11.19.06
Publicado em Doces às 9:28 pm pela Dadivosa
A receita original deste bolinho simpático veio de meu fichário vermelho, mas suspeito que a tenha copiado de alguma revista Cláudia.Foi a primeira vez que a testei, um pouco desconfiada, confesso, pois tudo me parecia simples demais, sem bater claras em neve, sem fazer o creminho de manteiga com açúcar, batendo tudo junto de uma vez na batedeira. Mas vingou bem, pois minha já tão conhecida experiência com desastres culinários me fez parar e pensar por um segundo antes de jogar a massa pelos ares
Usei cacau em pó no lugar do achocolatado, pois queria um bolinho diferente e ficou espetacular! O cacau é um pouco mais difícil de se misturar à massa, por não conter açúcar. Parecia que não daria liga, mas fui astuta ao adicionar a água, que tornou tudo mais fácil.
Usei uma forma de pão/ bolo inglês de 12 cm por 25 cm e uma xícara de medida com 200 ml de capacidade.
Como pode-se ver na foto, é um bolo mais branco do que negro, mas a proporção de massa com cacau pode ser modificada de acordo com seu paladar e com o efeito visual que desejar.
Ingredientes:
- 2 xícaras de farinha de trigo
- 1 xícara de açúcar
- 1 colher de sopa de fermento em pó
- ¾ xícara de leite
- ½ xícara de manteiga ou margarina em temperatura ambiente (usei margarina mesmo)
- 2 ovos
- 1 colher de chá de essência de baunilha
- 2 colheres de sopa de cacau em pó + 2 colheres de sopa de água
Como Fazer:
- Ligue o forno para preaquecer. Você vai assar esse bolinho em temperatura moderada, de média para baixa.
- Unte a forma de bolo inglês com margarina, cuidado para não deixar nenhum cantinho sem. Acostumei-me a usar um pincel exclusivo para esse fim, que mantenho na geladeira embrulhado em papel alumínio. É mais fácil e menos baguncento.
- Polvilhe a forma com farinha. Para quem nunca realizou essa tarefa, aqui vai uma breve explicação: coloque mais ou menos uma colher de sopa de farinha na forma. Com delicadeza e amor, vá virando a forma e dando leves batidinhas nas laterais de forma que a farinha passeie por todos os cantinhos, agarrando-se com a margarina no meio do caminho. A forma precisa ficar toda branquinha. Para retirar o excesso, vire a forma e bata-a de leve sobre a pia. Reserve a forma preparada.
- Leve todos os ingredientes, com exceção do cacau e da água, para dentro de uma tigela.
- Agora que vem o pulo do gato! A receita original conduzia a uma catástrofe, querida leitora e querido leitor. Não estivesse eu atenta por causa da hecatombe do polvilho, teria caído nesse conto do vigário para incautas cozinheiras. A indicação era de atacar com a batedeira ligada aquele monte de farinha e açúcar. Um perigo! Como não queria provocar novamente uma baderna poeirenta, certifiquei-me de que todos os ingredientes fossem misturados com uma espátula antes de ligar a batedeira, preservando assim meus cabelos, as superfícies da cozinha e a cã.
- Agora sim, bata com a batedeira por três minutos, tempo suficiente para que a massa do bolo afofe e o creme clareie um pouco.
- Separe meia xícara da massa e junte a ela o cacau e a água.
- Despeje a massa branca na forma. Sobre ela, coloque a massa de cacau e, com o garfo, brinque de mesclar as duas cores. Não faça isso por muito tempo, sob pena de transformar seu bolo mármore em um bolo de chocolate claro.
- Leve ao forno moderado por aproximadamente uma hora. Estará pronto quando a superfície estiver moreninha e, ao enfiar um palito no meio da massa, este saia limpinho.
- Espere arrefecer um pouco, desenforme e sirva morninho ou frio.
