Suflê de Cenoura

Planejava fazer um suflê de cenoura para iniciar uma refeição noturna. Fato é que o forno estava com preguiça (ou fui eu que regulei a temperatura errada?), o cozimento demorou mais do que o esperado e o que era entrada virou quase uma sobremesa.

De todo modo, creio valer a pena contar ao Leitor e à Leitora como improvisei essa receita, que rende quatro ramequins.

Ingredientes:

  • 2 cenouras médias sem casca, em rodelas’
  • 1 folha de louro
  • água para cozer a cenoura
  • sal
  • 1/2 colher de sopa de manteiga
  • 1/2 colher de sopa de farinha de trigo comum
  • 1 xícara de leite quente
  • noz-moscada
  • 2 ovos
  • 1 colher de sopa de queijo parmesão ralado

Como fazer:

  1. Leve as cenouras para cozinhar em água, sal e folha de louro.
  2. Enquanto isso, prepare o bechamel: numa panela, derreta a manteiga, acrescente a farinha e mexa até incorporar. Vá derramando o leite aos poucos, mexendo sempre, até usar todo o leite. Deixe a panela em fogo muito brando, de preferência usando um difusor (aquelas chapinhas de alumínio) por baixo da panela. O objetivo é cozinhar mais o trigo, por uns 10 minutos.
  3. Ligue o forno para preaquecer.
  4. Escorra a cenoura e reserve.
  5. Tempere o bechamel com sal e noz-moscada ralada na hora.
  6. Bata as claras em neve e reserve.
  7. Unte os ramequins (ou um refratário maiorzinho) com margarina e coloque-os sobre um tabuleiro.
  8. Leve uma chaleira ao fogo com água para o banho-maria.
  9. No copo do liquidificador, bata o bechamel com a cenoura cozida e as duas gemas.
  10. Vá despejando a mistura laranja-fraquinho dentro das claras em neve, envolvendo com cuidado até homogeneizar. Incorpore também o queijo ralado e acerte o tempero. Às colheradas, deite essa nuvem nos ramequins, cuidando para não encher demais.
  11. Leve o tabuleiro com os ramequins ao forno e, com cuidado, despeje a água quente dentro da forma para fazer o banho-maria.
  12. Não tenho como precisar o tempo de cozimento, mas estará pronto quando subir e dourar. Fica muito leve e delicado.
Share

Pasta de Ricota Multiprática

Estava a relutar se deveria ou não publicar o que não chego a considerar uma receita propriamente dita… estaria mais para uma dica doméstica. Além disso, olvidei-me de registrar a feita da última vez e não tenho imagens no momento.

Mas creio que o Leitor e a Leitora hão de entender e aceitar minha promessa de publicar uma foto mais tarde.

Trata-se de uma base muito prática, como o próprio nome diz, que pode ser acrescida do sabor desejado, bastando para isso adicionar os ingredientes e fazer trabalhar mais um pouco nosso amigo liquidificador.

Ingredientes para a pasta básica:

  • 500 g de ricota fresca picada
  • 250 ml de iogurte natural [usei do caseiro, como sempre]
  • pitada de sal

Como fazer:

  1. Levam-se os ingredientes ao liquidificador e bate-se na velocidade que preferir (já fiz no modo pulsar, no 1, no 2, no 3… sempre com bons resultados) até que a mistura fique homogênea. Rende uns 600 ml.

Mil cores e sabores podem ser acrescidos à mistura básica, ou não. Gosto muito dessa pastinha para comer assim, neutra, com uma boa torrada. Mas também me encantam as possibilidades cromáticas, veja só minhas preferidas:

  • Para um lilás apetitoso: acrescente azeitonas pretas e faça mais um “whiiiiiiizzzz” no liquidificador.
  • Para um verde hipotizante: duas colheres de sopa de salsinha e cebolinha em uma xícara da mistura básica e bata por alguns segundos para processar.
Share

Capellini Aglio Oleo Basilico

22:05:32Água na panela com sal no fogo. Dois dentes de alho: descascar e fatiar.

