Cansam-me sobremaneira certas interações do cotidiano doméstico.
Contrataria imediatamente um serviço que me entrevistasse uma única vez e desse conta de minhas preferências e necessidades domésticas, desde que eu não precisasse “interagir”.
Seria uma espécie de agência de serviços do lar, com um bom acordo de nível de serviço, idoneidade e capricho acima de qualquer suspeita.
A comunicação com a Central, quando necessária, poderia ser feita por e-mail, SMS, telefone ou programas de mensagem instantânea e as tarefas ocorreriam no período em que não estou em casa, sem necessidade de orientação ou supervisão.
Como ainda não vi tal maravilha, sonho em ter uma governanta, cujos papel e encanto foram bem explicados pela Danuza Leão:
“(…) Contratar, ensinar como a casa funciona e demitir, quando for o caso. É ela quem vai ensinar onde são guardadas as bandejas, o que combina com o quê, qual a travessa do arroz, o ponto certo do rosbife, se o café é fraco ou forte…
(…) E como fazer entender, sem verbalizar, que a geléia de morango (nacional) ela pode usar – e abusar -, mas que a inglesa, de pétalas de rosa, não pode? E o problema social, como fica? E a culpa? Para isso, só contando com uma governanta.”
O texto da Danuza foi publicado na Revista Cláudia e pode ser lido na íntegra aqui.