Archive for July, 2007

A Geléia

Sunday, July 29th, 2007

(Receita aqui)

Geléia Caseira de Cereja (ou do que você quiser!)

Thursday, July 26th, 2007

Vó Nair era exímia fazedora de doces e geléias, que chamava de chimia. Minha preferida era a de banana, que ficava pedaçuda e clarinha, pois a vó não deixava o açúcar queimar.

Um pacotinho de cerejas frescas que maturava na geladeira foi o empurrão para me lançar o desafio de produzir minha primeira geléia num período de raríssimos momentos de abandono ao pé do fogão.

O Leitor e a Leitora podem substituir a cereja por outra fruta vermelha com segurança. Creio que a receita também se preste para maracujá, kiwi, damasco…

Ingredientes:

1 1/2 xícara de cerejas frescas sem caroço e picadas grosseiramente

1 1/2 xícara de açúcar comum

1/2 maçã pequena sem casca ralada (a maçã tem pectina e dá corpo ao doce)

sumo de 1/2 limão

Como fazer:

  1. Numa panelinha, leve todos os ingredientes juntos ao fogo baixo, tomando muito cuidado para não deixar ferver vigorosamente. Essa (e suspeito que outras) geléia parece adquirir vontade própria em altas temperaturas e se lança com vigor em saltos ornamentais para fora da panela, espalhando-se pelo fogão e arredores.
  2. Em fogo muito baixo, então, deixe a geléia tomar corpo. Com a ajuda de uma colher molhada em água fria, recolha e descarte a espuminha que se forma na superfície.
  3. O ponto da geléia, Leitor e Leitora queridos, não sei ao certo precisar. Deveria ter deixado menos tempo, talvez, pois ao levar o doce à geladeira notei que ficou com a consistência mais firme do que pretendia. Será mesmo necessário experimentar para adequar a textura ao gosto de cada um.
  4. Após arrefecer, guarde na geladeira em pote fechado. Ficou deliciosa no pão e também misturada ao iogurte natural.

Há uma foto da façanha, mas optei por publicar logo a receita e dar uma sinal de vida. A todos os que passaram por aqui e deixaram recadinhos, um beijo grade e saudoso!

;***

Picanha no Vinho

Wednesday, July 4th, 2007

Registro fotográfico não há, infelizmente. Mas o Leitor e a Leitora carnívoros hão de testar essa receita tão simples e perfumada. O segredo está tão somente em adquirir uma carne de boa qualidade. De resto, pouquíssimos acessórios e nada de trabalho.

Ingredientes:

1 kg de picanha da melhor qualidade

2 cebolas pequenas em rodelas, meias-luas ou fatias

1/2 garrafa de vinho tinto seco

1/2 colher de chá de sal (é isso mesmo, meia colherinha de chá, nada mais)

Como fazer:

  1. Numa vasilha de vidro, deite a picanha, cubra com as cebolas e o vinho. Dê uma revirada e polvilhe a pitada de sal sobre a parte da carne. Deixe marinar pelo tempo que puder. Se conseguir algumas horas, excelente. Em meu caso, foram trinta minutos que funcionaram muito bem.
  2. Preaqueça o forno em temperatura média para baixa.
  3. Retire a picanha da marinada e sele-a. O processo consiste em esquentar bem uma frigideira ou chapa, deitar ali a picanha pelo lado da gordura para fazer sssssshhhhhhhhh, depois virá-la só para sapecar e prender os sucos por dentro.
  4. Acomode a picanha num refratário com a gordura para cima, junte o líquido e as cebolas da marinada, cubra com papel alumínio e leve ao forno por uma hora, espiando na metade do cozimento só para sentir o aroma e regá-la com um pouco do vinho.
  5. Corte em fatias e sirva.

Uma espécie assim de pesto bem suave

Tuesday, July 3rd, 2007

A inspiração para cozinhar me chega de todo lado. Desta feita, foi a mãe da amiga querida que comentou sobre um molho com ervas que muito sucesso tem feito em seus domínios. “Vai manjericão, salsinha, rúcula”, disse ela.

(more…)

Quadradinhos de Caramelo

Sunday, July 1st, 2007

A receita veio de minha populosa e crescente lista de preparados a testar, compilada nos passeios pelos receitóblogs mundo afora.

A autora, Cissa, publicou-a como comentário em seu álbum de fotos há mais ou menos um ano. Segui as recomendações à risca e o bolo resultou fofinho e delicioso. Da próxima vez, ousarei um tanto mais no caramelo, que ficou meio desmaiado por conta de meu medo de queimar demais o açúcar.

Ao Leitor e à Leitora acrescento apenas que deve ser utilizada manteiga (e não margarina) em temperatura ambiente e um fermento válido. Sim, pois de nada adianta empregar todo seu ímpeto de bater bolinho se o fermento estiver vencido.

Para saber se o fermento está bom, sempre faço um pequeno teste: apanho uma pitada com uma colherinha de chá e jogo-a num pouco d’água. Um fermento confiável logo levanta fervura, borbulhando com alegria. Caso o pó vá ao fundo ou se dissolva ao entrar em contato com a água, descarte-o imediatamente.