Marronzinho Ligeiro (ou Brownie de Liquidificador)


Nada lisonjeia mais um(a) cozinheiro(a) do que a solicitação, por parte de um ente querido, de confeccionar determinada especialidade. Na semana passada, após um delicioso almoço em família, meu primo “por parte de esposo”, perguntou, com a queridice que lhe é tão natural:
- Quando é que você vai trazer de novo aquele brownie com calda, hein?
Ao que eu, repleta de contentamento, respondi:
- Semana que vem, sem falta!

Promessa feita, promessa paga. E como não poderia deixar de ser, divido com vocês a receitinha.

É de bom alvitre informar, no entanto, que não se trata de uma receita de brownie tradicional, pois não vai chocolate em barra, por isso batizei o preparado com o nome carinhoso de Marronzinho Ligeiro.

Ingredientes:

  • 4 ovos
  • 1 ½ x. de açúcar
  • 1 colh. (chá) de essência de baunilha (opcional)
  • ¼ x. de água
  • 150 g de manteiga
  • ½ x. de farinha de trigo
  • ¾ x. de chocolate em pó (uso aquele dos padres, sabe?)
  • 1 xícara de nozes picadas (para misturar no final)

Como fazer:

  1. Ligue o forno para preaquecer.
  2. Unte uma forma de 18 cm X 24 cm com manteiga.
  3. Reserve as nozes para misturar à massa depois. Você pode usá-las picadinhas ou inteiras, vai do gosto do freguês. Neste aí da foto, preferi arrumá-las delicadamente, às metades, sobre a massa antes de assar.
  4. Vá colocando no liquidificador os ingredientes na ordem indicada (primeiro os ovos, depois o açúcar…), com exceção das nozes. Ligue e bata até ficar homogêneo. Se quiser, pode usar um mixer mesmo.
  5. Misture as nozes à massa (ou não!), deite a mistura sobre a forma untada e leve ao forno moderado para baixo. A receita não leva fermento, não se trata de erro ao copiar a receita, que fique claro.
  6. Estará pronto quando, ao enfiar um palito no centro da massa, ele sair limpinho. Ele vai crescer um pouco e depois vai abaixar. Não se assuste, é normal que ele encolha um pouco ao sair do forno, chegando mesmo a se desgrudar das laterais da forma.
  7. Agora é só regar com a…

Calda de Chocolate Multiprática!

Ingredientes:
(para 1 xícara de calda)

  • ¼ x. de manteiga
  • ¼ x. de leite
  • ¼ x. de chocolate em pó
  • ¼ x. de açúcar

Como fazer:
Leve tudo ao fogo baixo, mexendo com a colher de pau. Fique de olho para a mistura não subir demais ao ferver e verifique a consistência com a colher. Quando engrossar, estará pronto. Fica deliciosa com sorvete, sobre o bolo de cenoura, na nega maluca, com crepes…
Se desejar, pode aumentar a receita da calda, bastando para isso manter a mesma proporção entre os ingredientes.

É preciso relatar que logrei meu intento de presentear a todos com uma sobremesa gostosa. A iguaria foi acompanhada de um sorvete de creme e todo mundo mandou a brasa!

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Como separar o lixo de casa

Estimada Leitora, Estimado Leitor

Muitos foram os dias nos quais quedei-me estupefacta ao perceber a quantidade de lixo que uma pequena família composta por casal e cachorrinha é capaz de produzir.

E apesar de achar tremendamente anti-ecológico deitar fora o lixo orgânico misturado ao material reciclável, não sabia como fazer, nem por onde começar.

Não sabia até assistir a uma palestra sobre o programa Pintou Limpeza, que me foi bastante elucidativa. Desde então, criei o hábito de lavar e secar bem as embalagens e dobrá-las ou amassá-las sempre que possível para não fazer volume.

No meu condomínio não tem coleta seletiva, por isso guardo tudo em caixas separadas e depois levo até um posto de coleta.

São poucos (e simples) princípios básicos:

  • É preciso lavar e secar as embalagens de tetrapack, lata, alumínio, PET, plástico e vidro para não atrair bichinhos peçonhentos.
  • Para diminuir o volume de garrafas PET, pise em cima delas até amassar bem e depois feche a tampinha.
  • Não se acanhe se não tiver aqueles amassadores profissinais de latinhas. Um bom pisão também resolve :D
  • Quando separar papéis, rasgue-os em pedaços ou empilhe as folhas em vez de amassar. Papel amassado ocupa mais espaço, dá mais trabalho e encarece o transporte.

No site tem uma lista de postos de coleta e muitos links bacanas para quem se interessa pelo assunto.

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Passo a passo!

A pedidos, aqui vai a foto do saco de fazer labane, devidamente envolto em plástico para evitar a aterrissagem de insetos e a pingaceira na pia :D

Fiquei bastante na dúvida com relação a essas fotos meio desmaiadas e feinhas, mas acho que podem ser bem “didáticas” em sua simplicidade e falta de contraste (afinal o saco é branco, o iogurte é meio branco…).

Para quem quiser acompanhar o processo ilustrado de feitura da coalhada seca, deixei tudo explicadinho no meu álbum de fotos.

Clique aqui para ver o passo a passo do labane

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Outubro é mês de…

  • Abobrinha
  • Acelga
  • Alcachofra
  • Alface
  • Alho nacional
  • Almeirão
  • Beterraba
  • Brócolis
  • Cebola
  • Cenoura
  • Chicória
  • Chuchu
  • Couve
  • Couve-flor
  • Espinafre
  • Inhame
  • Mostarda
  • Rabanete
  • Repolho
  • Salsa
  • Salsão
  • Vagem
  • Banana-prata
  • Morango

Não me lembro de onde veio essa minha listinha, portanto fique à vontade para dizer se é confiável, para acrescentar produtos e para riscar algum intrometido :)

Batatinhas em Conserva


Gosto muito de batatas, especialmente no formato de acepipes. Por isso sou apaixonada por essas batatinhas pequenas, que uns chamam de batata-bolinha, outros de baby-potatoes, outros ainda de new-potatoes.