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11.17.06
Publicado em Salgados, Dicas às 12:16 pm pela Dadivosa
A correria do diário muitas vezes nos impede de desfrutar o verdadeiro sabor dos alimentos, seja pela rapidez semi-automática no movimento de levar a comida à boca, seja no uso dos tão práticos porém padronizados temperos prontos de toda sorte.
Foi com o singelo intuito de resgatar o prazer embutido nas cocções mais fundamentais da culinária que ontem lancei-me o desafio de preparar um caldo de carne caseiro.
Com poucos ingredientes, um panelão, alguma paciência e quase nada de vigilância a leitora e o leitor queridos também podem tentar esta feita em casa.
As medidas podem variar de acordo com seu gosto, desde que respeitados alguns princípios. Uma batata, por exemplo, arruinaria com seu amido a transparência do caldo e impediria o armazenamento adequado. A listagem abaixo corresponde aos itens que utilizei.
Ingredientes:
- 500 g de carne de músculo, sem gordura
- 2 cenouras em rodelas grossas
- 2 cebolas em cubos grandes
- a parte verde de 2 alhos-porós [o ideal é usar 3 ramos de salsão, mas não tinha em casa no dia]
- 2 folhas de louro
- punhado de grãos de pimenta branca
- sal
Como Fazer:
- Numa panela com capacidade para 5 litros, ponha a carne, uma colher de sal e água até mais ou menos a metade. Leve ao fogo até ferver.
- Note que uma espuma se formou na superfície. São impurezas que vêm à tona e devem ser descartadas para que seu caldo não resulte turvo e com gosto ruim. Pacientemente, sem desligar o fogo, vá retirando toda a espuma com uma colher ou escumadeira. Não há como precisar o tempo exato dessa operação, mas creio que deva ser algo como cinco minutinhos. Aproveite para fazer uma higiene mental, jogando fora também os ciscos acumulados no seu andar de cima
- Quando a água estiver clarinha, hora de juntar os vegetais e temperos, juntar um pouquinho mais de água quente se quiser e deixar a panela lá, fervilhando, semi-tampada, por umas duas horas.
- De vez em quando você pode espiar só para garantir que o fogo não apagou com uma corrente de vento, ou que a tampa se jogou la de cima.
- Passadas as duas horas, retire a carne e reserve para usar em outra preparação. Os legumes podem ser descartados, pois suas propriedades e sabor já passaram para o caldo, mas se você quiser ainda poderá incluí-los em alguma torta ou purê.
- Agora é preciso coar bem o caldo. Usei uma peneira beeeeeem fininhha, que mais parece um tecido. Na falta de uma, vale usar filtro de café ou um pano limpíssimo destinado para esse fim.
- Coado o caldo, hora de armazenar. O meu foi dividido em copos plásticos e levado ao freezer. Há quem use forminhas de gelo, mas acho pouco prático. Depois de prontos, os “picolés” podem ser retirados de suas formas e ensacados (uns três de cada vez) para ocupar menos espaço.
A senhora e o senhor podem achar antiquado de minha parte passar tanto tempo preparando algo que hoje é vendido em cubinhos por centavos de dinheiro. Mas é preciso experimentar o caldo preparado artesanalmente para entender que cada minuto da fervura se traduz numa sensação gostosa de comida de verdade 
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Publicado em Dicas, Utensílios às 8:03 am pela Dadivosa
É provável que a querida leitora e o querido leitor já tenham passado pela situação desagradável de ter de aquecer/cozer algum alimento de cheiro forte no forninho microondas.
Para eliminar o cheirume do utensílio, recomendo um procedimento muito simples. Basta levar um refratário com água (mais ou menos meio litro) e meio limão, ligar o forno na potência máxima por três minutos e deixar o vasilhame arrefecer lá dentro, com a porta fechada. Funciona como mágica!
Para manter seu microondas sempre inodoro e limpinho, não deixe de limpar qualquer respingo na hora, com um pano úmido.
Jamais use abrasivos, esponja de aço ou quaisquer outros subterfúgios agressivos. Pano, água, esponja macia e cuidado bastam.
