Amigo Secreto Revelado!!!!!

Caro Leitor, Cara Leitora

É sabido que participo do Amigo Secreto de Blogs de Comida, linda e gentilmente organizado pela Tatu, do Mixirica.

Pois ontem recebi de minha amiga os utensílios e receitas, conforme as regras da brincadeira. E foi lindo!!!

Primeiramente, o suspense foi grande. É que o pacote, deixado por um portador, continha somente com o meu nome e endereço, sem menção alguma ao remetente.

Ao abrir o pacote, uma sacolinha graciosa com motivos natalinos, uma carta doce com letra idem:

Carta do Amigo Secreto

Os utensílios, colher e rolo de macarrão, vieram acompanhados de uma toalhinha, espiem que amor:

Presentes do Amigo Secreto

Parece que a amiga estava a adivinhar que meu rolo havia perdido os bracinhos da última vez que tentei fazer uma massa de pizza, e empreguei força demais na lida, coitado! E também que faltava-me uma colher desse jeitinho, com cabo comprido e cabeça pequena :D

É com muita felicidade que informo a todos que tive a oportunidade de conhecer minha amiga no Encontro das Rainhas do Lar, em novembro, acompanhada de sua princesinha Luana, que já prepara seus primeiros quitutes…

[que rufem os tambores]

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[que caia uma chuva de papel picado]

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[que o ambiente fique num lusco-fusco, com um bonito foco de luz no centro do palco]

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[e que entre a minha amiga secreta...]

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Essa moça aqui, ó!

Aninha, amei tudo e sim, é claro que pude sentir todo o carinho que você dedicou na escolha dos utensílios e da receita, na sua carta querida e na toalhinha para limpar minhas atabalhoadas mãos.

A receita, daquelas simples e geniais, pretendo mostrar na semana que vem, aguardem!

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Atum Grelhado com Gergelim e Molho “Picante Suave”

Há tempos ensaio reproduzir em casa aquele atum fresquíssimo com crosta de gergelim, grelhadinho por fora e bem cru por dentro.

Ora faltava-me disposição para procurar uma peixaria de confiança, ora faltava atum na peixaria de confiança, ora o tempo era escasso para cozinhar qualquer coisa, ora estava traumatizada por ter ateado fogo nas sementinhas.

Num belo domingo de sol, fui buscar o peixe, meio quilo para duas pessoas, que sou exagerada desde sempre, mas não sobrou foi nadinha para contar a história. Nem foto consegui fazer, tamanha a vontade de atacar minha nova conquista culinária!

Ingredientes:

  • 500 g de atum muito fresco
  • azeite para besuntar
  • um pacote de gergelim torrado [comprei pronto dessa vez!]
  • um pacote de gergelim branquinho [a quantidade usava vai depender da quantidade de pedaços de atum: quanto mais pedaços, mais gergelim será necessário]

Para o molho:

  • 1/2 xícara de cebolinha verde picada
  • 1 colher de sopa de gengibre fresco ralado na hora
  • 2 pimentas dedo-de-moça
  • suco de meio limão
  • 1 colher de sopa de azeite
  • 1/2 xícara de shoyu

Como fazer:

  1. Prefira compraro atum já limpinho, se possível em pedaços cilíndricos para um efeito mais bonito. Se usar filés, eles passarão do ponto.
  2. Unte os pedaços com azeite e deixe-os reservados enquanto prepara o molho.
  3. Abra as pimentinhas com cuidado (recomenda-se usar luvas ao lidar com elas), retire as sementes e pique-as fininhas.
  4. Misture os ingredientes do molho e disponha-o numa molheira que possa ser levada à mesa.
  5. Aqueça uma frigideira antiaderente em fogo forte.
  6. Num prato fundo, misture os gergelins e nele passe os pedaços de atum. O azeite vai ajudar a colar as sementinhas no peixe.
  7. Leve o atum assim coberto para a frigideira fumegante. O calor vai selar o peixe e algumas sementinhas vão pipocar. Não se assuste. Um minuto de cada lado é o suficiente. Vire o atum com uma pinça, para não feri-lo. Leve à mesa, fatie e coma com o molhinho por cima.
  8. Caso prefira um molho mais picante, você pode deixar as sementinhas da pimenta, acrescentar mais uns dedinhos, carregar mais no gengibre… fique à vontade!
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Salada Pintadinha de Batatas

A época é festiva e estamos todos envolvidos com mil eventos sociais. São almoços, jantares, happy-hours, ceias, drinks, brunchs, churrascos e rega-bofes em geral que nos  adicionam bordinhas recheadas à cintura e enchem o coração de alegria.

