Dez coisas que não podem faltar na minha cozinha

A Rainha Faby publicou aqui os dez itens que não podem faltar em sua majestosa cozinha e desde que li o post não consigo tirar da cabeça a minha própria lista. Então, para tirar da cabeça, vou escrever aqui:

  1. Iogurte caseiro
  2. Tomate pelado
  3. Salsinha e cebolinha frescas (são duas coisas, mas chamo de cheiro-verde e fica tudo certo)
  4. Farinha de trigo
  5. Ovos
  6. Um bom azeite
  7. Pimenta-do-reino para moer na hora
  8. Shoyu
  9. Manteiga sem sal
  10. Limão

Na semana que vem a lista pode ser outra, mas aí já terei outra coisa na cabeça também ;***

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Bolo de Milho Super Caseiro


Cheguei em casa com vontade de bater um bolinho.

Não podia ser nada muito complicado nem cheio de ingredientes, tinha de ser rápido, fácil e gostoso. E gostoso pra mim, muitas vezes, significa ser pouco doce.

Folheei sem muito entusiasmo uma “Cláudia Especial Bolos”. Abri meu fichário vermelho, passei pelas tortas, mousses e, lá no finalzinho, encontrei o que precisava!

Reuni os ingredientes para ter certeza de que nada me faltaria e “mandei a brasa”, como diz a minha vogra (é vogra mesmo, mistura de avó com sogra).

Usar o milho fresco (e não o de latinha) faz toda a diferença nesta receita. Vai, deixa a preguiça de lado, que são só duas espigas, não dá trabalho nenhum. A receita original pedia leite, mas resolvi testar com meu iogurte natural e ficou muito fofo e gostoso.

Ingredientes:
1 xícara de milho verde debulhado (no meu caso usei duas espigas pequenas)
100g de manteiga ou margarina sem sal
1 xícara de açúcar
2 ovos
1 1/2 xícara de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento em pó
1/4 xícara de iogurte natural

Como Fazer:

  1. Unte uma forma de buraco no meio e reserve.
  2. Ligue o forno em temperatura média.
  3. Bata o milho no liquidificador até virar uma pasta. Não carece de adicionar nenhum tipo de líquido.
  4. Bata bem o açúcar com a manteiga ou margarina até formar um creme claro e fofo. Adicione os ovos, um a um, mexendo sempre.
  5. Junte o milho batido e misture, depois o trigo e misture mais um pouco, o fermento e por último o iogurte. A massa não fica muito líquida não.
  6. Despeje a massa com cuidado na forma e leve ao forno médio até que, enfiando um palito no centro do bolo, ele saia limpinho.
  7. Espere esfriar um pouco e desenforme. Viu? Espere esfriar um pouco! Não faça como eu, que me empolguei demais e acabei ficando com metade do bolo grudado no fundo da forma.

 

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Tempero de Frango #1

Amiga Leitora Prendada, Amigo Leitor Dadivoso

Inúmeras vezes deparamo-nos com a dúvida cruel do que fazer com aquele peito de frango que já foi descongelado e necessita de cocção ligeira para aplacar a fome pós-labor. E por mais dadivosos que formos, nossa mente criativa e nosso coração generoso por vezes nos falham devido ao extremo cansaço. O que fazer, pois, para o rápido jantar?

Anteontem, tal circunstância de tempo escasso e canseira abundante abateu-se sobre mim e precisei apelar para o prosaico frango grelhado.

No entanto, consegui reunir forças para dar um toque a mais no tempero, o qual divido com vocês:

Para um peito de frango desossado e em filés, usei as raspas de um limão, o suco de meio, uma colher de sopa de azeite de oliva, uma pitada de alecrim fresco e sal. Besuntei cada filé com a mistura, deixando-os descansar por uma meia hora enquanto preparava os acompanhamentos. Em frigideira muito quente e untada com azeite, grelhei os filés como de costume, cuidando para não deixá-los ressecados demais nem (que horror!) crus por dentro.

Ficaram deliciosos! Acompanharam muito bem a saladinha e o arroz branco e constituíram uma refeição leve e reconfortante após um dia de labuta.

;***

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Mil-e-uma utilidades


Copinhos de cachaça estão entre os utensílios mais fofos – e úteis – de um lar dadivoso.
Os meus são multitarefas, multirraciais, multimeios e multidimensionais (no caso de convivas pouco acostumados a sorver bebidas alcoólicas).

Gosto muito de usá-los para colocar:

  • espetinhos/palitos para petiscos
  • molhinhos de salada
  • mini-sobremesas
  • croûtons e triângulos de pão sírio
  • mostarda, catchup e maionese
  • uma vela ou flor pequenininha
  • café!

E você, o que faz com seus copinhos de cachaça?