No máximo, um sabão neutro naquela mancha mais teimosa.
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11.16.06
Publicado em Salgados às 1:30 pm pela Dadivosa
A ocasião faz o ladrão…e também o cozinheiro! Estava com ganas de comer um frango ao curry com arroz de jasmim, mas olvidei-me de pôr o arroz a cozinhar e a fome foi maior do que a paciência, de forma que empreguei o que me ocorreu na hora: talharim instantâneo. Ficou tão espetacular que resolvi dividir com a leitora e o leitor o meu improviso. A receita é para uma porção:
A ocasião faz o ladrão…e também o cozinheiro! Estava com ganas de comer um frango ao curry com arroz de jasmim, mas olvidei-me de pôr o arroz a cozinhar e a fome foi maior do que a paciência, de forma que empreguei o que me ocorreu na hora: talharim instantâneo. Ficou tão espetacular que resolvi dividir com a leitora e o leitor o meu improviso. A receita é para uma porção:
Ingredientes:
- 1 colher de sopa de azeite de oliva
- 1/2 peito de frango cortado em quadrados
- 1 cebola pequena cortada em gomos
- 1 cenoura em rodelas beeeeeem finas
- 1/2 xícara de ervilhas
- 2 colheres de sopa de curry em pó
- 250 ml de iogurte natural
- sal a gosto (não pode exagerar)
- 1/2 pacote de macarrão instantâneo sem o veneninho ou meia placa de talharim instantâneo (daqueles que vêm numa embalagem comprida)
- salsinha desidratada para polvilhar
Como fazer:
- Antes mesmo de ligar o fogo, recomendo deixar os ingredientes separados, pois a cocção é bastante rápida.
- Aqueça o óleo numa frigideira grande ou panela wok e deite ali o frango.
- Quando o frango estiver branquinho, adicione a cebola e mexa até que ela fique transparente, depois junte a cenoura. Polvilhe metade do curry e incorpore. Se ameaçar grudar no fundo, adicione um pouquinho de água quente, não mais do que 1/4 de xícara.
Caso a leitora e o leitor não estejam habituados a esse tempero, recomendo, por cautela, usar uma colher de chá como medida inicial no lugar da colher de sopa. É possível adicionar mais no final.
- Quando a cenoura estiver macia, agregue as ervilhas e revolva tudo.
- Misture a outra metade do curry no iogurte, que vai ficar num amarelinho simpático e despeje o creme sobre o frango.
Aqui, novamente, por precaução, você pode ir dosando a quantidade de curry para adaptar o tempero ao seu gosto. A quantidade que usei originalmente não deixou o prato nem muito forte, nem muito fraco, apesar de eu gostar bastante de um curry bem picante.
- Quando aquecer, abra caminho no meio, arrumando o frango e os legumes para a borda da panela, formando um laguinho. É nesse laguinho que você vai colocar o macarrão.
- Abafe a panela e aguarde uns três minutos, espiando na metade do tempo para separar a massa com um garfo e cuidar para não queimar.
- Prove o sal, adicione uma pitada se for preciso e sirva polvilhado com a salsinha desidratada.
A leitora e o leitor verão na foto que minhas rodelinhas de cenoura não foram muito finas. Isso ocasionou uma demora inesperada para amaciar, fato que ignorei e comi como se as rodelinhas crocantes fizessem parte do plano desde o início… mas cozidinhas teriam ficado mais gostosas
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11.15.06
Publicado em Doces às 6:10 am pela Dadivosa

Precisava inaugurar minha forma de silicone vermelha com buraco no meio e decoração de gominhos. Ando numa fase “gominhos” desde que adquiri a Tupperware Mágica empregada no Flan de Maracujá.
O único obstáculo, afora a infinidade de receitas possíveis, era acertar na quantidade do preparado, pois a forma é mais larguinha e baixa, parece não dar conta de receitas muito generosas.
