Quem tem Walita tem tudo!

Ao consultar este mesmo livreto de receitas Walita que veio com o super liquidificador da vó Nair, a jovem senhora dona de casa pode planejar-se para equipar sua casa com os mais modernos eletrodomésticos, a saber:
- Liquidificador
- Liquidificador Batedor
- Enceradeira
- Misturador de Massas
- Descascador
- Bojãozinho
- Batedeira de Bolos
- Infra-grill
- Ferro Elétrico
- Centrífuga
- Exaustor

P.S. 1: O folheto data do início da década de 1960.
P.S. 2: Para mais detalhes, a leitora pode clicar sobre sobre a foto para vê-la ampliada no Flickr (o álbum de fotos virtual).
;***

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Copa, Copacabana


Eis que Ana de Toledo, moça deveras simpática que nos brinda com registros fotográficos de antanho, notadamente da praia de Copacabana, resolveu promover uma brincadeira divertida na rede mundial dos computadores, o Concurso de Gastronomia CopacabAna de Toledo.

Não pude resistir ao convite e fui, lépida e fagueira, deixar nos comentários uma receitinha simples e rápida com o tema proposto.

Hoje, ao abrir meus correios eletrônicos, agarrou-me uma alegria alvissareira, pois meu singelo Sanduíche República do Peru foi agraciado com o troféu que podem ver acima.

É mister mencionar, portanto, que todos os meus mais sinceros agradecimentos vão para os leitores e leitoras do Dadivosa, muitos deles também dadivosos e prendados, que tanto me inspiram com suas receitas, comentários e visitinhas.

Deixarei aqui a receita tal e qual foi enviada para o concurso e, tão logo me seja possível, fotografarei o prato para mostrar a todos.

Sanduíche República do Peru
Toste um pão ciabatta grande cortado ao meio.
Respingue as metades com Vodka Absolut Kurant ou cachaça da boa mesmo (um pouco, pra não ficar molengo), depois esfregue o miolo com metades de tomate maduro, espremendo bem a polpa.
Monte o sanduíche usando fatias de queijo estepe, peito de peru e folhinhas de mini-rúcula.
Cubra com a outra metade da ciabatta, embrulhe o sanduíche com papel manteiga e corte na diagonal.
Para comer a dois, ao anoitecer, sentindo o corpo ainda quente de sol, acompanhado de um chopp gelado ou suco de abacaxi natural.”

.*. Atualização .*.

Conforme prometido, a foto:

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Faça uma Geladeira Feliz

bestsellers, originally uploaded by criminal.

Após duas sessões de grande nostalgia, sinto-me no dever de varrer um pouco o cisco, abrir as janelas e trazer um arzinho de atualidade a esta cozinha virtual  alojada na rede-mundial-de-computadores.

Outrossim, deixo à estimada leitora e ao querido leitor uma sugestão:
1. dirija-se ao álbum de fotos do autor dos simpáticos magnéticos acima;
2. deleite o olhar com desenhos exclusivos e belíssimos e, quiçá,
3. adquira alguns exemplares desses alegradores instantâneos de geladeira!

Os meus já estão em uso há algumas semanas e posso atestar que embelezaram enormemente o meu lar.

P.S.: Para visitar o álbum, clique sobre a foto.

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As Pitangas mais Doces do Mundo

Não sei dizer se era um costume de priscas eras, uma habitude da colônia alemã, uma coisa de gente simples ou a mistura de tudo isso. O fato é que na família da vó há registro de diversos casos de irmãos de criação. Geralmente um primo ou prima (distante ou não) que morava junto, crescia junto e tinha status de irmão de sangue.

A tia Lair era nossa tia-avó de criação. Ela e a vó Nair acabaram morando na mesma rua, a poucos passos de distância, bastando atravessar a rua para levar uma xícara de açúcar, um recado, um bolinho de chuva.

A casa da tia Lair, grande por fora, escura por dentro, de estilo enxaimel e decoração espartana, era um mundo à parte. O terreno, confesso, nunca cheguei a conhecer inteiro. Tinha um galpão-oficina do tamanho da casa, tinha horta, tinha vários pés de goiaba, limão, carambola, nêspera (que a gente chamava de ameixa amarela), pitanga, mixirica e outras que não chegava muito perto, pois eram guardadas por um cachorrão do qual só conhecia o latido, tamanho o medo que o tio Willy colocava na gente. Mas o medo do cachorro, sozinho, não era motivo pra eu preferir o interior da casa.

O que atraía os sobrinhos-netos para a casa da tia Lair era o cheirinho dos bolos que ela fazia para vender. Bolos de casamento, de bodas de prata, bodas de ouro, aniversário chiques, festas de quinze anos. Todos decorados com delicadas filigranas, rendas e bordaduras de glacê.

