Bolo com açúcar mascavo e aveia da Seca

Bolo da Seca

Há amigos que transcendem gerações. São dos pais, dos avós, dos tios e dos filhos, moram no coração da família toda. Em casa temos uma coleção dessas figuras queridas por todos, dessas amizades raras e especialíssimas com que o Pai e a Mãe nos presentearam e cujo carinho nos ensinaram a cultivar.

A Seca é uma dessas amigas. Continue reading

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Quem sai aos seus, não degenera!

Vagem Ensopadinha

Um dia ainda hei de ter a pachorra de listar as façanhas culinárias de maman. Algumas não são lá muito gloriosas, como a fuzarca de louças, panelas, facas, talheres e cascas que fica a pia ao término da cozinhança, o caos organizado da geladeira ou aquela história do caldo de peixe sem peixe que volta e meia o tio reconta.

Mas a mãe tem assim um jeito de cozinhar inimitável e delicioso, com pratos e proezas de se tirar o chapéu, como a habilidade para preparar uma jantinha urgente em poucos minutos para marido, filhos, genros, noras, neto, irmão, agregados e quem calhar de aparecer de última hora, o amor de cada bolo de laranja batido à mão pro café da tarde, o carinho disfarçado nas camadas da lasanha, a sabedoria em forma de molho escurinho da galinha caipira em panela de ferro, o bife à milanesa, as ceias de natal, o amendoim açucarado da páscoa, o ovo frito, as verdurinhas…
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Aipim com Bacon

Aipim com Bacon

Pode-se classificar a família entre os espirituosos e os incautos, sendo os primeiros bastante mais numerosos e despachados. São também os primeiros a refutar e depois propagar pelo mundo afora as Teorias de Maman. Algumas envolvem comida, como a afirmação de que da cebola deve-se cortar as pontas e pelo menos duas camadas depois da casca e tirar o miolo para que não deixe gosto ardido na comida (desperdiça que é uma barbaridade, mas desde que me conheço por gente as cebolas dela jamais se sobressaíram além do desejado).
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Voltei com Bucatini ao Molho de Anchovas e Farelo de Pão Tostado com Endro

Após ser prometida para o superbacana evento de um ano do Cuecas na Cozinha,  quase perder-se na câmera desenganada, bater à porta por semanas inteiras sem lograr minha atenção e minguar num computador morto-vivo, finalmente vem à baila a receita -capa da Revista Gourmet que me fez  até aceitar a idéia de cozinhar com – e comer! -anchovas.

De tudo o mais gostoso é a cobertura de pão ralado. No site Epicurious, os garfinhos se dividem entre os que veneram e os que abominam a receita. De minha parte, até repetiria a feita, com mais anchovas, talvez, menos cebolas, quem sabe,  e um bocadinho mais de tempo livre ao redor para refletir e escrever com calma. Ao Alessander, deixo meu sincero pedido de desculpas pelo furo. Ao Leitor e à Leitora queridos, aí vai a receita da revista com um caloroso “estou voltando” ;)

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