Optei então por uma espécie de clafoutis mais consistente, que já havia testado uns anos atrás. A receita veio numa revista para senhoritas preocupadas com a cintura, motivo pelo qual não contém gordura e preconiza ainda o uso de leite de soja e adoçante culinário. Receita light… um pouco demais, até. Como não faço questão nem de um nem de outro, acabei por adaptar a receita ao meu gosto e ao que tinha em casa. Mantive a ausência de gordura, troquei o adoçante por açúcar, usei leite comum com iogurte natura e vingou!
Ingredientes:
- 2 bananas-prata
- 3/4 de xícara de farinha de trigo
- 1/2 xícara de açúcar [no original era adoçante, não recomendo]
- 1 pitada de sal
- 4 ovos
- 1/2 xícara de leite
- 1/2 xícara de iogurte natural [no original era só leite, mas gosto de misturar iogurte sempre que possível]
- 1 colher de chá de essência de baunilha
- 1 colher de chá de fermento em pó [precisar, não precisava, pus somente para testar]
- canela em pó (opcional)
- açúcar de confeiteiro para polvilhar
Como Fazer:
- Ligue o forno para preaquecer e unte a forma com margarina.
- Descasque e corte as bananas em rodelas, depois coloque-as na forma untada. Não é necessário atentar-se à decoração, pois a massa é bastante líquida e vai arruinar o desenho. Apenas cuide para distribuí-las uniformemente
- Numa tigela, deite o trigo, o açúcar e o sal. Adicione os ovos e bata com o batedor de arame ou colher de pau até incorporar bem.
- Junte o leite misturado com o iogurte e misture, apenas.
- Adicione a baunilha e o fermento (se quiser). Está pronta a massa.
- Despeje-a na forma, polvilhe com canela e leve ao forno médio. Leva uns 20 minutinhos.
- Espere arrefecer um pouco, polvilhe açúcar de confeiteiro e sirva morninho, frio ou gelado.
Há pouco tempo descobri que existem no mundo pessoas que nutrem verdadeira ojeriza pela banana. Se você for uma delas, recomendo substituir as inomináveis pela fruta que mais gostar, desde que macia para cozinhar rápido e pouco ácida para não desonerar a massa.
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11.14.06
Publicado em Dicas, Utensílios às 8:53 am pela Dadivosa
Não há como negar que eles são mais vistosos, chamam a atenção e ornam o derredor. Puristas podem até torcer o nariz, mas o silicone não dá sinais de que vá cair em desuso tão cedo.
Sendo uma jovem-senhora-moderna-à-moda-antiga, preciso confessar que gosto muito das coisas mais originais, de raiz, ao mesmo tempo que não resisto a uma novidade, principalmente quando é esteticamente superior!
Espátulas, formas, pincéis e outros utensílios feitos de silicone vêm em uma infinidade de cores e formatos. Antes de adquirir meu primeiro exemplar, há uns 2 anos, fui pesquisar sobre o material para saber se era mesmo seguro para entrar em contato com alimentos. E descobri que essas belezuras estão, sim, em conformidade com as normas internacionais e são recomendados para o uso culinário.
Isso posto, vamos à lista de PRÓS:
- São coloridos e têm formatos graciosos.
- Flexíveis, pode ser amassados para o armazenamento, sem que percam seu formato original.
- São totalmente antiaderentes, com superfície mais confíavel do que outros revestimentos.
- Têm microporos que distribuem melhor o calor, evitando que os cozinhados queimem de um lado só.
- Chegam a durar 30 vezes mais do que as formas convencionais.
- Não acumulam resíduos, sendo portanto mais higiênicos.
- São mais fáceis de lavar e conservar.
- São infinitamente mais eficientes na hora de desenformar, sobretudo para quem não tem muita prática/paciência, como eu.
Agora a lista de CONTRAS, totalmente baseada em minha experiência pessoal e intrasferível:
- Toda essa flexibilidade nas formas de bolo e de pão pode constituir um problema para mãos aparvalhadas como as minhas. É preciso um cuidado extra no manuseio para não derramar toda a massa pelo chão da cozinha, escorregar e quebrar um dente (felizmente não aconteceu… ainda!).