Mas hei de confessar, querida leitora e querido leitor, que sou acometida por um mal quase tão arrebatador quanto a vontade de bater um bolinho: a vontade de comer minha comida.

Muitos poderão estranhar, afinal, não raro ouvimos falar de exímios cozinheiros que sequer provam o que comem, numa espécie assim de desprendimento total entre sua arte e a própria fome.

Como sabem, não tenho a cozinha como profissão, tampouco sou daquelas culinaristas espetaculares, ou mesmo divas-chefs-gastrônomas, pois vivo queimando as receitas, desonerando a maionese, olvidando-me de colocar sal no arroz etc.

Mas tenho essa coisa, essa necessidade-vontade de comer um ovo frito que seja, um sanduíche de atum, qualquer coisa que tenha sido preparada naquele instante. E para isso preciso eu ser a cozinheira mesmo, não tem muito jeito.

Creio que a necessidade esteja muito mais ligada ao ato de ir para a cozinha do que à vontade de comer meus próprios cozinhados. Mas ela existe. E é tão forte quanto o ímpeto de bater bolinho.

Pois ontem, às três da tarde, com o estômago nas costas e depois de ter zanzado atrás de apartamento, resolvi ir para casa cozinhar em vez de entrar no restaurante e ser muito bem servida obrigada.

Fiz tudo rápido e muito simples, receitas que em breve estarão por aqui. A primeira delas foi uma invenção que devo repetir, pois resultou leve e muito saborosa.

Ingredientes:

  • 2 batatas grandonas
  • 1 folha de louro
  • água para cozer as batatas
  • 2 colheres de sopa de iogurte natural [usei daquele que faço em casa]
  • 1 colher de sopa de maionese light
  • 1 colher de sopa de azeite de oliva
  • sementes de papoula
  • sal

Como fazer:

  1. Leve uma chaleira ao fogo com água para cozer as batatas.
  2. Descasque as batatas e corte-as em cubinhos pequenos. Fiz assim para que elas cozinhassem mais rápido e recomendo, pois ficam mais bonitinhas mesmo.
  3. A essa altura, a água deve estar quase fervendo. Deite os cubinhos na panela com o louro, tempere com um pouco de sal e despeje a água fumegando. Acredite, esse processo vai agilizar o cozimento e seu estômago roncante vai agradecer!
  4. Enquanto a batata cozinha você pode ocupar-se do resto da refeição.
  5. Escorra as batatas e deite-as num refratário ou vasilha grande e rasa para esfriarem mais rápido.
  6. Faça o molhinho: misture o iogurte, o azeite e a maionese até que vire um creminho homogêneo. Incorpore as sementinhas de papoula, corrija o sal, misture às batatas e sirva.

.*. Atualização .*.

A Eliana, leitora querida e bloogueira prendada, já vez a salada e fotografou. Vejam que linda!

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Clafoutis de Tomates – Versão I

Clafoutis de Tomates

Clafoutis é mais uma daquelas palavras cuja sonoridade me encanta tanto quanto os sabores da receita.

Enquanto inventava essa versão salgada da sobremesa francesa (que os puristas me perdoem, mas não resisti à vontade de inovar), sussurrava o nome repetidas vezes, pausada e alegremente: clá-fu-tí!

Assim como a ratatouille, o clafoutis já diz a que veio logo na palavra, com suas vogais de alegria e cor.

Originária da região de Limousin, a receita tradicional leva cerejas negras e pode ser comida morna ou fria. O nome vem do occitano (antigo provençal) clafotís, que significa preencher, lotar, encher. A palavra harmoniza, pois, com a coisa: uma massa com consistência de pudim, repleta de cerejas.

Ontem, ao avistar tomatinhos-cereja mui simpáticos, tive o lampejo: porque não testar uma versão salgada para o jantar?

E pus-me a matutar, pois não me lembrava muito bem da receita (é daquelas achamos que sempre saberemos como fazer). Cheguei a um resultado bastante satisfatório, muito embora acredite que da próxima vez farei modificações.

Compartilho com a senhora  e o senhor as medidas exatas que utilizei, à guisa de orientação.