O glacê era sempre o mesmo: uma mistura de claras com calda em ponto de fio, aromatizada com limão, que depois de um tempo endurecia formando lindos suspiros. O máximo que a tia Lair se permitia incluir na decoração eram aqueles confeitinhos prateados em forma de bolinha, ou toques de anilina para colorir pétalas, folhas, arabescos e bordas rendilhadas.

Como falei, éramos atraídos pelo cheiro do bolo recém-saído do forno. Sabíamos que junto com o bolo vinha o glacê. E essa era a melhor parte. Podíamos chegar a qualquer hora do dia ou da noite, que a tia Lair sempre tinha glacê em casa, dentro do saco de confeitar, pronto para produzir os desenhos mais doces e lindos.

Sabendo disso, chegávamos já com a mãozinha estendida para receber as boas-vindas da tia Lair. E numa fração de segundos, sem que a gente precisasse dizer nada, ela depositava duas ou três pitanguinhas de glacê, bem no meio da palma da mão, perfeitas e branquinhas. Depois de lambermos as frutinhas de suspiro com os olhinhos fechados ela fazia outros desenhos, como flores e minhoquinhas, mas as pitangas eram como uma assinatura, uma senha para entrarmos naquele mundo doce que ela construiu.

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Flan Mágico de Maracujá


É de bom grado que cumpro o prometido de publicar foto e receita de meu primeiro quitute confeccionado com o auxílio da Mágica, esta prática e versátil forma de matéria plástica que permite à senhora cambiar a decoração de seu preparado.

Este flan é muito ligeiro, leve, aerado, fácil de fazer e, se a senhora optar por empregar adoçante no lugar do açúcar, ainda resulta numa sobremesa de baixo teor calórico.

Ingredientes:
[Para o flan:]

  • 1 pacote (12g) de gelatina incolor sem sabor
  • 5 colheres de sopa de água
  • ¾ xícara de suco de maracujá concentrado
  • 500 ml de iogurte natural, de preferência caseiro
  • 1 xícara de açúcar ou o equivalente de adoçante culinário (usei uma colher de sopa deste último, concentrado, próprio para forno e fogão)

[Para a calda:]

  • 1 xícara de polpa de maracujá com sementes
  • 1 xícara de açúcar ou o equivalente de adoçante culinário (usei uma colher de sopa deste último, concentrado, próprio para forno e fogão)

Como fazer:

  1. Hidrate a gelatina conforme instruções da embalagem.
    No meu caso, fiz chover o pozinho por sobre a água, que estava depositada em uma cremeira de vidro.
    Misturei com a colher até formar uma papinha, diria que quase com a consistência de um gel. Levei a mistura ao microondas por 15 segundos e reservei.
  2. Deite no copo do liquidificador, nesta ordem: o suco, o iogurte, o adoçante/açúcar e a gelatina. Bata até homogeneizar.
    Como já protagonizei alguns malogros culinários envolvendo gelatina quente e iogurte gelado, desta vez fui astuta: aqueci levemente os potinhos, mergulhando-os em água quente, até que estivessem em temperatura ambiente para não provocar nenhum choque térmico e desonerar a emulsão. O suco de maracujá também estava em temperatura ambiente pelo mesmo motivo. Não posso precisar se foi este o fator crítico para o sucesso da sobremesa, mas definitivamente não desandou.
  3. Despeje com cuidado a mistura dentro da forma, que foi previamente molhada para não grudar. Cubra-a e leve à geladeira até endurecer. Meu flan só foi desenformado 24 horas depois, mas a senhora pode virá-lo em 4 horas, aproximadamente, desde que o preparado esteja sólido.
  4. Para preparar a calda, leve os dois ingredientes ao fogo e deixe ferver por um ou dois minutos, o suficiente para que se observe uma leve mudança na consistência do líquido, que deve engrossar um pouquinho.
  5. Após desenformar o flan, que por dentro apresenta buraquinhos tal qual uma mousse, sirva-o da maneira que maisquerer, derramando uma porçãozinha de calda para acompanhar.
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Mais uma coisa querida


Não sei para que serve exatamente, mas achei tão querida esta maçã de tupperware (ou tupperware de maçã) que fui impelida a encomendá-la há duas semanas.

Ela chegou, finalmente, acompanhada da Mágica, aquela forma para gelatina com gominhos e tampinhas decoradas diferentes que ainda faz a alegria da petizada, mais outros potinhos de nomes menos pomposos, mas igualmente práticos, eternos e com gostinho de antigamente.

A foto não faz jus à fofice do utensílio, mas precisava muito mostrá-lo para a prendadíssima Carol Grilo, que confessou dia desses estar em uma fase maçã.

Fiz um flan de maracujá para inaugurar minha Mágica (e agora indispensável) e, se vingar, publicarei a foto em breve.

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