07.29.07
A Geléia

Vó Nair era exímia fazedora de doces e geléias, que chamava de chimia. Minha preferida era a de banana, que ficava pedaçuda e clarinha, pois a vó não deixava o açúcar queimar.
Um pacotinho de cerejas frescas que maturava na geladeira foi o empurrão para me lançar o desafio de produzir minha primeira geléia num período de raríssimos momentos de abandono ao pé do fogão.
O Leitor e a Leitora podem substituir a cereja por outra fruta vermelha com segurança. Creio que a receita também se preste para maracujá, kiwi, damasco…
Ingredientes:
1 1/2 xícara de cerejas frescas sem caroço e picadas grosseiramente
1 1/2 xícara de açúcar comum
1/2 maçã pequena sem casca ralada (a maçã tem pectina e dá corpo ao doce)
sumo de 1/2 limão
Como fazer:
Há uma foto da façanha, mas optei por publicar logo a receita e dar uma sinal de vida. A todos os que passaram por aqui e deixaram recadinhos, um beijo grade e saudoso!
;***
Registro fotográfico não há, infelizmente. Mas o Leitor e a Leitora carnívoros hão de testar essa receita tão simples e perfumada. O segredo está tão somente em adquirir uma carne de boa qualidade. De resto, pouquíssimos acessórios e nada de trabalho.
Ingredientes:
1 kg de picanha da melhor qualidade
2 cebolas pequenas em rodelas, meias-luas ou fatias
1/2 garrafa de vinho tinto seco
1/2 colher de chá de sal (é isso mesmo, meia colherinha de chá, nada mais)
Como fazer:

A inspiração para cozinhar me chega de todo lado. Desta feita, foi a mãe da amiga querida que comentou sobre um molho com ervas que muito sucesso tem feito em seus domínios. “Vai manjericão, salsinha, rúcula”, disse ela.

A receita veio de minha populosa e crescente lista de preparados a testar, compilada nos passeios pelos receitóblogs mundo afora.
A autora, Cissa, publicou-a como comentário em seu álbum de fotos há mais ou menos um ano. Segui as recomendações à risca e o bolo resultou fofinho e delicioso. Da próxima vez, ousarei um tanto mais no caramelo, que ficou meio desmaiado por conta de meu medo de queimar demais o açúcar.
Ao Leitor e à Leitora acrescento apenas que deve ser utilizada manteiga (e não margarina) em temperatura ambiente e um fermento válido. Sim, pois de nada adianta empregar todo seu ímpeto de bater bolinho se o fermento estiver vencido.
Para saber se o fermento está bom, sempre faço um pequeno teste: apanho uma pitada com uma colherinha de chá e jogo-a num pouco d’água. Um fermento confiável logo levanta fervura, borbulhando com alegria. Caso o pó vá ao fundo ou se dissolva ao entrar em contato com a água, descarte-o imediatamente.