Ingredientes:

  • 5 colheres de sopa rasas de farinha de trigo
  • 1/2 colher de chá de sal
  • 3 ovos
  • 3 colheres de sopa de um bom azeite
  • 250 ml de leite morno
  • 400 g de tomates-cereja (tudo bem, umas 300 se descontarmos os que comi e os que se lançaram da bancada para o chão, num ato de desespero)
  • margarina para untar o refratário
  • queijo ralado para polvilhar (pouco mesmo)
  • pimenta-do-reino
  • orégano seco
  • manjericão seco

Como fazer:

  1. A primeira providência é ligar o forno para preaquecer e levar os tomatinhos para um banho demorado a fim de livrá-los de qualquer sujidade.
  2. Numa vasilha de bater bolinho, peneire a farinha de trigo. Caso seja acometida(o) por uma preguiça intensa, desista da receita. É fundamental peneirar o trigo para deixar a massa mais levinha. E o clafoutis é tão simples e rápido de fazer que vale a pena peneirar só esse tantinho.
  3. Adicione o sal à farinha de trigo, junte um ovo inteiro, duas gemas e o óleo. Reserve as claras para usar depois. Mexa a mistura com uma colher de pau para incorporar bem. Vai ficar um pouco duro, mas é assim mesmo.
  4. Junte o leite muito aos pouquinhos, mexendo a massa vigorosamente com um batedor de arame para garantir que nenhum gruminho se formará. Nesse ponto, realizei-me, pois achei que estava batendo um bolinho :)
  5. Quando terminar de adicionar o leite, bata as duas claras reservadas em picos firmes.
  6. Incorpore as claras à massa líquida com carinho.
  7. Unte um refratário com manteiga ou margarina, polvilhe um nadinha de queijo ralado no fundo, só para fazer uma bossa, acomode os tomatinhos e tempere-os com a pimenta, o orégano e o manjericão (não carecede mais sal).
  8. Sobre os tomatinhos, despeje a massa. Polvilhe com mais um nadinha de queijo ralado e leve ao forno muito baixo por uns 30 minutos.
  9. Sirva quente, morno ou frio.

Os tomatinhos eclodem lindamente, seja no forno, seja na sua boca, provocando uma mistura mui delicada de sabores e texturas. Da próxima vez, suprimirei o majericão, pois ele resolveu aparecer muito. Também tentarei adicionar noz moscada à massa.

P.S.: Publiquei uma receita de clafoutis de banana uns tempos atrás. Para encontrá-la, digite uma palavra-chave no quadrinho do canto superior direito e depois clique em “pode bisbilhotar!”.

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Bataturgente

Bataturgente

Outro dia contei à leitora e ao leitor o quanto os homens da família são dadivosos, cada um a sua maneira.

As mulheres também o são, salvo que em maior número e grau, motivo pelo qual necessitarei de muitos relatos para dar conta de falar de todas, ainda que superficialmente.

Fascina-me também a capacidade que corre na família para dar nomes às coisas, colocando apelidos que sempre combinam e “pegam”.

Existe uma receita muito apreciada na casa de mamãe que, se a vista não me pisca, foi batizada por um representante masculino do clã dos Dadivosos.

O nome, bastante conhecido da família, agora estará nos domínios da rede mundial de computadores para ser reproduzido em outros lares também: bataturgente.

Assim mesmo, tudo junto, falando rapidinho: bataturgente!

A autoria é nebulosa, não sei precisar se o termo foi cunhado pelo tio Ricardo ou pelo Babbo. Fato é que harmoniza com a rapidez do preparo e tem um quê de “ai que fome, preciso de alguma coisa rápida e gostosa para deixar a barriga quentinha”.

Tampouco a quantidade de ingredientes é muito precisa. A personalidade dessa batatinha reside num toque final do preparo, sendo importante usar uma panela com tampa para o feito.

Ingredientes:

  • batatas descascadas e cortadas em cubos
  • sal o quanto baste para cozinhar as batatas
  • água o quanto baste para cozinhar as batatas
  • manteiga a gosto
  • salsa picadinha

Como fazer:

  1. Cozinhe as batatas em água e sal, depois escorra-as rapidamente.
  2. Devolva-as para a panela ainda quentes (que deve ter uma tampa, lembre-se), com o fogo desligado.
  3. Coloque a manteiga (mais um menos uma colherada para cada 4 batatas pequenas ou 2 médias) e a salsa sobre as batatas.
  4. E o pulo do gato vem agora: tampe a panela, cubra-a com um pano de prato e, segurando bem a tampa, sacuda-a para cima e para baixo. Isso mesmo, faça um remelexo com a panela por uns 10 segundos, ouvindo um barulhinho macio e gostoso.
  5. Abra a tampa, retire as batatas da panela, que se despedaçaram um pouco e foram envolvidas pela manteiga, e sirva imediatamente.

Na casa da mãe, a bataturgente é acompanhada de bife acebolado, arroz branco e salada de tomate-alface, consistindo na clássica “comidinha urgente” preparada na hora, com ingredientes frescos e com gostinho de família reunida.

P.S.: Peço desculpas pela foto desmaiada, que tão pouco valoriza as batatinhas. Hesitei muito em publicá-la, mas creio que sirva pelo menos como ilustração do formato.

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