- Ainda sobre a flexibilidade, é sempre bom valer-se de um tabuleiro tradicional para levar o bolinho ao forno e para servir de base durante o cozimento. Fica mais fácil para transportar e, no caso das forminhas de muffin, evita que cantinhos da forma escorreguem pela grade.
- Pode ser implicância minha, mas sinto que o silicone libera um leve odor de plástico, sobrepondo-se de certa maneira ao cheirinho bom do bolo.
- Custam mais caro.
No frigir dos ovos, posso dizer que vale o investimento de siliconar a cozinha, mas é bom ter alguns itens de alumínio como apoio.
Dicas de conservação para formas de silicone:
- É recomendável que você unte a forma com margarina na primeira e segunda vez que for utilizá-la. Depois não será mais necessário
- Para lavar, utilize sempre a parte macia da esponja, pois o lado abrasivo pode arruinar a superfície lisa da forma. Caso algum respingo de massa queime nas laterais, basta deixar um pouquinho de molho na água.
- Procure usar sabão neutro, daqueles em pedra, pois alguns detergentes também são muito abrasivos.
- Muito embora algumas marcas aleguem que seus utensílios podem ir à lava-louças, não gosto de arriscar.
- Em hipótese alguma deixe de desenformar o bolinho ou o pão, para não correr o perigo de um assaltante de cozinha desavisado passar a faca para roubar um naco e acabar arruinando seu belo utensílio!
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11.13.06
Publicado em Salgados às 9:36 am pela Dadivosa
Couriers-motociclistas são xingados durante o dia e esperados ansiosamente ao cair da noite, não é mesmo?
Quer dizer, são esperados quando é a nossa pizza que ele traz, pois é de amargar chegar em casa faminta, ver que o moço acabou de entregar a encomenda e ter de subir nove andares num elevador repleto daquele cheirinho inconfundível!
Ainda mais para mim, que demoro mais tempo decidindo que sabor pedir do que a pizzaria leva para entregar. Ou seja, de 20, 30 minutos, o processo passa para uma hora, facilmente.
Foi por isso que na última sexta-feira (é o pior dia, sempre) inventei às pressas um aplacador de fome quase instantâneo que não se compara a uma redonda, mas foi rapidíssimo de fazer, não exigiu cocção e ainda por cima ficou saboroso.

Sanduíche Aberto de Salmão Defumado
Ingredientes:
- 2 fatias de pão integral
- lábane (coalhada seca) o quanto baste para besuntar o pão
- pepino japonês (meio já está bom)
- alcaparras a gosto
- salmão defumado (usei dois filés)
- pimenta-do-reino moída na hora
Como fiz:
- Mal abri a porta e já fui ligando o forno.
- Coloquei o salmão num pratinho e desfiei um pouco os filés.
- Lavei e cortei em rodelinhas o pepino.
- Taquei as fatias de pão no forno somente para aquecerem um pouquinho. Se preferir, use a torradeira.
- Tirei o pão do forno, passei o lábane nas fatias, depois veio o pepino, o salmão, a pimenta e as alcaparras, só pra fazer uma graça.
- Comi sorrindo e cheguei até a esquecer aqueles segundos torturantes dentro do elevador
Gostaria muito de ter adicionado umas gotas de limão para quebrar um pouco a untuosidade do peixe, mas ficará para a próxima vez.
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11.12.06
Publicado em Liberte sua Dadivosa às 10:57 am pela Dadivosa
O Estado de São Paulo publicou hoje, no caderno TV&Lazer, uma matéria sobre blogs culinários, lindamente ilustrada pela foto das Rainhas do Lar Faby e Katita.
O Dadivosa foi citado também, assim como o Mixirica e o Chucrute com Salsicha . Preciso confessar que agarrou-me uma emoção tremenda ao ver nossos blogs impressos em papel-jornal:)
Recomendo fortemente a visita a essas meninas queridas, que estão desde sempre na lista de Blogs de Comida que leio diariamente, me inspiram e são uns amores.
