Frango Ligeiro com Páprica e Iogurte

Frango Ligeiro com Páprica e Iogurte

Com o Sr. Dadivoso em restrição alimentar, reinam em minha casa alimentos ainda mais saudáveis.

E por saudáveis entenda-se também coloridos e apetitosos, pois frango desmaiado, alface tristonha e cenoura ralada todos os dias tornam a vida enfadonha e perigam causar danos irreversíveis à força de vontade de qualquer ser humano.

Pois, tivesse eu mais tempo naquele dia, meu frango com páprica teria ficado mais vermelhinho e curtido, mas os estômagos roncantes (meu e do Sr. Dadivoso) não permitiram uma marinada mais longa do que 20 minutos.

Quando o leitor e a leitora reproduzirem a receita em casa, por favor, deixem tomar gosto por umas horas na geladeira que o resultado ficará ainda mais saboroso.

A receita abaixo rende bem para duas pessoas. A quantidade de frango pode ser aumentada para até 600g sem prejuízo algum de sabor.

Ingredientes:

  • 300 g de peito de frango desossado e sem pele, em cubos
  • 200 ml de iogurte [usei desnatado de copinho, pois os meus caseiros tinham acabado]
  • 2 generosas colheres de sopa de páprica picante
  • 1 colher de sopa de curry em pó
  • 1/2 colher de café de sal grosso triturado na hora
  • cebolinhas verdes para polvilhar

Como fazer:

  1. Misture o iogurte com os temperos (menos a cebolinha), incorporado todos muito bem e envolva nesse creme/pasta os cubos de frango.
  2. Deite o frango numa vasilha funda de vidro, cubra com plástico-filme e deixe marinar por horas. Você pode deixar de um dia para o outro, ou preparar de manhã para fazer à noite. No meu caso, deixei muito pouco tempo e também ficou bom, mas recomendo mesmo que se faça tomar gosto por umas 4 horas, no mínimo.
  3. Preaqueça o forno em temperatura quente.
  4. Eu, muito viva, preparei uma forma especial para assar meu franguinho, forrando um tabuleiro grande com papel alumínio. Muito prático mesmo!
  5. Com uma pinça ou pegador (nada de furar com o garfo), transfira os cubinhos para o tabuleiro forrado, de forma que eles não se sobreponham. Isso é importante para que o cozimento se dê por igual. Não se preocupe com o excesso de pasta, caso haja.
  6. Leve ao forno forte por uns 15 a 20 minutos. Em caso de dúvida, experimente.
  7. Transfira os cubos novamente, desta vez para uma travessa que possa ir à mesa. Polvilhe com cebolinha verde e sirva.

Para acompanhar o Frango Ligeiro com Páprica e Iogurte, servi arroz de sete grãos e ervilhas-tortas salteadas no alho.

P.S: Dadivosa também é gente, fiiiilha! Estou de semiférias, mas continuo a publicar algumas receitas inéditas e novos escritos, só que com menor freqüência, talvez. Passo por aqui para ler os comentários e deixar um beijo para a Leitora e o Leitor queridos.

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Vegetais na Banheira

Pimentinhas na Banheira

Essas ruborizadas pimentinhas foram flagradas em pleno banho, minutos antes de serem fatiadas para compor uma bela conserva com azeite.

Quis fotografá-las para ilustrar uma dica que há tempos ensaio passar à leitora e ao leitor queridos.

Quando forem higienizar vegetais (sejam eles folhas, legumes ou mesmo frutas), use uma ou duas colheres de sopa de vinagre branco na água do banho.

Isso porque a acidez do vinagre ajuda a desprender as sujidades mais facilmente. Em seguida, lave bem em água corrente.

P.S: Dadivosa também é gente, fiiiilha! Estou de semiférias, mas continuo a publicar algumas receitas inéditas e novos escritos, só que com menor freqüência, talvez. Passo por aqui para ler os comentários e deixar um beijo para a Leitora e o Leitor queridos.

.*. Atualização .*.

