09.30.07
Como fazer macarrão caseiro
Sem delongas, vou contar ao Leitor e à Leitora queridos a receita para massas caseiras, com fotos pouco legíveis e um tanto envoltas em nuvens de fumaça mas ao mesmo tempo razoavelmente didáticas.
Sem delongas, vou contar ao Leitor e à Leitora queridos a receita para massas caseiras, com fotos pouco legíveis e um tanto envoltas em nuvens de fumaça mas ao mesmo tempo razoavelmente didáticas.

(foto: divulgação)
Dia desses me agarrou a vó Dinah. Tive ímpetos não de bater um bolinho, mas sim de fazer massa. Nunca havia me aventurado no amassa-estica-estica-estica-estica, muito embora soubesse que não era complicado, porque as maiores delícias são assim: simples.
Simples, porém trabalhosas, como comida de vó. Via de regra, essas receitas-tesouro têm meia dúzia de ingredientes, duas frases de instruções de preparo e algumas horas de labuta. É o caso das rosquinhas de polvilho da bisa Lina, da sobremesa de banana da vó Nair, dos charutinhos e esfihas da Vogra…
A Dadivosa Liberta do mês de setembro de 2007 enviou-me simpática mensagem semanas atrás. Perguntou-me se ela também era uma Dadivosa, e seguiu a contar sua paixão pela cozinha.
Penso que, assim como eu, o Leitor e Leitora não terão dúvidas a respeito do condão desta moça, sobretudo após lerem a singela entrevista e visitarem seu receitóblog…


A Tatu convidou, as Rainhas convocaram, e eu deixo aqui também o recado: Não percam o lançamento do livro da Tatu Damberg, aquela mesma que produziu lindamente as receitas do Papel Manteiga para Embrulhar Segredos.
Estarei lá!
O Leitor e a Leitora já devem ter passado por alguma situação semelhante… trata-se daquele momento único em que tomamos ciência de que não há mais como retroceder, tampouco mudar o rumo das coisas, apenas enfrentar o que está por vir.
É quando nos damos conta de que faltou colocar fermento no bolo que já está meio-assado, quando surge um convite inesperado para sair de casa bem no meio da sova do pão, quando a torta de maçã está no forno e o aroma que ela desprende não sabe a canela, e sim a cominho…
A cozinha está repleta desses sinais de que nem sempre somos as donas ou os donos da situação (quase nunca, preferiria dizer), de que o ato (ou a falta dele) de uma fração de segundos pode determinar o sucesso ou insucesso do quitute, de que o Señor Inexorável nos anda à espreita.
É dessas situações que me lembro hoje, com a boca magoada pelos aços-cerâmicas-borrachas-titânios de um complexo tratamento ortodôntico. Tratamento esse mui necessário funcionalmente, pouco modificante esteticamente, o qual decidi levar a cabo malgrado a consciência das inúmeras adaptações fonéticas e gastronômicas que me esperam.
Do inexorável também lembrei naquela fração de segundo que antecedeu a montagem da parafernália incômoda. Foi como olhar para o bolo meio-assado que não cresce, com um misto de arrependimento, de esperança de que não fique tão solado e da certeza de que não há mais como retroceder, apenas enfrentar o que está por vir…

Em minha humilde opinião de quem não faz parte do fã-clube das friturinhas, essas batatas reinam. Fáceis de fazer, com poucos ingredientes envolvidos, o trabalho maior é sempre esperá-las corar ao forno pelos poucos minutos regulamentares.
Recomendo ao Leitor e à Leitora queridos que tentem repetir a feita em casa, talvez aproveitando a facilidade da receita para se aventurar em outros temperos. Fica uma delícia com Lemon&Pepper, por exemplo.
Com o Leitor e a Leitora queridos, com minha cozinha, com meus escritos e com a câmera fotográfica estou em débito há semanas a fio. Nada que possa justificar tamanha ausência, já que o tempo é a gente que faz e jamais havia me agarrado a preguiça de bater um bolinho de madrugada.
Na tentativa de me redimir (um pouco com os leitores e com a cozinha, já com os escritos e conm a câmera preciso me entender mais longamente), deixo aqui deliciosa e facílima receita de bolo de laranja que não exige equipamentos sofisticados, experiência, paciência ou habilidade.
Ingredientes:
Como fazer:
Fotos não há, em parte por esquecimento, em parte porque o bolo ficou delicioso a ponto de nem migalha restar! ![]()