22:10:01 – Frigideira na outra boca do fogão com azeite.

22:10:16 – Massa finíssima vai para a panela com água fervente e lá fica.

22:13:16 – Massa cozida vai para o escorredor, reservando 1/4 de xícara da água do cozimento.

22:13:45 – Massa escorrida vai para dentro da frigideira e é remexida rapidamente para envolver-se com o azeite e sapecar. A água reservada entra agora.

22:14:03- Folhas de mini-manjericão reúnem-se à clássica massa ao alho&óleo. Primeiro o sal e depois a pimenta caem em chuva leve dos moedores diretamente para a frigideira. Apaga-se o fogo.

22:14:22 – O conteúdo é transferido para o centro do prato de servir. Mais um raminho de manjericão para enfeitar, sal e pimenta para garantir.

22:14:57 - Olha o passarinho! (pois tive a pachorra de parar tudo para fotografar o prato)

22:15:30- Primeira garfada perfeita contendo: pasta quentinha envolvida por azeite, um naco de alho dourado, um verdinho.

Esse capellini (ou aletria, ou cabelinho de anjo) é o “miojo” da Dadivosa!

Share

Um Tartar Refrescante

Dia desses agarrou-me um desejo de comer abacates. Desde que fui abduzida pelos alienígenas que me fizeram gostar de manga, tenho essas vontades diferentes.

Antes que o Leitor e a Leitora imaginem que existe um dadivosinho ou dadivosinha a caminho, aviso que não é o caso. Pelo menos por um tempo.

A vontade de abacate, faz-se mister esclarecer, nada tinha a ver com o clássico creminho doce batido. Eu precisava de algo mastigável e salgado, uma salada, talvez.

Acabei por chegar a uma mistura mui simpática que chamei de tartar (embora não o seja, eu sei) e ficou tão apetitoso que refiz no dia seguinte.

O segredo está em escolher bem os ingredientes, caprichar ao picá-los e, principalmente, não se render ao comichão de adicionar mil e um temperos, alhos e conservas.

Ingredientes:

  • 1/2 abacate
  • 1/2 cebola roxa pequena (precisa ser da roxa, que é mais suave e crocante)
  • 1 tomate sem peles e sem sementes
  • 1/2 limão
  • algumas folhinhas de manjericão fresco (o seco não vai prestar)
  • sal e pimenta moídos na hora
  • 1 colher de sopa de lábane (coalhada seca), cream cheese, sour cream ou iogurte dessorado.
  • 1 raminho de manjericão fresco
  • 1 fio generoso do melhor azeite que seu bolso permitir comprar

Como fazer:

  1. Por conta da efemeridade do abacate, esse não é um prato para se fazer com antecedência. Deixe, portanto, para prepará-lo no último minuto. É bem fácil e não vai dar trabalho algum.
  2. Comece picando a cebola roxa em minúsculos cubinhos (os meus tinham 1 mm). Uma faca bem afiada vai ser de grande valia nessa hora. Reserve a cebola numa tigela de vidro.
  3. Esprema o limão por cima da cebola.
  4. Corte o tomate sem pele nem sementes em cubinhos um pouco maiores (0,5 cm) e deixe-os na tigela com a cebola.
  5. Chegou a hora da estrela. Como a polpa do abacate é sensível, você deve tomar alguns cuidados ao cortar. A primeira providência é deitá-lo com carinho sobre a tábua e fazer um corte profundo, horizontal, acompanhando o caroço. Pronto! Agora você tem sua metade de abacate com a qual trabalhar. A outra metade, se não for usar, respingue com limão e leve à geladeira, ainda com o caroço e coberta por uma película plástica.
  6. Com uma faca afiada, vá cortando a casca. Para esse prato não vale aquela técnica de tirar a polpa com a colher, pois vai transformar tudo numa papinha e não estamos a fazer guacamole.
  7. Depois de descascada a metade, deite-a novamente na tábua, com o buraco do caroço para baixo. Faça três cortes horizontais, separe as seções com cuidado e corte-as em quadrados. Formarão cubos de um centímetro, mais ou menos.
  8. Junte o fruto à mistura que aguarda na tigela e envolva com bastante delicadeza. Moa sal e pimenta por cima (resista e não ponha muito, pois a idéia é manter a diversidade de sabores delicados e frescos).
  9. Misture as folhinhas de manjericão e empregue.
  10. Usei um aro para enformar e, às colheradas, fui preenchendo a cavidade, cuidando para não despejar o líquido que se formou.
  11. Em cima do tartar vai a colherada de lábane (ou um dos substitutos recomendados), e o galhinho de manjericão. Um toque de excelente azeite e estamos conversados.

