09.29.06
Publicado em Receitas às 5:40 am pela Dadivosa
Eis que, ao contrair matrimônio, fui presenteada com uma vogra que, como já falei, é a mistura de vó com sogra. E eis que ela nasceu na Palestina, veio pro Brasil, morou um tempão na Argentina e está aqui de novo há muito tempo.
Minha vogra tem 81 anos num corpinho de 60 e cabeça de 30, dirige seu Golzinho por tudo que é canto, faz hidroginástica, pinta quadros, trabalha como voluntária na igreja, faz tricô “pros velhinho do asilo”, tudo isso com saúde-pra-dar-e-vender-graças-a-Deus. Essa velhinha sabe das coisas. Velhinha sim, com muito carinho, que mesmo antes de casar eu já possuía a licença poética pra chamá-la assim
Diz ela que o segredo da longevidade está na ingestão diária de iogurte e coalhada seca. Quando tomamos o café-da-manhã lá é sempre assim:
- Filha, não vai tomar um halib?
- Não, velhinha, eu gosto do café puro mesmo.
- Mas filha, faz bem, tem cálcio, evita a osteo, esteo, estopo…
- … osteoporose? Mas eu já vou comer labane.
- Ai, que linda, filha! Labane é bom pra pele, pro estômago, pro intestino…
Sabe o filme O Casamento Grego? O pai da Toula não vivia recomendando vidrex pra tudo o que era enfermidade? Pois na casa da minha vogra, o labane tem quase o mesmo status.
Labane (lê-se lábane) é como os árabes chamam a coalhada seca. O iogurte, que é o ingrediente principal da coalhada, é chamado de laban (lê-se lában). E eu, que não sou boba nem nada e já sabia das maravilhas do laban, aderi lépida e fagueira à ingestão diária do labane, o queijo dos beduínos.
Dia desses a vogra me ligou pra contar que tinha mandado costurar pra mim um saco de fazer labane! Trata-se de uma saca dessas de farinha, alvejada e costurada como saco mesmo, muito branquinha e limpa.
Pois anteontem, na seca de cozinhar e sem tempo para nada, consegui cinco minutinhos para iniciar a feitura do meu primeiro potinho de labane.
Usei 750 ml de iogurte desnatado que eu mesma fiz em casa. Abri o saco (limpíssimo, destinado somente a esse fim), despejei ali o iogurte. Fechei o saco, dei uma leve torcida na parte que sobrou, pendurei o saco na torneira da pia da cozinha e fui cuidar de meus compromissos. Isso foi por volta das 19 horas de quarta-feira.
No dia seguinte, por volta das sete da manhã, o saco estava bem mais murcho, muito soro tinha saído. Abri o saco com cuidado e suspense… ai que lindo, fiiilha! A coalhada estava lá: firme, pastosa, branquinha e exalando saúde! Deu uns 200 ml, mais ou menos.
Daqui para a frente, precisei de muita coragem, pois era a hora de temperar o labane. Uma pitadinha de açúcar, um fio generoso de azeite, uma pitada um pouco maior de sal, mexe-mexe-mexe. Acho que carreguei um pouco no açúcar. Mais sal. Agora sim!
Aprendi a fazer, apesar de precisar aperfeiçoar a técnica, mas não vou deixar de pegar meu potinho mágico, né? Porque tem mais uma fala que eu adoro dessa velhinha:
- Fiiilha, esse labane tá um quilo! Experimenta! Já reservei um potinho pra você, tá aqui ó, não me esquece de levar, hein? Viu? Ó, vou botar junto da tua bolsa, assim você não esquece.
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09.25.06
Publicado em Dicas às 11:58 am pela Dadivosa
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09.20.06
Publicado em Receitas às 4:57 am pela Dadivosa
Ingredientes:
1 x cha de óleo
1 x chá de açúcar
3 ovos
1 colher de chá de sal
1 litro de água morna
30g de fermento biológico fresco
1 kg de farinha de trigo
Como fazer:
- Bater tudo no liquidificador (precisa ser em duas vezes, senão não cabe).
- Despejar em fôrma grande de pão, untada com óleo, cobrir com plástico-filme e com um pano de prato.
- Esperar crescer por mais ou menos 20 minutos e levar ao forno preaquecido em temperatura média para baixa até dourar.
Dessa vez fui prudente, esperei o pão esfriar para tirá-lo da forma e deu tudo certo. Fiz apenas metade da receita, que rendeu um pão bem grande.
Não sei se alguém quer saber, mas vou contar como fiz para medir a metade de 3 ovos. Quebrei-os um a um, para certificar-me de que estavam bons, e despejei numa jarrinha medidora. Mexi ligeiramente com o garfo, só para misturar a clara e a gema, marquei a medida que alcançaram e despejei a metade no liquidificador
.*. Atualização .*.