O Vitor Hugo, leitor prendado e conhecedor da Química, corrigiu-me com muita propriedade ali nos comentários. Segue um trecho:

“Para limpar e ter certeza de que está limpo: tem que suar hipoclorito de sódio (Q-Boa, Candida, água sanitária) mesmo, para cada litro de água limpa uma colher de sopa (8mL em média), deixar por no máximo 20 minutos, e deixar secar sob uma toalha limpa. Assim, o cloro evapora, o enxague não é recomendado porque a água pode contaminar os alimentos novamente.”

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Chutney de Abacaxy (com Y por causa da Faby)

Chutney de Abacaxy

Não tive sossego desde que essa receita apareceu no Rainhas do Lar.

Um belo dia, ao chegar exausta em casa, a vontade de fazer o chutney foi mais forte do que eu. Saí para comprar as frutas e o vinagre de maçã e voltei faceira com as sacolinhas para fazer a receita em dobro.

Minhas anotações:

  • Usei dois abacaxis-pérola, já descascados, que de boba não tenho nada.
  • Creio que cortei cubos grandes demais, pois o trem não despedaçou nem ficou com consistência de geléia. Gostei assim mesmo, mas da próxima cortarei cubos menores.
  • O tempo de cozimento chegou a uma hora e vinte, mais ou menos.
  • O aroma desprendido da panela é inebriante.
  • Temo que terei de fazer mais, pois minha herança genética vó-dinahzística provoca-me pensamentos obsessivos envolvendo falta de comida (e sempre sempre sobra muito).

Contei com os préstimos da querida Rainha Faby para confirmar se meu processo de esterlização de vidros era pertinente.  Receio tocar fogo no mundo, como bem sabem. Mas estava tudo certo, fiz assim:

  1. Lavei muito bem os vidros e suas respectivas tampinhas.
  2. Numa panela rasa e larga, coloquei água até a metade da altura
  3. Levei a panela ao fogo e, com todo o cuidado do mundo e mais um pouco, fui mergulhando os vidros limpos, um a um, de boca para baixo, de ladinho primeiro para beberem um pouco da água e não ficarem boiando.
  4. Coloquei as tampinhas nessa água também.
  5. Quando a água ferveu, contei dez minutos e desliguei o fogo.
  6. Deixei todos ali, de castigo, até esfriarem a cuca.
  7. Retirei com cuidado, sequei com um pano limpíssimo e empreguei.

Obrigada, Faby, por mais essa! ;***

P.S: Dadivosa também é gente, fiiiilha! Estou de semi-férias, mas continuo a publicar algumas receitas inéditas e novos escritos, só que com menor freqüência, talvez. Passo por aqui para ler os comentários e deixar um beijo para a Leitora e o Leitor queridos.

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Noite Feliz

(foto de Mariana Newlands)

A imagem é a representação perfeita de meus votos ao leitor e à leitora:

Que o Natal chegue

como carinho de mão de vó.

Que seja terno e doce,

aconchegante e sincero.

E que seja uma Noite Feliz!

P.S.: Clique na foto para conhecer o álbum da Mariana, fotógrafa primorosa e um sonho de ilustradora.

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Amor em Penca

Cresci comendo muita banana, de tudo quanto era jeito: pura, amassadinha, com açúcar e canela, na massa de pastel, frita, no bolinho, na cuca, na torta, em sobremesa, com arroz e feijão, no sanduíche, assada, na farofa, na vitamina, cozida, na mamadeira…

Hoje me dou conta de que ela participou de minha vida, companheira e sempre disponível desde a mais tenra idade. Faz parte da cultura culinária da família e, para mim, guarda uma associação muito forte com a Vó Nair.

Alta e magra, ela tinha costumes frugais que punham em cólicas sua irmã. Tia Noêmia, que até hoje mora no interior e vai pra roça se precisar, não se conformava com aquele apetite de passarinho e não desistia nunca.
- Vai, Nááána! Mais uma xicrinha de café-com-leite…uma fatia de pão de cará com nata… mais um prato de canja… só um pedacinho de carne assada…

Quando não lograva seu intento, apelava.Certa de que a convidada não desperdiçaria comida, punha logo no prato da vó um pedação de frango, uma bisteca… logo pra ela, que não era muito de carnes.