Fica delicioso como entrada leve, compondo uma salada ou acompanhando camarões grelhados para uma refeição frugal em noites de calor.

Pode-se também usar um bom pão como coadjuvante, como de fato fiz. E foi a sorte, pois minha inapetência já começa a incomodar a Vogra, que está querendo bisnetinhos e me deu uma bronca ao telefone:

- Alô?
- Ooooooi minha Lindaaa! Já jantou?
- Já, acabei de jantar.
- E comeu o quê?
- Uma salada de…
- Filha, você tem de começar a se alimentar direito! Imagiiiina, comer só salada! Precisa comer uma carne, frango, um coiso. Porque do jeito que você está, quando ficar grávida, não vai ter nada pra dar pro neném!
- Mas…
- Não tem mas! Estou falando que tem de comer direito e pronto. Salada, salada! Humpf! Salada sozinha não alimenta!
- Mas eu comi uma fruta também. E pão. E lábane.
- Comeu pão com lábane? Então tá bom. Se comeu lábane, tá bom.

Share

Salada de Rúcula com Queijo

Dia desses a Valentina falou sobre a vontade mastigar saladinha. Sou acometida diariamente por essa necessidade de comer coisas cruas e frescas. Sinto-me mais viva, parece.

Aí na foto, o Leitor e a Leitora podem ver uma combinação que resultou muito agradável: rúcula com Chabichou.

Uma pausa para a informação:

Chabichou é um queijo de cabra de origem francesa, de massa mole e casquinha mofada e branca (quando jovem, pois à medida que amadurece, vai se tornando azulada).

Ele é vendido em pequenas toras de uns seis centímetros de comprimento, mais ou menos. O preço é acessível e você pode encontrá-lo nos supermercados sem muito esforço, já que existem produtos nacionais bastante honestos.

Reza a lenda que o nome, que acho adorável, vem do árabe chebli (cabra).

Observe que me empolguei e, no intuito de promover um colorido mais dramático, espalhei tirinhas de pimentão vermelho, mas são totalmente dispensáveis, acredite! A rúcula e o queijo se bastam.

Como fazer:

  1. Escolha uma rúcula bem tenra e novinha, e arrume-a no prato.
  2. Tempere com sal moído na hora.
  3. Respingue um pouco de vinagre balsâmico.
  4. Corte as rodelinhas de queijo (umas três).
  5. Moa pimenta-do-reino por cima de tudo.
  6. Finalize com um bom azeite e delicie-se.

Um pão (baguette, sírio…) para acompanhar também pode cair muito bem, mas dispensei dessa vez.

Ah, e aqueles pontinhos pretos são gergelim torrado.

Share

Iogurte com Maracujá de Verdade

  • 1 pote de iogurte natural
  • polpa de 1/2 maracujá de verdade
  • mel, açúcar ou o adoçante de sua preferência

Corte o maracujá e retire metade da polpa. Adoce como preferir e derrame sobre um bom iogurte natural (muito melhor se for caseiro). Pode comer com as sementinhas e tudo, não tem problema.

Bom para o final de uma segunda-feira (ou terça, ou quarta…) de (in)tensa atividade intelectual, ou para aqueles dias em que a barriga precisa de algo leve, natural e calmante para ajudar a “chegar em casa”, mas o corpo pretende ficar longe do caloredo do fogão e não há tempo nem ingredientes para se produzir uma sopinha.

Share