Tinha esquecido de contar que essa receita foi retirada de um livretinho de banca de jornal, com 16 páginas, em formato A5, que custou R$ 0,99!
O título é Receitas com Pão de Forma, da coleção Puro Sabor, Editora Alto Astral. Na contracapa tem essa receita mágica para a senhora dona de casa preparar seu próprio pão.
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09.19.06
Publicado em Salgados às 5:18 am pela Dadivosa
Friburgo, pro vô, eram os hambúrgueres, cheese-saladas, hot-dogs e quaisquer outros alimentos rápidos da modernidade.
Eu não sou muito fã de fast food, mas tem uma coisa superprocessada e cheia de substâncias químicas prejudiciais que eu amo de paixão: aquele empanadinho de frango, que a partir de agora chamarei de ‘frangonitos’.
Ontem, inspirada pela receita da Valentina, arrisquei minha versão, que fiz com muito entusiasmo.(E comi com mais entusiasmo ainda!)
Ingredientes:
500g de peito de frango sem pele e sem osso
2 ovos
1 colher de sopa de mostarda amarela pronta (daquela simplona)
1 xícara de queijo parmesão ralado na hora
1 xícara de farinha de rosca (ou pão ralado)
2 colheres de sopa de aveia em flocos finos
Sal a gosto
Pimenta-do-reino moída na hora a gosto
Azeite para untar a forma
Como fazer:
- Ligue o forno na temperatura média.
- Comece cortando os filezinhos em pedaços mais ou menos do mesmo tamanho. Não podem ser muito finos nem muito grossos, nem grandes nem pequenos, nem… ah, você já viu o tamanho desses frangonitos de supermercado, né?
- Numa vasilha funda, misture o ovo com a mostarda e reserve.
- Numa vasilha rasa e maior, misture o queijo, a farinha de rosca ou pão ralado, a aveia, o sal e a pimenta.
- Agora vem a parte mais legal! Mergulhe os pedaços de frango no ovo. Pode colocar quantos couberem na vasilha, sem medo.
- Pegue os pedaços com o garfo, um a um, e passe-os na mistura de farinha para ficarem empanadinhos. Coloque-os lado a lado na forma untada e forno neles!
- Quando começarem a perfumar a cozinha e/ou dar sinais de douramento na parte de baixo, você pode virá-los, com cuidado. Eu uso uma pinça de bambu, mas você pode usar colher e garfo, pegador de macarrão, o que ficar melhor para trocar o lado dos pedacinhos sem feri-los.
- Servi num prato normal, rodeando uma vasilhinha com molho de tomate. Entre cortar o frango e levar tudo à mesa, não levei mais do que 45 minutos.
Ah, sobrou mais ou menos uma xícara do preparado empanador, que guardei na geladeira para uma próxima.
.*. Atualização .*.
A Akemi pediu, lááá do Japão, pra eu contar a receita desse molhinho de tomate aí da foto. Ele é tão simples e fácil que dá até vergonha, mas vamos lá: peguei uma lata de tomate pelado, joguei na panela, misturei com um envelope de caldo de carne, apertei um pouco com a colher de pau para cortar um pouco os tomates, deixei ferver uns minutinhos e só. Mas olha, molho de tomate é aquela coisa altamente pessoal, né? Esse daí eu inventei na hora e ficou gostoso. Mas faça o molho que você quiser, tiver vontade ou estiver mais acostumada ;***
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09.18.06
Publicado em Generalidades às 9:48 am pela Dadivosa
Já faz um tempinho que acompanho uma lista de seis “regras de etiqueta” que vem circulando pelos blogs de moças e jovens senhoras prendadas mundo afora. Foram a Valentina, dona do Trembom, e a Gorete do Feito em Casa que me convocaram a participar também. Depois de ler tantas listas com as quais concordo, fui acometida por duas sensações: a primeira é a de ter várias “irmãs-gêmeas” e a segunda foi a de não ter o que acrescentar acerca dos bons modos à mesa.
Então tive a vontade de falar também sobre algumas coisas que vão além da etiqueta, coisas que costumo fazer antes de levar o alimento à mesa, idiossincrasias. Será que serve? Pelo sim, pelo não, vou misturar as coisas e contar que:
- Atender o celular durante a refeição, seja em casa ou no restaurante, soa para mim como um tremendo desrespeito. Sei que vivemos na era da informação, no mundo conectado 24X7, que o celular é a coleira eletrônica das corporações etc. etc. Mas não consigo entender que um ser humano não se dê o direito de comer sem ser interrompido pelo telefone. Seu ou dos outros.
