04.22.08

Cozinhando com os olhos

Publicado em Generalidades, Sites, Dicas às 5:40 pm pela Dadivosa

 (foto: divulgação)

Há quem,  na impossibilidade de consumar o desejo, coma com os olhos o que (quem) tem diante de si. Entre livros, revistas, cadernos e sites eu, ligeiramente incapacitada, chego a cozinhar com olhos e pensamento, batendo um bolinho aqui, fazendo umas panquecas acolá…

A alegre ilustração acima, e outras tão simpáticas quanto,  pode ser comprada por aqui.

04.15.08

Salada de Camarão com Abacate

Publicado em Salgados, Dicas às 9:53 pm pela Dadivosa

Para fazer jus a um camarão fresco, deve-se apenas assustá-lo no fogo, coisa de poucos minutos, somente até que fique corado e perca a translucidez.

Pouco antes de irem pra mesa, esses daí foram sapecados numa frigideira muito quente com um fio de azeite, receberam umas pitadas de sal, umas gotas de tabasco e, tão logo bem aquecidos, um pouco de vodca, que evaporou num fogaréu daqueles. 

Após arrefecerem, ganharam a companhia de folhas de alface lisa, pedaços de mozzarela de búfala, tomates-cereja, cubos de abacate, folhas de endro (dill), umas gotas de limão, uma rega de azeite grego e uns nacos de pão italiano.

04.14.08

Cuca de Ricota e Mel

Publicado em Receitas, Doces, Livros às 7:46 pm pela Dadivosa

A receita da massa de cuca, de primeiro, não deu muitas mostras de que vingaria. Pensei ser o fermento, ou a falta de jeito. Mas ao fim e ao cabo, com a ajuda do truque de deixar uma bolinha de massa em copo d’água indicar, ao chegar à superfície, que a massa havia crescido o tanto necessário, tudo correu bem.

Eis a receita da Carla Pernambuco, com meus pitacos, conforme havia prometido ao Leitor e à Leitora:

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04.13.08

Sábado é dia de Cuca

Publicado em Receitas, Doces, Livros, Recordar é Viver às 7:25 pm pela Dadivosa

De origem alemã, esse bolo-pão com cobertura doce é muito apreciado no Sul do Brasil, onde recebe a alcunha de cuca (ao que tudo indica, uma corruptela de ‘kuchen’).

De origem alemã também era a Vó Nair, exímia fazedora de variadas e aromáticas cucas atraidoras de visitas para o café no meio da tarde. Às vezes ela me deixava descascar, picar e passar em açúcar e canela as bananas da cobertura enquanto preparava a massa úmida. Por maior que fosse a quantidade de tabuleiros a preencher, por mais frenética que fosse a lida de preparar a massa, a farofa, o creme de coco com gemas e o café, a vó não se abalava.

A mansidão de seu andar já cansadinho persistia também na voz e no linguajar. Se o leite transbordasse, sujando todo o fogão enquanto ela tinha as duas mãos na massa (e eu era ainda muito pequena para que ela deixasse chegar perto do fogo), o máximo do mau-humor que deixava escapar era um estalar de língua e um ‘ai, o leite!’. Palavrões e xingamentos não faziam parte de seu falar.

Mas quando a cuca ficava pronta… ah, quando a cuca ficava pronta e o cheirinho de banana com canela, massa de pão fresquinha e coco queimado invadiam e alegravam o mundo ao redor, a vó ficava malina. Nessa hora, costumava proferir uma frase célebre, mezzo-trocadilho-mezzo-piada-interna. Empostava um sotaque alemão que não tinha, punha um olhar maroto e, usando o nome de algum filho, falava:

“Marquinho, não deixa o cuca aí!”

Quando a vó não estava ou não fazia cuca, a gente saía para comprar. Mas tinha de ser cuca verdadeira, não valia ser de padaria. De modo que, logo após o almoço, fazíamos pequenas viagens em busca de alguma ’Cuca da Alemoa’, num raio de 100 a 200 quilômetros de curvilínias estradas de terra batida. E ao chegar lá, após escolher uns quatro ou cinco pedaços de sabores diferentes, quando a moça loira de bochechas rosadas já havia desaparecido para dentro da casa estilo enxaimel, invariavelmente alguém a chamava de volta: “Moça, ô moça… não deixa o cuca aí!” E a moça ficava vermelha e ria um riso gostoso com a cumplicidade de quem também devia ouvir a mesma brincadeira desde sempre.

Ontem me agarrou uma saudade e fiz duas cucas: a primeira foi de ricota e mel (ensinada pela Carla Pernambuco em seu livro Carlota: Balaio de Sabores), depois repeti a massa para essa aí da foto, de uva preta. A receita, comentada, testada e aprovada, vem para a semana.

