05.06.08
Orzo Rosado ou Risoni Rosé

Orzo (ou Risoni) é um macarrão em formato de arroz. O delicioso casamento desses dois carboidratos reconfortantes se comporta muito bem nas invencionices culinárias de última hora, como é o caso desta receita:

Orzo (ou Risoni) é um macarrão em formato de arroz. O delicioso casamento desses dois carboidratos reconfortantes se comporta muito bem nas invencionices culinárias de última hora, como é o caso desta receita:

Precisar, não precisava. O bacon entrou de gaiato, para agradar o conviva, mas pode ser suprimido sem problemas, transformando a sopa em uma receita lindamente vegetariana. Rende o suficiente para duas pessoas.

Mais ou menos um quilo de uva-rosa e duas xícaras de açúcar foram para a panela até ferver. Depois, por uma peneira, aos bocados, a mistura foi espremida para deixar de fora as cascas e as gordas e apegadas sementes. De volta à panela, a espuma que sobe é retirada com cuidado. Não carece de ficar mexendo muito, não. Ao contrário dos doces de tacho, geléia não dá trabalho: é fruta, açúcar e fogo.
O tempo? Ah, o tempo de cozimento vai depender da consistência desejada pelo Leitor e pela Leitora. Para testar se está no jeito, pingue uma colher de chá de geléia num pires e aguarde esfriar. Guarde em vidros esterilizados e leve um para a vizinha :)

(foto: divulgação)
Há quem, na impossibilidade de consumar o desejo, coma com os olhos o que (quem) tem diante de si. Entre livros, revistas, cadernos e sites eu, ligeiramente incapacitada, chego a cozinhar com olhos e pensamento, batendo um bolinho aqui, fazendo umas panquecas acolá…
A alegre ilustração acima, e outras tão simpáticas quanto, pode ser comprada por aqui.

(*Receita republicada sem querer, um ano após a criação)
O Rei da Quinzena é o Gengibre. A receita que segue nasceu de maneira natural e a combinação de ingredientes muitíssimo me agradou: ficou diferente, delicada e exótica ao mesmo tempo.
Faz-se mister trazer à baila que o gengibre utilizado foi daquele em pó. Para usar o fresco, será necessário reduzir drasticamente a quantidade, pois o nosso Rei, quando ralado na hora, tem sabor ainda mais predominante e forte.

Para fazer jus a um camarão fresco, deve-se apenas assustá-lo no fogo, coisa de poucos minutos, somente até que fique corado e perca a translucidez.
Pouco antes de irem pra mesa, esses daí foram sapecados numa frigideira muito quente com um fio de azeite, receberam umas pitadas de sal, umas gotas de tabasco e, tão logo bem aquecidos, um pouco de vodca, que evaporou num fogaréu daqueles.
Após arrefecerem, ganharam a companhia de folhas de alface lisa, pedaços de mozzarela de búfala, tomates-cereja, cubos de abacate, folhas de endro (dill), umas gotas de limão, uma rega de azeite grego e uns nacos de pão italiano.

A receita da massa de cuca, de primeiro, não deu muitas mostras de que vingaria. Pensei ser o fermento, ou a falta de jeito. Mas ao fim e ao cabo, com a ajuda do truque de deixar uma bolinha de massa em copo d’água indicar, ao chegar à superfície, que a massa havia crescido o tanto necessário, tudo correu bem.
Eis a receita da Carla Pernambuco, com meus pitacos, conforme havia prometido ao Leitor e à Leitora:

De origem alemã, esse bolo-pão com cobertura doce é muito apreciado no Sul do Brasil, onde recebe a alcunha de cuca (ao que tudo indica, uma corruptela de ‘kuchen’).
De origem alemã também era a Vó Nair, exímia fazedora de variadas e aromáticas cucas atraidoras de visitas para o café no meio da tarde. Às vezes ela me deixava descascar, picar e passar em açúcar e canela as bananas da cobertura enquanto preparava a massa úmida. Por maior que fosse a quantidade de tabuleiros a preencher, por mais frenética que fosse a lida de preparar a massa, a farofa, o creme de coco com gemas e o café, a vó não se abalava.
A mansidão de seu andar já cansadinho persistia também na voz e no linguajar. Se o leite transbordasse, sujando todo o fogão enquanto ela tinha as duas mãos na massa (e eu era ainda muito pequena para que ela deixasse chegar perto do fogo), o máximo do mau-humor que deixava escapar era um estalar de língua e um ‘ai, o leite!’. Palavrões e xingamentos não faziam parte de seu falar.
Mas quando a cuca ficava pronta… ah, quando a cuca ficava pronta e o cheirinho de banana com canela, massa de pão fresquinha e coco queimado invadiam e alegravam o mundo ao redor, a vó ficava malina. Nessa hora, costumava proferir uma frase célebre, mezzo-trocadilho-mezzo-piada-interna. Empostava um sotaque alemão que não tinha, punha um olhar maroto e, usando o nome de algum filho, falava:
“Marquinho, não deixa o cuca aí!”
Quando a vó não estava ou não fazia cuca, a gente saía para comprar. Mas tinha de ser cuca verdadeira, não valia ser de padaria. De modo que, logo após o almoço, fazíamos pequenas viagens em busca de alguma ’Cuca da Alemoa’, num raio de 100 a 200 quilômetros de curvilínias estradas de terra batida. E ao chegar lá, após escolher uns quatro ou cinco pedaços de sabores diferentes, quando a moça loira de bochechas rosadas já havia desaparecido para dentro da casa estilo enxaimel, invariavelmente alguém a chamava de volta: “Moça, ô moça… não deixa o cuca aí!” E a moça ficava vermelha e ria um riso gostoso com a cumplicidade de quem também devia ouvir a mesma brincadeira desde sempre.
Ontem me agarrou uma saudade e fiz duas cucas: a primeira foi de ricota e mel (ensinada pela Carla Pernambuco em seu livro Carlota: Balaio de Sabores), depois repeti a massa para essa aí da foto, de uva preta. A receita, comentada, testada e aprovada, vem para a semana.

É sabido que andei a espreitar o filme um bocadinho antes do lançamento, na companhia outros autores e autoras de blogs de comida. Como resultado, nasceu um bem-feitinho e bem-temperado livro de receitas coletivo, que inclui também os pratos apresentados no filme.
Recomendo uma espiadela na coletânea de idéias que surgiram a partir da história do Alecrim, com iguarias borbulhantes de criatividade e bom humor.
Para baixar o livro, vá no site do filme e clique no PDF, logo abaixo das fotos. Aproveite o fim de semana e corra para o cinema ![]()

Creio ser possível adicionar pedacinhos de chocolate num sem-fim de sobremesas gostosas a fim de aproveitar a ninhada de ovos de Páscoa. Na dúvida, remendei uma porção de camadas gostosas e me saí com esta receita de Sobremesa de Cremes com Chocolate: Clique aqui para continuar a ler »