//Aqui inicia um pequeno momento discurso-de-oscar//
Aproveito para agradecer:
- ao marido que me atura, sem reclamar, nos meus bad-cooking-days
- aos meus leitores e leitoras queridos
- e ao Daniel, do É Isso, que gentil e inocentemente ofereceu um espaço para hospedar o Dadivosa sem saber que acabaria por despertar o monstro blogueiro culinário que existe em mim
//Fim do momento discurso-de-oscar//
Na capa do caderno, uma imagem em miniatura das Brevidades:

E a matéria:
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11.11.06
Publicado em Salgados às 12:24 am pela Dadivosa

Não lembro mais onde li que as línguas faladas nos lugares mais quentes da terra tendem a apresentar muitas vogais. Lenda ou não, acredito de verdade que essas cinco letrinhas conferem cor e alegria ao falar.
Foi pensando nisso que me dei conta, enquanto picava as abobrinhas, de que a palavra ratatouille tem todas as vogais dentro dela! Vai ver é por isso que cor e alegria não faltam a essa receita, que tem verde, tem branco, tem vermelho, tem amarelo, tem roxo…
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11.10.06
Publicado em Salgados às 12:25 am pela Dadivosa
A idéia partiu da Rainha Clau, moça prendada e conhecedora de beberagens. Dia desses, finalmente, pude comprovar os benefícios organolépticos de se adicionar um trago de cachaça para variar o arroz do diário.
Trata-se de uma pequena, porém astuta, adição de aguardente na hora de refogar o arroz. Neste dia, utilize alho, mas achei bastante dispensável.
Deixarei aqui um relato breve do preparado, muito embora cada cozinheiro(a) possa ter sua maneira de cozinhar arroz. Como sempre, fique à vontade para fazer do jeito que lhe aprouver.
Ingredientes:
- 1 colher de sopa de óleo
- 1 dente de alho esmagado
- 1 xícara de arroz lavado e escorrido
- 1/4 de xícara de cachaça
- 2 1/2 xícaras de água
- sal o quanto baste
Como Fazer:
- Leve a água ao fogo para ferver. Quando as primeiras bolinhas começarem a aparecer, inicie o passo 2.
- Numa panela pequena, leve o óleo para aquecer. Não deixe ficar fumegante, basta aquecer levemente, coisa de poucos segundos.
- Deite o alho para alourar, cuidando para que não queime.
- Adicione os grãos de arroz escorridos e mexa com sua colher de pau.
- Rapidamente, despeje a cachaça e continue mexendo. Não se assuste se ficar inebriado(a) com o aroma, é o álcool que está se despedindo da mistura em forma de vapor.
- Quando secar, adicione a água, que a essa altura deve estar fervendo de ansiedade para juntar-se ao refogado aromático.
- Dê mais uma mexidinha com a colher de pau, só para garantir que nenhum grão ficará grudado no fundo da panela. Abaixe o fogo e coloque a tampa meio de ladinho, para não abafar demais.
- Os tempos de cozimento do arroz podem variar em função da sua bateria de cozinha e da pujança do bico do fogão. Entretanto, fazer arroz não é uma tarefa que permite ausências prolongadas. Recomendo espreitar de vez em quando, só para garantir.
- Desligue o fogo quando, entre os grãos, puder ver uns buraquinhos com quase nada de água. Agora sim, cubra a panela com a tampa e deixe o arroz descansar por uns 10 minutinhos. Essa providência evita que ele se queime e ajuda a soltar os grãos, principalmente quando utilizam-se aquelas panelas de inox com fundo triplo, que de tão boas às vezes me pregam peças.
Como bem disse a Clau, não se sente um gosto definido de cachaça, mas a bebida empresta ao arroz o seu elã, fato que me inspira a, da próxima vez, empregar alguma vodca flavorizada.
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