A vó trocava qualquer bife suculento por uma banana picadinha na comida. Se tivesse arroz e feijão, então, era o manjar dos deuses!

Houve uma época em que a carne era artigo escasso no mercado. Foi lá pro final nos anos 80? Não sei bem ao certo, era pequena e não acompanhava a economia. Só sei das filas em supermercados, dos limites para se comprar determinados produtos, das pessoas falando do ágio e de uma saída gostosa e original que a mãe teve para driblar essa amofinação.

Na falta de carne e de outros tantos produtos dos quais não me lembro, ela não se fez de rogada. Num refratário, deitou arroz branquinho, pôs uma generosa camada bananas fritas, cobriu com molho feito de creme de leite, polvilhou queijo ralado, levou ao forno e pronto!

Quem não esqueceria do problema diante de uma refeição tão alegre e saborosa? Fato é que não me lembro de ter sentido falta nenhuma de carne naquelas épocas de inflação galopante e racionamento de comida. Suspeito que a mãe, que sempre teve pela sogra um amor de filha, inspirou-se na Vó Nair para fazer esse arrozinho de forno.

Não me lembro se tinha bananeira naquele quintal estreito e longo, que chegava até onde a gente não tinha coragem de ir. Mas não faltavam dúzias e dúzias da fruta na casa da vó. Não é à toa que a minha sobremesa preferida é a que ela fazia com creminho de gemas, banana frita, um toque de canela e suspiro de claras.

O sabor marcou tanto que me falta coragem para tentar a receita em casa. Mas pretendo por meus dotes à prova um dia, se as lágrimas prometerem não desonerar o creme.

Na casa da Vó Nair tinha também o doce de banana, moreninho e pedaçudo, que a gente comia com pão de milho e nata.

E tinha a cuca, cuja massa, daquelas de pão, era feita em alguidar de barro. Adorava quando a vó pedia para eu ajudar. Minha missão era descascar as bananas, cortá-las ao meio no sentido do comprimento, com uma faca cega (porque a vó sabia de meu atabalhoamento) e deixá-las pegar gosto numa bacia com açúcar e canela.

Poucos anos mais tarde, fui promovida. Aproveitando o restinho da massa que grudava na vasilha, eu já podia adicionar açúcar, manteiga, canela e mais um pouquinho de trigo para, maravilhada e com muito senso de responsabilidade culinária, transformar tudo aquilo na farofa doce que cobria a cuca.

Na linha de comidas rápidas uma criação familiar que muito me agrada é o McMacaco. A receita original leva um pão francês e uma banana. Faz-se um buraquinho no pão (pode-se ou não tirar o miolo, a gosto do freguês) e ali se coloca a banana. É pra comer assim, frio mesmo, com um cafezinho preto.

Minha variação predileta tem duas fatias de pão de sanduíche recheadas com banana, canela e uma fatia de queijo branco ou de coalho, prensadas naquelas engenhocas de se fazer misto quente na boca do fogão. Inúmeras foram as noites em que cheguei em casa tarde, exausta da faculdade e atendi às reivindicações do estômago roncante com um belo McMacaco.

E no quesito calorias-colesterol-açúcar-por-demais, a estrela é o Ba-mu, pastel recheado com banana e Mumu, depois passado em açúcar e canela. Mumu é o doce de leite que ganhou o apelido por causa do produto, num daqueles casos em que a marca consegue se tornar o nome da coisa. Se a vista não me pisca, o Ba-mu foi batizado pela tia Rosane.

É por tudo isso que, ao chegar em casa cansada e cheia de saudade, aqueci o coração com uma vitamina de banana para reviver tardes de brincadeira com os irmãos, almoços de domingo, dias de festa e dias comuns, descobertas, amizades, carinho de pai-mãe-tio-tia-vô-e-vó.

A Nina Horta cunhou uma expressão belíssima para descrever esses alimentos que nos remetem à sensação de aconchego: comida da alma. Para mim, a banana é mais até do que uma comida da alma… é um amor que dá em penca!

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Confissões de Uma Desertora

Manga

O tio Ricardo morou lá em casa por um tempo e de tão próximo virou uma espécie de irmão mais velho, depois amigo íntimo. Não são todas as pessoas que têm o privilégio de ter um tio como amigo de verdade, arrisco dizer.

Surpreende-me que seja uma coisa recíproca, pois ele precisou de uma paciência de Jó para nos aturar, quatro crionças de zero a cinco anos, até que virássemos “gente”. Só mesmo ele para agüentar as pestinhas e ainda fazer graça.

Ao chegar em casa, cumprimentava-nos sempre com sua saudação preferida:

- Oooooi, estropícios!

Ao que nós três respondíamos (porque a Yuli ainda era muito bebê):

- Ooooooi, tio Ricaaaarrrrdooo!

Sabíamos o que significava estropício, mas entre nós era um apelido carinhoso.

O tio tem o dom de usar o elemento-surpresa, de partir do inesperado para provocar nas pessoas suas reações mais profundas e sinceras.

Como no dia em que ele chegou para a Zula, que cuidava de nós quatro:

- Cadê a jararaca?

E ela, prontamente:

- Tá na sala!

Quando a Zula percebeu que tinha chamado de jararaca a minha mãe, já era tarde demais para consertar a gafe. O episódio virou uma daquelas anedotas familiares que não nos cansamos de repetir, provocando gargalhadas contagiantes.

O tio Ricardo contribuiu muito para a formação de meus interesses em geral.

Do lado dos gostos, posso citar essa paixão pelas coisas de antigamente, alguns tipos de música, a literatura, a redação e o humor. Para esse último foi fundamental a sua coleção de revistas MAD, que li inteira dos cinco aos seis anos, antes mesmo de ingressar na primeira série primária.

Adorava uma seção intitulada “O lado irônico de…”, cujas tiradas de humor negro até hoje custo a crer que podia compreender em tão tenra idade. Mas me lembro muito bem que eu lia. E ria muito. E gostava. E lia de novo.

Do lado dos desafetos, não consigo lembrar de nada além da rainha malvada das frutas, aquela verdadeira propaganda enganosa que é bela e perfumada por fora, mas langanhenta e fibrosa por dentro: a manga.

Cresci vendo a mãe e o tio Ricardo fazerem caretas medonhas ao ouvir esse nome. Cheguei a prová-la algumas vezes, tentando discordar deles e ser do contra, mas não houve jeito.

Éramos Os Três Mosqueteiros Contra a Fruta do Mal.

Dois anos atrás, ao passar o Reveillon na praia com meus pais, agarrou-me um ataque de pelanca quando vi pedações horrendos de manga no meio da salada.

E a mãe, com a maior naturalidade e cara-de-pau, falou toda meigosa:

- Filha, é uma delícia! Manga é uma fruta tão refrescante…

Foi a primeira a ser abduzida e ter a memória apagada, pois ela jura de pé junto que sempre gostou de manga desde pequenininha.

Ano passado, outro golpe. Ao queixar-me para o tio Ricardo do desgosto que tive com a mãe, ele solta a mesma frase, com olhos de vontade:

- Mas Fer, é uma delícia! Manga é uma fruta tão refrescante…

Ele também, abduzido e lobotomizado, havia passado por alguma espécie de lavagem cerebral frutífero-alienante. Tsc tsc tsc…que decepção!

Maaaassssss….. como a língua é o chicote do rabo, no dia 18 de dezembro de 2006 chegou a minha hora.

Ao descascar e cortar uma manga pela primeira vez na vida a fim de servir uma frutinha ao Sr. Dadivoso como sobremesa, fui atraída sobremaneira por seu perfume inebriante.

Não resisti e tasquei um pedacinho. E outro. E comi metade da manga, incrédula e embriagada com aquela mistura tão perfeita de aroma, textura, cor e sabor.

Sucumbi com vontade às propriedades organolépticas da manga e teria comido duas inteiras, caso houvesse.

Sr. Dadivoso, que por sua vez sempre teve de aturar as minhas caretas medonhas e xingamentos direcionados ao fruto da mangueira, fez-me ligar para minha mãe, a quem chama de Dona Sogra (ele pretende patentear a tratativa) para contar a feita.

