
Uma lenda dá conta de que Maria Antonieta proferiu essa frase ao saber que o povo não tinha pão para comer. Historiadores, portanto, afirmam que não passa de folclore.
Pelo sim, pelo não, ontem tive uma vontade de fazê-los, malgrado meu já conhecido débil talento com pães. Munida da receita que veio com a forma de silicone cor de-rosa, fui para a cozinha (não sem muitos pontos de interrogação na cachola).
Para encurtar uma história longa e enfadonha, digo que falta-me uma balança de precisão (como medir dois gramas de fermento sem ela?) e talvez um curso intensivo de padaria. Fato é que deitei fora a massa, já na metade do andamento da receita, quando dei-me conta de que estava líquida demais.
Voltei atrás, intrépida que sou, recomecei e tratei de mudar tudo, fazendo adaptações e concessões e improvisos de forma que hoje não saberia listar as quantidades do que usei, exceto que a massa acabou por vingar inexplicavelmente.
O gosto não ficou ruim, tampouco maravilhoso como os brioches caseiros que já tive a oportunidade de comer. Devo ter infringido alguma proporção determinante, muito embora tenha conseguido produzir algo vagamente semelhante à delícia da padaria francesa.
Fica aqui um apelo, então, para o Leitor e a Leitora queridos e prendados. Algum de vocês teria uma receita (quase) infalível de brioches usando medidas caseiras de colheres e xícaras para recomendar?
Agradeço de antemão, pois pretendo fazer sair do terreno das lendas a forma cor-de-rosa repleta de bolinhas de massa dourada, perfumada e saborosa para inaugurar o utensílio como se deve.