Dias atrás resolvi “me-auto-lançar-me-a-mim-mesma” o desafio: reproduzir em casa as famosas batatinhas da Dona Marina. Trata-se da vó da prima do meu marido e para esse grau de parentesco eu não consigo criar um nome adequado (ainda). Chamo-a, então, de Vó Marina, pois sou fominha e tenho essa tendência a acreditar que as avós de todo o mundo são um pouco minhas também.

Fui fazendo sem muita medida e vou tentar explicar aqui da melhor forma possível, mas essa é daquelas receitas que não tem medida mesmo, vale o gosto da(o) cozinheira(o).

Ingredientes:

  • batatas pequeninas com casca e tudo
  • vinagre branco
  • cheiro verde (usei só salsinha)
  • alecrim fresco
  • pimenta calabresa (pode ser qualquer uma, ou nenhuma)
  • sal

Como fiz:

  1. Com uma escovinha reservada para esse fim, esfreguei as batatinhas para tirar a terra.
  2. Levei as ditas para uma fervura em água e sal e fiquei atenta para que não cozinhassem demais, pois o processo ainda continuaria depois de retirá-las do fogo. Foi coisa de poucos minutos.
  3. Escorri a água e deitei as batatinhas, ainda fumegantes, numa tigela de vidro com uma mistura de vinagre (foi mais ou menos uma xícara), salsinha, alecrim e pimenta calabresa (bastante). Coloquei um tequinho de nada de sal e cobri a vasilha.
  4. Quando as batatinhas arrefeceram, juntei um pouco de água filtrada à mistura, somente para cobrir tudo. Um pouco mais de sal para corrigir (não muito, porque ainda vai curtir) e geladeira.
  5. Resisti à tentação e comi somente no dia seguinte, quando já estavam mais curtidinhas.

Seria muita pretensão da minha parte achar que ficaram iguais às da Vó Marina, que além das batatinhas faz antepasto de berinjela, massa caseira, pimentão recheado e mais um monte de coisas boas, mas ficaram bem gostosas!

Bad Cooking Day

Dizem que a senhora dona-de-casa deve abster-se de fazer determinadas preparações culinárias quando estiver incomodada (naqueles dias, com problemas de moça) sob pena de desandar toda a receita.

De minha parte, nunca consegui comprovar a relação entre o ciclo hormonal feminino e o (in)sucesso na cozinha, mas de tempos em tempos sou acometida por aqueles dias de comida ruim. Vou toda prestimosa e faceira preparar uma coisinha gostosa e o resultado é deveras embaraçoso:uma papa disforme e um bolo estranho.

Papa disforme foi o que virou meu último arroz com lentilha, ou mjadra, a despeito de já tê-la preparado diversas vezes. A lentilha cozinhou demais, tinha muita água, não sei bem explicar o motivo. Mas não vingou, eis a verdade. Isso aconteceu na segunda-feira.

E ontem cheguei com aquela vontade de assar um bolinho. Só assar mesmo, que a disposição não chegava ao ponto de usar a batedeira. Vou compensar o diacho da mjadra pastosa, pensei. Pus-me a seguir com muito afinco uma receita bastante simples de Bolo de Coco de Liquidificador.

Peneirei duas xícaras de farinha de trigo, uma colher de sopa de fermento, uma pitada de sal e reservei. Bati no liquidificador, por exatos quatro minutos conforme pedia a receita: cinco ovos, 150 g de manteiga em temperatura ambiente, 1 vidrinho de 200 ml de leite de coco, 1 1/2 xícara de açúcar.

Mais fácil, impossível! Agora só precisava misturar os secos com os molhados, né?  E foi fácil mesmo, mas a mistura empelotou! Não me deixei abater: passei a massa (que é bem líquida) por uma peneirinha desfazendo os grumos todos, um a um, para depois despejar tudo com amor numa forma de buraco no meio, untada e enfarinhada.

Forno preaquecido, temperatura média por uns 50 minutos. O bolo cresceu feliz, formando uma crosta morena e lustrosa. Ao retirar do forno, encostei o antebraço esquerdo na grade: ‘pssssss’. Normal, pensei. Apenas mais uma pequena cicatriz doméstica. Lembrei-me da chacina do bolo de milho e dessa vez fui ladina: esperei o bolo esfriar um pouco antes de desenformar. Virei num prato e ficou belíssimo, coisa de fotonovela, amiga :)

Dormi com a sensação de plenitude que só um bolo bem feito pode proporcionar.

Iniciarei um belo dia comendo uma fatia do meu bolinho no café-da-manhã, pensei. Fiz até uma foto, orgulhosa que estava da minha obra.

Mas o bolo não prestou! Ficou esquisito de uma maneira que não sei bem explicar. Meio borrachento, apesar de não ter ficado duro. Macio, com furinhos, boa cor, bem-crescido, gosto normal, mas a textura definitivamente não agradou.

Por isso tudo, estimada leitora prendada e estimado leitor dadivoso, venho por meio desta nota eletrônica solicitar conforto e uma luz para o mistério dos cozinhados mal sucedidos. Pois, apesar de não desistir nunca e manter o avental a postos, duas perguntas não me saem da mente:

Teria a dadivosice me abandonado temporariamente?

Ou estaria eu numa seqüência de Bad Cooking Days?