04.03.08

Receosa de colocar sua toalha nova no batente? Seus problemas acabaram!

Publicado em Sites, Dicas, Utensílios às 10:46 am pela Dadivosa

(foto: divulgação)

A designer Julie Krakowski criou toalhas de mesa e guardanapos já furadinhos, queimados, puídos e manchados. O resultado tem seu charme, hei de concordar, mas creio que ainda prefiro a história de uma mancha verdadeira em dia de festa.

(Notícia lida via Notcot, aqui).

03.27.08

Dez dicas para fotografar comida, cinco sites inspiradores

Publicado em Dicas às 11:46 am pela Dadivosa

 Se a vista não me pisca, foi a Mawá que deu a dica para assinar a Photojojo, uma newsletter sobre fotografia. Tem de um tudo: de tutoriais para fazer seu próprio rebatedor de flash até projetos bacanas com retratos de pessoas amadas, verdadeiro tesouro para quem gosta de fazer umas fotinhas aqui e ali.

Dia desses eles publicaram dez dicas para fotografar comida. São básicas e honestas, vale a visita. E à guisa de inspiração, recomendo:

03.24.08

O filme que quero ver de novo

Publicado em Dicas às 11:46 pm pela Dadivosa


(Foto: divulgação)

O Leitor e a Leitora que andam a passear por receitóblogs já tomaram ciência de que a agência Salem convidou autores e autoras de sítios de gastronomia, culinária, cultura, cinema, publicidade e afins para a pré-estréia do filme Estômago.

Foi no Cine Bombril - mais precisamente há uma semana - e não me ocorre na cachola nada a acrescentar ao muito que já foi (bem) dito por tanta gente espirituosa, criativa, detalhista, inteligente, engraçada, misteriosa que esteve na cabine.

Só posso fazer engrossar o coro e o caldo daqueles a quem o filme apeteceu, agradecer à agência pelo simpático convite, rir sozinha a pensar no espetacular protagonista e sua não menos boa turma da cadeia, me sentir meio Íria ao atacar azeitonas pretas na geladeira e daqui pra frente lembrar dela sempre que usar alcaparras (’coisa chique!’),  quebrar a cabeça para bolar umas receitas inspiradas no filme que acabo por achar bobocas e muito aquém da obra, olhar o queijo gorgonzola com mais benevolência, ter vontade de fazer umas experiências culinárias com angostura, sorrir ao pensar no ‘pudê’ de uma boa comida, aguardar até a estréia do filme em 11 de abril para ver tudo de novo e, quem sabe, escrever algo decente a respeito.

Sobre o que já foi dito, vou tentar listar aqui algumas impressões de quem por lá esteve. Se o Leitor e a Leitora virem mais algum post por aí, pode me avisar que incluo o link para o autor, pois deve haver bem mais, é certo que me olvidei de alguém:

03.23.08

Sobremesa Retrô

Publicado em Receitas, Doces, Liberte sua Dadivosa às 7:59 pm pela Dadivosa

Feriado em dia de semana traz consigo a oportunidade de espiar o que andam aprontando os programas culinários da TV aberta, como o da senhorinha que chama as telespectadores de ‘aminhasamiga’.Sexta-feira santa ela preparava um tal de “Pavê dos Deuses” cuja receita, com mínimas modificações, está anotado em meu primeiro caderno como “Pavê da Vó Dinah”. Dispenso os muito doces, muito cremosos, com muitos ingredientes, com frutas, chocolate, claras e marshmellows. Pavê, para mim, só vale esse, sem muita legalenga e com gosto bem retrô, de coisa de vó.

Rende que é uma beleza, melhor providenciar sua maior travessa. Vale lembrar que é do tipo de sobremesa que se faz um dia antes, para dormir na geladeira. Eis a receita:

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03.17.08

Uma caneca de salada - ou como fazer croûtons

Publicado em Salgados, Dicas às 6:37 am pela Dadivosa

Idéia supimpa para alegrar a saladinha de alface-tomate de todo dia é servi-la em charmosa canecona de cerâmica. Na foto, alface americana, tomates sem sementes em cubinhos, molho de mostarda com limão-azeite-orégano-sal, croûtons e parmesão ralado.

Para fazer meia xícara de croûtons, corte em cubinhos uma fatia de pão (usei integral). Em frigideira antiaderente, esquente bem um fio de azeite. Deite ali os cubos, polvilhe sal e orégano e sacuda e remexa e misture tudo até tostar. Para comer puro, adicionar crocância à salada ou ornar uma sopa, que logo-logo também vai pra caneca nova.

02.14.08

Vagens no Vapor com Shoyu e Óleo de Gergelim

Publicado em Salgados, Dicas, vegetal às 8:33 pm pela Dadivosa

Se assim quiser, salpique umas sementes de gergelim para fazer uma graça. E é só.

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