03.19.08
Petit Gateau de Doce de Leite - Tentativa I
A receita é confiável e os ingredientes, de primeira. Foi a temperatura do forno que arruinou o preparado, suspeito. Vou perseverar, aguardem a Tentativa II!
A receita é confiável e os ingredientes, de primeira. Foi a temperatura do forno que arruinou o preparado, suspeito. Vou perseverar, aguardem a Tentativa II!

Ele desenformou perfeitamente, mas apagou-se na travessa transparente sobre a toalha branca, resultando numa imagem que não lhe fazia jus. A fatia acima tampouco, mas ao menos no pratinho azul o Leitor e a Leitora podem, com algum esforço, enxergar do que se trata.

Zero de gorduras trans, nenhuma necessidade de usar máquinas ou aparatos especiais, com ingredientes que o Leitor e a Leitora queridos sempre têm à mão (ou na mercearia mais próxima), tão fácil de fazer quanto pudins de caixinha e com gosto de domingo em família, tenho com esta sobremesa um longo e constante caso de amor.

Dizem que devemos comer como um rei no desjejum, feito um príncipe no jantar e tal qual mendigo no jantar. Apesar de acordar com a boca costurada, sobrancelhas em xis, voz de caverna e ser capaz de virar gente somente após uma caneca de café puro e amargo coado na hora, faço questão de comer equilibrada e substanciosamente na primeira refeição do dia.
Aos domingos, dispondo de mais tempo e inspirada pela receita da dona inglesa da TV, posso até arriscar umas panquecas…

Chamam de smoothie a bebida que consiste em fruta + iogurte natural + substância adoçante de sua preferência.
Os meus, feitos com iogurte natural e fruta congelada, chegam a ter a consistência (e a delícia) quase que de um sorvete. Ao Leitor e à Leitora queridos conto a seguir como se faz smoothie à moda Dadivosa: cremoso e em um minuto!

Quatro maçãs pequeninas descascadas, sem caroço, em cubinhos, vão para o processador ou liquidificador com meia xícara de açúcar.
Já pastosas, são acompanhadas por uma pitada de canela em pó e um cravo-da-índia na panelinha.
Ao fogo ficam por dez minutos, não mais. O cravo se despede e vai procurar outras paragens, enquanto o purê de maçã arrefece e ganha mundo, tomando mil formas e funções: recheio de bolo, cobertura de sorvete, ingrediente de torta, companhia de waffles e panquecas, incremento de mingau, lanchinho da meia-noite… aqui, oferece-se exclusivamente para o Leitor e a Leitora queridos, posando para a foto todo abusado no fundo dum copinho simpático, coberto por iogurte natural caseiro e cremoso e polvilhado com um nadinha de canela.
Com o Leitor e a Leitora queridos, com minha cozinha, com meus escritos e com a câmera fotográfica estou em débito há semanas a fio. Nada que possa justificar tamanha ausência, já que o tempo é a gente que faz e jamais havia me agarrado a preguiça de bater um bolinho de madrugada.
Na tentativa de me redimir (um pouco com os leitores e com a cozinha, já com os escritos e conm a câmera preciso me entender mais longamente), deixo aqui deliciosa e facílima receita de bolo de laranja que não exige equipamentos sofisticados, experiência, paciência ou habilidade.
Ingredientes:
Como fazer:
Fotos não há, em parte por esquecimento, em parte porque o bolo ficou delicioso a ponto de nem migalha restar! ![]()
Vó Nair era exímia fazedora de doces e geléias, que chamava de chimia. Minha preferida era a de banana, que ficava pedaçuda e clarinha, pois a vó não deixava o açúcar queimar.
Um pacotinho de cerejas frescas que maturava na geladeira foi o empurrão para me lançar o desafio de produzir minha primeira geléia num período de raríssimos momentos de abandono ao pé do fogão.
O Leitor e a Leitora podem substituir a cereja por outra fruta vermelha com segurança. Creio que a receita também se preste para maracujá, kiwi, damasco…
Ingredientes:
1 1/2 xícara de cerejas frescas sem caroço e picadas grosseiramente
1 1/2 xícara de açúcar comum
1/2 maçã pequena sem casca ralada (a maçã tem pectina e dá corpo ao doce)
sumo de 1/2 limão
Como fazer:
Há uma foto da façanha, mas optei por publicar logo a receita e dar uma sinal de vida. A todos os que passaram por aqui e deixaram recadinhos, um beijo grade e saudoso!
;***

A receita veio de minha populosa e crescente lista de preparados a testar, compilada nos passeios pelos receitóblogs mundo afora.
A autora, Cissa, publicou-a como comentário em seu álbum de fotos há mais ou menos um ano. Segui as recomendações à risca e o bolo resultou fofinho e delicioso. Da próxima vez, ousarei um tanto mais no caramelo, que ficou meio desmaiado por conta de meu medo de queimar demais o açúcar.
Ao Leitor e à Leitora acrescento apenas que deve ser utilizada manteiga (e não margarina) em temperatura ambiente e um fermento válido. Sim, pois de nada adianta empregar todo seu ímpeto de bater bolinho se o fermento estiver vencido.
Para saber se o fermento está bom, sempre faço um pequeno teste: apanho uma pitada com uma colherinha de chá e jogo-a num pouco d’água. Um fermento confiável logo levanta fervura, borbulhando com alegria. Caso o pó vá ao fundo ou se dissolva ao entrar em contato com a água, descarte-o imediatamente.

Esta sobremesa rápida e fácil foi o que me veio à mente para finalizar com graça e leveza um jantarzinho despretensioso no meio da semana: