11.09.06
Publicado em às 8:55 am pela Dadivosa
Posso contar para vocês que a combinação de cartas para a Bisa com receitas cheias de significado é mais que encantadora. O livro me levou pra longe no tempo e no espaço, coisa que só bons livros sabem fazer. Ao ler as cartas, ficava tentando adivinhar qual seria a receita, quais os ingredientes eleitos e os “porquês” da escolha…
E não é só para quem sabe/gosta de cozinhar, não! Garanto que até a pessoa mais avessa aos dotes culinários vai se deleitar. Dadivosa recomenda fortemente!
A capa, ainda mais linda ao vivo, é criação da Mariana Newlands, que fotografou as louças de sua avó. Veja o projeto todo da capa aqui e aproveite para espreitar as outras capas, ilustras e fotos.
Cris e Tatu, o lançamento foi esplendoroso, vocês são lindas e guardarei meu Papel com Manteiga com muito carinho e orgulho, pois ele será presenteado à minha bisneta quando ela começar a bater seu primeiro bolinho.
;***
P.S.: Estará nas livrarias a partir do dia 13/11.
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11.08.06
Publicado em às 9:52 am pela Dadivosa
Agredeço sobremaneira os comentários das leitoras e dos leitores queridos.
Graças a vocês, pude aprender que as brevidades guardam pouca relação com seu nome, talvez propositadamente. Muito embora rápidas de preparar, exigem uma dose mágica de carinho e paciência na hora de degustá-las. Sim, pois não se deve sair comendo de imediato.
É preciso um chazinho, uma geléia, um recheio/cobertura, ou, como aconteceu comigo, uma noite bem dormida e um espírito desarmado, livre de expectativas, para deliciar-se com seu verdadeiro sabor.
É quase um paradoxo, não é mesmo? Brevidades. Aprecie com mansidão!!!
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11.06.06
Publicado em às 1:07 pm pela Dadivosa
Cheguei em casa com aquela vontade que a leitora assídua já conhece: a de bater um bolinho. Na despensa, apenas uma ou duas colheres de sopa de farinha de trigo, o que parecia dificultar sobremaneira meu intento.
Porém, ao fundo da prateleira, vi a luz, digo, vi um pacote de polvilho doce. No verso, uma receita simples e aparentemente rápida mas que levava 8 ovos, quantidade da qual não dispunha no momento. Decidi-me, então, por confeccionar metade da receita, pois a vontade de cozinhar normalmente me faz superar obstáculos diversos, falta de ingredientes inclusive.
O bolinho em questão chama-se Brevidades, nome simpático que ganhou meu coração muito embora eu nunca o tivesse provado, fato que adiciona emoção à tarefa, mas que também pode trazer pequenos reveses, como os a leitora verá a seguir.
Também me chamou a atenção o fato que essa espécie de pão-de-ló não contém glúten, o que pode ser de grande utilidade para aquelas pessoas privadas de consumir a substância, ou seja, eis uma ótima receita para celíacos!
Ingredientes:
- 4 ovos (claras e gemas separadas)
- 1 pitada de sal [foi por minha conta, para ajudar a subir as claras em castelo]
- 1 xícara de açúcar
- 1 ½ xícara de polvilho
- ½ colher de sopa de fermento em pó
Como Fazer:
- Ligue o forno para preaquecer enquanto separa os ingredientes.
- Unte um tabuleiro ou pequenas forminhas com manteiga.
- Adicione uma pitadinha de sal às claras e bata-as, com a batedeira, até formarem picos firmes.
- Junte o açúcar e as gemas sem parar de bater.
- Foi aqui que me perdi, querida leitora. Eu e minha tendência para a fuzarca na cozinha!
O polvilho é uma espécie de talco, farinha de textura muito fina, não é mesmo? Pois bem, mesmo sabendo disso, no auge da empolgação boleira, derramei o polvilho dentro da massa sem desligar a batedeira. O que sucedeu foi uma pseudo-hecatombe, um belíssimo cogumelo de poeira branca que pairou no ar por alguns (longos) segundos antes de se depositar sobre a mesa de trabalho, a roupa, as cadeiras, o chão… felizmente a cã não se interessou muito pelas brevidades e estava na sala, assistindo ao jornal.
Após algumas gargalhadas solitárias e a brilhante idéia de desligar a batedeira, busquei na gaveta meu fouet para finalizar a incorporação do polvilho na fofura de ovos e açúcar.
6. Por fim, é preciso juntar o fermento, mexer novamente, despejar a mistura na(s) forma(s) e levar ao forno médio. A receita indicava 50 minutos, mas fiquei bastante receosa, não parava de conferir o andamento da assadura e olvidei-me de marcar o tempo exato, valendo-me apenas dos olhos para conferir a cor morena e do teste do palito para checar se a massa estava cozida.
É necessário contar à amiga leitora que não fiquei satisfeita com esta feita: supriu-me o desejo de bater o bolinho, mas o resultado ficou aquém do que eu esperava. Achei um pouco seco e sem graça, ou desabrido, como diz a vogra.
À leitora e ao leitor queridos, pouso as seguintes questões gastronomico-filosóficas:
- Ficariam mais gostosas as brevidades se eu tivesse usado pequenas forminhas em vez de um tabuleiro?
- O que me diz a leitora que conhece a fundo a iguaria: a foto se parece com Brevidades ou não passa de uma impostora?
- Ou, ainda, teria eu, por puro desconhecimento, exigido e esperado demais desta receita simples?
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11.01.06
Publicado em às 9:06 am pela Dadivosa
Não há mal que nunca acabe e nem bem que sempre dure
Mas confesso que eu, mulher Dadivosa
Refreei-me de cozinhar a receita gostosa
Para não arruinar a manicure
;***
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Publicado em às 12:23 am pela Dadivosa
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