- Se todo mundo vivesse como eu, seriam necessários dois planetas e meio para dar conta do recado. Descobri isso neste teste. Pelo visto, morar numa metrópole, viver em apartamento, depender de supermercado e não cultivar o próprio alimento foram alguns dos fatores que depuseram contra minha ecoeficiência. Mas tento fazer a minha parte, separando o lixo de casa (principalmente o da cozinha), evitando desperdícios, andando a pé sempre que possível, utilizando eletrodomésticos ecoeficientes, comprando alimentos orgânicos e evitando consumir qualquer coisa de empresas que utilizem mão-de-obra escrava ou infantil, que firam os direitos humanos ou que sejam inimigas do meio-ambiente. Lavo e seco todas as embalagens recicláveis, que depois são amassadas e colocadas em caixas separadas para tetrapack e alumínio, papel, vidro e plásticos.
- Gosto muito de comer à mesa, mas também tenho meus dias de café-na-cama vendo televisão. Numa bem-arrumada bandeja, que fique claro!
- Mais do que ser vítima do atraso de convidados, tenho pavor de me atrasar para algum compromisso ou visitinha. Sou capaz de chegar mais cedo e esperar para dizer que cheguei! Caso me atrase por algum motivo (já aconteceu, malgrado todas as precauções), sempre dou um jeito de avisar antes.
- Tenho um primo que sempre conta, às gargalhadas, que a mãe só nos considerava “gente” depois que fazíamos quinze anos. Antes que pensem que ela é uma jararaca desalmada, deixem-me defendê-la: quando o número de convidados ultrapassava os lugares à mesa, crianças geralmente eram acomodadas numa mesa à parte, a “mesa dos inocentes”. E geralmente eram servidas antes. Assim, os tios, tias, vôs e vós podiam desfrutar a refeição com relativo sossego e bem acomodados. E nós aprendemos a ceder o lugar para os mais velhos.
- Televisão ligada (a não ser no caso do item 3) não orna. Uma musiquinha cai bem, mas notícias, novelas e filmes de explodir me causam indigestão.
Sei que trapaceei um tantinho e fugi um pouco do tema, mas deixo aqui o convite a todos que quiserem falar sobre suas seis regrinhas de etiqueta. Se quiser dar uma espiada nos manuais de boa conduta de outras leitoras e leitores cozinheiros, visitem os links da barra ao lado.
;***
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09.14.06
Publicado em Liberte sua Dadivosa, Recordar é Viver às 11:58 am pela Dadivosa
No dia 17 de julho, quis saber com quantos anos os amigos leitores dadivosos e amigas leitoras prendadas iniciaram suas aventuras culinárias.
Eis a parcial da época:
Carol Grilo perguntou se valia dizer que foi aos 27.
Fer Guimarães Rosa começou a inventar moda por conta própria, aos 8.
Julio começou com brigadeiro, mas considera que a verdadeira iniciação ocorreu aos 22, quando foi morar longe de mainha.
Renata começou pelos brigadeiros
Nanna também começou aos 8 anos, ao testar uma lenda urbana de que toddynhos viravam brigadeiros ao serem fervidos com margarina.
Confesso que fiquei impressionada com o poder ativador de dadivosos que existe num simples brigadeiro. Um tempo depois, em pesquisas informais, pude constatar que muita gente tem no docinho de leite condensado a sua primeira experiência na cozinha.
Pois eu comecei como a Fer, por conta própria, inventando uma coisa aqui e outra ali. Meus primeiros cadernos de receita datam da segunda série do primário, época em que eu vivia copiando os livrinhos da vó Nair.
Mas a primeira lembrança de um prato de verdade, que outras pessoas comeram (e gostaram!) foi uma carne assada de panela e um macarrão que fiz pro almoço quando tinha 11 anos. Fiz tudo sozinha, sob a supervisão, muito a contragosto, da Rosa.
Rosa mantinha seus cabelos grisalhos bem compridos, abaixo da cintura redonda, sempre presos num coque de muitas voltas. Todo dia, entre 12h e 14h realizava seu duplo ritual, que consistia no seguinte:
- Ao levar a comida para a mesa, quando todos estávamos sentados, ela invariavelmente soltava essa:
“Ai, coitado do Erasmo! O que será que ele vai comer?”
Detalhe: Erasmo era o marido aguardenteiro e pouco afeito ao trabalho que vivia sumido no mundo, a quem ela via de vez em nunca e aparentemente não estava muito interessado em voltar pra casa.