- Mãe, hoje eu comi manga e gostei.

- É mesmo, filha?

- Mãe, é uma delícia! Manga é uma fruta tão refrescante…

E seguiu-se um diálogo, nunca dantes imaginado entre essa mãe e essa filha, que girava em torno das maravilhas da fruta irresistível.

Isso posto, fica registrado que aumenta meu escopo de testes culinários e abre-se “todo um mundo” de possibilidades de utilização: no risoto, na tapioca, com curry, com iogurte, em chutneys, geléias, bolinho…

Os cem anos que ainda quero viver perigam não dar para a quantidade de novas receitas que intento pôr à prova, mas certamente tentarei muitas delas até ficar bem velhinha.

Reduz-se, na mesma proporção, minha lista de alimentos-inimigos, na qual o coentro foi alçado ao posto de rei. A ver até quando, não é mesmo?

Pois confesso que desertei do esquadrão anti-manga e não sei por quanto tempo mais consigo garantir lealdade aos exércitos de combate ao coentro-fétido, à jaca-traventa e ao jiló-da-amargura.

Espero também um dia superar os traumas de carne de carneiro e de caqui. A ver, leitor e leitora queridos, a ver!

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Ovo do Amor #1

Ovo do Amor #1

Foi no Rainhas do Lar (onde mais?) que vi pela primeira vez umas fotos mui graciosas de ovos estrelados em formato de coração. Tratava-se de material coletado na Rede Mundial de Computadores, motivo pelo qual não pude saber exatamente como reproduzir a feita.

Mas numa das fotos foi detectada a presença de um prático aro de metal em formato de coração, com um cabinho retrátil para facilitar o trabalho de retirá-lo da frigideira.

Adquiri um exemplar e lancei-me à tentativa número 1. Discorro aqui o passo a passo, já com minhas anotações para próximas experiências:

  1. Depois de lavar bem e secar o aro, escolhi uma frigideira antiaderente que estivesse em ótimo estado. Usei a menorzinha de todas, na qual o aro coube perfeitamente, com uma folga de cerca de um centúmetro nas pontas do coração.
  2. Untei levemente a frigideira e o aro com azeite de oliva.
  3. Levei os dois, aro e frigideira, para aquecer em fogo brando. Da próxima vez, tentarei fazer o processo com os dois ainda frios para ver o que acontece.
  4. Na intenção de não fazer balbúrdias com o ovo, cuidei para quebrá-lo da forma mais limpa possível, usando as costas de uma faca. Fiz isso na menor altura possível entre o ovo e a forma, o que me rendeu uma queimadura no dedo da aliança, pois esbarrei sem querer na alcinha de metal. Preciso lembrar-me de que os dedos queimam em contato com metal quente da próxima vez.
  5. Não me dei por vencida e, apesar do “pssssss” que a pele fez, mantive-me firme em meu propósito de deitar o ovo delicadamente dentro do arinho. Confesso que a manobra foi mais difícil do que eu pensava, pois a danada da gema correu para um dos lados e ali ficou.
  6. Salpiquei o ovinho com flor de sal (se preferir, pode usar sal fino comum) e pimenta moída na hora.
  7. Ao ver que o ovo borbulhava um pouco (e não estava lisinho e perfeito como o da foto), quis apressar as coisas e tasquei uma tampa de panela na frigideira pra dar uma “leve abafada”. Acontece que a tal alça de metal tem uma capinha de plástico muito da ordinária que, com o vapor, encrespou-se toda, dando à cozinha aquele cheiro característico de cabo de panela queimado. Jamais cobrirei a frigideira novamente.
  8. Felizmente, consegui tirar a tampa a tempo de salvar o ovinho, que em nada foi prejudicado pelo cheiro.
  9. Como podem ver, a base do ovo dourou-se um pouco. Não que seja ruim, mas pretendo vigiar melhor o fogo da próxima vez, retirando a frigideira do lume de quando em quando para ver o que acontece.

Comi o ovinho no café-da-manhã com uma fatia de pão integral e ficou tremendamente gostoso.

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