudica, tinha duas grandes taras, por assim dizer: sabonete Francis e pudim de leite.

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03.30.08

Receita de pão que dá certo!

Publicado em Salgados às 10:16 pm pela Dadivosa

Nunca sei por quanto tempo sovar, quanta farinha adicionar, qual o tal ponto em que a massa fica “elástica”. De modo que não raro minhas tentativas de fazer pão em casa resultavam em frustração e uma coisa massuda, solada.

Tudo mudou com com a receita “Pães de forma miniatura de queijo da Ilha” da edição de novembro de 2007 da deliciosa revista portuguesa Blue Cooking. Tive de omitir o queijo da Ilha e deixar o dobro do tempo em meu forno preguiçoso, mas de resto foi tudo perfeito e rendeu deliciosos mini-pães. Usei como medida uma xícara de 200 ml.

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03.23.08

Sobremesa Retrô

Publicado em Receitas, Doces, Liberte sua Dadivosa às 7:59 pm pela Dadivosa

Feriado em dia de semana traz consigo a oportunidade de espiar o que andam aprontando os programas culinários da TV aberta, como o da senhorinha que chama as telespectadores de ‘aminhasamiga’.Sexta-feira santa ela preparava um tal de “Pavê dos Deuses” cuja receita, com mínimas modificações, está anotado em meu primeiro caderno como “Pavê da Vó Dinah”. Dispenso os muito doces, muito cremosos, com muitos ingredientes, com frutas, chocolate, claras e marshmellows. Pavê, para mim, só vale esse, sem muita legalenga e com gosto bem retrô, de coisa de vó.

Rende que é uma beleza, melhor providenciar sua maior travessa. Vale lembrar que é do tipo de sobremesa que se faz um dia antes, para dormir na geladeira. Eis a receita:

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03.19.08

Petit Gateau de Doce de Leite - Tentativa I

Publicado em Generalidades, Doces às 8:15 am pela Dadivosa

 

A receita é confiável e os ingredientes, de primeira. Foi a temperatura do forno que arruinou o preparado, suspeito. Vou perseverar, aguardem a Tentativa II!

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