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Mini-sanduíches quentes de salsicha com molho

Minha idéia era misturar comidinhas mais ou menos cafonas com coisas de festa de criança. Porém, como boa neta da vó Dinah, superestimei o apetite dos comensais e quando os cinco queridos convidados retornaram aos seus lares deparei-me com uns vinte pãezinhos intocados no saco de papel e mais ou menos três quartos do preparado para o cachorro-quente (não gosto desse nome, não) ainda na panela.

Reproduzo aqui a receita completa, que você pode alterar, diminuir e acrescentar ingredientes à vontade. E se sobrar, pode congelar tranquilamente.

Ingredientes:
24 salsichas
1 caixa de purê de tomates (mais ou menos 400g)
1 cebola pequena em fatias finíssimas
1 colher de sopa de óleo
pitada de orégano seco
pitada de manjericão seco
1 colher de sopa de mostarda escura
1 colher de chá de mostarda amarela
1 pitada de sal

Como fazer:
1. Corte as salsichas em rodelinhas e reserve.

2. Aqueça o óleo em uma panela grande (com capacidade para uns 3 litros). Coloque ali a cebola, uma pitada de sal e deixe amolecer em fogo baixo. O sal faz a cebola liberar seus líquidos, evitando que doure ou queime. Nessa receita, a idéia é que a cebola fique muito suave, desaparecendo no molho.

3. Quando a cebola estiver murchinha e macia, adicione as salsichas e refogue um pouco, só para aquecer.

4. Adicione o purê de tomates,  pouco de água (usei uns 200 ml), as mostardas e as ervas.

5. Tampe a panela e deixe cozinhar em fogo baixo, olhando e mexendo de vez em quando só para desencargo de consciência.

6. Estará pronto quando as salsichas estiverem bem inchadas e o molho tiver engrossado um pouco.

Para rechear os pãzinhos, resolvi usar a técnica do buraco-quente (um outro sanduíche que merece ser comentado outro dia). Com uma colher de chá, fiz um buraco num dos lados do pão (como um túnel, só que sem atravessar para o outro lado) e fui colocando as rodelinhas pacientemente por ali. Dá para colocar umas cinco, seis rodelinhas em cada pão. Lembre-se de colocar um pouco de molho junto (mas não demais, para não encharcar).

A vantagem? Fica mais bonito, oras! E não escorre quando a gente morde :)

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“Só a areia pra mim, mãe!”

Um dia falo mais sobre as modas culinárias de maman. Tivemos verdadeiras eras dedicadas a frango com catupiry, língua ensopada com ervilhas, camarão na moranga, batata-palha, patês, bolos invertidos, lasanhas, chuchu-cheio…o engraçado é que muitas dessas coisas ela simplesmente cansou de fazer, enjoou, desgostou. Mas alguns preparados resistem aos caprichos novidadeiros e atingem a condição de “comida-ícone-da-ruth”.

O “Repolho com Areia” é uma dessas. E ontem, num arroubo de saudade e nostalgia, resolvi reproduzir a receita em casa. Ficou igual, igualzinho, sem tirar nem pôr.

Mas antes que pensem que minha progenitora saiu de um livro do Garcia Márquez e nos alimentava com terra, deixem-me explicar do que se trata a iguaria: corta-se um pedaço de repolho (metade, 1/4, depende da quantidade e apetite dos comensais), coloca-se a cozinhar em caldo de carne ou galinha (nesse pode usar o industrializado que não vai ficar ruim) e quando estiver tenro deita-se sobre uma travessa repleta de uma farofa crocante e delicada que chamamos carinhosamente de…

…Areia!
Ingredientes (para 2 xícaras, mais ou menos):
2 pães velhos (velhos mesmo, já durinhos)
2 boas colheres de sopa de manteiga
sal a gosto

Como fazer:
O pão precisa virar uma farinha grossa, então rale no ralador ou passe no processador. Gosto mais do ralador porque ele deixa uns pedacinhos mais crocantes. Se não tiver pão velho, pode dar uma leve secada no forno antes de empregar. Se quiser, pode usar farinha de rosca pronta, mas não posso me responsabilizar se não ficar igual ao da mãe, tá?
Derreta a manteiga numa frigideira mais fundinha. Não deixe queimar, mantenha em fogo brando só até espumar.
Adicione a farinha de pão e mexa, remexa, revolva, misture, saracoteie, vire e revire até começar a dourar. Essa proporção de manteiga é perfeita pra deixar a farofa ao mesmo tempo úmida e crocante.
Corrija o sal e sirva.

Você pode colocar essa areinha ao redor do repolho cozido (e muuuito bem escorrido) ou couve-flor, usá-la para polvilhar uma massa, ou guarnecer qualquer outro prato de sua preferência. Babi, Ju e Mano só comiam pura :)

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