- Depois de tirar o apetite de todos com histórias sobre como Erasmo, o coitado, passava fome pelo mundo afora, e de almoçar com muito gosto e voracidade, Rosa ia tirar um cochilo na sala. Só nessa hora lembro dela sorrindo. Ajeitava uma almofada estrategicamente localizada no braço do sofá, virava-se para a parede, punha a mão sobre os olhos e ali ficava, roncando, até umas duas da tarde. Só então ia recolher a mesa e lavar a louça.
Esses e outros pequenos inconvenientes eram diariamente perdoados quando engolíamos os primeiros bocados de abóbora ensopadinha, feijão, bife acebolado ou à milanesa, bolinho de espinafre, galinha caipira… a Rosa tinha trabalhado em restaurante, é preciso dizer. Restaurante de interior, mezzo churrascaria - mezzo pêéfe. Comida simples, de fogão a lenha, saborosa e cheia de história.
Até hoje mantemos a tradição do Erasmo. Funciona assim: precisa ter pelo menos dois dos irmãos, mãe e babbo e, quando dá, o tio Ricardo (que morou lá em casa na Fase Rosa). Aquele que estiver mais espirituoso no dia lança um “Ai, coitado do Erasmo!” quando lembra de algum ente querido que, por algum motivo, não está presente à mesa. A isso seguem-se muitas risadas e exclamações do tipo “ooh, coitado!”.
Eu mesma sou o Erasmo inúmeras vezes, mas consigo proferir a frase mágica um ou dois dias por ano, quando estou por lá sem o marido, ou quando um dos irmãos não consegue estar junto da gente na hora da refeição.
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Publicado em Generalidades às 10:03 am pela Dadivosa
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Publicado em Generalidades às 7:59 am pela Dadivosa
A Rainha Faby publicou aqui os dez itens que não podem faltar em sua majestosa cozinha e desde que li o post não consigo tirar da cabeça a minha própria lista. Então, para tirar da cabeça, vou escrever aqui:
- Iogurte caseiro
- Tomate pelado
- Salsinha e cebolinha frescas (são duas coisas, mas chamo de cheiro-verde e fica tudo certo)
- Farinha de trigo
- Ovos
- Um bom azeite
- Pimenta-do-reino para moer na hora
- Shoyu
- Manteiga sem sal
- Limão
Na semana que vem a lista pode ser outra, mas aí já terei outra coisa na cabeça também ;***
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09.13.06
Publicado em Doces às 5:03 am pela Dadivosa
Cheguei em casa com vontade de bater um bolinho.
Não podia ser nada muito complicado nem cheio de ingredientes, tinha de ser rápido, fácil e gostoso. E gostoso pra mim, muitas vezes, significa ser pouco doce.
Folheei sem muito entusiasmo uma “Cláudia Especial Bolos”. Abri meu fichário vermelho, passei pelas tortas, mousses e, lá no finalzinho, encontrei o que precisava!
Reuni os ingredientes para ter certeza de que nada me faltaria e “mandei a brasa”, como diz a minha vogra (é vogra mesmo, mistura de avó com sogra).
Usar o milho fresco (e não o de latinha) faz toda a diferença nesta receita. Vai, deixa a preguiça de lado, que são só duas espigas, não dá trabalho nenhum. A receita original pedia leite, mas resolvi testar com meu iogurte natural e ficou muito fofo e gostoso.
Ingredientes:
1 xícara de milho verde debulhado (no meu caso usei duas espigas pequenas)
100g de manteiga ou margarina sem sal
1 xícara de açúcar
2 ovos
1 1/2 xícara de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento em pó
1/4 xícara de iogurte natural
Como Fazer:
- Unte uma forma de buraco no meio e reserve.
- Ligue o forno em temperatura média.
- Bata o milho no liquidificador até virar uma pasta. Não carece de adicionar nenhum tipo de líquido.
- Bata bem o açúcar com a manteiga ou margarina até formar um creme claro e fofo. Adicione os ovos, um a um, mexendo sempre.
- Junte o milho batido e misture, depois o trigo e misture mais um pouco, o fermento e por último o iogurte. A massa não fica muito líquida não.
- Despeje a massa com cuidado na forma e leve ao forno médio até que, enfiando um palito no centro do bolo, ele saia limpinho.
- Espere esfriar um pouco e desenforme. Viu? Espere esfriar um pouco! Não faça como eu, que me empolguei demais e acabei ficando com metade do bolo grudado no fundo da forma.
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09.12.06
Publicado em Dicas, Utensílios às 1:45 pm pela Dadivosa
Carol, o joguinho americano está sendo usado com muito amor, todos os dias, e tem embelezado a mesa de café-da-manhã do casal
Para ver e encomendar outras fofices da Carol, dê um pulinho na Fofysfactory. Ela entrega para todo o planeta Terra.
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